sábado, 2 de fevereiro de 2013

Apresentação do Menino Jesus ao Templo e Purificação de Nossa Senhora - 2 de fevereiro

     O Evangelho de São Lucas narra que, depois do nascimento de Nosso Senhor e decorrido o prazo que a Lei mosaica estabelecia para a purificação das mulheres que davam à luz, Nossa Senhora e São José levaram o Menino Jesus ao Templo para O apresentarem a Deus, conforme também prescrito na Lei. Na ocasião, Maria Santíssima ofereceu ao Senhor o sacrifício ritual de dois pombinhos, estabelecido para a purificação de mulheres pobres. Jesus e Maria não estavam sujeitos à Lei, mas quiseram observá-la por amor à humildade e para nos dar o exemplo.
     A festa da Purificação é também chamada das Candeias, comemorando o dia em que Maria Santíssima, em obediência à Antiga Lei, apresentou seu Divino Filho ao Templo 40 dias após seu nascimento. Foi saudada pelo velho Simeão que lhe predisse as Sete Dores que haveria de sofrer e que o Menino seria um sinal de contradição.
     Evangelho de São Lucas capítulo 2. versículos 25 a35

25. Ora, havia em Jerusalém um homem chamado Simeão. Este homem, justo e piedoso, esperava a consolação de Israel, e o Espírito Santo estava nele.
26. Fora-lhe revelado pelo Espírito Santo que não morreria sem primeiro ver o Cristo do Senhor.
27. Impelido pelo Espírito Santo, foi ao templo. E tendo os pais apresentado o menino Jesus, para cumprirem a respeito dele os preceitos da lei,
28. tomou-o em seus braços e louvou a Deus nestes termos:
29. Agora, Senhor, deixai o vosso servo ir em paz, segundo a vossa palavra.
30. Porque os meus olhos viram a vossa salvação
31. que preparastes diante de todos os povos,
32. como luz para iluminar as nações, e para a glória de vosso povo de Israel.
33. Seu pai e sua mãe estavam admirados das coisas que dele se diziam.
34. Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua mãe: Eis que este menino está destinado a ser uma causa de queda e de soerguimento para muitos homens em Israel, e a ser um sinal que provocará contradições,
35. a fim de serem revelados os pensamentos de muitos corações. E uma espada transpassará a tua alma.
 
“Cada dia tem seu santo”, Revista Catolicismo, Bíblia Ave Maria
Fonte: Associação Apostolado do Sagrado Coração de Jesus

 


Posted: 01 Feb 2013 05:43 AM PST

Ivanaldo Santos (ivanaldosantos@yahoo.com.br)
Filósofo

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Santa Joana de Lestonnac, Viúva e Fundadora - 2 de fevereiro

     Numa fria manhã de 1556, Ricardo de Lestonnac, nobre magistrado e conselheiro do rei, que preside seu lar em Bordéus (França), recebeu do céu uma bênção: a primogênita, Joana, que encherá a nobre morada com a luz de seus olhos azuis e de seu encanto especial. Joana Eyquen de Montaigne, a nobre castelã, recebeu em seus braços com alegria a pequenina, mas se opõe tenazmente que a filha receba o batismo católico. A vontade firme do pai triunfa e Joaninha começa sua vida no campo do combate familiar, o que colocará em grave perigo a pureza de sua fé.
     O veneno é inoculado por meio de carícias maternas: historietas maliciosas contra os sacerdotes e o Vigário de Cristo, ausência total da Virgem Santíssima. Desta forma a nova apóstata calvinista tentava trazer para si o terno coração da pequena, a quem o tio, o célebre filósofo Miguel de Montaigne, chamou sem titubear "bela princesa, albergada num magnífico palácio".
     Seus tios, os senhores de Beauregard, se unem à mãe herege neste trabalho. Mas Miguel de Montaigne velava pela guarda de sua fé. A menina triunfou na luta com a firme ajuda de seu pai e com a cooperação de seu irmão Guy, que repetia à noite o que aprendera no colégio que freqüentava, dirigido pelos padres jesuítas. Era a nova Companhia de Jesus, fundada por Santo Inácio, que chegara a Bordéus.
     A devoção a Nossa Senhora se enraízou em sua alma, e seu desejo de sacrificar o porvir brilhante que o mundo lhe oferecia pela vida religiosa, cedeu somente diante da insistência paterna que teme os claustros e mosteiros invadidos pela heresia calvinista.
     Tendo Joana dezessete anos, o pai, atendendo aos insistentes pedidos de Gastão de Montferrant, Barão de Landiras e de la Mothe, concedeu-lhe a mão da filha. A vida matrimonial foi muito sólida e Joana foi mãe oito vezes. Os três primeiros morreram muito pequeninos. Os outros cinco - dois varões e três mulheres - foram crescendo sob o olhar atento da mãe.
     A baronesa, como a mulher forte do Evangelho, ensinava aos filhos os deveres da caridade católica: visitas aos pobres, aos colonos, atendimento abnegado aos pobres que lhes batem à porta. Não sem razão o mundo inteiro a chamaria um dia de "honra e glória da França e da Igreja".
     Em 1597, após 24 anos de matrimônio, Gastão de Montferrant faleceu. Seguiram-se grandes dores e tristezas: a morte do esposo, do filho mais velho, do pai e do tio. Joana ficou só e continuou com fortaleza a educação dos quatro filhos que lhe restaram.
     Seis anos mais tarde, tendo seu filho Francisco se casado e suas filhas Marta e Madalena se consagrado a Jesus nas Anunciadas de Bordéus, resolveu deixar a filha mais nova, Joaninha, sob os cuidados de Francisco e da esposa, e ingressar no convento.
     Na manhã de sua partida, saiu muito cedo do palácio para evitar as despedidas, porém, seu coração de mãe ainda enfrentou mais um sacrifício: é surpreendida com a súbita chegada da filha mais nova, que se lança em seus braços desfeita em prantos e pedindo para ela não deixar Bordéus.
     Aos 46 anos de idade, ela ingressou no Mosteiro Cisterciense de Toulouse. Mudou seu nome para Joana de São Bernardo. Este ramo feminino dos Cistercienses reformados nascera na Abadia de Feuillant, na Gasconha, para reagir à decadência da Ordem.
     Seis meses após ter vestido o santo hábito, sua palidez preocupava a comunidade e suas rigorosas penitências esgotaram suas forças por completo. A Madre Superiora a convenceu a voltar para o seu castelo.
     Naquela noite, esforçando-se para aceitar a vontade de Deus e mais esta prova, teve uma visão celestial que a faz ver o abismo do inferno. Nele caem muitas jovens em espantoso torvelinho e estendiam os braços implorando seu auxílio. Sobre este quadro espantoso apareceu magnífica e grandiosa a imagem de Maria. Ela compreendeu a vontade de Deus. A futura Companhia de Maria, em benefício da juventude feminina, começou a delinear-se naquela última vigília no convento cisterciense.
     Após deixar o mosteiro, Joana se retirou em La Mothe. Em 1605, encontrava-se em Bordéus e trabalhava como voluntária com outras senhoras e moças durante uma epidemia de peste, e aí descobriu sua vocação: o trabalho na sociedade, entre as jovens mais necessitadas de ajuda e instrução. Foi visitando e cuidando das pessoas nas regiões mais pobres da cidade, e em contato com as jovens que eram atraídas pelo chamado de Deus e por sua personalidade, que ela desejou realizar o trabalho apostólico que a atraia. Ela percebeu que a espiritualidade inaciana expressava sua própria espiritualidade.
     Ela manteve contatos com dois Jesuítas, Pe. de Bordes e Pe. Raimundo, que compartilhavam suas preocupações. O Papa Paulo V aprovou a fundação da Companhia de Nossa Senhora em 7 de abril de 1607.
     Em 11 de março de 1608, diante da generosa resposta de cinco primeiras companheiras, a cidade de Bordéus, engalanada, participou da tomada de hábito das religiosas que iniciaram o combate da Companhia de Maria.
     O Cardeal François d’Escoubleau de Sourdis, inicialmente protetor da obra, desejou mais tarde ligá-la às Ursulinas, e lhes negou a profissão em maio de 1610. Porém, a 7 de dezembro, em seu castelo de Lormont, recebeu uma graça particular da Santíssima Virgem que advogava em favor de suas filhas, e, na festividade da Imaculada, no mosteiro de Joana assistiu à profissão da fundadora e de suas primeiras companheiras, que já eram nove.
     Como todas as obras de Deus, forte vendaval de perseguição sacodiu a ainda frágil árvore. Por isso mesmo ela se enraizou mais fortemente e em breve as sementes lançadas germinarão: antes que a alma da fundadora voasse para o Céu, são quarenta as novas preciosas e florescentes ramagens. Joana enfrentou desde os desprezos de Lucia de Teula, fundadora frustrada de Toulouse, que não lhe poupou insultos e perseguições, até a traição de uma de suas filhas, única infiel no grupo de suas primeiras religiosas, que cedendo a uma tentação ambiciosa fez chegar ao prelado falsas acusações.
     "A parte que Jesus nos dá de sua Cruz nos faz conhecer quanto Ele nos ama", repetiria mais tarde a Santa fundadora.
     Em 1622, retiraram-lhe o cargo e ela deixou Bordéus. Entretanto, as outras casas continuam a dedicar-lhe a estima, o afeto e a confiança devidos à Fundadora da Ordem. Ela é considerada a Madre Geral, mesmo que o status lhe é recusado pela Igreja, e que ela não possa se comunicar com as outras casas naquele terrível período.
     A Fundadora, relativamente idosa, parte para fundar uma casa em Pau. Ela aí permaneceu até 1634, se ocupando da organização da vida da nova fundação e ensinando as meninas mais pobres. Num silêncio santo e exemplar, deixava admirados todos quantos tinham a dita de tratar com ela.
     No fim de seu mandato, em 1626, a superiora ingrata reconheceu seus erros e pediu publicamente perdão a Santa Joana de Lestonnac.
     A pedido dos superiores e por insistência do Cardeal de Sourdis, ela retornou a Bordéus para consagrar seus últimos anos à redação definitiva das Constituições que foram impressas em 1638. Todas as casas e a Ordem viverão sob estas Constituições em qualquer parte do mundo onde elas estiverem.
     No dia 2 de fevereiro de 1640, a religiosa que possuía uma grande devoção a Eucaristia, a Santíssima Virgem - a quem consagrou sua companhia -, que tributava um culto muito especial a seu anjo da guarda, a mãe caridosa e boa que distribuía aos mais necessitados os remédios adquiridos para a comunidade, após uma enfermidade rápida, rodeada de suas filhas e pronunciando com doçura celestial os nomes de Jesus, Maria e José, entregou sua alma a Deus, em meio a veneração e ao amor de filhas que viviam nas quarenta casas do Instituto.
     A ignominiosa Revolução Francesa profanou seus veneráveis despojos, enterrando-os junto à ossada de um cavalo. Ao fim da Revolução, o zelo e o amor da Madre Duterrail conseguiu, ao restaurar as casas da França após trabalhos imensos, encontrar os restos venerandos da Fundadora.
     Transcorridos trezentos anos de espera, Joana de Lestonnac foi beatificada pelo Papa Leão XIII em 1900, e, no dia 15 de maio de 1949, canonizada por Pio XII.
     O lema da Santa, "ou trabalhar ou morrer pela maior glória de Deus", ainda hoje ressoa como o ideal a ser vivido por suas filhas nas cento e cinqüentas casas da Companhia de Nossa Senhora.
 
Fontes: www.santiebeati.it - Domenico Agasso; Ciclo Santoral, Maria Angeles Viguri, ODN

Santas do mês de fevereiro


fev 01  Beata Ana Michelotti, Fundadora
fev 01  Beatas Maria Ana Vaillot e 46 comp. Mártires
fev 01  Santa Bárbara Ch'oe Yong-i, Mártir de Seul, Coréia 1840
fev 01  Santa Brígida da Irlanda (de Cell Dara) Abadessa
fev 01  Santa Verdiana (ou Veridiana), Virgem e reclusa
fev 02  Beata Maria Domingas Mantovani, Fundadora
fev 02  Santa Adeloga de Kitzingen, Abadessa
fev 02  Santa Catarina de Ricci, Virgem
fev 02  Santa Joana de Lestonnac
fev 02  Beata Maria Catarina Kasper, Fundadora
1º. domingo de fevereiro Santa Amonisia (Artemisa), Virgem e mártir
fev 03  Beata Maria Ana Rivier, Fundadora
fev 03  Beata Maria Helena Stollenwerk, Fundadora
fev 03  Santa Ana, Viúva e profetisa
fev 03  Santa Berlinda de Meerbeke
fev 03  Santa Claudina Thevenet (Maria de S. Inácio), Religiosa
fev 03  Santa Vereburga. Abadessa
fev 04  Santa Joana de Valois, Rainha da França, religiosa
fev 05  Beata Elisabete Canori Mora, Esposa
fev 05  Beata Eulália Pinos, Viúva
fev 05  Beata Francisca Meziere, Virgem e mártir
fev 05  Santa Ágata Virgem e mártir
fev 05  Santa Alice (Adelaide) de Vilich, Abadessa
fev 06  Beata Hildegundes, Monja premostratense
fev 06  Beata Teresa Fernandez, Virgem mercedária
fev 06  Santa Doroteia de Alexandria
fev 06  Santa Doroteia e Teófilo, Mártires de Cesárea de Capadocia
fev 06  Santa Renilda, Abadessa
fev 07  Beata Ana Maria Adorni, Fundadora
fev 07  Beata Maria da Providência Smet, Fundadora
fev 07  Beata Rosália Rendu, Virgem
fev 07  Santa Juliana, Viúva
fev 08  Beata Josefina Gabriella Bonino
fev 08  Santa Cointa de Alexandria Mártir
fev 08  Santa Josefina Bakhita, Virgem
fev 09  Beata Ana Catarina Emmerick, Mística, religiosa
fev 09  Santa Apolônia, Virgem e mártir
fev 10  Beata Clara Agolanti de Rimini, Clarissa
fev 10  Beata Eusébia PalominoYenes, Religiosa
fev 10  Santa Austraberta, Abadessa de Pavilly
fev 10  Santa Escolástica, Virgem
fev 11  Santa Elisa (Eloisa, lat. Helvisa), Reclusa
fev 11  Santa Sotera, Virgem e mártir
fev 12  Beata Umbelina, Abadessa
fev 13  Beata Cristina de Spoleto
fev 13  Beata Eustáquia (Lucrecia) Bellini de Pádua, Virgem
fev 13  Santa Juliana, Leiga venerada em Turim
fev 13  Santa Zoé de Cesareia e S. Fotino, seu esposo, mártires
fev 13  Santas Fosca e Maura, Mártires
fev 14  Santa Fortunata, Mártir
fev 14  Santa Alexandra do Egito, Reclusa Penitente
fev 15  Santa Georgina ou Georgete, Virgem
fev 16  Beata Felipa Mareri, Clarissa
fev 16  Santa Juliana de Nicomedia, Virgem e mártir
fev 18  Santa Constância de Vercelli
fev 18  Santa Exúpera de Vercelli
fev 18  Santa Gertrudes Comensoli, Fundadora
fev 19  Beata Elisabete de Mântua (Bartolomea Picenardi) Virgem
fev 19  Santa Lúcia Yi Zhenmei  Catequista chinesa, mártir
fev 20  Beata Amada (de Corano) de Assis 
fev 20  Beata Jacinta Marto, Vidente de Fátima
fev 20  Beata Júlia Rodzinska, Dominicana, mártir
fev 21  Beata Maria Henriqueta Dominici, Virgem
fev 21  Santa Eleonora, Rainha da Inglaterra
fev 22  Beata Maria Isabel de França, Princesa
fev 22  Beata Maria de Jesus (Emilia d’Oultremont), Fundadora
fev 22  Santa Margarida de Cortona, Religiosa
fev 23  Beata Rafaela Ybarra,  Fundadora
fev 23  Santa Milburga, Abadessa
fev 23  Santa Romana, Venerada em Todi
fev 23  Beata Josefina Viel
fev 24  Beata Ascensão do Coração de Jesus, Co-fundadora
fev 24  Beata Berta de Busano, Abadessa
fev 24  Beata Josefa Naval Girbès, Leiga
fev 25  Beata Cecília, Dominicana
fev 25  Beata Maria Adeodata Pisani, Abadessa
fev 25  Beata Maria Ludovica De Angelis, Missionária 
fev 25  Santa Aldetrude, Abadessa
fev 25  Santa Valburga, Abadessa de Heidenheim
fev 26  Beata Piedade da Cruz Ortiz Real
fev 26  Santa Paula de S. José de Calazans, Fund. das Filhas de Maria
fev 27  Santa Ana Line, Mártir
fev 27  Santa Honorina, Mártir
fev 27  Beata Caridade (Ma Josefa Carolina Brader), Fundadora
fev 27  Beata Francisca Ana da Virgem Dolorosa, Fundadora
fev 27  Beata Felipa de Gueldre, Duquesa
fev 27  Beata Maria de Jesus Deluil-Martiny, Fundadora
fev 28  Santas Marana e Cira, Virgens
fev 28  Beata Antonia de Firenze, Abadessa

 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Beata Candelária de São José, Fundadora - 31 de janeiro

     Susana Paz Castillo Ramírez, terceira filha de Francisco de Paula Paz Castillo e Maria do Rosário Ramírez, nasceu em Altagracia de Orituco (Estado Guárico, Venezuela), em 11 de agosto de 1863.
     Seu pai era um homem reto e honrado, de grande coração e profundamente católico; gozava do apreço e estima de todos os habitantes; possuía conhecimentos de medicina e os empregava para ajudar a muita gente. Sua mãe era uma pessoa piedosa, trabalhadora e honrada.
     Os pais deram a seus filhos uma educação tão esmerada quanto lhes permitia as circunstâncias de seu tempo. Sua instrução acadêmica, ainda que escassa e deficiente, própria da época, não foi um impedimento para sua formação integral: frequentou uma escola particular onde deu seus primeiros passos na escrita e no cultivo de sua paixão pela leitura. Aprendeu também corte e costura e vários tipos de trabalhos manuais, especialmente bordados. Este aprendizado foi muito valioso para ela no futuro.
     Seu pai morreu em 23 de novembro de 1870, quando Susana contava com 7 anos de idade. Quando sua mãe faleceu, em 24 de dezembro de 1887, Susana, que tinha 24 anos, assumiu as responsabilidades de cuidar da casa. Ao mesmo tempo, praticava a caridade com os doentes e feridos que recolhia e cuidava em uma casa semiabandonada, junto à igreja paroquial, pois no início do século XX a Venezuela viveu uma grande turbulência política, econômica e social como consequência da revolução pela libertação.     
     Junto com outras jovens de sua vila, com o apoio de um grupo de médicos e do Pe. Sixto Sosa, pároco de Altagracia de Orituco, fundou um hospital para atender a todos os necessitados. Ali, em macas e catres de lona, que ela mesma confeccionava, os atendia.
     Com a fundação deste centro de saúde, em 1903, se deu início à família religiosa das Irmãzinhas dos Pobres de Altagracia, atualmente denominada Irmãs Carmelitas de Madre Candelária. Em 13 de setembro de 1906, com autorização do bispo diocesano, Madre Susana fez sua profissão religiosa tomando o nome de Candelária de São José, ela que desde muito jovem era devota de Nossa Senhora da Candelária.
     Em 31 de dezembro de 1910 a Congregação das Irmãzinhas dos Pobres de Altagracia nasceu oficialmente com a profissão das primeiras seis Irmãs pelas mãos de Mons. Felipe Neri Sendrea, que confirmou Madre Candelária como Superiora Geral. Em dezembro de 1916 ela emitiu seus votos perpétuos em Ciudad Bolívar.
     Após vários acontecimentos, a Beata decidiu abraçar a espiritualidade carmelitana e pediu para entrar na Ordem do Carmo como fundadora das Carmelitas Terceiras Regulares na Venezuela. No dia 25 de março de 1925 o pedido foi aceito e em 10 de julho de 1926, com algumas companheiras, recebeu o hábito carmelitano. Em 9 de agosto de 1926, Mons. Sixto Sosa, Bispo de Cumaná, nomeou-a Superiora Geral e Mestra de Noviças no Noviciado de Porlamar.
     Seguiram-se anos de trabalho intenso, também devido aos terremotos que atingiram a Venezuela. Muitas foram as obras fundadas por ela: hospitais e uma escola para crianças pobres em Altagracia de Orituco.
     Sua vida transcorreu entre os pobres; se distinguiu por uma profunda humildade, uma inesgotável caridade, uma profunda vida de fé, oração e amor à Igreja. Além de sua esmerada atenção com os enfermos, se preocupou com a educação das crianças, tarefa que deixou como legado às suas filhas carmelitas.
     A Madre Candelária era uma religiosa de carácter afável, recolhida, de olhar modesto; após uma conversação cordial e amena com ela, sempre ficava uma suavidade em quantos a ouviam.
     Outra característica sua era a alegria; tudo fazia com amor e uma confiança sem limites na Divina Providência. Seus grandes amores foram Jesus Crucificado e a Santíssima Virgem. Percorreu muitos quilômetros em busca de recursos para a manutenção de suas obras e fundando novas comunidades que responderam às necessidades do momento.
     Governou a Congregação durante 35 anos, desde sua fundação até o capítulo geral de 1937, quando a sucedeu no cargo a Madre Luísa Teresa Morao.
     Os últimos anos da Madre Candelária foram marcados pela dor e pela enfermidade. Entretanto, depois de deixar o cargo de Superiora Geral, aceitou continuar prestando seus serviços à Congregação como Mestra de Noviças.
     Tinha plena consciência de sua enfermidade, porém com incrível paciência suportava as dores e dava provas de conformidade com a vontade de Deus. Pedia ao Senhor poder morrer com o nome de Jesus nos lábios, e assim aconteceu. Na madrugada do dia 31 de janeiro de 1940, após pronunciar três vezes o nome de Jesus, entregou sua alma ao Criador, em Cumaná. Foi sepultada no cemitério de Santa Inês. O corpo da Beata foi exumado e colocado na Casa-mãe de Caracas.
     Em 22 de março de 1969 iniciou-se na cidade de Caracas seu processo de beatificação e canonização. Foi beatificada em 27 de abril de 2008.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Santa Ágata Lin-Zhao, Virgem e Mártir - 28 de janeiro

    Lin-Zhao nasceu em 1817, em Qinglong, província de Guizhou, China, quando seu pai se encontrava encarcerado devido sua fé católica. A menina foi batizada com o nome de Ágata três anos depois, por ocasião da libertação de seu pai.

     Ágata não era apenas bonita, mas também muito inteligente. Aprendeu a ler e a escrever e desde cedo se dedicou ao estudo da religião católica para ser uma corajosa catequista. Como era costume, ela foi prometida em casamento para a família Liu. Porém, com a idade de 18 anos, como já fizera um voto de castidade, ao saber do noivado apelou para a piedade de seus pais para cancelar o casamento.
     Naquele mesmo ano, Pe. Mateus Liu disse para ela trabalhar na escola para meninas em Guiyand. Durante um certo tempo foi dirigida espiritualmente pelo Beato Augusto Capdelaine, das Missões de Paris, martirizado em 1856.
     Dois anos mais tarde, outra perseguição começou e seu pai foi preso novamente e torturado. A casa da família foi saqueada e perderam todos os seus bens. Ao ser libertado, o pai estava tão doente que já não podia trabalhar. Ágata e sua mãe tiveram que sustentar a família. Uma visita do Pe. Tomas Liu levou Ágata a ensinar o catecismo. Ela tornou-se diretora da escola para meninas fundada pelo Pe. Tomas Liu e aos 25 anos fez formalmente o voto de castidade.
     Um ano depois, Mons. Bai, o novo administrador apostólico da diocese de Guizhou, elegeu-a dirigente do convento em Guiyang. Lá ela levava uma vida austera e tornou-se conhecida por seu cuidado especial aos pobres e aos jovens.
     Ágata ensinava o catecismo no vilarejo de Ta-pa-tien quando o vigário apostólico Albrand expandiu o seu campo de apostolado, confiando a ela o mesmo cargo em várias outras localidades. A Santa conquistou muitas pessoas, levando-as à conversão.
     Em 1857 quando Mons. Lourenço Wang Bing e o catequista Jerônimo Lu Tingmei foram presos por serem cristãos, Ágata também foi presa. O juiz do condado questionou a virgindade de Ágata e ela foi defendida pelos companheiros de fé. Os prisioneiros foram condenados à morte e após a decapitação foi constatado que Ágata era realmente virgem, tendo o magistrado admitido ter cometido um erro. Ela foi martirizada no dia 28 de janeiro de 1858.
     Foi relatado que três fachos de luz, dois vermelhos e um branco, cercaram os corpos dos mártires e alguns não cristãos viram à distância globos de luz no céu após a execução. Os três mártires são festejados no mesmo dia.
     Santa Ágata Lin-Zhao foi beatificada pelo Papa São Pio X em 2 de maio de 1909 e seu nome foi incluído na lista dos mártires canonizados em 1º de outubro de 2000 por João Paulo II.
 
Antiga pintura da Santa
 



650 mil pessoas (ACIPrensa) marcharam pela vida e contra o aborto na capital dos EUA


assista ao video acessando o link acima.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

O cinto sagrado de Nossa Senhora

Na catedral de Prato, Itália, não longe de Florença, hoje é venerado solenemente
o santo cinto, cíngulo, ou correia de Nossa Senhora.
 
     Ele foi trazido de Jerusalém no ano de 1141 por Michele Dagomari, habitante da cidade e romeiro na Terra Santa. Porém, em 1173, como não havia confirmação da autenticidade da relíquia, a Providência valeu-se de um fato extraordinário para que todos a reconhecessem como verdadeira.
     A narração da presença dos Apóstolos na Assunção remonta aos primeiros séculos do cristianismo. Não faz parte do dogma gloriosamente proclamado pelo Papa Pio XII, mas é largamente aceita, como se pode verificar na iconografia tradicional.
     São Gregório, Bispo de Tours (538-594), o maior historiador do século VI, foi o primeiro a escrever sobre a Assunção. Segundo ele conta, um anjo avisou Nossa Senhora de sua próxima partida aos Céus. Nossa Senhora, por sua vez, comunicou a notícia às pessoas mais próximas, entre as quais São João Evangelista.
     Os Apóstolos foram avisados a tempo de chegar, alguns naturalmente e outros miraculosamente.
     A Liturgia católica do rito maronita proclama:
     “Vós sois, ó Maria, a Mãe Puríssima, fonte de abundantes bênçãos; Vós sois a plena de graça, que quando deixastes este mundo, vieram todos os santos Apóstolos de distantes regiões, para vê-La partir para o Céu, enquanto os Anjos do Altíssimo, diante de Vós, cantavam com alegria”.
     Os Apóstolos certamente estavam acompanhados e havia a presença dos fiéis que moravam nas proximidades da casa da Santíssima Virgem. A Santa Casa de Loreto conserva um “altar dos Apóstolos”, onde eles celebravam Missa por ocasião das visitas que faziam a Nossa Senhora.
Nossa Senhora dá seu cinto a S Tomé
     São João Damasceno, Padre da Igreja, se refere à tradição do Oriente a respeito. Segundo ele, durante o Concílio de Calcedônia, o imperador Marciano e a imperatriz Pulquéria pediram o corpo de Nossa Senhora a Juvenal (422 – 458), Bispo de Jerusalém e primeiro Patriarca da cidade.
     O bispo respondeu, segundo São João Damasceno, que Ela morreu rodeada de todos os Apóstolos, salvo São Tomé, que chegou com alguns dias de atraso.
     São Tomé, que chegara atrasado, só viu a Assunção de longe. Talvez como um castigo por ele ter duvidado da Ressurreição. Mas um castigo moderado pela misericórdia de Nossa Senhora que lhe fez, já subindo ao Céu, à distância, o dom de seu cinto.
     O culto do cinto de Nossa Senhora foi instituído por Santo Agostinho, o grande Doutor da Igreja, e continua sendo difundido por sacerdotes agostinianos, aqueles que ainda se mantêm fieis (pois muitos praticamente não são mais verdadeiros católicos).
     É o famoso cinto bento, dito de Santo Agostinho, mas que é de Nossa Senhora, o qual é especialmente protetor contra os assaltos do demônio da impureza.
     É a origem da devoção a Nossa Senhora da Correia, também chamada de Nossa Senhora da Consolação.
     Sobre isto escreveu São Germano, Patriarca de Constantinopla, por volta de 720: “Não é possível ver vossa venerável correia, ó Santíssima Virgem, sem sentir-se cheio de alegria e penetrado de devoção”.
     O monge Eutino, que viveu pelos anos 1098, pregando sobre a Santa Correia de Nossa Senhora, dizia: “Nós veneramos a Santa Correia, vemos conservar-se inteira depois de 900 anos: Cremos realmente que a Rainha do Céu cingiu-se com ela”.
     O cinto estava em Prato, Itália, em 1173. Mas, o problema é que não se tinha certeza da autenticidade da relíquia, na falta de documentação canônica ou outra digna de fé. Naquele ano, a Providência valeu-se de um fato extraordinário para que todos a reconhecessem como verdadeira.
     No dia de Santo Estevão, padroeiro da cidade, colocavam-se todas as relíquias sobre o altar, para que com elas fossem abençoados os doentes e os endemoninhados.
     Na ocasião, foi exposta também a caixa contendo o cinto de Nossa Senhora. Aproximaram então uma possessa que, no momento em que tocou a caixa, começou a afirmar com insistência que esse cinto era da Santíssima Virgem, e no mesmo instante viu-se liberada de seu mal.
     Iniciou-se então o culto público à sagrada relíquia. O próprio São Francisco de Assis esteve com seus primeiros frades em Prato, no ano de 1212, para venerá-la.
     Podemos assim acreditar, com segurança, em união com a tradição da Igreja, que todos os Apóstolos, inclusive o retardatário São Tomé, se reuniram para a Assunção.
     Nesta festa podemos elevar a ele a mesma oração que Santo Agostinho compôs a propósito da dúvida que São Tomé tivera sobre a Ressurreição: “Oh, bem-aventurado São Tomé, tu tocaste com a mão e, pela tua dúvida, inúmeros céticos acabaram crendo!”
     Foi por meio dele, ou a propósito dele que a correia da Santíssima Virgem ficou nesta terra e é venerada desde a Idade Média na catedral de Prato, Itália.
 
 
ASSISTA AO VIDEO ACESSANDO O LINK ABAIXO!... E CONSTATE QUAL É A REAL FACE DO LOBBY HOMOSSEXUAL.
 
Posted: 23 Jan 2013 01:47 AM PST

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Beata Paula Gambara-Costa, Esposa, Mãe de família - 24 de janeiro

     Paula nasceu no dia 3 de março de 1463 em Brescia, norte da Itália, filha de João Paulo Gambara e de Catarina Bevilacqua, nobres e piedosos. Por ocasião de seu nascimento a família repartiu doações entre instituições de caridade e famílias pobres. A jovem recebeu uma boa educação e foi orientada espiritualmente pelo franciscano André de Quinzano.
     Desde a adolescência foi muito admirada por sua beleza e sobretudo pelo equilíbrio e profundidade de suas virtudes cristãs. Apesar de sua tendência para a vida de oração e de recolhimento, seus pais a deram em casamento, sendo muito jovem, ao Conde Luís Antônio Costa, senhor de Bene Vagienna (Cúneo), muito mundano e dado aos prazeres e diversões.
     Depois de umas núpcias principescas e de uma entrada faustosa no Piemonte, pois em Turim foram acolhidos pelo próprio chefe do estado, o Duque Carlos I de Saboia, se estabeleceram nos domínios do esposo. Tiveram um filho a quem chamaram João Francisco.
     Paula continuou levando o estilo de vida espiritual e piedoso do ambiente de sua casa natal, embora num novo contexto de luxo e dissipação. Porém, pouco a pouco, tendo que participar da vida de sociedade, foi se deixando conquistar pelo fausto e ostentação dos usos e costumes do mundo que a envolvia. Jovem e inexperiente, Paula se deixou arrastar por seu esposo a uma vida similar, esfriando nela a vida de piedade que havia levado antes de seu matrimônio.
     A Providência, entretanto, velava por ela e não tardou em reconduzi-la ao bom caminho, dispondo que passasse por Brescia o Beato Ângelo Carletti de Chiavasso, sacerdote franciscano piemontês, figura eminente de sua Ordem e pregador afamado, a quem ouviu pregar e a quem confiou a direção de sua alma. Com sua pregação e exemplo de vida franciscana o Beato arrastava muitas almas a um teor de vida mais de acordo com a condição católica.
     Paula, sob sua direção espiritual, ingressou na Ordem Terceira franciscana e realizava os exercícios de devoção e caridade próprios dela, e se entregava com grande fervor a oração, a mortificação e as obras de misericórdia, socorrendo os pobres nas suas casas e visitando os hospitais, consolando os tristes e ajudando os mais necessitados.
     Abandonando os usos e costumes mundanos que havia adotado depois de seu casamento, voltou à vida interior e devota de sua adolescência. Mas, ao invés de fugir do mundo para fazer penitência, se comprometeu a viver sua conversão permanecendo no mundo, no lugar que a Providência a havia levado e no meio das pessoas de sua classe e condição. Ali, segundo seu diretor espiritual, tinha que demonstrar que é possível viver de maneira coerente com a Fé e o Evangelho em qualquer ambiente e circunstâncias.
     Um dos documentos autênticos que nos falam sobre a Beata é o plano de vida que submeteu à aprovação do Beato Ângelo. Paula tinha que se levantar todos os dias ao amanhecer para rezar e recitar o Rosário. Depois ia para a igreja dos franciscanos da localidade onde ouvia duas Missas. À tarde, recitava o Oficio de Nossa Senhora e, antes de deitar-se, rezava outro Rosário e suas orações da noite. Dedicava também algum tempo à leitura espiritual. Jejuava nas vésperas das festas da Santíssima Virgem e de algumas outras festas, e se confessava cada quinze dias. A regra mais reveladora de seu plano de vida é a seguinte: "Sempre obedecerei meu esposo, não levarei a mal seus defeitos e farei quanto possa para que ninguém se dê conta deles”.
     Entre os anos 1493-1503 houve uma grande falta de alimentos, o que deu ensejo de Paula exercitar a generosidade com os muitos indigentes que acudiam a sua porta.
     A primeira coisa que aborreceu seu esposo foi seu hábito inveterado de dar grandes somas de dinheiro aos pobres. A coisa não teria maior importância nas épocas de bonança, porém naqueles tempos a fome constituía uma ameaça constante, os mendigos abundavam e os ricos armazenavam zelosamente tudo que podiam para os momentos de escassez. Os biógrafos da Beata asseguram que as sementes, o azeite e o vinho se multiplicavam milagrosamente à medida que Paula os repartia, de sorte que sua caridade mais a enriquecia que a empobrecia.
     Seu marido não compreendia nem participava dos novos sentimentos da esposa. Mantinha Paula prisioneira, e não poucas vezes o conde a maltratava com golpes, bofetadas; tornou-se cruel com ela e a humilhava até o extremo, fazendo com que até os serviçais não tivessem respeito algum a sua senhora. Ela tudo sofria em silêncio e oferecia a Deus o seu calvário.
     Luís tinha uma amante que acabou acolhendo em sua própria casa por mais de dez anos, à vista de sua mulher, dos domésticos e das pessoas conhecidas. Aconselhada pelo Beato Ângelo, Paula não explodiu nem simplesmente se resignou; reagiu, sim, porém não como inimiga ou vítima, mas como esposa preocupada em salvar seu marido das redes passionais que o aprisionavam e o levavam à perdição. Em 1504 a amante do conde adoeceu gravemente e todos a abandonaram. Somente Paula cuidou dela e a preparou para morrer reconciliada com Deus.
     Finalmente, o sacrifício e o comportamento de Paula deram seu fruto: o exemplo de paciência e de humildade calou no ânimo de seu esposo, que se uniu ao seu estilo de vida, permitindo inclusive que ela vestisse o hábito franciscano na rua.
     Em santa harmonia passaram uns anos até que o Senhor chamou a si o Conde Luís. Paula se entregou então por completo a meditação, levando uma vida exemplar que edificava a todos da região onde vivia.
     No dia 24 de janeiro de 1515, a Beata morreu em Bene Vagienna (Cúneo), onde havia vivido depois de casada. Imediatamente o povo passou a venerá-la, apreciando nela sobretudo o seu modo de viver o matrimônio com tal marido. Em sua terra natal subsiste o dito: «Foi provada como a Beata Paula». Seu culto imemorial foi confirmado pelo Papa Gregário XVI em 14 de agosto de 1845.
 
Fontes: Ferrini-Ramírez, Santos franciscanos para cada día; R. Bollano, Vita della B. Paola Gambara-Costa (1765); Léon, Auréole Séraphique, vol. I, pp. 534-536.