segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Santa Damaris de Atenas - 4 de outubro

    
     Damaris é o nome de uma mulher mencionada no Novo Testamento e que vivia em Atenas por volta de 55 d.C. De acordo com os Atos dos Apóstolos (Atos 17:34), Damaris abraçou o Cristianismo depois do discurso de São Paulo no Areópago de Atenas.
     Entre os pouquíssimos personagens que tendo ouvido o discurso de São Paulo no Areópago de Atenas aderiram à fé cristã, o evangelista São Lucas nomeia Dionísio o Areopagita, membro daquele tribunal, e portanto pertencente à aristocracia ateniense, “e uma mulher de nome Damaris”, ou Damalis.
     São Dionísio o Areopagita é venerado no dia 3 de outubro como o primeiro bispo de Atenas. Como já aconteceu com outros personagens do Evangelho, Damaris foi considerada esposa do bispo ateniense, tradição referida também por São João Crisostomo, mas que não tem nenhum fundamento histórico.
     É provável que Damaris tenha tido um alto status, pois somente assim uma mulher conseguiria ter acesso àquele local naquela época. E pode ser este também o motivo de seu nome ter sido preservado. É provável ainda que ela era estrangeira, pois as atenienses dificilmente estariam presentes no Areópago.
     Há uma tradição que a considera cooperadora de São Dionísio o Areopagita, o que é bastante provável, pois tendo ambos sido convertidos na mesma ocasião pelo Apóstolo das Gentes, é factível que, a partir de então, passassem a trabalhar juntos pela conversão de seus conterrâneos.
 
Etimologia:
     Dámaris é um nome próprio feminino de origem grega. Deriva de Dámar com significado esposa, mansa, submissa. Aparentemente trata-se de uma helenização do nome celta Damara, a deusa da fertilidade da mitologia celta. Com as subsequentes invasões gaulesas na Ásia Menor e o assentamento de muitas tribos celtas na Galácia, a mistura entre as culturas grega e celta pode ter dado origem a um nome greco-celta como "Damaris". Este tipo de mistura era bastante comum na cultura helenística criada por Alexandre o Grande, e seus sucessores.
     Por outro lado, os que defendem a origem puramente helênica do nome afirmam que Damaris é a forma helenística "moderna" (ou uma contração) do nome clássico "Damarete", como a filha de Terão de Acragas que desposou Gelão I de Siracusa. Outros acreditam que a origem do nome é a palavra "damalis", que em grego significa "uma novilha". Porém, todos concordam que a raiz indo-europeia do nome vem da palavra "dompt", que significa "dominante", sugerindo um significado para Damaris como "mulher dominante”.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Beatos Lúcia, Luís Yakisci e filhos, Mártires - 2 de outubro

Martirológio Romano: Em Nagasaki, Japão, beatos Luís Yakichi e Lúcia, esposos, e seus filhos André e Francisco, mártires, que enfrentaram a morte por Cristo: os rapazes e a mãe foram decapitados diante do pai e este foi queimado vivo.
     O casal Luís e Lucia Yakisci e seus filhos, André e Francisco, pertenciam a diocese de Funai, e foram martirizados por sua fé no Japão, sua pátria.
     Em 1622, os cristãos de Nagasaki planejaram libertar o missionário Luís Florès, detido nos cárceres de Firando. Para executar a árdua tarefa foi encarregado o próprio Luís Yakisci, homem bastante inteligente e astuto, que com uma pequena embarcação conseguiu iludir a vigilância dos guardas e libertar o Padre Florès. A fuga porém foi descoberta em seguida e os guardas, dotados de meios mais velozes, conseguiram alcançar a precária embarcação de Yakisci e reconduziram ao cárcere os dois prisioneiros.
     Luís foi submetido a vários interrogatórios por parte dos juízes, interessados em descobrir os nomes dos organizadores do complô. Foi submetido a suplícios contínuos que tornaram seu corpo irreconhecível, mas todas as torturas não abateram o seu ânimo. Jamais revelou nada, mesmo quando ameaçaram de morte também os seus mais íntimos familiares. Todos os quatro recusaram a liberdade em troca da renúncia à fé de Cristo e ao juiz não restou senão condenar ao martírio a heroica família.
     Os dois filhos foram decapitados junto com a mãe diante do pai, e este foi queimado vivo lentamente. Isto aconteceu no dia 2 de outubro de 1622 em Nagasaki, cidade japonesa na qual haviam nascido. Os dois filhos nasceram respectivamente em 1615 e 1619, enquanto dos pais não se tem esse dado.
     O Beato Pio IX beatificou esta família no dia 7 de maio de 1867, junto com um grupo de 205 mártires em terra japonesa, entre os quais outros 15 casais todos da mesma nacionalidade. Até hoje o Japão é a nação que deu à Igreja Universal o maior número de modelos de santidade vivida no estado conjugal.
 

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Santa Sofia ou Sonia, Mártir - 30 de setembro

    
Santa tradicional, não incluída no Martirológio Romano atual. Martirológio Romano (1956): Em Roma, Santa Sofia, Viúva, mãe das santas virgens e mártires Pistis (Fé), Elpis (Esperança) e Agape (Caridade). (c. século II)
     Santa Sofia, cujo nome significa “Sabedoria Divina” teve por filhas as três virgens: Fé, Esperança e Caridade, nomes escolhidos por ela no batismo, pelo amor que dedicava a essas virtudes cristãs.
     Santa Sofia buscou sempre a perfeição evangélica, sendo agraciada por Deus com o dom de contemplar as grandezas celestiais, educando suas filhas num reto amor pelas virtudes, numa época de intensas perseguições ao Cristianismo - por volta do século 130 d.C.
     Sofia e suas filhas viveram na época da perseguição do imperador romano Adriano e seu prefeito Antíoco. Sendo discípulas incondicionais de N. S. Jesus Cristo, foram presas e martirizadas, porque pregavam por toda cidade de Roma e arredores a mensagem do Crucificado.
     As filhas foram martirizadas na presença da mãe. Santa Sofia, cuja fé e fortaleza eram inabaláveis, animava suas filhas a perseverarem na virtude mesmo durante os bárbaros tormentos que lhe foram infligidos pelo imperador que fazendo sofrer as filhas pretendia fazer a mãe renegar sua fé cristã.
     Santa Fé foi a primeira a ser martirizada, sendo despida, atada de mãos e pés, cruelmente chicoteada tendo seus cotovelos e tornozelos esmagados à marteladas, em meio aos risos e injúrias do imperador; sua irmã, Santa Esperança, também despida, foi lançada lentamente numa caldeira de betume derretido; por fim, Santa Caridade, de apenas nove anos de idade, foi decapitada, seu corpo retalhado e lançado ao fogo.
     A santa mãe, ajudada por alguns dos presentes, enterrou os corpos de suas santas filhas, e prostrada diante do túmulo comum, rezava. Algum tempo depois Sofia morreu na paz do Senhor. Seu corpo foi enterrado pelos cristãos na mesma sepultura de suas filhas. Ela também foi mártir porque padeceu em sua alma cada um dos tormentos que suas filhas padeceram.
     Adriano morreu roído de podridão e de remorsos, reconhecendo que se comportara iniquamente com aquelas santas, e fora cruel com os seguidores de Cristo.
     Esta história se encontra recompilada na Legenda Áurea.
     Santa Sofia faleceu no dia 30 de setembro do ano 130, tornando-se uma das santas mais populares na Igreja do Oriente. Seu Santuário na Itália localiza-se na cidade de Poderia, Salerno, e no Brasil na cidade do Rio de Janeiro, no bairro de Cosmos, a igreja foi construída pelo então comendador Serafim Sofia, grande devoto desta santa. 
 
 
Etimologicamente: Sofia, do grego, aquela que possui sabedoria. Sonia = variante russa de Sofia.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Beata Lúcia de Caltagirone Terciária Franciscana - 26 de setembro

    
     As informações sobre a Beata Lúcia seguem um costume comum dos Franciscanos dos primeiros séculos: as vidas de figuras veneráveis desta Ordem eram pouco documentadas.
     Um autor dos mais autorizados é o célebre irlandês Luca Wadding, frade recoleto (1588-1657) que redigiu os Annales Minorum, onde incluiu uma Vita de Lúcia de Caltagirone.
     Lúcia nasceu em Caltagirone, Sicília, no ano 1360. Seus pais a educaram na piedade e ela soube corresponder maravilhosamente às suas expectativas. Eles eram devotos de São Nicolau de Bari e experimentaram sua proteção várias vezes.
     Um dia em que Lúcia subiu em uma figueira para recolher frutos foi surpreendida por um furioso temporal com granizo e raios. Um raio caiu sobre a árvore onde Lúcia estava, e ela caiu por terra meio morta. Em sua mente viu perfilar-se a figura de um santo ancião, São Nicolau de Bari, que a tomava por uma das mãos e a entregava de novo a sua família.
     Aos 13 anos abandonou seu povoado natal na Sicília para seguir uma piedosa terciária franciscana de Salerno. Pouco tempo depois esta guia espiritual faleceu e Lúcia entrou em um convento salernitano de Irmãs que seguiam a Regra franciscana.
     O convento franciscano que acolheu Lúcia muito provavelmente foi o de São Francisco próximo da igreja de São Nicolau, erigido em 1238 e supresso em 1809, após as leis napoleônicas.
     Ali se distinguiu pela fiel prática de seus deveres e em especial pelo amor à penitência, com a qual se havia comprometido para expiar os pecados da humanidade, e sobretudo para uma participação mais íntima com as dores de Cristo.
      Por algum tempo exerceu o ofício de mestra de noviças. A fama de sua virtude se difundiu. Muitos recorriam a ela para pedir-lhe orações e conselhos. Dedicava muito tempo à oração, à meditação e à contemplação das coisas celestes. Flagelava seu corpo virginal com frequência; a terra lhe servia de leito; um pouco de pão e água eram seu sustento diário. Tinha especial devoção pelas Cinco Chagas de Nosso Senhor.
     Os nobres acudiam a ela, e ela consolava os aflitos, chamava à penitência os pecadores, edificava os piedosos. Deus confirmou sua santidade com prodígios. Havia chegado aos quarenta anos e já estava pronta para o céu. Sua vida austera, os prolongados e dolorosos sofrimentos minaram sua saúde.
     Lúcia, terciária regular, morreu em Salerno no ano 1400. Depois de sua morte realizou diversos prodígios. O culto e a veneração por ela foi se estendendo sempre em Salerno e nas regiões vizinhas, até que em 4 de junho de 1514 o Sumo Pontífice Leão X concedeu o ofício e a Missa em sua honra, compostos tomando como exemplo os de Santa Clara.
     Lúcia precedeu de alguns séculos outras terciárias franciscanas célebres, como Santa Maria Francisca das Cinco Chagas (1715-1791) e a venerável Maria Crucifixa das Cinco Chagas (1782-1826) que como ela foram, em Nápoles, ponto de referência espiritual para gerações de fieis.
 

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Beata Encarnação Gil Valls, Virgem e mártir - 24 de setembro

    
     Encarnação Gil Valls, leiga, nasceu em Onteniente (Valência) em 27 de janeiro de 1888, foi batizada no mesmo dia e confirmada em 24 de maio de 1893. Ela recebeu sua primeira comunhão em 1899 na igreja paroquial de Santa Maria. Cresceu no seio de uma família cristã que lhe proporcionou uma esmerada educação. Ficou órfã em sua juventude e pensou então em entrar em um mosteiro, porém preferiu ficar no mundo para atender seu irmão Gaspar, sacerdote.
     Professora de escola primária em Albuixech e Beniarrés, na província de Valência, e uma mulher de oração, passava para seus alunos a fé em Deus. Em Onteniente, colaborou muito com seu irmão nas obras de apostolado. Ingressou na Ação Católica e em outras associações apostólicas, especialmente aquelas de adoração da Eucaristia; foi também um catequista muito eficaz. Em Valência teve contatos com as teresianas e com as reparadoras, a cuja congregação de Filhas de Maria pertenceu.
     Colaborou na fundação do Patronato da Infância e dirigiu a Escola Noturna Feminina da Ordem Terceira Franciscana, à qual pertencia. Fazia todo bem que podia com dedicação e entrega.
     Quando a revolução chegou, permaneceu ao lado de seu irmão; foram aprisionados e morreram juntos fuzilados na noite de 24 de setembro de 1936, no Porto de Olleria (Valência). Foi beatificada em 11 de março de 2001 pelo Papa João Paulo II.

domingo, 20 de setembro de 2015

Santa Fausta de Narni, Mártir - 20 de setembro

    
     "Em Cizico em Propôndites (Ásia Menor), o natal dos santos mártires Fausta, virgem, e Evilásio, sob o imperador Maximiliano. Fausta foi suspensa e atormentada pelo próprio Evilásio, sacerdote dos ídolos, tendo sido despojada dos cabelos e raspada por humilhação. Em seguida, os carrascos querendo serrá-la ao meio, não conseguiam tocá-la. Evilário, maravilhado com aquilo, se converteu a Cristo. E enquanto ele, por ordem do imperador, era torturado terrivelmente, Fausta, ferida na cabeça, traspassada com pregos por todo o corpo e colocada num tacho ardente, finalmente, junto com o mesmo Evilário, era chamada por uma voz celestial e voou para o Senhor".
     Assim o Martirológio Romano fixa a memória da santa de hoje. Como muitas vezes acontece, estas informações foram obtidas exclusivamente a partir de Atos, ou mais propriamente, de uma Passio, a qual os historiadores modernos atribuem um valor nulo, especialmente para certas excentricidades.
     O documento também foi utilizado pelo famoso historiador Beda, o Venerável, em seu martirológio, no qual lemos as mesmas informações acima. É interessante como ele assumiu duas variantes. O primeiro suplício de Santa Fausta, “despojada de cabelo e raspada com desprezo” foi de fato ampliado por ele sintetizando dois documentos diferentes, um dos quais atestava apenas que a mártir tinha sido "despida de cabelos". Esse suplício foi, obviamente, um dos "números" favoritos dos carrascos, pois é mencionado em outros casos de santas virgens mártires; o mesmo pode ser dito da tentativa (que falhou no caso de Fausta) de serrá-las “ao meio”, "quase como um pedaço de madeira”, como Beda acrescenta.
     A mártir de Cizico consumou o seu sacrifício supremo quando a chamou "uma voz celestial". As relíquias de Fausta foram objeto de uma dupla transladação: em meados do século VI para Narni e, em seguida, no século IX para Lucca.
     Em Narni, sendo São Cássio bispo de 537 a 558, mandou construiu para a esposa amada, chamada precisamente de Fausta, um túmulo, que depois quis enriquecer com as relíquias da santa homônima de Cizico. Assim começou a ser venerada uma Santa Fausta de Narni.
 

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Santa Ariadne de Primnesso, Mártir - 18 de setembro

    
     De acordo com alguns críticos, Ariadne, ou Ariana, é identificada como uma mártir Maria mencionada no Martirológio Romano no dia 1 de novembro, da qual se possui Atas Latinas, a Passio S. Mariae ancillae. Esta identificação parece ser apoiada por uma passagem no Sinassário de Sirmond. Segundo outros, a Passio de Ariana e de Maria são apenas invenções piedosas escritas para a edificação dos cristãos após o período de perseguição. Finalmente, existem aqueles inclinados a admitir a existência histórica de Ariadne, mas negam qualquer valor às Atas, consideradas anacrônicas e irreais.
     No entanto, Franchi de Cavalieri mostrou a confiabilidade desse documento que tem um sabor de autenticidade, como pode se constatar comparando-o com obras literárias do século II-III. Assim, parece que o redator se utilizou das fontes contemporâneas de Ariana, colocando acontecimentos claramente mais tardios. Examinando a história do martírio de Ariadne descoberto em 1899 por João Mercati no cod. Vaticano grego 1853, Franchi de Cavalieri a dividiu em cinco partes, duas certamente autênticas e as outras duvidosas.
     Resumindo criticamente a legenda, ela é apoiada por estes fatos: Adriano e Antonino promulgaram um decreto de perseguição contra os cristãos, que previa a pena de morte para aqueles que recusassem alimentos sacrificados aos deuses, e prometia aos informantes os bens confiscados dos cristãos, e mais 400 denarios. Parte deste edito é certamente falsa, porque é fato conhecido que nem Adriano nem Antonino promulgaram decretos contra os cristãos. No entanto, a menção de uma recompensa de 400 denarios nos remete a um tempo antes da crise cambial do século III: o edito certamente foi publicado, não pelo imperador, mas provavelmente por um magistrado local.
     Ariana era uma jovem escrava de Tertulio, decurião de Primnesso na Frígia, que se recusara a quebrar o jejum no dia do aniversário do filho de Tertulio, foi descoberta como cristã e, depois de ser açoitada, foi presa em casa por um mês. Tertulio foi denunciado por espiões com a acusação de que supostamente escondia uma cristã em sua casa. Tertulio, levado a julgamento, foi habilmente defendido por Nicagora e saiu ileso do processo argumentando que Ariana fazia parte do dote de sua esposa e que ele não sabia nada de sua fé.
     Depois segue o interrogatório de Ariana, que proclamando-se cristã, de família cristã, se recusou a sacrificar aos deuses. Condenada à tortura no cavalete, ela foi salva pela intervenção das pessoas comovidas por sua juventude, intervenção que por sua ilegalidade despertou a ira do juiz, forçado no entanto a dar a Ariana três dias para que ela pudesse mudar suas intenções e sacrificasse, salvando sua vida.
     Estas duas partes, a defesa de Tertulio e o interrogatório de Ariana, são, sem dúvida, autênticas por sua extraordinária vivacidade e precisão e pela lembrança de um procedimento (o processo coram populo) anterior à perseguição de Diocleciano.
     Ao fim dos três dias, Ariadne fugiu para uma área montanhosa, mas, vendo-se perseguida, elevou a Deus uma oração pedindo para ser escondida na rocha, e Deus o ouviu. O juiz deu ordens ao chefe dos guardiões do templo para abrir a rocha e tirar dela Ariana para mostrar ao povo o poder dos deuses. Mas uma tempestade, durante a qual apareceram dois anjos, dispersou a multidão assustada.
     Assim termina a legenda de Ariadne.
     Esta última parte é a mais suspeita: de fato, não se vê como Ariadne obteve a coroa do martírio sem ter sofrido o martírio. Pode-se concluir que o autor foi influenciado por outras legendas, tais como, as de Santa Tecla e de Santa Bárbara, mas estas têm a justo título a menção de santas mártires, porque elas tentaram escapar daqueles que ameaçavam sua virgindade, enquanto Ariana, de acordo com o texto, nunca correu esse perigo.
     Quanto à comemoração de Ariadne, o Martirológio Romano a celebra em 17 de setembro, enquanto o Sinassario de Constantinopla a menciona em 18 de setembro e em 27 de setembro (juntamente com Santa Ripsimia).
Martirológio Romano: Em Primnesso na Frigia, atual Turquia, Santa Ariana, mártir.
Etimologia: Ariana, ou Ariadne, do grego Ari hágne = a muito respeitável, a muito santa, castíssima.