quarta-feira, 24 de abril de 2013

Santa Franca de Piacenza, Abadessa - 25 de abril

    

     Franca Visalta (1170–1218) nasceu em Piacenza (Emilia), Itália. Tinha apenas sete anos quando entrou no convento beneditino de São Ciro de Piacenza para se educar.
     Aos 14 anos fez sua profissão religiosa, e, apesar de sua juventude, superava as outras religiosas em obediência, devoção e esquecimento de si mesma.
     Por ocasião da morte da abadessa, foi eleita para sucedê-la, porém a férrea disciplina imposta por ela produziu sua imediata substituição no cargo.
     Durante anos a santa teve que enfrentar calúnias, falsos testemunhos e graves provas interiores. Seu único consolo era uma jovem chamada Carencia; Franca persuadiu os pais da noviça a construir uma casa cisterciense em Montelana. Franca se tornou abadessa deste convento e manteve uma estrita norma e austeridade, porém depois de dois anos decidiu transladar suas monjas para o convento de Vallera e em seguida para Pittolo (Plectoli), em Piacenza, para não expô-las aos roubos e assaltos, bem como a falta de alimentos.
     A santa foi nomeada abadessa da nova fundação, onde reinava a austeridade e a pobreza da regra cisterciense. A abadessa não ficava satisfeita e passava noites inteiras na capela entregue à oração.
     Ao verem que a saúde da abadessa se debilitava de forma alarmante, as religiosas ordenaram que o sacristão guardasse a chave da capela; porém isto não bastou para impedir que a fervorosa superiora continuasse com suas vigílias.
     Finalmente, a santa faleceu em 25 de abril de 1218, resultado de uma febre, aos 43 anos de idade.
     Suas filhas religiosas, levando em conta a sua grande devoção por seu mosteiro, sepultaram-na na igreja do convento em Pittolo. Ali seus restos mortais foram objeto de grande veneração e mais ainda quando grandes milagres aconteceram por sua intercessão.
     Em 1273, seu culto foi confirmado pelo Papa Gregório X (1271-1276). Parece que esta confirmação foi feita verbalmente quando o Papa passou por Piacenza se dirigindo ao Concilio de Lyon.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Beata Helena Valentini, Religiosa Agostiniana - 23 de abril

    
Helena Valentini nasceu em 1396 (ou 1397) em Udine, Itália, na família dos Valentini, senhores de Maniago, e se casou em 1414 com o nobre Antônio Cavalcanti; o casal teve seis filhos.

     Tendo ficado viúva em 1441, decidiu retirar-se do mundo e, sob a influência da palavra vibrante do agostiniano Ângelo de São Severino, se fez terceira agostiniana.
     Depois de ter emitido a profissão, até 1446 continuou a viver na casa deixada para ela pelo marido, quando foi morar com a irmã Perfeita, ela também terceira agostiniana.
     Levou sempre uma vida de penitência e de rigorosa mortificação, alimentando-se quase que somente de pão e água, dormindo sobre um duro leito de pedras recoberto de uma fina camada de palhas, flagelando-se continuamente e caminhando com trinta e três pedras nos sapatos “por causa do amor que tive aos bailes e danças que no mundo frequentei ofendendo ao meu Senhor, e pelo amor que levou o meu terno Jesus a caminhar durante trinta e três anos no mundo por amor de mim”.
     Todas as formas de penitência que ela se impunha sempre foram inspiradas pelo duplo motivo: imitação de Nosso Senhor Jesus Cristo e antítese de sua vida anterior. Com grande força e ânimo, numa pequena cela na sua casa, enfrentou toda sorte de provações e somente saia para rezar e meditar na sua querida igreja de Santa Luzia.
     A sua vida de completa renúncia e de luta foi confortada por êxtases e visões celestes, e Deus a recompensou com o dom dos milagres e do conhecimento de coisas ocultas.
     Como resultado da fratura dos fêmures, a Beata permaneceu os últimos anos de vida presa a seu pobre e duro leito, demonstrando uma grande serenidade e paciência até a morte, que ocorreu no dia 23 de abril de 1458.
     Depois de vários traslados, em 1845 os despojos da Beata encontraram um digno local na Catedral, onde ainda hoje estão expostos à veneração pública. Seu culto foi confirmado em 1848 pelo Beato Pio IX. A sua memória litúrgica acontece em 23 de abril.

sábado, 20 de abril de 2013

Santa Endelienda, Virgem - 20 de abril

      

  
     A memória de Endelienda permanece viva no nome da pequena cidade de St. Endellion onde ela foi sepultada.
     Segundo a tradição, Endelienda (Cenheidlon em celta), era filha do Rei Brychan de Brycheiniog, da região sul de Gales. Ela nasceu por volta do ano 470 d.C. A povoação de St. Endellion, na Cornuália, assim chamada em sua homenagem, foi o ponto a partir do qual ela evangelizou a população local. Dois poços próximos à cidade também têm o seu nome.
     Mais tarde ela cruzou o canal de Bristol para juntar-se a seus irmãos que trabalhavam na conversão da população do Norte da Cornuália ao Cristianismo. Durante sua viagem, inicialmente ela permaneceu na Ilha de Lundy, onde se acredita que ela fundou uma pequena capela (atualmente dedicada a Sta. Helena). Mudou depois para a terra firme onde se encontrou com seu irmão São Nectan (*) em Hartland, antes de fixar-se em Trentinney, a sudeste da atual St. Endellion, mas ela retornava a Lundy de tempos em tempos para fazer retiros espirituais.
     Sua irmã, Santa Dilic (cuja igreja fica em Landulph), se estabeleceu nas proximidades e as duas se encontravam com frequência num caminho cuja relva sempre crescia mais verde do que em outro lugar.
     Ela viveu em Trentinney como eremita; a legenda conta que ela possuía uma vaca que garantia o leite para sua subsistência, e dois poços lhe forneciam água. A vaca foi morta pelo Lorde de Trentinney. Ele foi, por sua vez, morto pelo padrinho de Endelienda, revoltado com a morte do animal tão útil à ermitã. Mas Endelienda não se alegrou com o fato de que uma pessoa tivesse sido morta por sua causa e trouxe ambos, o lorde e a vaca, à vida.
      Acredita-se que ela morreu no mês de abril, em meados do século VI, e possivelmente nas mãos de piratas saxões. Ela foi sepultada no alto de um morro e uma igreja foi construída sobre seu túmulo. A atual igreja de St. Endellion fica no local de seu túmulo.
     Uma capela dedicada Santa Endelienda sobreviveu no local de sua ermida em Trentinney até o século XVI; e seu túmulo na igreja de St. Endellion era local de peregrinação durante a Idade Média. Seu túmulo, destruído nos tempos de Henrique VIII, foi restaurado e colocado a guisa de altar na extremidade da nave sul de sua igreja, e sobrevive até os dias atuais e ainda pode ser visto.
     A sua festa é celebrada em 20 de abril, mas em St. Endellion as celebrações em sua honra acontecem na quinta-feira da Ascensão e nos dois dias seguintes (especialmente no sábado).
     O Festival de Música Santa Endelienda acontece todos os anos na Páscoa e no verão na Igreja de Santa Endelienda.
 
(*) Conhecido também como Nudd, em celta; Natanus, em latim; Nathan, em inglês. É um dos santos mais célebres do oeste da Inglaterra, embora os detalhes de sua vida sejam bastante escassos. São Nectan atendia as necessidades dos pobres em todo Devon, Cornuália e até mesmo da Bretanha, onde igrejas dedicadas a ele podem ser encontradas. São Nectan faleceu em 17 de junho de 510. Seu corpo foi trazido para um santuário mais adequado nos anos 1030, e mais tarde os Cônegos de Santo Agostinho construíram uma abadia próxima ao seu túmulo.


Igreja de Sta. Endelienda
 

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Santa Anastácia de Egina, Viúva e Abadessa - 18 de abril

    
     Há duas “Vitae”, substancialmente idênticas, uma grega e outra latina, que narram a vida de Santa Anastásia ou Atanásia. A grega é atribuída a Simão Metafraste; a latina é obra de Lippomano e de Surio, e consta da Acta SS. Augusti.

     Segundo a Vita, Anastácia viveu no século IX, na Ilha de Egina, Grécia. Ainda muito jovem se distinguia por suas virtudes. Desejava consagrar-se a Deus, mas, para obedecer aos pais, se casou. Seu esposo era um homem rico e jovem. Formaram um casal feliz até o falecimento do marido defendendo o porto de Egina, do qual os muçulmanos, vindos da Espanha, desejavam se apoderar.
     As leis da ilha forçavam as viúvas jovens a contrair novo casamento, pois ela estava despovoada devido à guerra. Seu novo esposo, mais rico do que o primeiro, era um homem bom e misericordioso com os pobres, como ela. Juntos se dedicavam à oração e a socorrer os indigentes.
     Depois de alguns anos, se separaram para se prepararem para a morte. Anastácia permaneceu em seu palácio, que transformou em convento, tendo sido eleita superiora (ou egumena, título dado na antiguidade ao leigo ou clérigo monástico eleito como dirigente do mosteiro; equivale a abade ou abadessa).
     As monjas tinham uma vida extremamente austera, e eram dirigidas por um habilidoso abade chamado Matias, que sugeriu que se mudassem para um lugar mais solitário: Tamia. Ali o mosteiro cresceu e prosperou.
     A fama de Anastácia chegou aos ouvidos da imperatriz de Constantinopla, Teodora, esposa do imperador Teófilo o Iconoclasta. A imperatriz pediu a ela que fosse ajudá-la a restaurar a veneração às imagens. Anastácia permaneceu em Constantinopla por sete anos. De volta a Tamia, apesar de muito doente, continuou assistindo ao ofício até a véspera de sua morte.
*
     A Ilha de Egina (Aegina), situada na costa de Atenas, tem um terreno rochoso, e a falta de boa terra agrícola obrigou os primeiros eginetianos a buscar o seu sustento no mar. Eles se tornaram excepcionais comerciantes marítimos. No início do século VI a.C. Egina foi o depósito central de cereais do Mar Negro a caminho do Peloponeso e, perto da metade desse século, Egina tinha obtido importantes concessões de cereais em Naucratis no Egito.
     Durante o curso de suas viagens, os comerciantes eginetianos tiveram acesso à cunhagem de moedas da Ásia Menor, e sua introdução para Egina foi uma consequência natural. As primeiras moedas europeias foram produzidas na Ilha de Egina por volta da metade do século VI d.C., e representam a tartaruga (refletindo o interesse marítimo do eginetianos) no anverso, enquanto que no reverso levava a marca de punção empregada para forçar o metal para dentro da forma do anverso. A Ilha de Siphnos era a fonte mais provável da prata usada no início da cunhagem de Egina; estas primeiras moedas foram encontradas enterradas até dois séculos mais tarde.
 

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Santa Bernadete Soubirous, vidente de Lourdes - 16 de abril

    
     Bernadete Soubirous pertencia a uma família pobre; durante vários anos lhe foi confiada a guarda de rebanhos; aprendia com dificuldade o catecismo: - ‘Vai! Nunca serás mais do que uma louca e uma ignorante!’, dizia seu catequista desesperado. E Bernadete, confusa e meiga, lhe testemunhava ainda mais ternura.

     Um pouco depois, a Santíssima Virgem lhe apareceu várias vezes, nas margens do Gave. Este privilégio não excita seu amor próprio.
     - Eu não sei, dizia ela, se a Santíssima Virgem me escolheu por ser a mais ignorante!
     E numa outra ocasião, acrescentava:
     - Que mérito posso ter? A Santíssima Virgem se serviu de mim como duma pedra… fez como os bois de Betarram, que descobriram uma estátua.
     Às três horas da tarde do dia 16 de abril de 1879, os olhos que tinham visto Maria Santíssima se fecharam para sempre. Ainda na agonia ouviram Bernadete dizer “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por mim, pobre pecadora”. Alguns momentos depois, soltou o último suspiro. Tinha pedido orações por si, ainda mesmo depois que falecesse.
     Uma imensa multidão assistiu ao seu funeral no dia 19 de abril de 1879, que foi necessário ser adiado por causa da grande afluência de gente totalmente inesperada.
     O documento mais significativo acerca das aparições e da própria Bernadete, é uma carta datada de 1862, onde Bernadete relata com clareza todo o ocorrido durante as dezoito visões. Somente parte da carta está disponível ao acesso público: 
     Eu tinha ido com duas outras meninas na margem do rio Gave quando eu ouvi um som de sussurro. Olhei para as árvores e elas estavam paradas e o ruído não eram delas. Então eu olhei e vi uma caverna e uma senhora vestindo um lindo vestido branco com um cinto brilhante. No topo de cada pé havia uma rosa pálida da mesma cor das contas do rosário que ela segurava. Eu queria fazer o sinal da cruz, mas eu não conseguia e minha mão ficava para baixo. Aí a senhora fez o sinal da cruz ela mesma e na segunda tentativa eu consegui fazer o sinal da cruz embora minhas mãos tremessem. Então eu comecei a dizer o rosário enquanto ela movia as contas com os dedos sem mover os lábios. Quando eu terminei a Ave Maria, ela desapareceu. 
     Eu perguntei às minhas duas companheiras se elas haviam notado algo e elas responderam que não haviam visto nada. Naturalmente elas queriam saber o que eu estava fazendo e eu disse a elas que tinha visto uma senhora com um lindo vestido branco, embora eu não soubesse quem era. Disse a elas para não dizer nada sobre o assunto porque iriam dizer que era coisa de criança.
     Voltei no domingo ao mesmo lugar sentindo que era chamada ali. Na terceira vez que fui a senhora reapareceu e falou comigo e me pediu para retornar todos os próximos 15 dias. Eu disse que viria e então ela disse para dizer aos padres para fazerem uma capela ali. Ela me disse também para tomar a água da fonte. Eu fui ao rio que era a única água que podia ver. Ela me fez realizar que não falava do rio Gave e sim de um pequeno fio d’água perto da caverna. Eu coloquei minhas mãos em concha e tentei pegar um pouco do liquido sem sucesso. Aí comecei a cavar com as mãos o chão para encontrar mais água e na quarta tentativa encontrei água suficiente para beber. A senhora desapareceu e fui para casa.
     Voltei todos os dias durante 15 dias e cada vez, exceto em uma Segunda e uma Sexta a Senhora apareceu e disse-me para olhar para a fonte e lavar-me nela e ver se os padres poderiam fazer uma capela ali. Disse ainda que eu deveria orar pela conversão dos pecadores. Perguntei a ela, várias vezes, o que queria dizer com isto, mas ela somente sorria. Uma vez finalmente, com os braços para frente, ela olhou para o céu e disse-me que era a Imaculada Conceição. Durante 15 dias ela me disse três segredos que não era para revelar a ninguém e até hoje não os revelei.
     Bernadete foi submetida a métodos de interrogatórios, constrangimentos e intimidações pelas autoridades civis que seriam inadmissíveis nos dias de hoje. Não obstante, nunca vacilou em afirmar com toda a convicção a autenticidade das aparições, o que fez até a sua morte.
     Para fugir à curiosidade geral, Bernadete refugiou-se como "pensionista indigente" no hospítal das Irmãs da Caridade de Nevers em Lourdes, em 1860. Ali recebe instrução e, em 1862, fez de próprio punho o primeiro relato escrito das aparições (acima).
     No dia 18 de janeiro de 1862, Mons. Bertrand Sévère Laurence, Bispo de Tarbes, reconheceu pública e oficialmente a realidade do fato das aparições.
     Em julho de 1866, Bernadete iniciou o seu noviciado no Convento de Saint-Gildard e, em 30 de outubro de 1867, fez a profissão de religiosa da Congregação das Irmãs da Caridade de Nevers. Dedicou-se à enfermagem até ficar imobilizada, em 1878, pela doença que lhe causou a morte.
     Desde 1858 até hoje, contínuas multidões se têm reunido em Lourdes, às vezes presididas por Papas ou seus Legados, e muito mais frequentemente por Bispos e Cardeais. Os milagres de curas são estudados com todo o rigor e só reconhecidos quando de todo certos. Mais numerosas são as curas de almas, embora mais dificeis de contar.
     Reduzida à sua expressão mais simples, poderiamos sintetizar desta forma a mensagem de Lourdes: A Virgem sem pecado, que vem socorrer os pecadores. E para isso propõe três meios: a fonte de águas vivas, a oração, a penitência.
 
Fonte: Lourdes e suas aparições – ‘Santos de cada dia’, Pe. José Leite, S.J. 3ª. Edição.

domingo, 14 de abril de 2013

Beata Isabel Calduch Rovira, Mártir da Guerra Civil - 14 de abril

     Isabel (Josefina) nasceu em Alcalá de Chivert, diocese de Tortosa e província de Castellón de la Plana, em 9 de maio de 1882. Seus pais, Francisco Calduch Roures e Amparo Rovira Martí, tiveram cinco filhos, a última dos quais foi Isabel. Os que conviveram com ela dizem: “Durante sua infância viveu em um ambiente muito católico. Exercitou naquele tempo a caridade para com os necessitados. Com uma amiga, ela levava comida para uma anciã e a ajudava também no asseio pessoal e da casa”.
     Durante a juventude relacionou-se com um jovem da cidade, muito bom católico, mas rompeu o relacionamento para abraçar um estado de vida mais perfeito, sempre com o consentimento de seus pais.
     Entrou no mosteiro das Capuchinhas de Castellón de la Plana, vestindo o hábito em 1900. Seu irmão José conta: “Só a vocação foi o motivo que levou minha irmã a entrar na ordem religiosa”.
     Emitiu a profissão temporária em 28 de abril de 1901 e a perpétua em 30 de maio de 1904. As religiosas dizem: “Ela tinha um temperamento tranquilo e amável, sempre alegre. Era uma religiosa exemplar. Sempre contente. Muito observante da Regra e das Constituições. Muito modesta no olhar, prudente no falar e muito mortificada. Muito mortificada na alimentação; sempre muito estimada pela comunidade. Era uma alma de intensa vida interior, muito devota do Santíssimo, da Virgem e de São João Batista”.
     Desempenhou a função de Mestra de noviças por dois triênios, “fazendo isto com muito zelo para que fossem religiosas observantes; não fazia distinção entre as noviças”, disse dela a Irmã Micaela. Foi reeleita para outro triênio, que não chegou a completar devido à chegada da revolução.
     Quando a Guerra Civil eclodiu, o mosteiro foi fechado e a Irmã Isabel foi a Alcalá de Chivert (Castellón), onde tinha um irmão sacerdote, Mosén Manuel, que depois foi assassinado. Durante a permanência em sua cidade natal, se dedicou ao retiro e à oração. Foi ali aprisionada em 13 de abril de 1937 por um grupo de milicianos, junto com o Pe. Manuel Geli, franciscano.
     Conduzidos ao Comitê local, foram injuriados e maltratados. A Beata Isabel foi fuzilada no distrito de Cuevas de Vinromá (Castellón), e foi sepultada no cemitério local.
     Em 11 de março de 2001, o Papa Joao Paulo II beatificou a Irmã Isabel junto com 232 mártires da perseguição religiosa na Espanha.
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     Em outubro de 2011, o convento das Clarissas Capuchinhas de Castellón de la Plana, onde se encontravam os restos mortais da Beata Isabel, foi transladado para o convento da Ordem em Basbastro (Huesca). O translado iniciou-se em junho e as Irmãs levaram os despojos da Beata para a nova residência causando mal-estar entre os eclesiásticos e os fieis da cidade, que veneravam seu altar na igreja das Capuchinhas, recorrendo a ela em suas necessidades e fazendo doações. A partir de então a primeira beata de Castellón de la Plana fica a 400 k de distância de seus conterrâneos...