quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Beata Alix (Alice) Le Clercq, Cofundadora - 9 de janeiro

     Uma das grandes obras da Contrarreforma foi ter começado a preocupar-se com a educação das meninas. Em 1535, Santa Ângela de Merici fundou a Congregação das Ursulinas com este fim. Santa Joana de Lestonnac fundou, em 1606, a Congregação das Religiosas de Nossa Senhora. Por sua vez, São Pedro Fourier fundou as Canonisas Regulares de Santo Agostinho da Congregação de Nossa Senhora, empresa na qual Alix Le Clercq cooperou como cofundadora.
     Alix nasceu em Remiremont, ducado de Lorena, em 1576. Sua família ocupava uma posição de destaque, mas pouco se sabe da vida de Alix até os dezessete anos. Era então uma jovem alta e bela, loura, de constituição delicada, atraente e inteligente. Outro relato, escrito por ela mesma, nos informa que se distinguia na música e na dança, que era muito popular e que tinha muitos admiradores. Alix deixa entender que se envaidecia com isto, o que é provável. Entretanto, lembremo-nos que os santos tendem a exagerar seus defeitos.  Por outro lado, Alix mostra que não deixava de ter seriedade: “Em meio a tudo isto, meu coração estava triste”. Pouco a pouco a frivolidade de sua vida se lhe tornou insuportável.
     Aos dezenove anos um primeiro sonho veio mudar sua vida. Ele se viu em uma igreja, próximo do altar, a seu lado se encontrava Nossa Senhora vestida com um hábito religioso desconhecido, que lhe fala: "Vem, minha filha, que eu mesma vou te as boas-vindas".
     Pouco tempo depois, a família Le Clercq foi morar em Hymont. Ali a jovem encontrou São Pedro Fourier, que era vigário de uma paroquia de Mattaincourt, nas redondezas. Um dia em que assistia à Missa nessa paroquia, Alix ouviu um ruído de tambor e viu o demônio que fazia os jovens dançar “ébrios de alegria". Nesse instante se deu a conversão de Alix, que nos disse: "Ali mesmo resolvi não me misturar com semelhante companhia".
     Alix trocou seus vestidos finos pelas roupas das camponesas, e pouco saia de sua casa. Sob a prudente direção de São Pedro Fourier, procurou descobrir qual a vontade de Deus a seu respeito, o que lhe causou grandes sofrimentos espirituais. Tanto seu pai como São Pedro Fourier, lhe aconselharam que entrasse em um convento. Ao que ela não concordou, pois em um sonho lhe fora revelado que não existia nenhuma forma de vida religiosa adaptável à sua vocação.
     Alix confiou a São Pedro Fourier que estava obcecada pela ideia de fundar uma congregação ativa. Este se mostrou cético, mas a aconselhou procurar outras jovens que compartilhassem de suas ideias, coisa muito difícil em um povoado afastado. Alix porém conseguiu encontrar companheiras.
     Na Missa de Natal de 1597, Alix Le Clercq, Ganthe André, Isabel e Joana de Louvroir se consagraram publicamente a Deus. Quatro semanas depois, São Pedro Fourier convenceu-se de que elas eram chamadas a fundas uma comunidade sob sua direção.
     Uma solução inesperada: a quatro quilômetros de Mattaincourt havia uma abadia de canonisas seculares. Era uma comunidade de ricas e aristocráticas damas que levavam uma vida conventual. Uma dessas senhoras, Judith d'Apremont, decidiu proteger Alix e suas três companheiras dando-lhes para morar uma casinha em suas propriedades. As jovens se instalaram ali na véspera de Corpus Christi de 1598. Ao terminar um retiro, declararam unanimemente a São Pedro Fourier que se sentiam chamadas a fundar uma nova congregação, já que esta era a vontade de Deus para elas. A finalidade do novo instituto era "ensinar as meninas a ler, a escrever e a costurar, mas sobretudo a amar e servir a Deus". A esta santa ocupação deviam se dedicar, sem distinguir entre pobres e ricos, e sem cobrar nem um centavo, "porque isto agrada mais a Deus".
     Em 1601, São Pedro Fourier e a Beata Alix fundaram uma segunda casa em Mihiel, seguida pelas de Nancy, Pont-à-Mousson, Saint-Nicolas du Port, Verdún e Chalons. Esta última, estabelecida em 1613, foi a primeira fundação fora da Lorena.
     Alix e uma das companheiras foram enviadas por São Pedro a um convento das Ursulinas de Paris para que se documentassem sobre a vida monástica e os métodos de ensino.
     Em 1616, duas bulas da Santa Sé concederam afinal a desejada aprovação da congregação. Com base nisto, o Bispo de Toul aprovou as Constituições. Pela primeira vez treze religiosas vestiram o hábito que a Virgem revelara na visão a Alix, e iniciaram o ano de noviciado.
     Como as bulas papais somente mencionassem o convento de Nancy, a Beata Alix teve que renunciar ao cargo de superiora da Congregação a favor da Madre Ganthe André, “sem a qual, explica São Pedro Fourier, nossa congregação não teria podido ser fundada”, apesar de Madre André e de Alix não estarem de acordo sobre a organização.
     Além desta provação, a beata atravessava um período de crise espiritual conhecido por “noite escura da alma”. Atualmente é reconhecido o título de cofundadora das Canonisas de Nossa Senhora, mas isto não acontecia durante sua vida e São Pedro Fourier era o primeiro a negar a ela este título, “para mantê-la em seu lugar”.
     Em 1621, a Beata obteve permissão para renunciar ao cargo de superiora local de Nancy, pois estava doente já algum tempo. Os médicos a declaram incurável, diagnóstico que desconsolou toda Nancy, desde o duque e a duquesa da Lorena até as alunas e os mendigos.
     São Pedro Fourier foi para Nancy e a ouviu em confissão e a preparou para a morte. Alix se despediu solenemente da comunidade no dia da Epifania, exortando suas religiosas ao amor e a união. O desfecho chegou no dia 9 de janeiro de 1622, depois de uma longa agonia. A Beata não havia feito 46 anos de idade.
     Logo todos a aclamaram como santa e imediatamente se começou a recolher testemunhos para introdução de sua causa, mas a guerra impediu que o processo fosse adiante e ela somente foi beatificada em 1947.
     Em 1666, o convento de Nancy publicou uma vida da Beata Alix Le Clercq, que é na realidade uma coleção de documentos valiosos sobre a beata. O bispo de Saint-Dié introduziu, em 1885, a causa de beatificação, baseando-se em um exemplar dessa biografia, que havia caído em mãos do Conde Gandélet. A primeira biografia propriamente dita foi publicada em Nancy, em 1773; existe o manuscrito de outra, escrita em 1766; em 1858 veio à luz outra biografia, e a partir de então se multiplicaram os livros sobre a Beata.
     Há ainda a mencionar as vidas de São Pedro Fourier, escritas por Bedel (1645), Dom Vuillemin (1897), e o Pe. Rogie. O autor do prefácio da biografia inglesa da Beata Alix, fala dos excelentes métodos de educação empregados pelas canonisas. São Pedro Fourier ensinava pedagogia a suas religiosas.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Santa Rafaela Maria do Sagrado Coração, Fundadora - 6 de janeiro

     Ildefonso Porras e Rafaela Ayllón, abastado casal, não suspeitaram quais eram os misteriosos desígnios de Deus quando lhes nasceu a décima de seus treze filhos, Rafaela, no dia 1º de março de 1850. Rafaela Maria Porras y Ayllón nasceu em Pedro Abad, província de Córdoba (Espanha). Dos seus pais recebeu uma educação cristã, especialmente eficaz porque baseada no exemplo.
     Santa Rafaela Maria tinha quatro anos quando seu pai, Presidente da Câmara de Pedro Abad, tombou vítima de sua religiosidade e de seu heroísmo: ao cuidar dos doentes de cólera, ele próprio contraiu a doença. Sua viúva, mulher forte, passou a dirigir a família. Dedicou especial atenção na educação das "duas perolazinhas", como eram chamadas as duas únicas meninas, Rafaela e Dolores, esta última quatro anos mais velha que a irmã.
     A educação recebida de sua mãe, uma mistura de solícita ternura e de suave exigência, fez amadurecer nela os melhores traços do seu temperamento. Ao chegar à adolescência, era uma criança precocemente reflexiva, doce e tenaz ao mesmo tempo, senhora de si, sempre disposta a ceder nos seus gostos perante os gostos dos outros.
     Rafaela e a irmã, jovens finas, cultas, bem dotadas, podiam frequentar a melhor sociedade de Córdoba e Madri. Mas Rafaela, de joelhos diante do altar de São João dos Cavaleiros, em Córdoba, consagrou-se a Nosso Senhor com um voto de castidade perpétua aos quinze anos de idade. Isto aconteceu no dia da Anunciação de Nossa Senhora, a Escrava do Senhor. Mais tarde ela diria: "É tão formosa a flor da pureza!" Por uma coincidência providencial, a propriedade daquela igreja seria mais tarde entregue às Escravas do Sagrado Coração de Jesus, obra que Rafaela fundaria.
     A morte da sua mãe, quando ela tinha dezenove anos, foi outro momento forte na reta trajetória da sua entrega a Deus. A partir de então se dedicou completamente aos mais carentes e não havia na povoação uma necessidade ou dor que ela não consolasse. Em tudo isto era acompanhada por sua irmã Dolores, que iria ser também sua companheira inseparável na fundação do Instituto das Escravas do Sagrado Coração de Jesus.
     Por caminhos inesperados, as duas irmãs viram-se convertidas em fundadoras. A 14 de abril de 1877 estabelecia-se em Madri a primeira comunidade das Escravas do Sagrado Coração de Jesus, dedicadas a adorar o Santíssimo Sacramento e a educar crianças e jovens, principalmente as pobres. Aprovadas pelo Cardeal Moreno, das dezoito noviças que haviam começado aquela aventura "nenhuma se perdera".
     Testemunhas de Deus num mundo desgarrado pela dor de frequentes guerras, as primeiras Escravas trataram de dar a conhecer o amor de Cristo, amor até à morte, expressivamente simbolizado no seu Coração aberto. Rafaela Maria e a sua irmã Dolores fizeram disto a missão do Instituto, que impulsionaram com a sua atividade e deram vida com o seu espírito. Santa Rafaela Maria foi a encarnação do ideal de uma Escrava. O nome que adotou na vida religiosa – Maria do Sagrado Coração de Jesus – exprime a sua atitude constante de resposta ao Amor.
     Em 29 de janeiro de 1887, o papa Leão XIII aprovava definitivamente o Instituto e, temporariamente, as Constituições pelas quais elas tinham lutado com denodo.
     As Escravas espalharam-se rapidamente, e Rafaela dirigiu-as, com Maria del Pilar, nome que sua irmã adotara, como ecônoma geral, até 1893.
     Neste ano, Irmã Maria del Pilar convenceu-se que a irmã errava muito na administração econômica, fez campanha e as Religiosas Conselheiras declararam a Madre Rafaela incapaz de governar a Congregação. Irmã Maria del Pilar substituiu-a no cargo; teve, deste modo, o gosto de ser Superiora geral durante dez anos (1893-1903).
     Estes dez anos e os 22 seguintes passou-os Rafaela a um canto, esquecida e desprezada, mas feliz por não ter senão que dar bom exemplo e entregar-se continuamente à oração e à humildade. Sem amargura de coração, sem críticas, sem o menor ressentimento, vendo a mão invisível de Deus que com infinito amor modelava o seu barro, aceitou para o resto da sua vida – tinha quarenta e três anos – o martírio do “não fazer”.
     Entregue à oração e às simples tarefas domésticas, nas quais soube traduzir o seu imenso desejo de ajudar o Instituto e a Igreja, Santa Rafaela Maria pode ver o crescimento daquela obra nascida do seu amor e fecundada pela sua dor. Sempre serena, acreditou contra toda a esperança no Deus fiel que levaria a feliz término a empresa que por meio dela e de sua irmã tinha começado.
     Naqueles anos de isolamento, só teve o consolo de uma viagem a Loreto e Assis, e outra a Espanha. Por todas as casas que visitou deixou uma esteira de edificação. As religiosas mais jovens podiam comprovar o que tinham ouvido as mais velhas comentarem sobre a fundadora. Ela nunca mais exerceu a autoridade no Instituto, mas edificava a todas o verem-na, já idosa, ajudando a uma postulante recém-chegada a pôr as mesas.
     O prolongado e doloroso holocausto estava para se consumar. Devido às longas horas que passava ajoelhada diante do Santíssimo Sacramento, centro de sua vida, contraiu uma doença no joelho direito que pouco a pouco a foi consumindo em meio a dores intensas. Os últimos oito meses que passou retida em seu leito foram de acerbo sofrimento. "Aceitai todas as coisas como se viessem das mãos de Deus", repetia ela.
     No dia 6 de janeiro de 1925, Santa Rafaela morre santamente na casa de Roma, onde permanecera os últimos anos de sua vida. Depois de seu falecimento as autoridades eclesiásticas compreenderam o que se tinha passado; foi aberto o processo de sua beatificação.
     Quase ao final da 2a. Guerra Mundial, um bombardeio americano atingiu o cemitério onde Madre Rafaela estava sepultada. Seu túmulo milagrosamente foi preservado e, ao fazerem a exumação de seus despojos, encontraram seu corpo incorrupto e flexível como se ela dormisse.
     Pio XII beatificou-a em 1952 e Paulo VI canonizou-a no dia 23 de janeiro de 1977.
 
Fontes:  www.aciportugal.org/content/view/44/33/ ; Santos de cada dia, Pe. José Leite, S.J.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Beata Ângela de Foligno, Mística - 4 de janeiro

     Ângela nasceu no ano de 1248, na cidade de Foligno, na região da Úmbria, próxima de Assis, onde nasceu e viveu São Francisco. Filha de pais ricos e não cristãos, casou-se cedo e teve vários filhos. Até os trinta e sete anos levou uma vida mundana, cheia de prazeres, sem medida e às vezes sacrí­lega.
     O ano de 1285 marca uma reviravol­ta em sua vida. Num curto espaço de tempo ela perdeu os pais, o marido e todos os numerosos filhos. Esta tragédia teve um forte impacto em sua vida.
     O comportamento do Beato Pedro Crisci, nobre de Foligno, que vendeu suas propriedades e se dedicou à penitência na Ordem Terceira de São Francisco, também a impressionou e fez com que se decidisse a pedir a São Francisco de Assis para encontrar um bom confessor e iniciar uma vida nova. Em sonho teve uma visão do Santo que lhe comunicava que atendia seu pedido. No dia seguinte, tendo ido a catedral de Foligno para se confessar, encontrou Frei Arnaldo, franciscano, seu parente e capelão do bispo. Confessou-se com ele e iniciou sob sua direção uma mudança de vida.
     Seis anos depois, em 1291, Ângela fez os votos religio­sos e como lhe ensinara o Pai Francisco, doou todos os seus bens aos pobres, en­trando para a Ordem Terceira de São Francisco, hoje Ordem Franciscana Secular. Trocou a vida de prazeres e mundana por uma vida austera de peni­tências e orações. Teve visões e êxtases místicos e dons que começaram a se manifestar quando ela recebeu em sonho a orientação de São Francisco para que fizesse uma peregrina­ção a Assis.
     Todas as experiências místicas de Ângela de Foligno foram relatadas pelo seu biógrafo e diretor espiritual, Padre Arnaldo de Foligno. Ela deixou inúmeros escritos de natureza mística, inclusive uma autobiografia. A devoção à sagrada Paixão e Morte de Nosso Senhor tomou posse de sua alma e de todas as suas aspirações. Jesus distin­guiu-a com aparições e fê-la participar da cruz. Grandes eram os seus sofrimentos corporais e espirituais; o maior de todos era uma contínua perseguição diabólica.
     O demônio, apresentando-lhe continua­mente ao espírito a vida pecaminosa de outrora, queria arrancar-lhe a fé na miseri­córdia divina, no valor de suas obras de penitência e importunava-a com tenta­ções as mais terríveis contra a santa pureza, tanto que Ângela mesma confes­sa: "Seria mais tolerável para mim sofrer todas as dores, suportar as torturas mais horrorosas dos mártires, que me ver exposta às tentações diabólicas contra a pureza".
      A oração e as obras de caridade foram as armas com que Ângela de Foligno ven­ceu nesta luta tremenda. Visitava todos os dias os pobres doen­tes no hospital, aos quais, além da esmola espiritual, levava também o socorro material. Muitas passa­gens de sua vida mística foram editadas com o título "Experiên­cias espirituais, revelações e con­solações da Bem-Aventurada Ângela de Foligno", livro que pas­sou a ser básico para a formação de religiosos e rendeu-lhe o título de "Mestra dos Teólogos". Alguns teólogos a comparam às Santas Teresa de Ávila e Catarina de Sena.
     Ângela de Foligno chegou a dizer de si mes­ma que ela teve que atravessar muitas etapas no caminho da penitência e conversão. A primeira foi se convencer de como o pecado é grave e danoso. A segunda foi sentir arrependi­mento e vergonha por ter ofendido a bondade de Deus. A terceira se confessar de todos os seus pecados. A quarta se convencer da grande misericórdia que Deus tem para com os pecadores que desejam ser perdoados. A quinta adquirir um grande amor e reconhecimento por tudo o que Cristo sofreu por todos nós. A sexta sentir um profundo amor por Jesus Eucarístico. A sétima aprender a orar, especialmente rezar com amor e atenção o Pai Nosso. A oitava tratar de viver em contínua e afetuosa comunhão com Deus.
     Em outro lugar costumava dizer: "Se você estiver no caminho da perfeição e quiser que esta luz aumente em você, reze; se você já alcançou a perfeição e quer mais luz para poder nela perseverar, reze; se você quiser a fé, reze; se quiser a esperança, reze; se quiser a caridade, reze; se quiser a po­breza, reze; se quiser a obediência, a cas­tidade, a humildade, a mansidão, a for­taleza, reze. Qualquer virtude que você queira, reze".
     Em torno de sua pessoa se constituiu um grupo espiritual que se denominou Cenáculo. Exerceu também um papel pacificador entre os franciscanos espirituais e os franciscanos conventuais, as duas correntes em que se dividiu a Ordem franciscana, devido diferentes interpretações dos ideais franciscanos. Um papel mais duro tomou a respeito da seita dos Irmãos do Livre Espírito, aos quais se opôs diretamente.
     No dia 4 de janeiro de 1309, Ângela de Foligno morreu na mesma cidade em que nasceu e foi enterrada na Igreja de São Francisco de Assis, em Foligno. Na arte litúrgica da Igreja ela é mostrada com Jesus convidando-a para a Sagrada Comunhão. Sua festa é celebrada no dia 4 de janeiro.
     O Papa Inocêncio XII inseriu seu nome no catálogo dos Santos da Igreja. Há quem a trate por "Santa".
Urna contendo o corpo incorrupto da Beata
 
Fontes: Santos de cada dia, Pe. José Leite, S.J.; www.capuchinhosprsc.org.br

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Santas do mês de janeiro


jan 01  Santa Zdislava, Mãe de família
jan 01  Beata Catarina Solaguti, Virgem mercedária
jan 02  Beata Estefânia Quinzani, Dominicana
jan 02  Beata Maria Ana Sureau Blondin, Fundadora
jan 03  Santa Genoveva, Virgem Patrona de Paris
jan 03  Santa Imbenia, Mártir
jan 04  Santa Dafrosa de Roma, Esposa e mártir  
jan 04  Santa Isabel Ana Bayley Seton, Viúva e Fundadora
jan 04  Santa Farailde de Gand, Viúva
jan 04  Beata Ângela de Foligno, Terciária franciscana MR
jan 04  Beata Clara de Ugarte, Virgem mercedária
jan 04  Beata Cristiana da Santa Cruz
jan 05  Santa Amada (Amma Talida) da Tebaida, Virgem
jan 05  Santa Amélia, Virgem e mártir
jan 05  Santa Emiliana, Virgem
jan 05  Santa Genoveva Torres Morales, Fundadora
jan 05  Santa Sincletica, Monja no Egito
jan 05  Beata Maria Marcelina da Imaculada Conceição (Darowska), Fundadora
jan 05  Beata Maria Repetto
jan 06  Santa Rafaela Maria do Sagrado Coração, Fundadora
jan 06  Beata Rita Amada de Jesus (Rita López de Almeida) Fundadora
jan 07  Santa Virgínia
jan 07  Beata Lindalva Justo de Oliveira, Virgem e mártir 
jan 07  Beata Maria Teresa do Sagrado Coração (Haze), Fundadora
jan 08  Beata Eurósia Fabris Barban, Terc. franciscana
jan 08  Santa Gúdula, Virgem
jan 08  Beata Jacobela Maria da Cruz, Virgem mercedária
jan 09  Santas Ágata Yi e Teresa Kim, Mártires
jan 09  Beata Aleixa Le Clerc (Maria Teresa de Jesus) Co-fundadora
jan 09  Beata Júlia Della Rena de Certaldo
jan 10  Santa Leônia Francisca Salesia Aviat, Fundadora
jan 10  Beata Ana dos Anjos Monteagudo, Dominicana
jan 10  Beata Maria Dolores Rodriguez Sopena
jan 10  Beata Marquesina Luzi, Virgem e mártir
jan 11  Santa Especiosa de Pavia, Virgem
jan 11  Santa Honorata de Pavia, Virgem
jan 11  Santa Liberata, Virgem e mártir
jan 11  Santa Luminosa de Pavia, Virgem   
jan 11  Beata Ana Maria Janer Anglarill, Fundadora
jan 12  Santa Margarida Bourgeoys, Fundadora
jan 12  Santa Tatiana de Roma, Mártir
jan 12  Santa Cesira de Arles, Irmã de S. Cesário
jan 12  Beata Lúcia de Valcaldara, Clarissa
jan 13  Santa Ivete (Iutta) de Huy
jan 13  Beata Verônica de Binasco, Virgem
jan 13  Beata Francisca da Encarnação (Espero y Martos), V e m
jan 13  Beata Vitória Valverde González, V e mártir
jan 14  Santa Macrina a Anciã
jan 14  Santa Nina (Nouné, Cristiana) Apóstola da Geórgia
jan 14  Beata Afonsa Clerici, Virgem
jan 15  Santa Ida (Ita), Virgem
jan 15  Santa Secundina de Anagni, Mártir
jan 16  Santa Priscila de Roma, Matrona
jan 16  Santa Joana de Bagno di Romagna, Monja camaldulense
jan 16  Beata Joana Maria Condesa Lluch
jan 17  Beata Eufêmia Domitila
jan 17  Santa Leonia e netos Espeusipo, Elasipo, Melesipo Mártires
jan 17  Santa Neosnadia, Virgem
jan 17  Santa Roselina de Villeneuve, Virgem e monja cisterciense
jan 18  Beata Maria Teresa Fasce, Agostiniana
jan 18  Beata Beatriz II d'Este, Monja
jan 18  Beata Cristina Ciccarelli de L'Aquila
jan 18  Beata Regina Protmann, Fundadora
jan 18  Beatas Felicidade Pricet, Carla Lucas, Vitória Gusteau, Mártires
jan 18  Santa Margarida da Hungria, Princesa e religiosa
jan 18  Santa Prisca, Mártir
jan 19  Beata Elisabete Berti, Viúva 
jan 19  Santa Faustina de Como, Beneditina
jan 19  Santa Liberata de Como, Virgem beneditina
jan 19  Santas Arquelaide, Tecla e Susana, Mártires de Salerno
jan 20  Beata Maria Cristina da Imaculada Conceição, Religiosa e fundadora
jan 20  Santa Eustáquia (Esmeralda) Calafato de Messina
jan 21  Beata Cristiana de Assis
jan 21  Beata Josefa Maria de Santa Inês, Virgem
jan 21  Beatas Cristina, Ma Madalena e Ma de Jesus, Mercedárias
jan 21  Santa Inês, Virgem e mártir
jan 22  Beata Laura Vicuña, Virgem
jan 22  Beata Maria Mancini, Mãe e monja
jan 22  Santa Teodolinda, Rainha dos Longobardos
jan 23  Beata Margarida Molli, Mistica 
jan 23  Santa Emerenciana, Virgem e mártir
jan 23  Santa Messalina de Foligno, Mártir
jan 24  Beata Maria Poussepin, Dominicana
jan 24  Beata Paula Gambara Costa, Terciária franciscana
jan 24  Santa Xênia (Eusébia de Milasa), Virgem
jan 24  Santas Vera e Suporina, Virgens
jan 25  Beata Arcângela Girlani, Virgem
jan 25  Beata Eleonora da Aragão, Rainha, mercedária
jan 25  Beata Teresa Grillo Michel, Fundadora
jan 25  Santa Dwyn (Dwynwen) Princesa
jan 26  Beata Maria de la Dive, Viúva, mártir
jan 26  Santa Paula Romana, Viúva
jan 27  Beata Rosália du Verdier de la Soriniere, Virgem e mártir
jan 27  Santa Devota, Mártir na Córsega
jan 27 Santa Ângela Merici, Virgem, fundadora
jan 28  Beata Gentile Giusti, Mãe
jan 28  Beata Maria Luisa Montesinos Orduna, Virgem e mártir
jan 28  Beata Olímpia (Olha) Bidà, Religiosa e mártir ucraniana
jan 28  Santas Ágata Lin Zhao, Mártir
jan 28  Stas Lúcia Wang Cheng/Ma.Fan Kun/Ma.Qi Yu e Ma.Zheng Xu mártires
jan 29  Beata Boleslava Maria Lament, Fundadora
jan 29  Beata Vilhana Delle Botti, Mãe de família e terciária
jan 29  Santa Bebaia e seu irmão S Charbel,  Mártires
jan 29  Santa Inês de Bagno di Romagna, Camaldulense
jan 29  Santa Sabrina (Savina, Sabina), Virgem de Troyes
jan 30  Beata Aberila, Virgem
jan 30  Beata Carmela Garcia Moyon, Mártir
jan 30  Santa Alda (Aldegunda), Virgem e mártir
jan 30  Santa Batilde, Rainha dos Francos
jan 30  Santa Jacinta Marescotti, Religiosa
jan 30  Santa Martina, Mártir
jan 30  Santa Savina, Matrona
jan 31  Beata Candelária de S. José, Fundadora
jan 31  Beata Ludovica Albertoni, Terciária franciscana
jan 31  Santa Marcela de Roma, Viúva

sábado, 29 de dezembro de 2012

Santa Colomba de Sens, Virgem e mártir - 31 de dezembro

     Esta é uma das mais célebres mártires de toda a Idade Média e o seu culto teve uma grande difusão. Entretanto, as informações históricas relativas a ela estão repletas de legendas, inclusive a própria Passio. Santa Colomba (ou Comba) é venerada por ter sido martirizada em Sens, no tempo do Imperador Aureliano (270-275).
     As suas Actas, escritas no século VIII, relatam que ela teve sempre grande horror aos ídolos. É apresentada como pertencente a uma nobre família pagã da Espanha, onde nasceu no século III. Para afastar-se do culto aos ídolos, deixou a família e entrou na França, inicialmente em Vienne, onde recebeu o Batismo, depois foi para Sens. Parece que seu verdadeiro nome era Eporita e que foi chamada Colomba devido sua inocência.
     Ao passar por Sens, durante suas guerras na Gália, o imperador Aureliano Lucio Domicio deu ordem para ser cumprida naquela cidade a perseguição aos cristãos, lei em vigor em todo o Império Romano.
     Colomba, por ser cristã, foi feita prisioneira e conduzida diante do imperador. A jovem de dezessete anos foi a única pessoa que encontrou graça a seus olhos, tal a nobreza de suas feições, reveladoras de ascendência ilustre. Foi em vão, porém, que ele tentou fazê-la renunciar ao seu voto de virgindade. Encolerizado, deu ordem que a aprisionassem em uma cela do anfiteatro, mas quando um libertino tentou violá-la, um urso do anfiteatro interveio para protegê-la, pondo em fuga os soldados.
     Como nenhum dos soldados quisesse intervir, Aureliano, enfurecido, ordenou que tanto a virgem quanto o urso fossem queimados, mas uma chuva providencial apagou o fogo já preparado. Após o urso fugir para a floresta, o obstinado imperador condenou Colomba à decapitação.
      O martírio ocorreu entre os anos 270 e 275. A mártir foi sepultada por um homem que havia recuperado a visão ao invocar sua intercessão.
     Muitíssimo venerada na França, em 620 o rei Lotário III fundou a célebre abadia real de Santa Colombe-les-Sens sobre o túmulo da Santa mártir. Em 623 o bispo de Sens, São Lupo († 623), quis ser sepultado aos pés da mártir; em 853 o bispo Wessilone, ao consagrar a nova igreja, encontrou unidas as relíquias dos dois santos e mandou colocá-las em um precioso tecido, cujos fragmentos foram encontrados no século XIX e são conservados no tesouro da catedral.
     A igreja da abadia foi construída uma terceira vez e consagrada, em 1164, pelo papa Alexandre III, depois destruída em 1792 pelos adeptos da abominável Revolução Francesa. As ruínas do complexo abacial e da igreja foram adquiridas, em 1842, pelas religiosas da Santa Infância de Jesus e Maria, que ali edificaram sua Casa-Mãe, salvaguardando os restos da antiga cripta. As relíquias de Santa Colomba já haviam sido transferidas para a Catedral de Sens em 1803.
     São numerosas as igrejas dedicadas a esta Santa mártir na França, Espanha, Flandres, Alemanha e Itália, onde o culto se difundiu particularmente em Rimini.
     No Martirologio Jeronimiano, bem como no Romano, a festa de Santa Colomba é celebrada no dia 31 de dezembro. Em Sens, devido a uma festa local que ocorre no último dia do ano, a sua celebração foi transferida para o dia 27 de julho, data da transladação das relíquias e da dedicação da sua igreja.
     Santa Colomba é invocada para obter chuva e é representada com um urso e uma pena de pavão substituindo a palma dos mártires.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Santa Catarina Volpicelli, Fundadora - 28 de dezembro


     “Senhor, o que queres que eu faça?”, era a pergunta constante que a jovem Catarina Volpicelli, ao regressar de espetáculos como o teatro, ou a dança, de que tanto gostava, fazia à imagem do Ecce Homo, que se encontrava em sua casa e que está hoje na casa central da comunidade das Escravas do Sagrado Coração, fundada por ela.
     Catarina Volpicelli nasceu em Nápoles no dia 21 de janeiro de 1839, no seio de uma família da alta burguesia, da qual recebeu sólida formação humana e religiosa. Estudou letras, línguas e música, coisa não frequente para as mulheres do seu tempo. Guiada pelo Espírito Santo e através dos diretores espirituais, Catarina renunciou à vida social que apreciava para atender uma voz interior, o chamado de Deus à vida religiosa.
     Foi em 1854 que ocorreu o seu encontro casual com o futuro bem-aventurado Ludovico de Casoria na sua cidade. Encontro depois considerado por ela uma graça providencial de Deus, porque por suas mãos se associou à Ordem Franciscana Secular. Pe. Ludovico foi enfático quando lhe indicou como único objetivo de sua vida o culto ao Sagrado Coração de Jesus. Apesar disso, cinco anos depois, orientada por seu confessor, ingressou em uma Congregação religiosa, saindo, logo em seguida, por graves motivos de saúde.
     Eram anos difíceis para a Igreja em Nápoles: a invasão garibaldina, a perseguição por parte dos maçons e a dispersão dos jesuítas eram alguns desafios para o apostolado neste tempo.
     Também se desenvolvia em Roma o Concílio Vaticano (1869-1870), convocado pelo Papa Pio IX. Paralelamente, um grupo de anticlericais realizava o “Anti-concílio de livre pensadores”. Foi neste contexto no qual Catarina decidiu começar sua obra, com o acompanhamento espiritual do Pe. Ludovico.
A Santa aos 18 anos
     O plano de Deus sobre Catarina era outro, havia bem entendido o Pe. Ludovico, que muitas vezes dizia: "O Coração de Jesus é a tua obra, Catarina!" Novamente, com a indicação do seu confessor, tornou-se a primeira a receber na Itália o diploma de zeladora da Associação do Apostolado da Oração da França. Em 1867, estabeleceu a sua Sede em Nápoles mesmo, onde se dedicou às atividades apostólicas. No edifício de Largo Petrone, na Saúde, localizado em   Nápoles, Catarina reuniu 12 mulheres com suas mesmas inquietudes, a quem chamou de “zeladoras do apostolado e da oração”.
     Foram grandes os frutos de seu apostolado. Graças à amizade e aos conselhos de Volpicelli, o hoje beato Bartolo Longo, fundador do santuário de nossa Senhora do Rosário em Pompéia, teve uma conversão radical, após ter-se dedicado durante anos à superstição e ao espiritismo.
     "Ele se havia afastado da Igreja, mas com ela conseguiu converter-se, fez a primeira comunhão e da casa de Volpicelli foi para Pompéia, para fundar o santuário", diz Carmela Vergara, postuladora da causa de canonização de Catarina e religiosa da Congregação das Escravas do Sagrado Coração.
     O apostolado da oração passou a ser o ponto central da espiritualidade de Catarina. Na sua vida, totalmente consagrada ao Coração de Jesus, distinguem-se três aspectos: a profunda espiritualidade eucarística, a integral fidelidade à Igreja e a imensa generosidade apostólica.
     Em 1874, com as suas primeiras zeladoras Catarina fundou o novo Instituto das Servas do Sagrado Coração de Jesus, aprovado inicialmente pelo seu arcebispo, e, em 1890, pelo Vaticano. Preocupada com o futuro da juventude, abriu o orfanato, fundou uma biblioteca circulante e instituiu a Associação das Filhas de Maria. Em pouco tempo abriu outras Casas na Itália. E as servas muito se distinguiram na assistência às vítimas da cólera, em 1884, em várias localidades italianas.
     Em 14 de maio de 1884 o novo arcebispo de Nápoles, Guilherme Sanfelice, consagrou o Santuário dedicado ao Sagrado Coração edificado adjacente a Casa Mãe.
     A Santa viajou várias vezes a Roma para encontrar-se com o Papa Leão XIII, que a alentou a que seguisse adiante com este instituto, o qual recebeu sua aprovação pontifícia em 1911, com o Papa São Pio X.
     A participação de Catarina no primeiro Congresso Eucarístico Nacional, celebrado em Nápoles em 1891, foi um ato culminante do apostolado da fundadora e das Servas do Sagrado Coração de Jesus.
     Catarina morreu no dia 28 de dezembro de 1894, em Nápoles, aos 55 anos de idade. Antes de falecer, ela deixou uma carta a seus familiares, na qual dizia: "Iluminada por Deus bendito, em sua infinita misericórdia, acima da vaidade do mundo e do dever de gastar-me total e unicamente no servir a Deus, meu Criador, Redentor e Benfeitor, segundo seu beneplácito, a Ele consagrei e paguei o ser e o que Ele me deu".
     O papa João Paulo II beatificou-a em 29 de abril de 2001. Catarina Volpicelli foi canonizada pelo Papa Bento XVI no dia 26 de abril de 2009. A data de sua festa ocorre no dia de sua morte. 
 

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Santa Fabiola de Roma, Matrona - 27 de dezembro

     A única fonte biográfica sobre esta santa é a Epístola 77 de São Jerônimo, escrita no verão do ano 400 da era Cristã.
     Da nobre família dos Fabi, Fabíola muito jovem casou-se com um homem cruel de quem se divorciou para casar-se novamente, fato que escandalizou a Igreja.
     No Sábado Santo de um ano impreciso, Fabiola se apresentou, vestida com tecido se saco, na Basílica de São João de Latrão, pedindo para ser recebida na Igreja. Diante do clero e dos fieis fez publicamente penitência, e o papa Sirício (384-399) admitiu-a de novo à comunhão.
     Retirou-se para a vida privada, dedicou-se ao cuidado dos pobres e fundou em Óstia, junto a Roma, um grande hospital para os doentes abandonados, onde eles eram tratados gratuitamente. Foi a primeira fundação do gênero na Europa. Esta fundação é “uma das datas mais altas da história da civilização ocidental”, segundo o historiador Camille Julian.
     Em 394 ela foi para a Palestina convidada por São Jeronimo e lá se dedicou ao estudo das Sagradas Escrituras. São Jerônimo ficou muito impressionado com a sua forte personalidade, inteligência e virtude, e escreveu sua biografia. No ano seguinte, receando uma invasão dos Hunos, ela retornou a Roma, onde viveu na pobreza, morrendo no ano 400. Toda a cidade participou de seu funeral cantando o Aleluia.
     Em 397, São Jeronimo enviara a ela uma dissertação sobre as vestes sacerdotais e a ela também destinou, em 400, o Liber exegeticus XLII mansionibus Israelitarum in deserto. Por outro lado, ela também tinha admirado ao máximo a carta escrita por Jerônimo ao monge Heliodoro, por volta de 376, em que ele elogiava a solidão. Na carta a Oceano assim São Jeronimo resume as virtudes de Fabiola: "Laudem Christianorum, miraculum gentilium, luctum pauperum, solatium monachorum".
     O nome de Fabiola aparece nos martirológios somente a partir do século XV ao século XVIII no dia 27 de dezembro. Entretanto, não foi incluída por Baronio no Martirológio Romano. Ela deve a sua grande notoriedade ao famoso livro do Cardeal Wisemann, intitulado Fabiola, ou a Igreja das Catacumbas (Londres 1855) que apresenta uma Fabiolaespectadora simpática da última perseguição" em vez de uma matrona penitente do século. IV.