sábado, 28 de junho de 2014

Stas. Maria Du Tianshi e Madalena Du Fengju, Mártires chinesas - 29 de junho


Martirológio Romano: No território de Dujiadun, próximo de Shenxian, as santas mártires Maria Du Tianshi e Madalena Du Fengju, sua filha, que na mesma perseguição foram tiradas do local em que se haviam escondido, morrendo por causa de sua fé em Cristo, a segunda lançada ainda viva no sepulcro. 
 
 
     Na solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, a Igreja também se recorda de alguns mártires de dezenove séculos depois, os quais fazem parte dos 120 chineses canonizados em outubro de 2000.
     Por muitos séculos, até nos dias atuais, os cristãos chineses têm sido vítimas de perseguições violentas que atingiram um ápice no ano de 1900, com a assim chamada “revolta dos Boxers”. Na metade do mês de junho esses revoltosos atingiram Shenxian, vicariato apostólico chinês confiado aos cuidados pastorais dos Jesuítas.
     Em 29 de junho, os soldados chegaram ao vilarejo de Dujiadun, perto de Shenxian, na província chinesa do Hebei, e ali mataram duas mulheres que não hesitaram em professar a sua fé católica: a leiga casada, Maria Du Tianshi (51 anos) e sua filha Madalena Du Fengju (19 anos). Elas eram nativas de Shenxian e foram martirizadas quando foram descobertas em um local onde se haviam refugiado. Uma delas foi enterrada ainda agonizante.
     Naquele período foram milhares as vítimas da perseguição e os Jesuítas consideraram oportuno não perder a lembrança destas intrépidas testemunhas da fé. Recolheram então o material que se pode encontrar e, em 28 de maio de 1948, a causa de canonização do grupo denominado “Leon-Ignace Mangin e 55 companheiros” foi introduzida.
     Em 17 de abril de 1955 deu-se a beatificação e a canonização de todo o grupo que compreende 120 mártires chineses de várias épocas ocorreu durante o Grande Jubileu de 2000.
 

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Beata Margarida Bays, Terciaria Franciscana - 27 de junho

    
 

     Margarida Bays nasceu em La Pierraz, paróquia de Siviriez, no Cantão de Friburgo, Suíça, em 8 de setembro de 1815, segunda dos sete filhos de José Bays e de Maria Josefina Morel, agricultores e bons cristãos. Dotada de vivacidade e de inteligência excepcional, frequentou por 3-4 anos a escola de Chavennes-les-Forts, aprendendo a ler e a escrever. Desde pequena demonstrou particular inclinação para a contemplação, deixando de brincar com suas companheiras para se retirar no silêncio da oração.
     Aos 11 anos foi admitida à Primeira Comunhão na paróquia de Siviriez. Aos 15 anos fez um período de aprendizado como costureira, profissão que exerceu por toda sua vida seja em casa, seja nas famílias vizinhas.
     Margarida descartou a possibilidade de tornar-se religiosa, preferindo permanecer solteira e santificando-se no seio da família e junto à paroquia, onde praticamente ficou toda a vida. Os três irmãos e as três irmãs tinham por ela profunda afeição e ela, costurando e fazendo os trabalhos domésticos, criou com eles uma atmosfera de bom humor e de paz.
     Mas, depois do casamento do irmão mais velho com uma empregada sua, Margarida teve que suportar a hostilidade e a incompreensão da cunhada, que se tornara a dona da casa em seu lugar. Ela reprovava o tempo passado por Margarida em oração ou no tranquilo trabalho de costura, enquanto ela se esgotava nos trabalhos do campo. Por longos 15 anos Margarida opôs a isto o silêncio e a paciência, fruto de sua caridade, que suscitava a admiração de quantos a circundavam. Por fim a cunhada reconheceu seus próprios erros e Margarida com grande caridade cristã a assistiu no seu leito de morte.
     Tanto na sua própria casa, como naquela onde ia trabalhar, Margarida convidava os presentes a recitar com ela uma ou duas dezenas do Rosário. Assistia todos os dias a Santa Missa e isto constituía “o cume de sua jornada”. No domingo, dia de festa e oração, após a Missa ficava na igreja em oração diante do SSmo. Sacramento, fazia a Via Sacra por uma hora e recitava o Rosário.
     Ela gostava de fazer a pé longas e cansativas peregrinações aos Santuários Marianos, sozinha ou com amigas; vivia constantemente na presença de Deus. Leiga cheia de zelo, dedicava seu tempo livre a um apostolado ativo junto às crianças, ensinando-lhes o catecismo e formando-as para uma vida moral e religiosa; também preparava com grande solicitude as jovens para sua futura condição de esposas e mães. Visitava infatigavelmente os enfermos e os moribundos. Os pobres encontravam nela uma amiga fiel, cheia de bondade.
     Introduziu na paróquia as Obras Missionárias e contribuiu para difundir a imprensa católica durante o Kulturkampf (*). Era uma incansável apóstola da oração, pois tinha presente sua importância vital para todo cristão. Amava profundamente a Jesus Eucaristia e a Virgem Maria.
     Em 1835, aos 35 anos, lhe sobreveio um câncer no intestino, que os médicos não conseguiram deter. Margarida pediu à Virgem SSma. que lhe mudasse estas dores por outras que lhe permitissem participar mais diretamente na Paixão de Cristo.
     Em 8 de dezembro de 1854, no momento em que o Papa Pio IX proclamava em Roma o dogma da Imaculada Conceição, uma enfermidade misteriosa inesperadamente se manifestou, a qual a imobilizava em êxtases todas as sextas-feiras, enquanto revivia no espírito e no corpo os sofrimentos de Nosso Senhor Jesus Cristo, desde o Getsemani até o Calvário.
     Recebeu ao mesmo tempo os estigmas da crucifixão, que ela dissimulava zelosamente aos olhos dos curiosos. O bispo de Friburgo, Mons. Marilly, mandou um médico verificar os êxtases e os estigmas de Margarida, o qual autenticou oficialmente a origem mística dos fenômenos.
     Nos últimos anos de sua vida a dor se fez mais intensa, mas suportou-a sem um lamento, abandonando-se totalmente à vontade do Senhor. Foi então que ela compôs a belíssima oração: “Ó Santa Vítima, chama-me a Ti, é justo. Não leve em consideração minha repulsa; que eu complete no meu corpo aquilo que falta aos Teus sofrimentos. Abraço a cruz, desejo morrer contigo. É na chaga de Teu Coração que espero exalar o último suspiro”.
     Morreu, segundo seu desejo, na festa do Sagrado Coração, na sexta-feira 27 de junho de 1879, às três da tarde. Os paroquianos de Siviriez e do entorno, quando do anúncio de sua morte, diziam: “A nossa santa morreu!”. Os funerais ocorreram no dia 30, com a participação de numerosos sacerdotes e uma multidão de fieis. Margarida foi sepultada no cemitério de Siviriez. Mais tarde foi transladada para a igreja paroquial, onde repousa na Capela de São José.
     A fama de santidade que gozava em vida continuou e se ampliou após sua morte. Em 29 de outubro de 1995, João Paulo II beatificou-a. 
 
 
(*) Kulturkampf ou luta pela cultura foi um movimento anticlerical alemão do século XIX, iniciado por Otto von Bismarck, Chanceler do Império Alemão em 1872.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Santa Eteldreda de Ely, Rainha e Abadessa - 23 de junho

    
     Eteldreda (lat. Ediltrudis; ingl. Audrey e Ethelthryth), filha de Anna, rei da Anglia oriental, e de sua esposa Saewara. Seu pai era cristão e fez muito pela conversão do seu reino e do Wessex. Irmã das Santas Sexburga, Etelburga e Vitburga, ela nasceu em Exning em Suffolk. A sua vida transcorreu em grande parte na segunda metade do século VII (636-679), quando grande era o fervor dos Anglos, recentemente convertidos.
     Segundo o desejo dos pais, em 652, muito jovem, ela desposou Tondbert, Rei de Gyrne, com o qual viveu em perpétua continência. Três anos depois, enviuvou e retirou-se na Ilha de Ely, que havia recebido do marido como dote de núpcias. Ali viveu vida solitária por cinco anos, dedicando-se à oração a maior parte do seu tempo.
     Em 660, por motivo de família, talvez para assegurar alianças políticas, casou-se com Egfrido, o filho mais novo de Oswy, rei da Nortumbria. Ela aceitou este casamento com a condição de que o jovem marido se empenhasse em respeitar a sua virgindade. Como dote, ela recebeu algumas terras em Hexham, que doou para São Vilfrido de York fundar a basílica de Santo André. São Vilfrido foi seu amigo e guia espiritual.
     Quando de seu casamento, Egfrido era um adolescente e Eteldreda, vários anos mais velha, obteve sua estima e afeição imediatamente; ela exerceu uma pura e nobre influência sobre ele. Ele se sentava junto a ela, dela adquiria sabedoria e ele a ajudava em suas boas obras.
     Em 670, aos 24 anos, Egfrido subiu ao trono da Nortumbria. Enquanto Rainha, Eteldreda se deleitava no convívio com monges e monjas, e convidava para o palácio aqueles mais distinguidos pelo saber e piedade (entre eles São Cutberto, o jovem prior de Lindisfarne).
     Egfrido, que por doze anos fora um mero e humilde adorador de sua bela esposa, agora, arrependido da condição aceita por ocasião do casamento, pediu ao santo bispo Vilfrido que o desobrigasse daquela promessa. Após um período de disputa e seguindo o conselho de São Vilfrido, Eteldreda se retirou no mosteiro de Coldingham, onde sua tia Santa Ebba, era abadessa, e ali recebeu o véu, isto é, tornou-se monja em 672.
     Temendo represálias de Egfrido, Santa Ebba sugeriu que Eteldreda, acompanhada de duas monjas de seu mosteiro, procurasse outro refúgio. Ela então foi para sua Ilha de Ely. Muitas são as histórias relacionadas com os perigos de sua jornada.
     Eteldreda restaurou a antiga igreja de Ely, destruída por Penda, rei pagão dos Mercians, e construiu seu mosteiro ao lado do que atualmente é a Catedral de Ely. Em 673, Eteldreda iniciou o governo do mosteiro duplo que dirigiu até sua morte, em 23 de junho de 680.
     Ela dirigiu o mosteiro deixando um grande exemplo de piedade, abstinência e todas as virtudes monásticas. Embora se tratando de uma grande dama que crescera num ambiente brando, ela passou a usar tecidos rústicos. Ela se negava o uso do banho quente, um luxo muito em uso entre os ingleses de seu tempo. Ela só se permitia esta indulgência nas grandes festas do ano.
     Muitos de seus velhos amigos, relacionamentos e pessoal da corte seguiram o seu exemplo; muitos colocavam suas filhas sob seus cuidados; monges e padres a procuravam como a um guia espiritual.
     São Vilfrido não havia retornado de Roma, onde obtivera de Bento II privilégios extraordinários para a fundação, quando Eteldreda morreu de um tumor no pescoço, que ela mesma dizia ser uma punição pela vaidade com que usara colares em sua juventude. Na realidade foi uma praga que atingiu várias de suas monjas.
     Depois de sua morte, sua irmã, sua sobrinha e sua sobrinha-neta, todas princesas reais e duas delas rainhas viúvas, seguiram-na como abadessas de Ely.
     Dezessete anos após sua morte, seu corpo foi encontrado incorrupto: São Vilfrido e o médico Cinefrido estavam entre as testemunhas. O tumor do pescoço, retirado por seu médico, estava curado. As roupas em que seu corpo fora envolvido estavam tão frescos como no dia em que ela fora enterrada. Seu corpo foi colocado em um sarcófago de pedra de origem romana, encontrado em Grantchester, e enterrado novamente.
     Ao longo de muitos séculos seu corpo foi objeto de devota veneração na famosa igreja que surgiu em sua fundação. Muitos milagres aconteciam junto ao seu túmulo. A Abadia de Ely foi dirigida por princesas da mesma família e por muitos anos foi muito famosa.
     O túmulo de Eteldreda foi meta de peregrinação até a Pseudo-Reforma: em 1539 a Abadia de Ely foi dissolvida por Henrique VIII, e em 1541 o túmulo da Santa foi destruído pelos seguidores aquele rei. A Catedral de Ely começara a ser construída no século XI; a Abadia de Ely sofreu menos do que outros mosteiros, mas mesmo assim, as imagens bem como os vitrais da catedral foram destruídos. A catedral foi restaurada nos séculos XIX e XX.
     A Santa era particularmente invocada contra as doenças da garganta e do pescoço. Os doentes de tais males costumavam usar gargantilhas adquiridas no seu santuário. As gargantilhas eram chamadas Tawdry (abreviação de Saint Audrey, o nome de Eteldreda em inglês).
    Uma mão da santa é venerada na Igreja de Santa Eteldreda, em Ely, que goza da distinção de ser a primeira igreja na Grã-Bretanha restaurada para o culto católico.
 
Etimologia: Etel, do anglo-saxão: “nobre pela riqueza”. Inglês: Ethel.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Santa Elia de Ohren, Abadessa - 20 de junho

     Santa Elia (ou Eliada) foi uma magnífica religiosa que a vida toda se enamorou da Regra de São Bento, com ela chegando ao cume da santidade. O cumprimento da Regra constituía para a Ordem Beneditina o fator principal para estender-se por todo mundo.
     Elia se preocupou durante todo o tempo em que foi abadessa da Abadia de Ohren, na qual havia doze irmãs, em tratar com santidade, elegância e finura a todas e a cada uma em particular, com a caridade que emanava de seu grande coração. Elia tinha consciência de que era como uma mãe para suas filhas na comunidade. Também era grande seu amor à Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo.
     O titulo de abadessa é usado nos Beneditinos, nas Clarissas e em certos colégios de canonisas. Elia tinha o direito de usar o anel e a cruz como símbolos de seu cargo. Foi a quinta abadessa da Abadia de Ohren, próximo de Trier (Renânia-Palatinado), Alemanha, e faleceu por volta do ano 750.
     Há livros de oração que fazem menção específica a ela. Podemos enumerar entre outros o breviário do Arcebispo Balduíno, os calendários de Santo Irmino, de São Máximo no esplendoroso século XIV. Também a celebra o Greven nas Atas do Martirológio de Usuardo. Nos martirológios beneditinos, desde Wion, sua festa fixou-se definitivamente em 20 de junho.
     Embora de tão longínquas épocas, esta santa abadessa não perde atualidade, porque a relíquia de seu braço está hoje no mosteiro franciscano de Ohren.
 
Etimologia: Elia = do grego, “resplandecente como o sol”.

Corpus Christi, a festa para honrar e adorar o Santíssimo Sacramento

     "Eu Te adoro com efeito, Deus oculto, que Te escondes nestas aparências. A Ti sujeita-se o meu coração por inteiro e desfalece ao Te contemplar".
     "A vista, o tato e o gosto não Te alcançam, mas só com o ouvir-Te firmemente creio. Creio em tudo o que disse o Filho de Deus, nada mais verdadeiro do que esta Palavra de Verdade".
                                                                                          Adoro te devote, de Santo Tomás de Aquino
 
Orvieto, a "Cidade do Corpus Christi"
     Na belíssima Catedral se encontra o famoso Corporal que protagonizou o “Milagre de Bolsena”, em que a Santa Hóstia verteu sangue (ano de 1263), durante a Consagração na Missa rezada pelo Padre Peter de Praga, que passava por uma crise de fé na Presença Real.
     O Papa Urbano IV mandou trazer à sua presença aquele corporal e ordenou uma apuração meticulosa, que resultou na comprovação inequívoca do milagre.
     Com a bula Transiturus de hoc mundo, de 11 de agosto de 1264, Urbano IV estendeu a todo o Orbe católico a Festa de Corpus Christi, a ser celebrada publicamente de modo solene pelas ruas e praças. A data da comemoração foi fixada para a quinta-feira após o dia da Santíssima Trindade.
     A partir desta determinação de Urbano IV, uma soleníssima procissão se realiza todos os anos pelas encantadoras ruas de Orvieto. O Corporal milagroso é solenemente transportado naquela procissão.
 

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Santa Marina, Monja - 18 de junho

    
     O estudo da história de Santa Marina apaixonou os hagiógrafos de todos os tempos. Desta maneira, há uma enorme quantidade de documentos sobre ela, em dez línguas orientais e ocidentais, algumas concordantes, outras divergentes. Parece que sua origem seja o Líbano, o local mais crível, e que sua vida transcorreu no curso do século VI.

     Marina era filha de bons pais, dos quais só é conhecido o nome do pai, Eugênio. Ficando órfã de mãe, e sendo filha única, foi educada na vida cristã pelo pai.
     Um dia seu pai comunicou-lhe a intenção de tornar-se monge e para salvar sua alma ia abdicar de todos os seus bens. Eugênio recorria às citações bíblicas para defender seu ponto de vista, mas não foi fácil convencer a filha. Entretanto, diante das lamentações e do pranto da filha, ele estava irredutível na sua decisão de entrar para o mosteiro onde ela não poderia mais viver com ele, porque ali não era permitida a entrada de mulheres.
     Marina então propôs entrar ela também no mosteiro, mas vestida de homem. Eugênio, feliz com a resolução de Marina, vendeu todos os seus bens e os distribuiu aos pobres. Depois de cortar seus cabelos, disfarçando-a como um jovem rapaz, chamou-a de "Marino". Depois dos últimos avisos de seu pai, ela prometeu conservar-se sempre pura para Cristo e nunca ser reconhecida como uma mulher.
A vida monástica
     Eugênio e Marina ingressaram no mosteiro e o jovem "Marino" progredia na virtude. Os demais monges do mosteiro acreditavam que "Marino" fosse um rapaz, mas estranhavam sua voz e a ausência de barba, mas atribuíam isto à sua rigorosa e austera religiosidade, e à prática de alimentar-se somente a cada dois dias.
     Pouco tempo depois Eugênio morreu, mas “Marino” continuou fiel e dedicado na prática das virtudes monásticas.
     No mosteiro viviam quarenta monges e todos os meses um grupo de quatro deles era designado pelo abade para sair do local sagrado e angariar recursos, porque disso dependia também a sobrevivência de outros eremitas solitários da região.
     Na metade do caminho havia uma hospedaria onde os monges cansados da viagem tinham a oportunidade de repousarem, continuando a volta ao mosteiro no dia seguinte.
     Certa ocasião, o abade chamou “Marino” e, como este era perfeito em tudo e em modo particular na obediência, mandou-o sair a serviço da comunidade. "Marino" obedeceu no mesmo instante e saiu com outros três companheiros; durante o trajeto pararam um pouco na hospedaria, onde se encontraram casualmente com um soldado.
O acusado inocente
     O dono da hospedaria tinha uma filha que fora seduzida por aquele soldado e engravidou-a. Quando o soldado soube do fato, e para livrar-se da responsabilidade, persuadiu a moça a revelar a seu pai que estava grávida daquele monge jovem e belo chamado "Marino" que ali tinha estado.
     Depois de certo tempo, o dono da hospedaria, percebendo a ilegítima gestação da filha, quis saber a verdade. E ela contou-lhe que o responsável pela gravidez era o jovem monge "Marino" que lá estivera hospedado tempos atrás.
     "Marino" mesmo sendo inocente não se defendeu da calúnia, suportando como provação divina todas as injúrias. O "jovem monge" foi expulso do mosteiro e quando a criança nasceu, foi-lhe entregue para que cuidasse dela com seus próprios meios.
     Durante três anos, “Marino” viveu à porta do mosteiro, jejuando e implorando a misericórdia divina, recebendo algumas esmolas de mãos bondosas.
     O abade, tocado por sua contrição, admitiu "Marino" novamente no mosteiro, impondo-lhe como penitência os serviços mais pesados e humilhantes que havia. Como as atividades eram muito pesadas e "o jovem" estava muito desgastado por tudo o que havia sofrido, em pouco tempo veio a falecer.
A revelação
     Quando o abade e os monges preparavam o corpo para o enterro descobriram que se tratava de uma mulher e, portanto, inocente da calúnia que lhe fora imposta. O corpo da Santa foi sepultado no mosteiro ao som de hinos e salmos a Deus louvando sua pureza e santidade.
     Por intercessão de Santa Marina foram relatados muitos milagres e seu culto teve grande expansão. No dia 12 julho de 1230, as suas relíquias foram transportadas para Veneza, Itália, onde são conservadas até hoje, na Igreja Santa Marina Formosa.
     Santa Marina, exemplo de humildade e fidelidade a Deus, é invocada pelos fiéis como poderosa intercessora diante de Jesus nos casos de maiores provações, doenças ou calúnias.
     O Martirológio Romano coloca Santa Marina no dia 18 de junho e é nesta data que ela é comemorada em Paris.
 
Etimologia: Marina (o), do latim Marinus = homem do mar, mas é também possível que a origem seja Marius (Mário, provavelmente derivado de mas, maris = “másculo, viril”). Muito difundido na Itália e na França é um diminutivo de Marina: Marinella.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Santa Julita e São Ciro, mártires - 16 de junho


     Julita vivia na cidade de Icônio, na Licaônia, atualmente Turquia. Ela era uma senhora riquíssima, da alta aristocracia e cristã, que enviuvara logo após ter dado à luz um menino. Ele foi batizado com o nome de Ciro, mas também atendia pelo diminutivo Ciríaco ou Quiríaco. Tinha três anos de idade quando o sanguinário imperador Diocleciano começou a perseguir, prender e matar cristãos. As pessoas ao olharem para seu semblante angélico pensavam que ele era um desses celestes espíritos bem-aventurados e não uma criança deste mundo.
     Julita, levando o filhinho e algumas servidoras, fugiu para a Selêucia e, em seguida, para Tarso, mas ali acabou presa. O governador local, um cruel romano chamado Alexandre, perguntou quem era ela e de onde vinha. Ela somente respondeu: "Sou cristã!"
     Irritado, o governador tirou-lhe o filho dos braços e passou a usá-lo como um elemento a mais para sua tortura. Colocou-o sentado sobre seus joelhos, enquanto submetia Julita ao flagelo na frente do menino, para fazê-la renegar a fé em Cristo. O menino entretanto não se aquietava e estendia os braços em direção da mãe, querendo unir-se a ela.
     Como Julita continuasse firme na sua fé, os castigos aumentaram. Enquanto era flagelada ela apenas dizia: "Eu sou cristã!" Foi então que o pequeno Ciro começou a gritar: "Também sou cristão!" Foi tamanha a ira do governador, que ele pegou o menino pelo pé e, do alto do local onde ele se sentava, atirou-o com violência no chão. Ciro bateu a cabeça no canto do degrau que levava ao tribunal e ela se quebrou. No mesmo momento sua alma subiu ao Céu.
    Conta-se que Julita ficou imóvel, não reclamou, nem chorou, apenas rezou para que pudesse seguir seu filho no martírio e encontrá-lo o mais rápido possível ao lado de Deus.
     O juiz, vendo que nem ameaças nem castigos podiam abalar a coragem da heroica mulher, mandou que ela fosse decapitada e seu corpo, bem como o de seu filho, fossem lançados no local onde os corpos dos criminosos eram jogados.
     No local da execução Julita ajoelhou-se e rezou. Ao final, o carrasco ergueu a espada e golpeou-a. Era o ano 304.
     Os corpos foram recolhidos por uma de suas fiéis servidoras e sepultados num túmulo que foi mantido oculto até que as perseguições cessassem. Quando isso aconteceu, poucos anos depois, o Bispo de Icônio, Teodoro, resolveu, com a ajuda de testemunhas da época e documentos legítimos, reconstruir fielmente a dramática história de Julita e Ciro. E foi assim, pleno de autenticidade, que este culto chegou até nossos dias.
     Ciro tornou-se o mais jovem mártir do cristianismo, precedido apenas dos santos mártires inocentes, exterminados pelo rei Herodes em Belém. Por isso é considerado o santo padroeiro das crianças que sofrem de maus-tratos. A festa de Santa Julita e de São Ciro é celebrada pela Igreja no dia 16 de junho em todo o mundo católico. 
 
Etimologia: Julita, do latim Julitta, que parece ligar-se a Julius (o luzente, o brilhante), mas é provável que tenha sofrido influxo etrusco, denunciado pelo sufixo feminino ta.
 
Fontes:
Rev. D. Chisholm, The Catechism in Examples (London: R & T Washbourne, Ltd., 1919), 277-80.

sábado, 14 de junho de 2014

Beata Iolanda da Polônia, Duquesa e Abadessa - 15 de junho


     Iolanda, ou Helena, como foi chamada depois pelos súditos poloneses, nasceu no ano de 1235, na cidade de Esztergom, filha de Bela IV, rei da Hungria, que era terciário franciscano, e de sua esposa Maria Laskarina. As suas duas irmãs, mais famosas, foram Santa Margarida da Hungria, canonizada em 1943 por Pio XII; e Santa Kinga (Cunegundes) canonizada por João Paulo II em 1999. Santa Isabel da Hungria, terciária franciscana, era sua tia. Nas raízes da santidade de sua família estava Santa Edviges e os santos soberanos húngaros, Santos Estevão e Ladislau.
     Iolanda foi educada desde muito pequena pela irmã, Cunegundes, que se casara com um dos reis mais virtuosos da Polônia, Boleslau o Casto. Por tradição familiar e social da época, Iolanda deveria também se casar com alguém da terra e, em 1256, foi entregue como esposa a outro Boleslau, o Duque de Kalisz, conhecido como "o Pio". O casamento foi celebrado em Cracóvia. Foi uma época de muita alegria para o povo polonês que viu nas duas estrangeiras pessoas profundamente bondosas, cristãs, justas e caridosas.
     Iolanda também se tornou terceira franciscana e uniu aos deveres de esposa e mãe o exercício da caridade, concretizando-o na assistência aos pobres e aos doentes. O reino verdadeiramente exemplar de Boleslau o Casto, de sua esposa Santa Kinga, e dos cunhados Beata Iolanda e Boleslau o Pio, porém não teve longa duração, pois alguns anos depois o quarteto foi desmanchado pela fatalidade.
     Primeiro morreu o rei, ficando Cunegundes viúva. Em 1279 o esposo de Iolanda faleceu; ela então dividiu os seus bens entre a Igreja e seus parentes, dando parte a sua irmã viúva, Santa Kinga. Ela já tinha então três filhas, das quais duas se casaram e uma terceira retirou-se para o convento das Clarissas de Sandeck, onde já se encontrava Cunegundes (Kinga). As duas logo seriam seguidas por Iolanda.
     Muitos anos se passaram e as três damas cristãs continuavam naquele lugar, fazendo do silêncio do claustro o terreno para um fecundo período de meditação e oração. Quando morreu Cunegundes, em 1292, Iolanda deixou aquele mosteiro e foi mais para o Ocidente, para o convento das Clarissas de Gniezno, fundado por seu marido. Ali terminou seus dias como superiora, no dia 14 de junho de 1298. Foi enterrada na capela do claustro.
     Amada pela população, seu culto ganhou força entre os fiéis do Leste europeu e difundiu-se por todo o mundo católico ao longo dos tempos. Seu túmulo tornou-se meta de romeiros pelos milagres e graças atribuídos à sua intercessão.
     Em 1631 foi iniciado o processo para sua beatificação; em 22 de setembro de 1827 Leão XII autorizou o seu culto e permitiu à Ordem dos Frades Menores Conventuais e às Clarissas celebrarem o Ofício e a Missa no dia 15 de junho. Leão XIII estendeu sua festa a todas as outras dioceses da Polônia.
     As filhas de Iolanda e Boleslau, que permaneceram no mundo, são: Edviges de Kalisz (1266-1339), esposa do Rei Vladislau I da Polônia; Isabel de Kalisz (1263-1304), esposa do Duque Henrique V de Legnica.
 
Etimologia: o seu nome, de origem grega, significa Violeta.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Santa Adelaide de Schaerbeek, Virgem cisterciense - 12 de junho


     Esta Santa, também conhecida como Alice ou Aleide, nasceu em Schaerbeek, perto de Bruxelas, no Brabante, moderna Bélgica, na primeira metade do século XIII.
     Desde a infância, esta criança graciosa se fez notar pelo espírito penetrante, memória feliz e um grande amor a Deus. Aos sete anos foi recebida na abadia cisterciense de Cambre para ser educada e instruída, como era costume na época, e aplicou-se, sobretudo, no princípio, à humildade; mostrava-se simples, afável, prudente e corajosa. Com a idade de 9 anos começou a fazer milagres.
     Com o passar dos anos, vestiu o hábito monástico, sua virtude cresceu e Adelaide teve uma visão divina em que lhe foi dada por Deus uma cruz de ouro, em sinal de acerbíssimos sofrimentos que ela deveria sofrer.
     O Senhor a submeteu a uma prova terrível: Adelaide contraiu a lepra logo após a profissão, doença que a consumiu durante muitos anos, reduzindo-a a um corpo purulento; foi separada da comunidade e instalada numa cabanazinha que sobreviveu à destruição da abadia pelos calvinistas. Ali ela era consolada da grande solidão por Nosso Senhor mesmo, cujo Coração lhe era um refúgio.
     Enquanto seu corpo se decompunha progressivamente, ela se tornava o paradoxo de um corpo humano mais e mais feio que abrigava a joia de uma alma mais e mais sublime. Várias graças excepcionais lhe foram concedidas e as suas orações obtiveram que outras almas fossem libertadas dos pecados ou das tentações, e mesmo do Purgatório.
     A doença tirou-lhe, no fim, o uso da vista; fez o sacrifício do olho direito pela vitória do rei dos Romanos, Frederico II, que cercava nessa altura (1247) Aix-la-Chapelle; e o olho esquerdo por intenção de São Luís, que tinha partido para a 6ª Cruzada (1249).
     A 11 de junho daquele mesmo ano, sentiu-se tão fraca que recebeu a Extrema Unção, mas Nosso Senhor avisou-a que viveria ainda por um ano. A partir de 13 de março, passou por sofrimentos que ela comparava aos do Inferno ou do Purgatório, embora não deixasse de sentir-se muito perto de Jesus. Recebeu de novo o Sacramento dos doentes e entregou o espírito no dia seguinte, 11 de junho de 1250, ao nascer do sol. Uma pessoa que não lhe assistira à morte, viu-a entrar no Céu sem passar pelo Purgatório e ser lá recebida pelos querubins e serafins.
     Com o decreto de 1º de julho de 1702, Clemente XI concedeu aos monges da Congregação de São Bernardo a faculdade de celebrar a festa de Adelaide, cujo culto foi estendido a toda a Ordem Cisterciense em 1870. São Pio X autorizou o seu culto com o título de Santa em 24 de abril de 1907.
     A festa de Santa Adelaide (Aleide, Alice) cai no dia 11 de junho, mas na Ordem Cisterciense e na Diocese de Malines ela é celebrada no dia 15 de junho; no Menológio Cisterciense o nome de Adelaide é recordado em 12 de junho.
 
Etimologia: Adelaide, do alemão Adelheid “semblante, porte, garbo (heid) distinto, fidalgo (adel)”. Ou de “linhagem nobre”. Alice, segundo alguns, abreviação de Aleke (Adelaide).

terça-feira, 10 de junho de 2014

Beata Maria do Sagrado Coração de Jesus, Fundadora - 11 de junho

    
     A Beata Maria Schininà Arezzo era de família nobre. Foi a 5ª de seis filhos dos Barões de S. Felipe e do Monte. Nasceu em Ragusa, Itália, a 10 de abril de 1844. Teve por preceptor na casa paterna um padre de grande virtude.

     Em criança comungava duas vezes por mês e na adolescência de oito em oito dias. Apesar de tão bons princípios, a jovem deixou-se arrastar pelas vaidades do mundo. Mas não largou as práticas de piedade nem interrompeu os atos de caridade. Conduziu vida senhoril até que aos 22 anos perdeu o pai e isto a afligiu vivamente, mas nem por isso se apartou das vaidades mundanas; casados todos os irmãos, permaneceu só com sua mãe.
     Aos 30 anos, inexplicavelmente, passou a assistir a Santa Missa diariamente, comungar com frequência, visitar e socorrer os pobres e doentes, e ir à igreja para fazer companhia a Jesus Sacramentado. Vestia-se com modéstia e ensinava o catecismo às crianças. Foi chamada pelo carmelita Salvatore La Perla a dirigir as Filhas de Maria dedicadas ao socorro dos pobres.
     Tornou-se apóstola fervorosa da devoção ao Sagrado Coração de Jesus e a Nossa Senhora do Rosário. Mandou fazer uma coroa para a Virgem desfazendo-se de todas as suas joias para aquele efeito. Começou a sentir atração pela vida consagrada no mosteiro de clausura de Malta, mas o pároco aconselhou-a a ficar com a mãe já idosa e a cuidar dela.
     Em 1884, ao morrer a mãe, desejou se retirar para o mosteiro, mas desta vez foi o Arcebispo de Siracusa que a persuadiu a fundar um Instituto religioso que se dedicasse a obras de caridade.
     A partir do ano seguinte conseguiu juntar algumas companheiras que se empenharam com ela na instrução e educação da juventude, na proteção aos órfãos e na assistência aos idosos e doentes. Em 9 de maio de 1889 o próprio Arcebispo presidiu a Santa Missa em que a Beata e cinco companheiras fizeram os votos de pobreza, castidade e obediência, tomando o nome de Irmãs do Sagrado Coração de Jesus.
     O Papa Leão XIII a recebeu em audiência em 1890. Em 1892 ela iniciou a construção da primeira casa do Instituto, que se tornaria a Casa-mãe.
     Foi chamada para organizar em Ragusa a Associação das Damas de Caridade; hospedou em seu Instituto, de 1906 a 1908, as primeiras monjas carmelitas da cidade; de 1908 a 1909, deu asilo aos afetados pelo desastroso terremoto que destruiu Messina e Reggio Calabria.
     O começo do Instituto foi difícil; a hábil fundadora superou todos os vexames e adversidades. Para socorrer a todos os necessitados não se envergonhava de pedir esmolas de porta em porta, o que para ela, que tinha sido rica, significava um ato de humildade fora do comum.
     Interessou-se não apenas pelos necessitados de bens materiais, mas sobretudo pelos que precisavam de auxílio espiritual como eram os que se achavam em perigo de perder a fé. Sua caridade não tinha limites, estendeu-se também aos presos, aos quais pregava cursos de exercícios espirituais por ocasião da Páscoa. Todos os anos ela se empenhava para que os operários recebessem os sacramentos da confissão e da comunhão; as pecadoras públicas se mostravam sensíveis às suas iniciativas de caridade.
     Madre Maria do Sagrado Coração de Jesus mortificava o próprio corpo e a mente; sofria de dores de cabeça constantes, mas não se permitia um só lamento, considerando-se feliz por participar da coroação de espinhos de Jesus. A sua vida era toda feita de oração e de fé, a ponto de imprimir em seu próprio peito o nome de “Jesus” com ferro quente.
     Levar o “Coração de Deus às pessoas, e as pessoas ao Coração de Deus”, assim viveu a Beata até o seu falecimento em 11 de junho de 1910. As suas virtudes heroicas foram oficialmente reconhecidas em 13 de maio de 1989 e em 4 de novembro de 1990 foi beatificada. O palácio onde nasceu é hoje a sede do Episcopado de Ragusa.
     Desde 1950 o Instituto se abriu às missões no mundo, enviando as primeiras irmãs italianas aos Estados Unidos e Canadá. Desde então, as religiosas estão presentes em Madagascar (1961), Filipinas (1988), Polônia (1991), Nigéria (1995), Romênia (1997), Índia (2004).
 
Fonte: www.santiebeati.it; Santos de cada dia, Pe. José Leite, S.J.

sábado, 7 de junho de 2014

Beata Madalena da Conceição, Virgem mercedária - 8 de junho


     A Beata Madalena da Conceição, cognominada de ‘a Menor’, era monja do Mosteiro Mercedário da Assunção de Sevilha, no sudoeste da Espanha.
     A vida toda manifestou grande caridade e devoção pelas almas do Purgatório com uma admirável constância na oração.
     Na hora da sua morte foi alegrada pela visita de Nossa Senhora e, com tantos méritos, atingiu a felicidade eterna.
     A Ordem a festeja no dia 8 de junho.
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     A Ordem da Mercê foi fundada, por assim dizer, em pleno campo de batalha contra os mouros, e contou mais cavaleiros do que clérigos em sua origem.
     Estando os cristãos escravizados pelos mouros na Espanha, parece que Deus compadeceu-se daqueles infelizes, expostos a perder a fé e a inocência e sujeitos a toda espécie de maus tratos.
     Em 1218, São Pedro Nolasco, São Raimundo de Peñaforte e Jaime I, rei de Aragão, verificaram que cada um tinha tido a mesma visão: Nossa Senhora apareceu a um rei, a um pensador, como era São Raimundo de Peñaforte, e a um guerreiro como São Pedro Nolasco, e aos três recomendou a mesma coisa, que fundassem uma ordem para libertar os cativos. A Ordem, portanto, nasceu de um sorriso de Nossa Senhora.
     Eles fundaram a Ordem a que dão o nome de Ordem Real, Militar e Religiosa de Nossa Senhora da Mercê para a redenção dos cativos. Seus clérigos se entregavam mais especialmente ao ofício do coro nos conventos; os cavaleiros vigiavam as costas e se desempenhavam da missão perigosa do resgate dos prisioneiros cristãos.
     Mas havia grupos de senhoras que sustentavam com orações e ofertas as suas obras e as custosas expedições à África. Em 25 de março de 1265, liderados por Santa Maria de Cervellò, os grupos femininos se transformaram canonicamente em Ordem Terceira Mercedária, com estatuto, hábito religioso e uma priora.
     São Pedro Nolasco, foi o primeiro comendador geral ou Grão Mestre da Ordem; por ocasião do encontro de seus preciosos restos, ele estava na sepultura armado de couraça e de espada. 
     A Igreja instituiu a festa de Nossa Senhora das Mercês por causa desta Ordem religiosa fundada a conselho de Nossa Senhora para resgate dos cativos.