segunda-feira, 1 de abril de 2013

Beata Sofia Czeska-Maciejowska, Fundadora - 1 de abril

    
Madre Sofia Czeska nasceu em 1584, terceira filha de Mateusz Maciejewski e Lubowiecka Katarzyna Maciejewska. A família relativamente abastada vivia em Cracóvia e na área de Sandomierz. Com a idade de 16 anos Sofia se casou com Jan Czeski e mudou seu sobrenome para Czeska. Após 6 anos de um casamento sem filhos, ficou viúva. Um dia, ao sair da igreja e a caminho de casa, foi abordada por um homem que queria forçá-la ao casamento. Quando ela recusou, o homem se casou com sua irmã Ana.

     Apesar de sua juventude, ela não se casou novamente. Ela dedicou sua vida às obras de misericórdia, especialmente cuidando de meninas pobres e órfãs. De 1621 a 1627, usando seus próprios recursos, ela fundou um lar para elas, chamado Casa da Apresentação da Santíssima Virgem Maria, em Cracóvia, na Rua 18 Szpitalna.
     Em 31 de maio de 1627, ela recebeu a aprovação oficial do Bispo de Cracóvia Marcin Szyszkowski para esta fundação. Este foi o começo da primeira escola para meninas na Polônia. Para continuar o seu trabalho, uma congregação de Irmãs foi estabelecida. A constituição do Instituto foi aprovada em 13 de janeiro 1660 pelo Bispo de Cracóvia Andrzej Trzebicki, não muito tempo depois da morte de Madre Sofia. Ela morreu no dia 1 de abril de 1650 e foi enterrada na Igreja de Santa Maria, em Cracóvia.
     Seu trabalho - a escola e a Congregação das Irmãs da Apresentação (Prezentki) - até hoje continua. Em 1 de abril de 1995 o Cardeal Franciszek Macharski iniciou o processo de exame canônico das virtudes heroicas e da santidade de Madre Sofia Czeska-Maciejowska. Em 20 de novembro de 1997, a fase diocesana do processo foi concluída e a documentação entregue ao Vaticano. Em 30 de março, o Vaticano anunciou a confirmação do processo diocesano.
     A Congregação das Virgens da Apresentação da Virgem Maria (Congregatio Virginum a Praesentatione Beatae Mariae Virginis) é uma das mais antigas congregações femininas polonesas. O termo "Prezentki" deriva da palavra latina "praesentatio" e significa 'apresentação'.
     Em 1621, Madre Sofia estabeleceu a primeira escola para meninas na Polônia, em Cracóvia. Meninas pobres e órfãs frequentavam a escola. Para continuar o seu trabalho depois de sua morte, o Papa Alexandre VII deu a aprovação oficial para o estabelecimento de uma congregação de irmãs chamada a Congregação das Virgens da Apresentação da Santíssima Virgem Maria. A escola e a Congregação estavam localizadas em Cracóvia. A sede da Congregação depois se mudou para a Rua 7 Switego Jana, Cracóvia. Este ainda é o local da casa-mãe desta Congregação.
     De acordo com o lema: "Louvado seja Deus e Sua Mãe", as Irmãs se dedicam na criação e educação de crianças e adolescentes; dirigem um liceu para meninas em Cracóvia e uma escola média e liceu em Rzeszow. A escola de Cracóvia é a continuação ininterrupta da escola fundada por Madre Sofia Czeska. As Irmãs fazem vários trabalhos de acordo com as suas capacidades e as necessidades locais da Igreja. Elas dirigem creches, orfanatos, casas para crianças com necessidades especiais; elas trabalham para as paróquias, por exemplo, como professores de educação religiosa. Elas propagam o culto da Virgem, pois a Santíssima Senhora é a Mãe e a Padroeira da Congregação. As Irmãs vestem hábito preto e véu.
     Em 20 de dezembro de 2012, o Papa Bento XVI reconheceu um milagre atribuído a ela como meta para sua beatificação.

Santas do mês de abril

abril 01  Santas Ágape e Quionia, Mártires em Salonico
abril 01  Santa Maria Egipciana
abril 01  Beata Sofia Czeska-Maciejowska, Fundadora
abril 02  Santa Teodósia (Teodora) de Cesareia, Virgem de Tiro, mártir
abril 02  Beata Elisabete Vendramini
abril 02  Beata Maria de S. José Alvarado, Fundadora
abril 04  Santa Irene, irmã do Papa S Dâmaso
abril 04  Beata Aletta, Mãe de S. Bernardo de Claraval
abril 05  Santa Catarina Thomas
abril 05  Santa Ferbuta, Mártir
abril 05  Santa Irene de Salonico, Mártir
abril 05  Santa Maria Crescência Hoss
abril 05  Beata Juliana de Cornillon ou de Liège
abril 06  Beata Catarina Morigi de Pallanza
abril 06  Beata Pierina Morosini, Virgem e mártir
abril 06  Santa Gala de Roma
abril 06  Santa Platonide
abril 07  Beata Maria Assunta Pallotta, Franciscana
abril 07  Beata Ursulina (Veneri) de Parma, Virgem
abril 08  Santa Maria Rosa Júlia Billiart, Religiosa
abril 08  Beata Libânia de Busano, Abadessa
abril 09  Santa Cacilda de Toledo, Virgem
abril 09  Santa Valdetrude, Esposa, Abadessa
abril 09  Beata Margarida Rutan, Virgem e mártir
abril 09  Beata Catarina Celestina Faron, Virgem e mártir
abril 10  Santa Madalena de Canossa, Virgem
abril 11  Santa Gema Galgani, Virgem
abril 11  Beata Helena Guerra, Virgem
abril 11  Beata Sancha de Portugal, Princesa, virgem
abril 12  Santa Teresa de Jesus dos Andes, Monja carmelita
abril 12  Santa Vissia de Fermo, Virgem e mártir
abril 13  Beata Ida de Boulogne, Condessa
abril 13  Beata Ida de Louvain, Monja de Val-des-Roses
abril 13  Beata Margarida de Città di Castello, Dominicana
abril 14  Santa Liduina (ou Ludovina) de Schiedam, Virgem mística
abril 14  Santa Tomaíde de Alexandria, Mártir
abril 14  Santas Bernica, Prosdocia e Domingas, Mártires
abril 14  Beata Isabela (Josefina Calduch Rovira), Virgem e mártir
abril 15  Santas Anastásia e Basilissa, Mártires
abril 16  Santa Bernadete Soubirous, Virgem
abril 16  Santa Engrácia, Virgem e mártir
abril 17  Beata Catarina (Kateri) Tekakwitha
abril 17  Beata Clara Gambacorti, Dominicana
abril 17  Beata Maria Ana de Jesus (Navarro) Mercedária
abril 18  Santa Antusa de Constantinopla, Virgem, princesa imperial
abril 18  Santa Atanásia de Egina
abril 18  Beata Maria da Encarnação (Bárbara Avrillot), Carmelita
abril 18  Beata Savina Petrilli
abril 19  Santa Ema da Saxônia, Viúva
abril 19  Santa Marta da Pérsia, Virgem e mártir
abril 20  Santa Eliena (Eilena, Elena) de Laurino, Solitária
abril 20  Santa Endelienda, Virgem
abril 20  Santa Inês Segni de Montepulciano, Virgem
abril 20  Santa Sara de Antioquia, Mártir
abril 20  Beata Oda, Monja premostratense
abril 20  Beata Clara Bosatta, Religiosa
abril 22  Santa Alexandra e comp. Mártires em Nicomedia
abril 22  Santa Oportuna de Seez, Abadessa
abril 22  Santa Senhorinha de Vieira, Abadessa
abril 23  Beata Helena Valentini de Udine, Religiosa
abril 23  Beata Maria Gabriela Sagheddu
abril 23  Beata Teresa Maria da Cruz (Teresa Manetti)
abril 24  Santa Maria de Cleofas
abril 24  Santa Salomé, Mãe dos apóstolos Tiago e João
abril 24  Santa Maria de Sta. Eufrásia Pelletier, Fundadora
abril 24  Beata Maria Elisabete Hesselblad
abril 25  Santa Franca de Piacenza
abril 25  Santa Hunna, Viúva da Alsácia
abril 26  Beata Alda (Aldobrandesca) de Sena, Viúva
abril 27  Santa Zita, Virgem
abril 27  Beata Catarina de Montenegro, Dominicana
abril 27  Beata Maria Antônia Bandrés y Elósegui, Religiosa
abril 28  Santa Gianna Beretta Molla, Mãe de família
abril 28  Santa Valéria
abril 28  Beata Maria Ludovica de Jesus Trichet, Co-fundadora
abril 28  Beata Buonadona e S. Luchese, esposos 3os. franciscanos
abril 29  Santa Catarina de Sena, Virgem, doutora, patrona da Itália
abril 30  Santa Maria da Encarnação Guyart, Viúva e fundadora
abril 30  Santa Sofia de Fermo, Virgem e mártir
abril 30  Beata Hildegarda de Kempten, Rainha
abril 30  Beata Rosamunda
abril 30  Beata Paulina von Mallinckrodt, Fundadora

sexta-feira, 29 de março de 2013

Santa Osburga de Coventry, Abadessa - 30 de março

    
     O primeiro núcleo do que é hoje a cidade de Coventry, Inglaterra, foi o mosteiro governado pela abadessa Santa Osburga. O mosteiro foi destruído pelos vikings e reconstruído em 1043 como um mosteiro masculino pelo Conde Leofrico e sua esposa Godiva. Desenvolveu-se em um grande mosteiro e na Catedral de Coventry - a única catedral destruída pelo rei Henrique VIII durante a sua separação da Igreja Católica.
     O local à esquerda da Igreja da Santíssima Trindade, em Broadgate, foi cuidadosamente preservado pela cidade. Há alguns restos dos outros mosteiros destruídos na Reforma de Henrique VIII, conhecida como a dissolução: o mosteiro carmelita (fundado em 1342); o Priorado da Cartuxa de Santa Ana, fundado em 1381; e o Mosteiro Franciscano, do qual apenas a torre ainda existe na Rua New Union.
     Não se tem detalhes da vida desta Santa, embora sua existência não é posta em dúvida pelos estudiosos. O tempo exato em que viveu é controverso: de acordo com alguns a data de sua morte seria em torno de 1018, enquanto outros estudiosos dizem que ela teria vivido no século VII.
     Estudos recentes têm argumentado que o rei dinamarquês Canuto teria fundado o convento de Coventry, colocando Osburga como a primeira abadessa. Esta versão, no entanto, é estranha, porque foram os dinamarqueses que em 1016 destruíram o mosteiro. Mas, o certo é que em 1043 um mosteiro masculino foi construído no mesmo local e dedicado a Santa Osburga, o que nos sugere que o culto a esta Santa era já algo bem estabelecido.
     Na igreja abacial o túmulo de Osburga se tornou um foco de grande devoção popular na Idade Média. Ocorreram tantos milagres por sua intercessão que, em 1410, o clero e os fiéis de Coventry pediram ao bispo para oficializar uma celebração em sua homenagem. Desde então, a festa da Santa foi observada ao longo dos anos na Arquidiocese de Coventry.
     Durante o renascimento do Catolicismo Inglês no século XIX, a primeira igreja construída em Coventry, pela vontade do Arcebispo Ullathorne foi dedicada a Santa Osburga. Em 9 de setembro de 1845 o novo edifício sagrado pode ser consagrado ao culto divino pelas mãos do Cardeal Wiseman, e neste dia do ano a Santa ainda é lembrada no calendário diocesano, a fim de evitar conflito com a Quaresma. No Martirológio Romano ela continua a ser comemorada no dia 30 de março.
Ruinas do priorado do séc. XII
 

quarta-feira, 27 de março de 2013

Beata Renata Maria Feillatreau, Mártir da Rev. Francesa - 28 de março

     Renata Maria Feillatreau (nome de casada Dumont), nascida em 8 de fevereiro de 1751, leiga viúva, que no trágico tempo da Revolução Francesa, diante do tribunal manifestou o desejo de antes morrer pelo nome de Jesus do que renunciar à religião católica.
     Ela foi guilhotinada no dia 28 de março de 1794. Faz parte do grupo de 99 mártires da diocese de Angers (Maine-et-Loire), França, beatificados por João Paulo II, em 19 de fevereiro de 1984, por terem escolhido permanecer firmemente ligados à Igreja Católica, colocando a vida em risco, e que foram guilhotinados por permanecerem resolutos em sua fé inquebrantável.

domingo, 24 de março de 2013

Beata Maria Rosa Flesch, Fundadora - 25 de março

     A Beata Maria Rosa Flesch nasceu no dia 24 de fevereiro de 1826 em Shönstatt, localidade situada próximo de Vallander, às margens do Rio Reno, onde seus pais, Jorge Flesch e Inês Breitbach, viviam da modesta produção de um moinho. No batismo recebeu o nome de Margarida.
     O nascimento de suas duas irmãs, Mariana e Cristina, obrigou o pai a procurar um trabalho de moleiro mais rentável, que encontrou em Urbach, nas proximidades de Unkel. Foi a primeira mudança de uma série que levaria a família Flesch a se estabelecer definitivamente no belo vale da torrente Focken, em Niederbraitbach, para administrar um moinho. Em 1832, uma grave perda afetou toda a família: a morte prematura da mãe.
     Jorge Flesch, não podendo educar sozinho suas três filhas pequenas, se casou com Helena Richarz, uma viúva com um filho nascido de seu matrimônio anterior. O caráter duro e difícil de Helena se converteu logo na causa de sofrimento para as três pequenas. Da nova união nasceram outros dois filhos. Margaria, a primogênita, se pôs a disposição da família com um senso de responsabilidade superior a sua idade, encontrando só no pai algum apoio e consolo.
     Enquanto isto, o dom da fé ia se arraigando cada vez mais em sua alma, até o ponto de sustentar com alegria as primeiras provas difíceis da vida. Frequentava de bom grado a paróquia e se recolhia longamente em oração. Um dia, quando tinha apenas sete anos, notou pela primeira vez na igreja um quadro que representava os estigmas de São Francisco. Esse episódio de La Verna ficou vivamente gravado na alma de Margarida, que desde então começou a cultivar uma devoção sincera e confiante ao Poverello de Assis.
     Na idade de 14 anos, Margarida foi admitida à Primeira Comunhão. Foi um dia de graça particular. Passou toda a tarde diante do sacrário, degustando a intimidade com Nosso Senhor. Desde então, passou a assistir a Santa Missa todos os dias e recebia a Sagrada Comunhão.
     Em 2 de abril de 1845, seu pai faleceu, deixando seus seis filhos e sua viúva na miséria. Margarida, que tinha 16 anos, não desanimou, e para ajudar a família trabalhou como costureira, bordadeira e recolhedora de ervas medicinais, enquanto a madrasta levava uma vida pouco decorosa. Teve boas propostas de casamento, porém recusou todas porque compreendeu que Jesus havia aceitado seu propósito, manifestado já em menina, de permanecer virgem.
     Com resultado de seu duro trabalho, conseguiu comprar, em 1851, o moinho em que a sua família vivia há algum tempo, no vale de Niederbraitbach. Seus irmãos já eram maiores e independentes. Finalmente, podia se entregar de cheio aos pobres, aos velhos e aos órfãos. Na solenidade de Todos os Santos daquele ano se mudou para uma ermida anexa à capela da Santa Cruz, um ambiente propício para o recolhimento e a oração.
     Em 1856, o Senhor lhe mandou sua primeira companheira, Margarida Bonner, e, pouco depois, a segunda, Gertrudes Beisel. Era imprescindível encontrar uma casa para os órfãos e um hospital para os doentes. Em 1861, em meio a muitas dificuldades e incompreensões, começou uma nova construção no alto do monte situado atrás da capela da Santa Cruz.
     Em 13 de março de 1863, o bispo de Tréveris aprovou a nova fundação e admitiu à tomada de hábito religioso Margarida e suas companheiras. Margarida tomou o nome de Irmã Maria Rosa. Sob sua direção iluminada, a nova família religiosa recebeu desde o primeiro momento um grande impulso, com a abertura de novas casas às margens do Reno, na região de Eifel, Vestefália. Em 1869, o bispo de Tréveris aprovou a Regra e as Constituições do novo Instituto das Religiosas Franciscanas de Santa Maria dos Anjos, assim chamadas em honra a Porciúncula de Assis.
     A generosidade e a abnegação das religiosas se mostraram sobretudo na dolorosa circunstância da guerra franco-prussiana, em 1870. Mais de cinquenta religiosas, quer dizer, quase a metade dos membros do Instituto, com a fundadora à frente, se dedicaram à assistência aos feridos e moribundos, colocando suas vidas em perigo. Doze delas morreram realizando essa obra de caridade. No fim da guerra, muitas religiosas foram condecoradas. Madre Maria Rosa, que tinha ido até a frente de batalha e havia sido ferida no ombro por uma bala, recebeu uma das maiores condecorações: a «Verdienstkreuz».
     Contudo, o Senhor quis provar Madre Maria Rosa com a cruz e a humilhação: no capítulo geral de 1878, a Beata entregou seu mandato à superiora geral; em seu lugar elegeram Irmã Agata Simons, secretária geral. A nova superiora geral perseguiu sem motivo a Beata e transferiu-a para a casa mais distante, em Niederwenigern, onde lhe deram uma cela sem janelas e a trataram como a última das convertidas.
     Madre Maria Rosa aceitou a humilhação com plena obediência e perfeita submissão, perdoando repetida e explicitamente aqueles que lhe causavam essa prova. Ela suportou estas humilhações durante vinte e oito anos. Com seu comportamento humilde e heroico, foi a luz do Instituto. Faleceu no dia 25 de março de 1906, depois de receber com grande devoção os santos sacramentos. Foi beatificada em 24 de maio de 2008.
 
Fonte: L´Osservatore Romano, edição semanal em língua espanhola, de 13-VI-08.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Beata Anunciata Cocchetti, Fundadora - 23 de março

     Fundadora das Irmãs de Santa Doroteia de Cemmo, Anunciata Cocchetti nasceu em Rovato (Brescia) no dia 9 de maio de 1800; aos sete anos ficou órfã e foi a avó paterna quem cuidou dela, não deixando faltar-lhe amor e carinho, educando-a para altos ideais.
     Foram seus diretores e guia espirituais no crescimento humano e cristão os padres da paróquia e em particular o Pe. Luca Passi. Aos 17 anos Anunciata abriu uma escola para meninas pobres da cidade em sua casa. Aos 22 anos formou-se professora tornando-se a primeira professora de Rovato. Naquele tempo teve oportunidade de conhecer Santa Madalena de Canossa, com a intenção de realizar a idéia de abrir uma casa de sua congregação na área de Brescia. Madalena intuiu que a jovem Anunciata estava destinada a um caminho diferente e lhe predisse.
     Em 1824, quando Anunciata tinha 24 anos, sua avó morreu e o tio Carlos, tutor dos outros três irmãos órfãos, um homem de negócios e de política, quis que Anunciata também se juntasse a ele em Milão, onde permaneceu por seis anos, cultivando a ideia de um bom casamento para ela, procurando assim dissuadi-la de suas inclinações religiosas.
     Mas Anunciata, ganhando novas experiências, não renunciou à sua vocação que era cada vez mais evidente, uma vez que ela foi convidada por Santa Madalena de Canossa para ingressar entre suas filhas.
     Em 1831, ela deixou Milão e foi para Cemmo em Valcamonica, então pequena e desconhecida região, sempre seguindo a orientação do Pe. Luca Passi. Ali havia uma escola aberta pela nobre Erminia Panzerini que, desde 1821, com algumas mulheres piedosas, dirigia no espírito da Obra de Santa Doroteia, mas a instituição não teve sucesso.
     Anunciata Cocchetti se dispos a ajudar a Sra. Panzerini como professora, aumentando as iniciativas escolares e de assistência às jovens.
     Ela se tornou uma fiel colaboradora e durante 10 anos foi obediente e diligente junto a diretora da escola, que amou e estimou, apesar das profundas diferenças de temperamento e mentalidade; tornou-se mãe e mestra de todas as meninas do vale, desejosas de instrução e de educação.
      Em 1842, a Sra. Panzerini morreu e ela se sentiu livre para a vida religiosa; se mudou para Veneza vestindo o hábito religioso das Irmãs de Santa Doroteia, recém-fundado pelo Pe. Luca Passi; em outubro do mesmo ano ela voltou para Cemmo com outras duas religiosas praticamento fundando o Instituto, proferindo os votos religiosos em 1843.
     Por 40 anos, ela foi a apóstola de Valcamonica, uma mulher de grande espiritualidade prática e forte, de sublime espírito de oração, de piedade eucarística e zelo pela salvação da juventude.
     Todos os domingos, qualquer que fosse o tempo, Madre Anunciata visitava a pé as paróquias das regiões vizinhas: esperavam-na as animadoras da Obra de Santa Doroteia e, todas juntas, colaboravam ativamente no apostolado das paróquias.
     Embora trabalhando no espírito da Obra de Santa Doroteia, da qual foi convicta apóstola em todo o Vale, imprimiu em seu instituto uma fisionomia própria, instituindo, desde 1853, em Cemmo, um noviciado próprio, desenvolvendo-o de forma independente e difundindo-o até mesmo fora da Itália.
     Às suas filhas deixou o exemplo de uma vida cheia de fé viva, de oração, de zelo operoso, dizendo-lhes: “Amai-vos como boas irmãs... tornai-vos santas, trabalhando muito bem com as jovens a vos confiadas".
     Madre Anunciata faleceu aos 82 anos, no dia 23 de março de 1882; seu corpo descansa desde 1951 em Cemmo, na casa santificada pela sua presença.
     Ela foi beatificada pelo Papa João Paulo II, em 21 de abril de 1991.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Beata Sibilina Biscossi, Domenicana - 19 de março

     A Beata Sibilina Biscossi, nasceu em Pavia em 1287, e era órfã de pai e mãe. Nascida na honrada família Biscossi, desde os primeiros anos demostrou grande inclinação à piedade. Apenas teve forças para trabalhar, foi colocada a serviço. Aos doze anos, atingida por uma dolorosa enfermidade, ficou totalmente cega. Se bem que a menina aceitasse com resignação a dolorosa prova, não cessou de rogar a Deus a recuperação da visão, tão necessária a ela que tinha que conseguir o pão de cada dia com o trabalho de suas mãos.
     Um dia, enquanto rezava assim, o Santo Patriarca Domingos lhe apareceu, e lhe mostrou uma luz tão maravilhosa, que a fez desejar para sempre aquela luz e nenhuma outra coisa deste mundo. A Beata compreendeu que a sua cegueira podia ser luz e orientação para os outros. E assim, com quinze anos, vestindo o hábito da Ordem Terceira, e inflamada de um amor santo, se retirou em uma ermida junto à igreja dos Frades Pregadores, iniciando uma vida que podemos definir como heroica. Mais heroico ainda foi perseverar nela por 67 anos, sem jamais abandonar a sua cela: ali permaneceu dos 15 aos 80 anos, na mais severa penitência, vestindo no verão e no inverno o mesmo hábito, comento escassamente e dormindo sobre uma mesa de madeira, sem enxergão e sem coberta.
     Visitada por prelados e potentados, por devotos e descrentes, ela foi a Sibila cristã que respondia a todos os pedidos de conselho e de conforto. Era o olho luminoso de toda a cidade de Pavia, que reconhecia na cega vidente uma mestra de espírito.
     Com coração de mártir suportou as trevas da cegueira, a solidão completa, os rigores e uma severa penitência. Mas o segredo de tanta coragem era sua amorosa contemplação do Crucifixo. Nele ela adquiriu também a sabedoria celeste que a tornou mestra e consoladora de inumeráveis almas que acorriam a ela à procura de luz e de consolação.
     A hora de sua morte lhe foi revelada, e ocorreu no dia 19 de março de 1367, na veneranda idade de oitenta anos, cercada pelos religiosos da Ordem, que a assistiram na hora suprema.
     Foi ilustre pelos milagres. O seu corpo está sepultado na catedral de Pavia. O Papa Pio IX confirmou o seu culto em 17 de agosto de 1854.
     A Ordem Dominicana a recorda no dia 18 de abril.
 
Etimologia: Sibilina (diminutivo de Sibila) = que da a conhecer a vontade de Deus, do grego.