sexta-feira, 12 de junho de 2015

Santa Maria Rosa Molas y Valvé, Fundadora - 12 de junho


     Nasceu em Reus, Tarragona, Espanha, no dia 24 de março de 1815, em uma Quinta-Feira Santa. No dia seguinte foi batizada e recebeu o nome de Rosa Francisca Maria de los Dolores. Em sua casa é chamada de Dolores, com diminutivo em Catalão: Doloretes.
     Seus pais: José Molas, natural de Barcelona e Maria Valvé, de Reus. Seus irmãos Antón e Maria, filhos do primeiro; José e Doloretes filhos do segundo casamento. Uma casa de artesãos bem estruturada, onde a fé, a honra, o amor, o trabalho e as sólidas virtudes cristãs são o clima que respiram seus filhos. E entre a casa e a escola transcorreram a infância e a adolescência de Maria Rosa.
     Aos dezesseis anos de idade, Dolores sentiu o chamado de Deus. Quer se consagrar totalmente ao Senhor e ao consolo e alívio dos necessitados. Mas seu pai, um cristão fervoroso, não compreende a vocação de sua filha e um “Não” decisivo é sua resposta. Dolores, convicta de sua vocação, espera dez anos. Compreende que o mais importante a ser feito na vida é a vontade de Deus que se manifesta na negação do pai.
     Na tarde do dia 6 de janeiro de 1841, Maria Rosa deixa, silenciosamente, a casa paterna e se dirige ao Hospital de Reus para se tornar religiosa. A Direção do Hospital está sob a responsabilidade da chamada “Corporação da caridade”. No dia seguinte, já se encontra na enfermaria com o hábito das Filhas da Caridade e um nome novo: Irmã Maria Rosa.
     Dizem-nos que durante sua permanência no Hospital “não havia vazio que sua caridade não preenchesse. Depois vai para casa de caridade, na mesma cidade, para dar aulas para meninas e assumir a direção do colégio de moças e onde ‘chegou como anjo de alegria e bom conselho’”.
     Em 11 de junho de 1844 pediu ao general Martín Zurbano que deixasse de bombardear Reus, ao que ele acedeu.
     De Reus a Tortosa: no dia 18 de março de 1849, assume a Casa de Misericórdia de Jesus, em Tortosa, que passa por um momento muito precário. A esta delicada missão vai como superiora de quatro irmãs. O que encontram ali? Um ambiente de pobreza impressionante.
     Mas, logo há uma mudança radical: os asilados encontram a comida quente, troca de roupa limpa, muito amor nas irmãs e uma mãe em Madre Maria Rosa. Esta abre uma escola gratuita na Casa de Misericórdia para crianças dos arredores mais próximos e, dois anos mais tarde, assume a Escola Pública da cidade.
      Em 1852, recebeu o diploma de professora e assumiu a Direção do Hospital de Santa Cruz, que também passava por um momento difícil. Estas são as obras de Madre Maria Rosa em Tortosa: três estabelecimentos sob sua direção. Porém lhe falta realizar a obra mais importante: a Fundação da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Consolação. Fundada a Congregação, sua missão consoladora se estende pela Plana e pelo campo de Tarragona.
     Estamos no ano de 1876. Madre Maria Rosa completou 61 anos de idade. Trabalhou muito, sofreu corporal e espiritualmente ao longo de sua vida “consagrada totalmente ao Senhor e ao consolo e alívio dos mais necessitados”.
     Grave enfermidade a acomete. Sente no seu interior que Deus a chama para unir-se definitivamente a Ele. Faleceu no dia 11 de junho de 1876, Domingo da Santíssima Trindade.
     Partiu, mas permanece viva em Deus e em sua obra. Descrevem-na sem artifício: rosto sereno, olhos negros e profundos, de olhar sereno, humilde, todo seu porte respirando equilíbrio. Natural, simples e digna. Mulher inteligente e aberta, firme e serena, carinhosa e forte, desapegada. Um instrumento simples, porém, fecundo.
     Destaca-se em Madre Maria Rosa inquebrantável firmeza de vontade e uma integridade pouco comum. Exerce influência e tem prestígio. Ela tem um coração grande “em todas as horas e em todas as circunstâncias seu coração acolheu a inquietude, a compaixão e o sofrimento do próximo”, traços claros de seu justo equilíbrio.
     Foi beatificada por Paulo VI em 8 de maio de 1977 e canonizada por João Paulo II em 11 de dezembro de 1988.
 
http://www.consolacao.org.br/santa-maria-rosa-molas/

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