sexta-feira, 22 de maio de 2015

Santa Helena de Auxerre, Virgem - 22 de maio

     Helena viveu provavelmente no século V. Estevão, o Agricano, biógrafo do bispo São Amador, sustenta que Helena se encontrava entre os fieis reunidos na igreja quando o bispo morreu. Não se pode acreditar nesta afirmação devido ao fato de Helena já ser venerada em Auxerre quando Estevão escreveu aquela biografia por volta de 575.
     O Martirológio Jeronimiano a menciona nestes termos: “Na cidade de Auxerre deposição e transladação do corpo de Santa Helena, virgem”.
     A data de 22 de maio provavelmente não é a da deposição.
Panorama de Auxerre, França

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Quatro novas Santas

     No dia 17 de maio de 2015, realizou-se a Santa Missa de canonização de Joana Emília de Villeneuve* (festejada dia 2 de outubro), Maria de Jesus Crucificado Baouardy* (festejada no dia 25 de agosto) e Maria Afonsina Ghattas (festejada dia 25 de março), juntamente com Maria Cristina da Imaculada Conceição*, fundadora da Congregação das Irmãs Vítimas Expiadoras de Jesus Sacramentado, cuja canonização fora estabelecida no consistório de 20 de outubro de 2014 (festejada dia 20 de janeiro).
     Assim como Maria Afonsina, as outras três religiosas também dedicaram a vida ao bem do próximo e à promoção da fé, do amor e da justiça.
     Santa Joana Emília de Villeneuve é fundadora da Congregação das Irmãs da Imaculada Conceição de Castres; Santa Maria de Jesus Crucificado foi monja professa da Ordem Carmelita Descalça e Santa Maria Afonsina Danil Ghattas é a fundadora da Congregação das Irmãs do Rosário de Jerusalém.
     * Resumos biográficos destas Santas podem ser encontrados neste blog no dia de suas celebrações.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Beata Colomba de Rieti, Dominicana - 20 de maio

     Angelina Guadagnoli nasceu numa família da aristocracia italiana em 2 de fevereiro de 1467, na cidade de Rieti. O dia do seu batizado foi marcante e muito curioso. No mesmo instante em que o padre lhe ministrava o batismo, desceu sobre sua cabeça uma pomba branca, talvez como um símbolo da infinidade de graças que o Espírito Santo colocou em sua alma. Por isso, ficou conhecida como Colomba, que significa "pomba".
     Sua celebridade é baseada principalmente em duas coisas: a natureza altamente milagrosa de sua vida desde o seu início, e sua intensa devoção ao Santíssimo Sacramento. Ela foi uma dentre numerosas santas mulheres dominicanas que parecem ter sido suscitadas por Deus para protestar contra e em contraposição à impiedade e à imoralidade corrente na Itália durante os séculos XV e XVI.
     Essas mulheres, quase todas da Ordem Terceira, tinham uma intensa devoção a Santa Catarina de Siena, e tinham como objetivo imitá-la tanto quanto possível. Muitos leigos, tanto homens como mulheres, compartilhavam esta devoção, entre estes Ercole I, Duque de Ferrara, que tinha uma profunda admiração por Colomba e por algumas outras santas dominicanas suas contemporâneas, as mais notáveis das quais foram as Beatas Osana de Mântua e Luísa de Narni. A veneração de Ercole por esta última foi tão grande, que ele não descansou até conseguir que ela fosse viver em Ferrara com algumas de suas irmãs, onde ele mandou construir para ela o seu convento, onde ela morreu depois de muitas provações.
     Angelina, desde a infância consagrou seu coração e sua vida ao amor a Jesus Cristo, como fizeram São Domingos e Santa Catarina, com quem conviveu e dos quais foi discípula. Por si mesma e com firmeza seguiu o caminho para a santidade.
     A tradição diz que ainda no berço procurava privar-se da amamentação. Sua infância foi repleta de penitências severas que só podem ser equiparadas àquelas dos adultos mais santificados.
     Aos dez anos ela consagrou sua virgindade a Jesus, mesmo sabendo que seus pais tinham assumido um casamento para ela. Prometida em casamento a um nobre quando tinha apenas 12 anos, recusou resolutamente o casamento de alta linhagem. O acerto das núpcias foi desfeito quando ela apareceu com a cabeça raspada diante dos pais, que ficaram comovidos com a real vocação da filha.
     Sete anos depois vestiu o hábito de Terciária Dominicana. Iniciou sua formação religiosa no convento dominicano da Ordem Terceira, e teve como orientadores espirituais Santa Catarina, a quem ela chamava de "irmã", e São Domingos, de quem recebeu o hábito em 1496.
     Colomba era de fato muito especial, pois além da alta capacidade contemplativa, contava com dons extraordinários como o da profecia, do conselho, da cura, e sabia perceber, como ninguém, os sentimentos da alma humana.
     Em 1488, aos dezenove anos, atendendo uma inspiração, foi para a cidade de Perugia; os habitantes receberam-na como uma santa. Após algum tempo, ela construiu seu Convento de Santa Catarina, no qual ela reuniu todas as religiosas da Ordem Terceira Dominicana que a desejavam como superiora apesar de sua pouca idade. Seu mosteiro se dedicou à educação das jovens nobres e ficou conhecido como o convento das “Colombas”.
     Mas seu apostolado foi muito fecundo também fora do convento, onde se tornou uma verdadeira "pomba da paz e da concórdia" na luta que existia entre as poderosas famílias da nobreza, que disputavam a região. Colomba conseguiu impedir inúmeras lutas sangrentas que poderiam ter destruído várias vezes a cidade de Perugia.
      Em 1494, quando uma terrível praga grassava em Perugia, Colomba ofereceu-se como vítima pela cidade. A praga cessou, mas Colomba foi atingida pelo flagelo. Ela se recuperou apenas para salvar sua reputação atacada por calúnias tão amplamente difundidas que chegaram a Roma, de onde uma comissão foi enviada para examinar sua vida. Foi tratada por algum tempo como uma impostora e deposta de seu cargo de priora.
     Em 1495, Alexandre VI, tendo ouvido sobre a santidade e os milagres de Colomba, foi pessoalmente a Perugia para vê-la. Diz-se que ela teve um êxtase aos seus pés, e também para ganhar confiança, disse-lhe todos os pecados pessoais. O papa ficou plenamente satisfeito com sua grande santidade e colocou o selo de aprovação em seu modo de vida.
     No ano de 1499 ela foi consultada pelas autoridades que estavam examinando os estigmas da Beata Luísa de Narni; Colomba falou calorosamente a favor de serem genuínos, e de sua admiração pela santidade da Beata Luísa.
     Ela morreu aos trinta e três anos de idade, no dia 20 de maio de 1501, no convento que havia fundado em Perugia.
     O seu culto foi reconhecido por Urbano VIII em 1627. As relíquias da Beata Colomba ainda são veneradas em Perugia, e sua festa é mantida pela Ordem Dominicana em 20 de maio. O papa Urbano VIII declarou Colomba de Rieti padroeira de Perugia.
 
Fonte: www.santiebeati.it - F.M. Capes (Catholic Encyclopedia)

domingo, 17 de maio de 2015

Santa Restituta de Teniza, Mártir - 17 de maio

    
     Santa Restituta de Teniza nasceu em Cartago ou em Teniza (hoje conhecida como Ras Djebel, Tunísia) e foi martirizada durante a perseguição de Diocleciano. Não temos dados históricos precisos sobre o local exato e o ano do seu martírio. Ela às vezes é considerada um dos Mártires de Abitina, um grupo de mártires do Norte Africano que inclui Dativo, Saturnino e outros.
    Uma antiga legenda medieval, recontada posteriormente por Pedro Subdiácono no século X, e semelhante às legendas associadas às Santas Devota, Reparata e Torpes de Pisa, afirma que depois de ter sido horrivelmente torturada Restituta foi colocada em um barco em chamas carregado de estopa e resina. Restituta saiu ilesa do fogo e rogou pela ajuda de Deus. Deus enviou um anjo para guiar seu barco para a Ilha de Aenaria (atual Ischia), e ela aportou no local onde atualmente se encontra San Montano.
     Além disso, a legenda afirma que uma mulher cristã do local chamada Lucina tinha sonhado com o anjo e o barco. Quando ela se caminhou para a praia encontrou o corpo resplandecente e incorrupto de Restituta, que agora estava morta. Lucina convocou a população e a santa foi solenemente enterrada no sopé do Monte Vico, em Lacco Ameno, onde uma basílica paleocristã foi dedicada a ela e é agora o local de um santuário onde ela é venerada.
     No entanto, a propagação do seu culto do Norte de África para a Itália é historicamente associada à expulsão dos católicos daquela região por Genserico, rei dos Vândalos, que pertencia à seita ariana. Provavelmente suas relíquias foram trazidas para Nápoles no século V por Gaucioso de Nápoles, quando de seu exilio.
     A Igreja de Santa Restitua foi construída em sua honra em Nápoles no século VI. A igreja foi então incorporada à Catedral de Nápoles construída no mesmo local no século XIII.
     Ela é a padroeira de Lacco Ameno e, além daquela cidade, ela é especialmente venerada na Ilha de Ischia. Em Lacco Ameno ela é festejada durante três dias, do dia 16 ao dia 18 de maio. Uma cripta associada à Santa Restituta pode ser encontrada em Cagliari, no bairro de Stampace.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Ascensão de Nosso Senhor

 

Leiam a seguinte reflexão sobre esta festa:
“O Senhor Jesus, depois que lhes falou, foi assunto ao céu, e está sentado à direita de Deus” (Mc. 16, 19).
     O lugar que competia a Jesus ressuscitado era o céu, que é a morada das almas e dos corpos bem-aventurados.
     Quis Jesus, todavia, permanecer quarenta dias sobre a terra, e aparecer repetidas vezes a seus discípulos para os certificar de sua ressurreição e instruí-los nas coisas relativas à Igreja: “Falando do Reino de Deus”.
     Tendo desempenhado esta nobre missão, quis o Senhor, antes de deixar a terra, mostrar-se mais uma vez aos apóstolos em Jerusalém; e depois de lhes exprobrar suavemente a sua dureza, por não acreditarem na sua ressurreição, ordenou-lhes que fossem para o Monte das Oliveiras, o lugar onde tinha começado a sua Paixão, a fim de que compreendessem que o verdadeiro caminho para ir ao céu é o dos sofrimentos.
     Depois, cercado de cento e vinte pessoas, repetiu-lhes mais uma vez o que já lhes havia ordenado, especialmente que fossem pregar o Evangelho pelo mundo inteiro; feito o que o divino Redentor levantou as mãos e os abençoou.
     Em seguida, como medita São Boaventura, Jesus abraça sua santíssima Mãe e aperta-a contra o coração, anima e conforta os seus discípulos, que, entre lágrimas, lhe beijam os pés, e com as mãos levantadas e o semblante extraordinariamente majestoso e amável, coroado e vestido como rei, se eleva lentamente ao céu, levando em sua companhia as numerosíssimas almas justas, livradas do limbo.
     A esta vista, todos os presentes se ajoelham novamente e Jesus mais uma vez os abençoa. Afinal uma nuvem subtrai o divino Triunfador à sua vista, e Jesus vai sentar-se à direita do Pai, onde não cessa de ser nosso medianeiro e advogado.
     Avivemos a nossa fé, e contemplemos o júbilo que a entrada triunfal de Jesus causou no paraíso: alegremo-nos com o nosso divino Chefe, e unamos os nossos afetos ao de Maria Santíssima, e dos santos discípulos.
     Como a águia ensina seus filhos a voarem, assim, no mistério de hoje, Jesus Cristo nos exorta a elevar o nosso voo e acompanhá-lo ao céu, senão com o corpo, ao menos com os afetos.
     Desprendamos os nossos corações da terra, e suspiremos pela pátria celeste, onde se acha a nossa felicidade: esperando, como diz o Apóstolo, a adoção de filhos de Deus, a redenção de nosso corpo.
     Entretanto, tenhamos sempre diante dos olhos os exemplos da vida mortal de Nosso Senhor; imitando a sua humildade de mansidão, o seu espírito de mortificação, a sua caridade e o seu zelo pela glória divina.
     Numa palavra, despojemo-nos do homem velho, revestindo-nos das virtudes de Jesus Cristo, que são como que o manto, que, à imitação de Elias, ele deixou para os seus discípulos, quando subiu ao céu.
     Para vencermos todas as dificuldades que se encontram no caminho do Senhor, recordemos muitas vezes a grande verdade que os anjos ensinaram aos discípulos, que, arrebatados, olhavam o céu, para o qual acabava de subir o seu amado mestre: Jesus Cristo voltará um dia à terra com a mesma majestade e glória, como juiz dos vivos e dos mortos.
     Meu querido Redentor Jesus, regozijo-me pelo vosso triunfo glorioso, e rogo-vos que arranqueis do meu coração todo o afeto aos bens miseráveis desta terra, para suspirar senão pelos do paraíso, que vós merecestes para mim com a vossa paixão.
     A mesma graça peço de Vós, ó Pai Eterno. Concedei-me que, assim como eu creio firmemente que vosso Filho unigênito e nosso Redentor subiu hoje ao céu, assim possa continuamente morar ali com o meu espírito e os meus desejos.
     Fazei-o pelo amor do mesmo Jesus Cristo e pela intercessão de Maria Santíssima.
 
Fonte: retirado do livro “Meditações para todos os dias e festas do ano” de Santo Afonso de Ligório.

Santas Justa e Enedina (Eredina) Mártires - 14 de maio

Santas Justa, Enedina e Justina
Martirológio Romano: Na ilha da Sardenha, comemoração das santas Justa e Enedina, mártires.

     O testemunho destas mártires é puramente cúltico, quer dizer, não temos nenhum documento contemporâneo, mas sim um culto persistente que lhes é atribuído na ilha da Sardenha (1).
     A tradição oscila entre um grupo de duas, que celebramos hoje: Justa e Enedina; e um grupo de três, tal como se celebrava no Martirológio Romano anterior: Justa, Justina e Erendina. Parece que a versão mais correta e antiga é a de duas.
      A legenda sobre elas afirma que eram filhas de uma matrona, Cleodonia, que haviam guardado a virgindade, e que foram mártires em uma data tão longínqua como a perseguição de Adriano, no início do século II.
     Ainda que isto não seja impossível, não está apoiado em nenhum dado que conheçamos, e parece mais desejo (habitual em muitas igrejas da antiguidade) de fazer retroceder as origens da comunidade o mais primitivo possível. Com base em alguns martirológios posteriores, nós podemos encontrá-las nas perseguições de Diocleciano (século III-IV).
     Segundo a tradição, as santas sofreram o martírio no local onde se encontra, desde o século XI, a Basílica de Santa Justa, em um povoado do mesmo nome, na província de Oristano, uma das oito em que se divide a ilha na atualidade.
 
     (1) Sardenha (italiano: Sardegna, Sardigna ou Sardinnia) é a segunda ilha do Mediterrâneo pelo tamanho, a oitava na Europa e a quadragésima oitava do mundo. Com um órgão administrativo chamado Região Autônoma da Sardenha é uma região autônoma da República Italiana, com estatuto especial.
     Esta ilha está localizada no centro-oeste do Mar Mediterrâneo, entre o norte da Córsega, onde o Estreito de Bonifácio separa a península italiana da Tunísia no leste e as Ilhas Baleares para o oeste. Ocupa uma área de 24 090 km².
Etimologia:
Enedina, talvez do grego enedynêin: “ser complacente”. Outra forma: Henedina.
Justa, do latim Justus: nome e sobrenome; Justus era nome pagão e cristão e na antiguidade quase sempre nome de escravo. Em alemão Justus também é sobrenome.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Há 98 anos Nossa Senhora aparecia em Fátima, Portugal



     Algo que a História registra, que a Teologia da História indica como certa, é que as grandes catástrofes dos povos são castigos. Isto é um princípio certo da Teologia da História. Quando um povo sofre uma grande catástrofe, isto é um castigo. Não vale para os homens, para os indivíduos particularmente, mas vale para as […]
LEIA MAIS EM:
A certeza do castigo anunciado por Nossa Senhora de Fátima
Posted: 12 May 2015 11:35 AM PDT

Hoje é dia de Nossa Senhora de Fátima! Se você ainda não conhece a aparição MAIS IMPORTANTE da História da Igreja, leia mais no link abaixo
Hoje é dia de Nossa Senhora de Fátima! Se você ainda não conhece a aparição MAIS IMPORTANTE da História da Igreja, leia aqui um resumo do que houve:
Posted: 12 May 2015 08:00 PM PDT