"O encanto grandioso e delicado da Cristandade não provém tanto do que ela realizou, como da harmonia profunda e da veracidade cintilante dos princípios sobre os quais ela construiu". Graças a Igreja Católica a mulher foi elevada a uma dignidade nunca antes atingida. Essas mulheres virtuosas também contribuíram para a grandeza da Cristandade. Aquelas glorificadas pela Igreja, o foram para que as mulheres de todos os tempos as tomassem como exemplo.
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Mãe do Bom Conselho de Genazzano - 26 de abril
Conheça sua história no link abaixo:
http://www.pliniocorreadeoliveira.info/1968_208_209_CAT_Neste_século_da_confusão.htm
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Santa Franca de Piacenza, Abadessa - 25 de abril
Franca Visalta (1170–1218) nasceu em Piacenza (Emilia), Itália. Tinha
apenas sete anos quando entrou no convento beneditino de São Ciro de Piacenza
para se educar.
Aos 14 anos fez sua profissão religiosa, e, apesar de sua juventude, superava as outras religiosas em obediência, devoção e esquecimento de si mesma.
Por ocasião da morte da abadessa, foi eleita para sucedê-la, porém a férrea disciplina imposta por ela produziu sua imediata substituição no cargo.
Durante anos a santa teve que enfrentar calúnias, falsos testemunhos e graves provas interiores. Seu único consolo era uma jovem chamada Carencia; Franca persuadiu os pais da noviça a construir uma casa cisterciense em Montelana. Franca se tornou abadessa deste convento e manteve uma estrita norma e austeridade, porém depois de dois anos decidiu transladar suas monjas para o convento de Vallera e em seguida para Pittolo (Plectoli), em Piacenza, para não expô-las aos roubos e assaltos, bem como a falta de alimentos.
Aos 14 anos fez sua profissão religiosa, e, apesar de sua juventude, superava as outras religiosas em obediência, devoção e esquecimento de si mesma.
Por ocasião da morte da abadessa, foi eleita para sucedê-la, porém a férrea disciplina imposta por ela produziu sua imediata substituição no cargo.
Durante anos a santa teve que enfrentar calúnias, falsos testemunhos e graves provas interiores. Seu único consolo era uma jovem chamada Carencia; Franca persuadiu os pais da noviça a construir uma casa cisterciense em Montelana. Franca se tornou abadessa deste convento e manteve uma estrita norma e austeridade, porém depois de dois anos decidiu transladar suas monjas para o convento de Vallera e em seguida para Pittolo (Plectoli), em Piacenza, para não expô-las aos roubos e assaltos, bem como a falta de alimentos.
A santa foi nomeada abadessa da nova fundação,
onde reinava a austeridade e a pobreza da regra cisterciense. A abadessa não
ficava satisfeita e passava noites inteiras na capela entregue à oração.
Ao verem que a saúde da abadessa se debilitava de forma alarmante, as religiosas ordenaram que o sacristão guardasse a chave da capela; porém isto não bastou para impedir que a fervorosa superiora continuasse com suas vigílias.
Finalmente, a santa faleceu em 25 de abril de 1218, resultado de uma febre, aos 43 anos de idade.
Suas filhas religiosas, levando em conta a sua grande devoção por seu mosteiro, sepultaram-na na igreja do convento em Pittolo. Ali seus restos mortais foram objeto de grande veneração e mais ainda quando grandes milagres aconteceram por sua intercessão.
Em 1273, seu culto foi confirmado pelo Papa Gregório X (1271-1276). Parece que esta confirmação foi feita verbalmente quando o Papa passou por Piacenza se dirigindo ao Concilio de Lyon.
Ao verem que a saúde da abadessa se debilitava de forma alarmante, as religiosas ordenaram que o sacristão guardasse a chave da capela; porém isto não bastou para impedir que a fervorosa superiora continuasse com suas vigílias.
Finalmente, a santa faleceu em 25 de abril de 1218, resultado de uma febre, aos 43 anos de idade.
Suas filhas religiosas, levando em conta a sua grande devoção por seu mosteiro, sepultaram-na na igreja do convento em Pittolo. Ali seus restos mortais foram objeto de grande veneração e mais ainda quando grandes milagres aconteceram por sua intercessão.
Em 1273, seu culto foi confirmado pelo Papa Gregório X (1271-1276). Parece que esta confirmação foi feita verbalmente quando o Papa passou por Piacenza se dirigindo ao Concilio de Lyon.
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Beata Helena Valentini, Religiosa Agostiniana - 23 de abril
Tendo ficado viúva em 1441, decidiu
retirar-se do mundo e, sob a influência da palavra vibrante do agostiniano
Ângelo de São Severino, se fez terceira agostiniana.
Depois de ter emitido a profissão, até
1446 continuou a viver na casa deixada para ela pelo marido, quando foi morar
com a irmã Perfeita, ela também terceira agostiniana.
Levou sempre uma vida de penitência e de
rigorosa mortificação, alimentando-se quase que somente de pão e água, dormindo
sobre um duro leito de pedras recoberto de uma fina camada de palhas,
flagelando-se continuamente e caminhando com trinta e três pedras nos sapatos “por causa do amor que tive aos bailes e
danças que no mundo frequentei ofendendo ao meu Senhor, e pelo amor que levou o
meu terno Jesus a caminhar durante trinta e três anos no mundo por amor de mim”.
Todas as formas de penitência que ela se
impunha sempre foram inspiradas pelo duplo motivo: imitação de Nosso Senhor
Jesus Cristo e antítese de sua vida anterior. Com grande força e ânimo, numa
pequena cela na sua casa, enfrentou toda sorte de provações e somente saia para
rezar e meditar na sua querida igreja de Santa Luzia.
A sua vida de completa renúncia e de luta
foi confortada por êxtases e visões celestes, e Deus a recompensou com o dom
dos milagres e do conhecimento de coisas ocultas.
Como resultado da fratura dos fêmures, a
Beata permaneceu os últimos anos de vida presa a seu pobre e duro leito,
demonstrando uma grande serenidade e paciência até a morte, que ocorreu no dia
23 de abril de 1458.
Depois de vários traslados, em 1845 os
despojos da Beata encontraram um digno local na Catedral, onde ainda hoje estão
expostos à veneração pública. Seu culto foi confirmado em 1848 pelo Beato Pio
IX. A sua memória litúrgica acontece em 23 de abril.
sábado, 20 de abril de 2013
Santa Endelienda, Virgem - 20 de abril
A memória de Endelienda permanece viva no nome da pequena cidade de St.
Endellion onde ela foi sepultada.
Segundo a tradição, Endelienda (Cenheidlon em celta), era filha do Rei
Brychan de Brycheiniog, da região sul de Gales. Ela nasceu por volta do ano 470
d.C. A povoação de St. Endellion, na Cornuália, assim chamada em sua homenagem,
foi o ponto a partir do qual ela evangelizou a população local. Dois poços
próximos à cidade também têm o seu nome.
Mais tarde ela cruzou o canal de Bristol
para juntar-se a seus irmãos que trabalhavam na conversão da população do Norte
da Cornuália ao Cristianismo. Durante sua viagem, inicialmente ela permaneceu
na Ilha de Lundy, onde se acredita que ela fundou uma pequena capela
(atualmente dedicada a Sta. Helena). Mudou depois para a terra firme onde se
encontrou com seu irmão São Nectan (*) em Hartland, antes de fixar-se em
Trentinney, a sudeste da atual St. Endellion, mas ela retornava a Lundy de
tempos em tempos para fazer retiros espirituais.
Sua irmã, Santa Dilic (cuja igreja fica em
Landulph), se estabeleceu nas proximidades e as duas se encontravam com
frequência num caminho cuja relva sempre crescia mais verde do que em outro
lugar.
Ela viveu em Trentinney como eremita; a
legenda conta que ela possuía uma vaca que garantia o leite para sua
subsistência, e dois poços lhe forneciam água. A vaca foi morta pelo Lorde de
Trentinney. Ele foi, por sua vez, morto pelo padrinho de Endelienda, revoltado
com a morte do animal tão útil à ermitã. Mas Endelienda não se alegrou com o
fato de que uma pessoa tivesse sido morta por sua causa e trouxe ambos, o lorde
e a vaca, à vida.
Acredita-se que ela morreu no mês de
abril, em meados do século VI, e possivelmente nas mãos de piratas saxões. Ela
foi sepultada no alto de um morro e uma igreja foi construída sobre seu túmulo.
A atual igreja de St. Endellion fica no local de seu túmulo.
Uma
capela dedicada Santa Endelienda sobreviveu no local de sua ermida em
Trentinney até o século XVI; e seu túmulo na igreja de St. Endellion era local
de peregrinação durante a Idade Média. Seu túmulo, destruído nos tempos de
Henrique VIII, foi restaurado e colocado a guisa de altar na extremidade da
nave sul de sua igreja, e sobrevive até os dias atuais e ainda pode ser visto.
A sua festa é celebrada em 20 de abril,
mas em St. Endellion as celebrações em sua honra acontecem na quinta-feira da
Ascensão e nos dois dias seguintes (especialmente no sábado).
O Festival de Música Santa Endelienda
acontece todos os anos na Páscoa e no verão na Igreja de Santa Endelienda.
(*) Conhecido
também como Nudd, em celta; Natanus, em latim; Nathan, em inglês. É um dos
santos mais célebres do oeste da Inglaterra, embora os detalhes de sua vida
sejam bastante escassos. São Nectan atendia as necessidades dos pobres em todo
Devon, Cornuália e até mesmo da Bretanha, onde igrejas dedicadas a ele podem
ser encontradas. São Nectan faleceu em 17 de junho de 510. Seu corpo foi
trazido para um santuário mais adequado nos anos 1030, e mais tarde os Cônegos
de Santo Agostinho construíram uma abadia próxima ao seu túmulo.
![]() |
| Igreja de Sta. Endelienda |
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Santa Anastácia de Egina, Viúva e Abadessa - 18 de abril
Há duas “Vitae”, substancialmente
idênticas, uma grega e outra latina, que narram a vida de Santa Anastásia ou
Atanásia. A grega é atribuída a Simão Metafraste; a latina é obra de Lippomano
e de Surio, e consta da Acta SS. Augusti.
Segundo a Vita, Anastácia viveu no século
IX, na Ilha de Egina, Grécia. Ainda muito jovem se distinguia por suas
virtudes. Desejava consagrar-se a Deus, mas, para obedecer aos pais, se casou.
Seu esposo era um homem rico e jovem. Formaram um casal feliz até o falecimento
do marido defendendo o porto de Egina, do qual os muçulmanos, vindos da
Espanha, desejavam se apoderar.
As leis da ilha forçavam as viúvas jovens
a contrair novo casamento, pois ela estava despovoada devido à guerra. Seu novo
esposo, mais rico do que o primeiro, era um homem bom e misericordioso com os
pobres, como ela. Juntos se dedicavam à oração e a socorrer os indigentes.
Depois de alguns anos, se separaram para
se prepararem para a morte. Anastácia permaneceu em seu palácio, que
transformou em convento, tendo sido eleita superiora (ou egumena, título dado
na antiguidade ao leigo ou clérigo monástico eleito como dirigente do mosteiro;
equivale a abade ou abadessa).
As monjas tinham uma vida extremamente
austera, e eram dirigidas por um habilidoso abade chamado Matias, que sugeriu
que se mudassem para um lugar mais solitário: Tamia. Ali o mosteiro cresceu e
prosperou.
A fama de Anastácia chegou aos ouvidos da
imperatriz de Constantinopla, Teodora, esposa do imperador Teófilo o
Iconoclasta. A imperatriz pediu a ela que fosse ajudá-la a restaurar a
veneração às imagens. Anastácia permaneceu em Constantinopla por sete anos. De
volta a Tamia, apesar de muito doente, continuou assistindo ao ofício até a
véspera de sua morte.
*
A Ilha de Egina (Aegina), situada na costa de Atenas, tem um terreno
rochoso, e a falta de boa terra agrícola obrigou os primeiros eginetianos a
buscar o seu sustento no mar. Eles se tornaram excepcionais comerciantes marítimos.
No início do século VI a.C. Egina foi o depósito central de cereais do Mar
Negro a caminho do Peloponeso e, perto da metade desse século, Egina tinha
obtido importantes concessões de cereais em Naucratis no Egito.
Durante o curso de suas viagens, os comerciantes eginetianos tiveram
acesso à cunhagem de moedas da Ásia Menor, e sua introdução para Egina foi uma consequência
natural. As primeiras moedas europeias foram produzidas na Ilha de Egina por
volta da metade do século VI d.C., e representam a tartaruga (refletindo o
interesse marítimo do eginetianos) no anverso, enquanto que no reverso levava a
marca de punção empregada para forçar o metal para dentro da forma do anverso.
A Ilha de Siphnos era a fonte mais provável da prata usada no início da
cunhagem de Egina; estas primeiras moedas foram encontradas enterradas até dois
séculos mais tarde.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Santa Bernadete Soubirous, vidente de Lourdes - 16 de abril
Um pouco depois, a Santíssima Virgem lhe
apareceu várias vezes, nas margens do Gave. Este privilégio não excita seu amor
próprio.
- Eu não sei, dizia ela, se a
Santíssima Virgem me escolheu por ser a mais ignorante!
E numa outra ocasião, acrescentava:
- Que mérito posso ter? A
Santíssima Virgem se serviu de mim como duma pedra… fez como os bois de
Betarram, que descobriram uma estátua.
Às três horas da tarde do dia 16 de abril de 1879, os olhos que
tinham visto Maria Santíssima se fecharam para sempre. Ainda na agonia ouviram
Bernadete dizer “Santa Maria, Mãe de
Deus, rogai por mim, pobre pecadora”. Alguns momentos depois, soltou o
último suspiro. Tinha pedido orações por si, ainda mesmo depois que falecesse.
Uma imensa multidão assistiu ao seu funeral no dia 19 de abril de 1879, que
foi necessário ser adiado por causa da grande afluência de gente totalmente
inesperada.
O documento mais significativo
acerca das aparições e da própria Bernadete, é uma carta datada de 1862, onde
Bernadete relata com clareza todo o ocorrido durante as dezoito visões. Somente
parte da carta está disponível ao acesso público:
Eu
tinha ido com duas outras meninas na margem do rio Gave quando eu ouvi um som
de sussurro. Olhei para as árvores e elas estavam paradas e o ruído não eram
delas. Então eu olhei e vi uma caverna e uma senhora vestindo um lindo vestido
branco com um cinto brilhante. No topo de cada pé havia uma rosa pálida da
mesma cor das contas do rosário que ela segurava. Eu queria fazer o sinal da
cruz, mas eu não conseguia e minha mão ficava para baixo. Aí a senhora fez o
sinal da cruz ela mesma e na segunda tentativa eu consegui fazer o sinal da
cruz embora minhas mãos tremessem. Então eu comecei a dizer o rosário enquanto
ela movia as contas com os dedos sem mover os lábios. Quando eu terminei a Ave
Maria, ela desapareceu.
Eu perguntei às minhas duas companheiras
se elas haviam notado algo e elas responderam que não haviam visto nada.
Naturalmente elas queriam saber o que eu estava fazendo e eu disse a elas que
tinha visto uma senhora com um lindo vestido branco, embora eu não soubesse
quem era. Disse a elas para não dizer nada sobre o assunto porque iriam dizer
que era coisa de criança.
Voltei no domingo ao mesmo lugar sentindo
que era chamada ali. Na terceira vez que fui a senhora reapareceu e
falou comigo e me pediu para retornar todos os próximos 15 dias. Eu disse que
viria e então ela disse para dizer aos padres para fazerem uma capela ali. Ela
me disse também para tomar a água da fonte. Eu fui ao rio que era a única água
que podia ver. Ela me fez realizar que não falava do rio Gave e sim de um
pequeno fio d’água perto da caverna. Eu coloquei minhas mãos em concha e tentei
pegar um pouco do liquido sem sucesso. Aí comecei a cavar com as mãos o chão
para encontrar mais água e na quarta tentativa encontrei água suficiente para
beber. A senhora desapareceu e fui para casa.
Voltei todos os dias durante 15 dias e
cada vez, exceto em uma Segunda e uma Sexta a Senhora apareceu e disse-me para
olhar para a fonte e lavar-me nela e ver se os padres poderiam fazer uma capela
ali. Disse ainda que eu deveria orar pela conversão dos pecadores. Perguntei a
ela, várias vezes, o que queria dizer com isto, mas ela somente sorria. Uma vez
finalmente, com os braços para frente, ela olhou para o céu e disse-me que era
a Imaculada Conceição. Durante 15 dias ela me disse três segredos que não era
para revelar a ninguém e até hoje não os revelei.
Bernadete foi submetida a
métodos de interrogatórios, constrangimentos e intimidações pelas autoridades
civis que seriam inadmissíveis nos dias de hoje. Não obstante, nunca vacilou em
afirmar com toda a convicção a autenticidade das aparições, o que fez até a sua
morte.
Para fugir à curiosidade geral,
Bernadete refugiou-se como "pensionista indigente" no hospítal das
Irmãs da Caridade de Nevers em Lourdes, em 1860. Ali recebe instrução e, em
1862, fez de próprio punho o primeiro relato escrito das aparições (acima).
No dia 18 de janeiro de 1862,
Mons. Bertrand Sévère Laurence, Bispo de Tarbes, reconheceu pública e
oficialmente a realidade do fato das aparições.
Em julho de 1866, Bernadete
iniciou o seu noviciado no Convento de Saint-Gildard e, em 30 de outubro de
1867, fez a profissão de religiosa da Congregação das Irmãs da Caridade de
Nevers. Dedicou-se à enfermagem até ficar imobilizada, em 1878, pela doença que
lhe causou a morte.
Desde 1858 até hoje, contínuas
multidões se têm reunido em Lourdes, às vezes presididas por Papas ou seus
Legados, e muito mais frequentemente por Bispos e Cardeais. Os milagres de
curas são estudados com todo o rigor e só reconhecidos quando de todo certos.
Mais numerosas são as curas de almas, embora mais dificeis de contar.
Reduzida à sua expressão mais
simples, poderiamos sintetizar desta forma a mensagem de Lourdes: A Virgem sem pecado, que vem socorrer os
pecadores. E para isso propõe três meios: a fonte de águas vivas, a oração, a penitência.
Fonte:
Lourdes e suas aparições – ‘Santos de cada dia’, Pe. José Leite, S.J. 3ª.
Edição.
domingo, 14 de abril de 2013
Beata Isabel Calduch Rovira, Mártir da Guerra Civil - 14 de abril
Isabel (Josefina) nasceu em Alcalá de
Chivert, diocese de Tortosa e província de Castellón de la Plana , em 9 de maio de 1882.
Seus pais, Francisco Calduch Roures e Amparo Rovira Martí, tiveram cinco filhos,
a última dos quais foi Isabel. Os que conviveram com ela dizem: “Durante sua infância viveu em um ambiente muito
católico. Exercitou naquele tempo a caridade para com os necessitados. Com uma
amiga, ela levava comida para uma anciã e a ajudava também no asseio pessoal e
da casa”.
Durante a juventude relacionou-se com um
jovem da cidade, muito bom católico, mas rompeu o relacionamento para abraçar
um estado de vida mais perfeito, sempre com o consentimento de seus pais.
Entrou no mosteiro das Capuchinhas de
Castellón de la Plana, vestindo o hábito em 1900. Seu irmão José conta: “Só a vocação foi o motivo que levou minha
irmã a entrar na ordem religiosa”.
Emitiu a profissão temporária em 28 de
abril de 1901 e a perpétua em 30 de maio de 1904. As religiosas dizem: “Ela tinha um temperamento tranquilo e
amável, sempre alegre. Era uma religiosa exemplar. Sempre contente. Muito
observante da Regra e das Constituições. Muito modesta no olhar, prudente no
falar e muito mortificada. Muito mortificada na alimentação; sempre muito
estimada pela comunidade. Era uma alma de intensa vida interior, muito devota
do Santíssimo, da Virgem e de São João Batista”.
Desempenhou a função de Mestra de noviças
por dois triênios, “fazendo isto com
muito zelo para que fossem religiosas observantes; não fazia distinção entre as
noviças”, disse dela a Irmã Micaela. Foi reeleita para outro triênio, que
não chegou a completar devido à chegada da revolução.
Quando a Guerra Civil eclodiu, o mosteiro
foi fechado e a Irmã Isabel foi a Alcalá de Chivert (Castellón), onde tinha um
irmão sacerdote, Mosén Manuel, que depois foi assassinado. Durante a
permanência em sua cidade natal, se dedicou ao retiro e à oração. Foi ali
aprisionada em 13 de abril de 1937 por um grupo de milicianos, junto com o Pe.
Manuel Geli, franciscano.
Conduzidos ao Comitê local, foram
injuriados e maltratados. A Beata Isabel foi fuzilada no distrito de Cuevas de
Vinromá (Castellón), e foi sepultada no cemitério local.
Em 11 de março de 2001, o Papa Joao Paulo
II beatificou a Irmã Isabel junto com 232 mártires da perseguição religiosa na
Espanha.
-.-
Em outubro de 2011, o convento das
Clarissas Capuchinhas de Castellón de la Plana, onde se encontravam os restos
mortais da Beata Isabel, foi transladado para o convento da Ordem em Basbastro
(Huesca). O translado iniciou-se em junho e as Irmãs levaram os despojos da
Beata para a nova residência causando mal-estar entre os eclesiásticos e os
fieis da cidade, que veneravam seu altar na igreja das Capuchinhas, recorrendo
a ela em suas necessidades e fazendo doações. A partir de então a primeira
beata de Castellón de la Plana fica a 400 k de distância de seus conterrâneos...
Assinar:
Postagens (Atom)








