terça-feira, 29 de setembro de 2015

Santa Sofia ou Sonia, Mártir - 30 de setembro

    
Santa tradicional, não incluída no Martirológio Romano atual. Martirológio Romano (1956): Em Roma, Santa Sofia, Viúva, mãe das santas virgens e mártires Pistis (Fé), Elpis (Esperança) e Agape (Caridade). (c. século II)
     Santa Sofia, cujo nome significa “Sabedoria Divina” teve por filhas as três virgens: Fé, Esperança e Caridade, nomes escolhidos por ela no batismo, pelo amor que dedicava a essas virtudes cristãs.
     Santa Sofia buscou sempre a perfeição evangélica, sendo agraciada por Deus com o dom de contemplar as grandezas celestiais, educando suas filhas num reto amor pelas virtudes, numa época de intensas perseguições ao Cristianismo - por volta do século 130 d.C.
     Sofia e suas filhas viveram na época da perseguição do imperador romano Adriano e seu prefeito Antíoco. Sendo discípulas incondicionais de N. S. Jesus Cristo, foram presas e martirizadas, porque pregavam por toda cidade de Roma e arredores a mensagem do Crucificado.
     As filhas foram martirizadas na presença da mãe. Santa Sofia, cuja fé e fortaleza eram inabaláveis, animava suas filhas a perseverarem na virtude mesmo durante os bárbaros tormentos que lhe foram infligidos pelo imperador que fazendo sofrer as filhas pretendia fazer a mãe renegar sua fé cristã.
     Santa Fé foi a primeira a ser martirizada, sendo despida, atada de mãos e pés, cruelmente chicoteada tendo seus cotovelos e tornozelos esmagados à marteladas, em meio aos risos e injúrias do imperador; sua irmã, Santa Esperança, também despida, foi lançada lentamente numa caldeira de betume derretido; por fim, Santa Caridade, de apenas nove anos de idade, foi decapitada, seu corpo retalhado e lançado ao fogo.
     A santa mãe, ajudada por alguns dos presentes, enterrou os corpos de suas santas filhas, e prostrada diante do túmulo comum, rezava. Algum tempo depois Sofia morreu na paz do Senhor. Seu corpo foi enterrado pelos cristãos na mesma sepultura de suas filhas. Ela também foi mártir porque padeceu em sua alma cada um dos tormentos que suas filhas padeceram.
     Adriano morreu roído de podridão e de remorsos, reconhecendo que se comportara iniquamente com aquelas santas, e fora cruel com os seguidores de Cristo.
     Esta história se encontra recompilada na Legenda Áurea.
     Santa Sofia faleceu no dia 30 de setembro do ano 130, tornando-se uma das santas mais populares na Igreja do Oriente. Seu Santuário na Itália localiza-se na cidade de Poderia, Salerno, e no Brasil na cidade do Rio de Janeiro, no bairro de Cosmos, a igreja foi construída pelo então comendador Serafim Sofia, grande devoto desta santa. 
 
 
Etimologicamente: Sofia, do grego, aquela que possui sabedoria. Sonia = variante russa de Sofia.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Beata Lúcia de Caltagirone Terciária Franciscana - 26 de setembro

    
     As informações sobre a Beata Lúcia seguem um costume comum dos Franciscanos dos primeiros séculos: as vidas de figuras veneráveis desta Ordem eram pouco documentadas.
     Um autor dos mais autorizados é o célebre irlandês Luca Wadding, frade recoleto (1588-1657) que redigiu os Annales Minorum, onde incluiu uma Vita de Lúcia de Caltagirone.
     Lúcia nasceu em Caltagirone, Sicília, no ano 1360. Seus pais a educaram na piedade e ela soube corresponder maravilhosamente às suas expectativas. Eles eram devotos de São Nicolau de Bari e experimentaram sua proteção várias vezes.
     Um dia em que Lúcia subiu em uma figueira para recolher frutos foi surpreendida por um furioso temporal com granizo e raios. Um raio caiu sobre a árvore onde Lúcia estava, e ela caiu por terra meio morta. Em sua mente viu perfilar-se a figura de um santo ancião, São Nicolau de Bari, que a tomava por uma das mãos e a entregava de novo a sua família.
     Aos 13 anos abandonou seu povoado natal na Sicília para seguir uma piedosa terciária franciscana de Salerno. Pouco tempo depois esta guia espiritual faleceu e Lúcia entrou em um convento salernitano de Irmãs que seguiam a Regra franciscana.
     O convento franciscano que acolheu Lúcia muito provavelmente foi o de São Francisco próximo da igreja de São Nicolau, erigido em 1238 e supresso em 1809, após as leis napoleônicas.
     Ali se distinguiu pela fiel prática de seus deveres e em especial pelo amor à penitência, com a qual se havia comprometido para expiar os pecados da humanidade, e sobretudo para uma participação mais íntima com as dores de Cristo.
      Por algum tempo exerceu o ofício de mestra de noviças. A fama de sua virtude se difundiu. Muitos recorriam a ela para pedir-lhe orações e conselhos. Dedicava muito tempo à oração, à meditação e à contemplação das coisas celestes. Flagelava seu corpo virginal com frequência; a terra lhe servia de leito; um pouco de pão e água eram seu sustento diário. Tinha especial devoção pelas Cinco Chagas de Nosso Senhor.
     Os nobres acudiam a ela, e ela consolava os aflitos, chamava à penitência os pecadores, edificava os piedosos. Deus confirmou sua santidade com prodígios. Havia chegado aos quarenta anos e já estava pronta para o céu. Sua vida austera, os prolongados e dolorosos sofrimentos minaram sua saúde.
     Lúcia, terciária regular, morreu em Salerno no ano 1400. Depois de sua morte realizou diversos prodígios. O culto e a veneração por ela foi se estendendo sempre em Salerno e nas regiões vizinhas, até que em 4 de junho de 1514 o Sumo Pontífice Leão X concedeu o ofício e a Missa em sua honra, compostos tomando como exemplo os de Santa Clara.
     Lúcia precedeu de alguns séculos outras terciárias franciscanas célebres, como Santa Maria Francisca das Cinco Chagas (1715-1791) e a venerável Maria Crucifixa das Cinco Chagas (1782-1826) que como ela foram, em Nápoles, ponto de referência espiritual para gerações de fieis.
 

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Beata Encarnação Gil Valls, Virgem e mártir - 24 de setembro

    
     Encarnação Gil Valls, leiga, nasceu em Onteniente (Valência) em 27 de janeiro de 1888, foi batizada no mesmo dia e confirmada em 24 de maio de 1893. Ela recebeu sua primeira comunhão em 1899 na igreja paroquial de Santa Maria. Cresceu no seio de uma família cristã que lhe proporcionou uma esmerada educação. Ficou órfã em sua juventude e pensou então em entrar em um mosteiro, porém preferiu ficar no mundo para atender seu irmão Gaspar, sacerdote.
     Professora de escola primária em Albuixech e Beniarrés, na província de Valência, e uma mulher de oração, passava para seus alunos a fé em Deus. Em Onteniente, colaborou muito com seu irmão nas obras de apostolado. Ingressou na Ação Católica e em outras associações apostólicas, especialmente aquelas de adoração da Eucaristia; foi também um catequista muito eficaz. Em Valência teve contatos com as teresianas e com as reparadoras, a cuja congregação de Filhas de Maria pertenceu.
     Colaborou na fundação do Patronato da Infância e dirigiu a Escola Noturna Feminina da Ordem Terceira Franciscana, à qual pertencia. Fazia todo bem que podia com dedicação e entrega.
     Quando a revolução chegou, permaneceu ao lado de seu irmão; foram aprisionados e morreram juntos fuzilados na noite de 24 de setembro de 1936, no Porto de Olleria (Valência). Foi beatificada em 11 de março de 2001 pelo Papa João Paulo II.

domingo, 20 de setembro de 2015

Santa Fausta de Narni, Mártir - 20 de setembro

    
     "Em Cizico em Propôndites (Ásia Menor), o natal dos santos mártires Fausta, virgem, e Evilásio, sob o imperador Maximiliano. Fausta foi suspensa e atormentada pelo próprio Evilásio, sacerdote dos ídolos, tendo sido despojada dos cabelos e raspada por humilhação. Em seguida, os carrascos querendo serrá-la ao meio, não conseguiam tocá-la. Evilário, maravilhado com aquilo, se converteu a Cristo. E enquanto ele, por ordem do imperador, era torturado terrivelmente, Fausta, ferida na cabeça, traspassada com pregos por todo o corpo e colocada num tacho ardente, finalmente, junto com o mesmo Evilário, era chamada por uma voz celestial e voou para o Senhor".
     Assim o Martirológio Romano fixa a memória da santa de hoje. Como muitas vezes acontece, estas informações foram obtidas exclusivamente a partir de Atos, ou mais propriamente, de uma Passio, a qual os historiadores modernos atribuem um valor nulo, especialmente para certas excentricidades.
     O documento também foi utilizado pelo famoso historiador Beda, o Venerável, em seu martirológio, no qual lemos as mesmas informações acima. É interessante como ele assumiu duas variantes. O primeiro suplício de Santa Fausta, “despojada de cabelo e raspada com desprezo” foi de fato ampliado por ele sintetizando dois documentos diferentes, um dos quais atestava apenas que a mártir tinha sido "despida de cabelos". Esse suplício foi, obviamente, um dos "números" favoritos dos carrascos, pois é mencionado em outros casos de santas virgens mártires; o mesmo pode ser dito da tentativa (que falhou no caso de Fausta) de serrá-las “ao meio”, "quase como um pedaço de madeira”, como Beda acrescenta.
     A mártir de Cizico consumou o seu sacrifício supremo quando a chamou "uma voz celestial". As relíquias de Fausta foram objeto de uma dupla transladação: em meados do século VI para Narni e, em seguida, no século IX para Lucca.
     Em Narni, sendo São Cássio bispo de 537 a 558, mandou construiu para a esposa amada, chamada precisamente de Fausta, um túmulo, que depois quis enriquecer com as relíquias da santa homônima de Cizico. Assim começou a ser venerada uma Santa Fausta de Narni.
 

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Santa Ariadne de Primnesso, Mártir - 18 de setembro

    
     De acordo com alguns críticos, Ariadne, ou Ariana, é identificada como uma mártir Maria mencionada no Martirológio Romano no dia 1 de novembro, da qual se possui Atas Latinas, a Passio S. Mariae ancillae. Esta identificação parece ser apoiada por uma passagem no Sinassário de Sirmond. Segundo outros, a Passio de Ariana e de Maria são apenas invenções piedosas escritas para a edificação dos cristãos após o período de perseguição. Finalmente, existem aqueles inclinados a admitir a existência histórica de Ariadne, mas negam qualquer valor às Atas, consideradas anacrônicas e irreais.
     No entanto, Franchi de Cavalieri mostrou a confiabilidade desse documento que tem um sabor de autenticidade, como pode se constatar comparando-o com obras literárias do século II-III. Assim, parece que o redator se utilizou das fontes contemporâneas de Ariana, colocando acontecimentos claramente mais tardios. Examinando a história do martírio de Ariadne descoberto em 1899 por João Mercati no cod. Vaticano grego 1853, Franchi de Cavalieri a dividiu em cinco partes, duas certamente autênticas e as outras duvidosas.
     Resumindo criticamente a legenda, ela é apoiada por estes fatos: Adriano e Antonino promulgaram um decreto de perseguição contra os cristãos, que previa a pena de morte para aqueles que recusassem alimentos sacrificados aos deuses, e prometia aos informantes os bens confiscados dos cristãos, e mais 400 denarios. Parte deste edito é certamente falsa, porque é fato conhecido que nem Adriano nem Antonino promulgaram decretos contra os cristãos. No entanto, a menção de uma recompensa de 400 denarios nos remete a um tempo antes da crise cambial do século III: o edito certamente foi publicado, não pelo imperador, mas provavelmente por um magistrado local.
     Ariana era uma jovem escrava de Tertulio, decurião de Primnesso na Frígia, que se recusara a quebrar o jejum no dia do aniversário do filho de Tertulio, foi descoberta como cristã e, depois de ser açoitada, foi presa em casa por um mês. Tertulio foi denunciado por espiões com a acusação de que supostamente escondia uma cristã em sua casa. Tertulio, levado a julgamento, foi habilmente defendido por Nicagora e saiu ileso do processo argumentando que Ariana fazia parte do dote de sua esposa e que ele não sabia nada de sua fé.
     Depois segue o interrogatório de Ariana, que proclamando-se cristã, de família cristã, se recusou a sacrificar aos deuses. Condenada à tortura no cavalete, ela foi salva pela intervenção das pessoas comovidas por sua juventude, intervenção que por sua ilegalidade despertou a ira do juiz, forçado no entanto a dar a Ariana três dias para que ela pudesse mudar suas intenções e sacrificasse, salvando sua vida.
     Estas duas partes, a defesa de Tertulio e o interrogatório de Ariana, são, sem dúvida, autênticas por sua extraordinária vivacidade e precisão e pela lembrança de um procedimento (o processo coram populo) anterior à perseguição de Diocleciano.
     Ao fim dos três dias, Ariadne fugiu para uma área montanhosa, mas, vendo-se perseguida, elevou a Deus uma oração pedindo para ser escondida na rocha, e Deus o ouviu. O juiz deu ordens ao chefe dos guardiões do templo para abrir a rocha e tirar dela Ariana para mostrar ao povo o poder dos deuses. Mas uma tempestade, durante a qual apareceram dois anjos, dispersou a multidão assustada.
     Assim termina a legenda de Ariadne.
     Esta última parte é a mais suspeita: de fato, não se vê como Ariadne obteve a coroa do martírio sem ter sofrido o martírio. Pode-se concluir que o autor foi influenciado por outras legendas, tais como, as de Santa Tecla e de Santa Bárbara, mas estas têm a justo título a menção de santas mártires, porque elas tentaram escapar daqueles que ameaçavam sua virgindade, enquanto Ariana, de acordo com o texto, nunca correu esse perigo.
     Quanto à comemoração de Ariadne, o Martirológio Romano a celebra em 17 de setembro, enquanto o Sinassario de Constantinopla a menciona em 18 de setembro e em 27 de setembro (juntamente com Santa Ripsimia).
Martirológio Romano: Em Primnesso na Frigia, atual Turquia, Santa Ariana, mártir.
Etimologia: Ariana, ou Ariadne, do grego Ari hágne = a muito respeitável, a muito santa, castíssima.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Beata Teresa Cejudo Redondo, Cooperadora salesiana, mártir - 16 de setembro

    
     Teresa nasceu em Pozoblanco (Córdoba). Estudou no Colégio das religiosas Concepcionistas. Casou-se com o arquiteto João Caballero Cabrera em  1925 e teve uma filha. Foi exemplo de esposa e de mãe. Como leiga católica, foi presidente das Mulheres da Ação Católica, das Conferências de São Vicente de Paula e das Marias dos Sacrários. Além dessas funções, era uma ativa cooperadora salesiana.
     Em julho de 1936, quando as perseguições religiosas começaram, se ofereceu ao Senhor como vítima para o triunfo de sua causa. Seis dias depois do assassinato do pároco, o Beato D. Antônio Rodríguez Blanco, em 22 de agosto de 1936, foi detida por sua condição de católica ativa. Depois de despedir-se de sua família, foi conduzida a prisão. Ali se manteve serena e tranquila, animando todos os que estavam na prisão e dando um exemplo de sublime caridade. 
     Teresa foi julgada em 16 de setembro, acusada de propaganda política contra as ideias marxistas, ao que ela respondeu: “Não foi por defender o capital, mas a lei de Jesus Cristo”. Foi condenada à morte junto com outros dezessete católicos. Depois de despedir-se de suas duas irmãs e de abraçar a sua filha, que tinha então apenas 10 anos de idade, foi executada em 20 de setembro. Quis ser a última a morrer para poder animar seus companheiros de martírio com a esperança da vida eterna. Teresa não deixou que lhe vendassem os olhos, pois não temia a morte. “Eu os perdoo, irmãos! Viva Cristo Rei!”, foram suas últimas palavras.
     Em 28 de outubro de 2007, 498 mártires foram beatificados na Praça de São Pedro pelo Cardeal José Saraiva Martins; o Cardeal lembrou que Teresa Cejudo era cooperadora salesiana em Pozoblanco (Córdoba), e que sua filha tinha 10 anos quando ela foi fuzilada.
     Presente na canonização, uma neta sua relatou o que lhe contava sua mãe sobre a avó: a Beata Teresa Cejudo “colaborava muito no colégio salesiano, em tudo o que era ajuda às crianças. Naqueles tempos tão difíceis, ajudava na distribuição de alimentos para as famílias mais pobres, ensinava aquelas crianças a ler e a escrever, pois por motivos sociais não tinham acesso a um colégio. Era um trabalho muito importante de caráter social e religioso”.
     Com relação a sua condenação à norte, a neta da mártir conta que foi tão confusa e precipitada como a da grande maioria de seus companheiros de martírio: “O que sabemos é que foi feito um julgamento e a acusavam de carregar uma arma, fizeram um julgamento popular e a fuzilaram”. “Ela permaneceu na prisão de Pozoblanco por um mês e foi morta por um pelotão de fuzilamento no cemitério com um grupo de dezoito mártires”.
     “Minha mãe sempre comentava que era muito pequena, se lembrava das visitas na prisão durante esse mês. Também dizia que não tinha a sensação de que algo tão dramático iria acontecer. Quando lhe disseram que se despedisse de sua mãe, ela pensou que ela seria transladada. De fato, disseram à minha mãe que iam levar minha avó para outro lugar. A única coisa que lhe dizia era que queria ir com ela...”
Fontes: www.santiebeati/it; ww.aciprensa.com/

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Nossa Senhora das Dores - 15 de setembro

 

     O culto à Mater Dolorosa teve início em 1221, no Mosteiro de Schönau, na Alemanha. Em 1239, a sua veneração foi divulgada em Florença, na Itália, pela Ordem dos Servos de Maria (Ordem Servita). O Papa Bento XIII introduziu a festa na Liturgia. A festa, celebrada no dia 15 de setembro, recorda as Sete Dores da Virgem Maria:
  • A profecia de Simeão sobre Jesus (Lucas 2, 34-35): seu Imaculado Coração seria transpassado de dor;
  • A fuga da Sagrada Família para o Egito (Mateus 2, 13-21);
  • O desaparecimento do Menino Jesus durante três dias (Lucas 2, 41-51);
  • O encontro de Maria e Jesus a caminho do Calvário (Lucas 23, 27-31);
  • Maria vendo o sofrimento e morte de Jesus na Cruz, Stabat Mater (João 19, 25-27);
  • Maria recebe o corpo do filho tirado da Cruz (Mateus 27, 55-61);
  • Maria vê o corpo do filho ser depositado no Santo Sepulcro (Lucas 23, 55-56
     Nossa Senhora das Dores é venerada em várias cidades do Brasil, nos Estados de Minas Gerais, Bahia, Ceará, Rio de Janeiro, São Paulo, Piauí, Paraná, Goiás, Santa Catarina, Rio Grande do Sul.
     Ela também é venerada em vários países: Estados Unidos, Malta, Espanha.
     Nossa Senhora, pelas dores oferecidas, participou ativamente da Redenção de Cristo. Desta forma, Ela nos aponta para uma vida em que o sofrimento é a oblação de si para a conversão dos pecadores, pela conversão do mundo, como Ela pediu em Fátima, em 1917. 
Um exemplo de devoção a Na. Sra. das Dores no Brasil:
História interlaçada com a história da cidade
     Em 1752, Portugueses vindos dos Açores estabeleceram-se à beira do Guaíba e formaram o primeiro núcleo da futura cidade de Porto Alegre, próximo de onde, mais tarde, construiriam a Igreja Nossa Senhora das Dores. Membros da irmandade devota a Nossa Senhora das Dores rezavam missas na Igreja Matriz, atual Catedral Metropolitana, até 1807, quando resolveram construir o seu próprio templo, lançando a pedra fundamental em um terreno entre as ruas do Cotovelo e da Praia, às margens do Guaíba. No início, esmolas eram levantadas pela comunidade local para construir e decorar a igreja.
     Em 1813, inaugurada a Capela-Mor, foi realizado o translado da imagem de Nossa Senhora das Dores; a partir de então, as energias e esmolas se voltaram para a construção do interior da igreja.
     No período inicial da construção, um negro forro conhecido como preto José, era o responsável pelas medidas da obra, levando a crer que escravos participaram da construção da igreja, embora em minoria se comparados aos operários contratados.
     Porto Alegre, capital da província que foi palco de inúmeros conflitos, passou por períodos nos quais careceu de verbas para investir na cidade, quando nem mesmo para esmola havia dinheiro circulando. A Igreja das Dores, mesmo com as obras paralisadas, permaneceu com suas portas abertas.
     Em 1857, com a cidade entrando em um novo período de crescimento, foi retomada a construção da Igreja, com espaço para um hospital, que atenderia os membros necessitados da Ordem. Provavelmente por falta de verbas, esse espaço nunca foi utilizado. O governo da Província chegou a solicitar à Irmandade, em 1865, que os enfermos da guerra contra o Paraguai fossem tratados ali, porém não foram encontradas notícias sobre o uso do espaço do hospital pelos soldados feridos.
     Na década de 1860, foi colocado o madeiramento do telhado e a abóbada da nave sob a coordenação do Mestre João Couto e Silva. Em 1866, após a pintura do teto, realizada pelo artista Germano Traub, o corpo da igreja foi inaugurado. Nos anos seguintes, foi construída a escadaria para a Rua da Praia.
     No início do século XX, Porto Alegre contava com arquitetos e engenheiros de origem germânica,  e o ecletismo em voga na Alemanha foi apresentado e aprovado pela Irmandade para o projeto da igreja, sob a responsabilidade do arquiteto Júlio Weise. A construção seguiu até 1903 quando a igreja foi finalmente inaugurada, apresentando corpo em estilo colonial português com fachada eclética: frontispício e altas torres, ornamentados com esculturas em gesso.
     Em 1938, a pedido da comunidade, A Igreja Nossa Senhora das Dores foi tombada pelo IPHAN  Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional por seu valor artístico e arquitetônico, na categoria de Sítio Histórico Urbano Nacional.