sábado, 14 de novembro de 2015

Santa Veneranda, Mártir - 14 de novembro

    
     Seu nome é de origem latina e significa 'digna de veneração’. Pouco se sabe sobre Veneranda, que por sinal é a única santa com este nome, enquanto há três santos com esta designação.
     O Catálogo dos Santos redigido nos anos 1369-1372 pelo veneziano Pietro de Natalibus cita Santa Venerada Virgem no capítulo 61: nascida na Gália (França) no segundo século, Veneranda foi martirizada em Roma durante a perseguição na época do imperador Antonino (138-161). A celebração indicada no dia 14 de novembro foi transferida para a mesma data no Martirológio Romano. Encontramos ainda a santa em certas matérias relativas à Basílica de Santa Maria a Pugliano em Herculano, Itália.
     Em meados do século XVII, na época do Papa Alexandre VII, como era habitual nos séculos passados, foram doados ao Procurador Geral dos Carmelitas Descalços, em Roma, o corpo de São Máximo Mártir, encontrado na catacumba de Santa Ciriaca, e uma relíquia insigne de Santa Venerando Mártir.
     Estas relíquias foram oferecidas por sua vez ao Padre Simão do Espírito Santo, ele também um carmelita do convento de Torre del Greco, perto de Herculano. Sendo ele muito dedicado à Capela do Espírito Santo colocada na antiga basílica, as relíquias lhe foram dadas como prova dessa devoção. Os fiéis de Herculano, que era então chamada de Resina, acolheram com fé e alegria esse dom com festas públicas, e ergueram dois altares na Capela do Espírito Santo: um dedicado a São Máximo e outro a Santa Veneranda, estabelecendo na cidade uma forte devoção pelos dois mártires.
     A santa é representada acima do altar em uma grande pintura de meados do século XVII: em pé, com a pomba do Espírito Santo sobre a cabeça, segura com a mão direita o crucifixo, com a mão esquerda segura um cajado de peregrino e a palma do martírio.
     A relíquia está incrustada no centro de um meio busto de cobre revestido de prata trazida pelos franceses durante a batalha de 14 de junho de 1799, no tempo da república napolitana; na basílica permaneceu apenas o meio busto de cobre.
     Na cidade de Herculano há uma rua em homenagem a Santa, bem como duas pequenas igrejas foram dedicadas a ela. No quadro mencionado há uma inscrição em grego "Aghia Paraskebe" e depois em italiano "Santa Veneranda v. m.". Isto confirma que mesmo no Oriente há um culto a esta santa, que textos hagiográficos importantes dizem que é Santa Parasceve, mártir sob Antonino Pio no ano 160, celebrada em 26 de julho, e que no sul da Itália é homenageada com o nome de Santa Venera ou Veneranda.
     Se é que se trata da mesma pessoa venerada com dois nomes diferentes não há como se certificar, embora alguns pontos se encaixem, mas a Vita de Santa Parasceve é ​​todo um elaborado imaginativo não confiável.
 
Fonte: www.santiebeati.it

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Beata Alice Kotowska, Virgem e mártir - 11 de novembro

    
      Seu nome secular era Maria Jadwiga Kotowska. Nasceu em Varsóvia no dia 20 de novembro de 1899 no seio de uma família cristã de sete filhos. Decidiu-se primeiro pelos estudos de medicina, porém a vocação religiosa a fez ingressar na Congregação das Irmãs da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, na qual fez o noviciado e professou no ano 1924, tomando o nome de Irmã Alice.
     Por indicação dos superiores estudou primeiro a carreira de ciências e logo foi enviada como professora ao Instituto de Wejherovo (1934), do qual chegou a ser diretora quando era superiora da comunidade.
     Durante a ocupação alemã, no começo da II Guerra Mundial, foi aprisionada em 24 de outubro de 1939. Junto com outros presos foi levada ao bosque de Laski Pianiska e ali fuzilada no dia 11 de novembro de 1939. Foi beatificada com outros mártires poloneses em 13 de junho de 1999 pelo papa João Paulo II. 
Etimologia: Alice = no francês e no inglês, feminino da abreviação Alex. Em documentos franceses dos séculos XVI e XVII: Alix. Há quem afirme ser anagrama de Célia: do latim, Caelia, “celeste, celestial”. Outros, afirmam ser variação do fenício-cartaginês Elissa; ou da abreviação do alemão Elise (Elisabete).

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Beata Joana de Signa, Virgem Reclusa - 9 de novembro

Martirológio Romano: Em Signa, perto de Florença, Beata Joana, virgem, que viveu como solitária por amor a Cristo. 
 
     A cidadezinha de Signa, a poucos quilômetros de Florença, fica numa colina ao longo do curso do Rio Arno. É um dos centros mais interessantes e mais ativos da província florentina. De origem antiquíssima, com nome romano (do latim signum), Signa se desenvolveu na Idade Média como centro agrícola e comercial, e também como porto fluvial do Arno. Em época recente, Signa é celebre por seu artesanato, pelos trabalhos em terracota e sobretudo em palha. A famosa “palha de Florença” é, ou ao menos era, trabalhada em Signa por numerosas e habilíssimas “trançadeiras”.
     A parte mais antiga da cidade, de aspecto medieval, é chamada normalmente de “A Beata”, lembrando assim, e todos os dias, em Signa, a Beata Joana hoje festejada, virgem reclusa da Ordem Terceira (1244-1307). Pio VI concedeu em sua honra ofício e missa no dia 17 de setembro de 1798.
     Nascida em 1244, era filha de pais humildes e na juventude foi simples pastora de vida e alma imaculada. Às vezes reunia-se com outros pastores e falava-lhes de coisas do céu e da prática da virtude. Só mais ou menos aos 30 anos lhe foi possível realizar o ideal sonhado de vida religiosa, fazendo-se reclusa voluntária. Nesse intuito, depois de haver recebido dos frades menores o hábito da Ordem Terceira Franciscana, fez-se emparedar numa pequena cela junto ao Rio Arno, e ali viveu em penitência durante uns quarenta anos.
     Embora separada do mundo, a partir desse estreito refúgio derramou dons de misericórdia sobre todos quantos a ela recorriam: ela curou doentes, consolou aflitos, converteu pecadores, esclareceu indecisos, ajudou necessitados. A sua fama perdura até nossos dias por causa também dos milagres póstumos e das graças recebidas por sua intercessão.
     Há lendas pitorescas sobre a sua juventude de pastora. Conta-se, por exemplo, que quando ocorriam tempestades e aguaceiros, ela reunia o rebanho junto a uma frondosa árvore, que assim ficava a salvo da chuva, do granizo e dos raios. Por isso, ao pressentirem a aproximação de tempestade, outros pastores corriam para junto dela com os respectivos rebanhos. E ela aproveitava a oportunidade para lhes lembrar, com palavras simples e eficazes, a necessidade de salvarem a alma e merecerem o paraíso. Outras vezes, quando o caudal do Arno crescia de modo a impedir a passagem de uma margem para a outra, houve quem a visse estender sobre as águas revoltas a sua grosseira capa e atravessar o rio sobre ela como se fosse um barco seguro.
     Como reclusa, Joana viveu uma vida mais angélica do que humana. Da caridade dos fiéis recebia o indispensável para o sustento. Foi exímia na mais rigorosa austeridade, na oração fervorosa, na contemplação assídua, em êxtases e colóquios com o seu Amado. O Senhor glorificou a santidade da sua serva com numerosos prodígios realizados sobretudo em favor de doentes, para quais obtinha de Deus a cura do corpo e da alma.
     Da cela onde viveu emparedada voou para o céu aos 63 anos, no dia 9 de novembro de 1307, e diz-se que no momento do seu desenlace repicaram festivamente os sinos das igrejas, que celebravam sua entrada na glória celeste.
 
Fontes: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Beata Lúcia de Settefonti, Virgem camaldulense - 7 de novembro

    
     Em torno de 1100, Bolonha, após cerca de três séculos de dependência de Ravena, se constituiu em comuna livre, mas a vida era continuamente perturbada pelas lutas entre guelfos e gibelinos.
     Neste clima político veio ao mundo uma menina a quem a mãe dedicou uma sincera educação religiosa. Estes cuidados zelosos da mãe resultaram que nos anos seguintes a criança, que se tornou uma jovem esplêndida, desejasse se dedicar à oração e à contemplação.
     A jovem fez os votos na igreja bolonhesa de Santo Estevão, escolhendo o nome de Lúcia, dando adeus definitivo à vida secular. Ela ficou conhecida pelo nome de Lúcia de Settefonti (ou de Stifonti) porque o convento que escolhera para concretizar sua vocação religiosa foi o mosteiro camaldulense de Santa Cristina, ou mosteiro camaldulense de Stifonti, local não distante de Bolonha, na comuna de Ozzano Emilia, fundado em 1097.
     À morte de Matilde, fundadora do mosteiro, Lúcia se tornou abadessa. O hábito monacal entretanto não toldou sua beleza, cuja fama se espalhou por toda a região.
     Após sua morte, sua figura de monja e abadessa se tornou tema de narrativas populares que, dando testemunho do valor de sua intercessão e caridade fraterna, incrementaram o seu culto, particularmente na igreja de Santa Cristina de Bolonha onde fora sepultada.
     Em 7 de novembro de 1573, o Cardeal Paleotti transladou suas relíquias para a igreja de Santo André de Ozzano, onde surgira um outro mosteiro da mesma Ordem. Em 1779, Pio VI confirmou o culto a Beata Lúcia e fixou o dia 7 de novembro como data de celebração de sua memória.
 

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Débora, a Profetisa

 
Para salvar seu povo, ela foi feita juíza de Israel
 
     Débora (do hebraico Deburah), cujo nome significa "abelha", foi profetiza e a quarta juíza de Israel. Sua história está descrita no Livro dos Juízes, capítulos 4 e 5. Ela, juntamente com Baraque, liderou os israelitas contra o domínio de Canaã, por volta do século XII a.C. Antes dela foram juízes em Israel Otniel, Eúde e Sangar. Ela é a única mulher citada na Bíblia a ter o status de juíza. Sua origem parece ser simples, pois no texto bíblico ela é apresentada como esposa de Lapidote e que prestava atendimento como profetisa debaixo das palmeiras.
     Após a morte de Eúde o povo de Israel tornou a pecar contra Deus e por isso Ele os entregou nas mãos de Jabim, rei de Canaã. Por vinte anos Israel esteve sob o jugo de Canaã, sendo violentamente oprimido por Sísera, capitão do exército de Jabim e que contava com uma frota de carros de ferro que o tornava invencível para Israel.
     Débora vivia na região montanhosa de Efraim, entre Ramã e Betel. Ela sentava-se debaixo de uma palmeira e o povo de Israel vinha até ela para que ela os ajudasse a resolver as questões que traziam. Além de juíza ela também era profetisa, sendo assim, tinha autoridade divina para discernir e dar soluções aos que a procuravam.
     Certo dia Débora mandou chamar Baraque, e lhe disse que Deus havia ordenado que ele escolhesse dez mil homens das tribos de Naftali e Zebulom para enfrentar Sísera e que a vitória já estava garantida por Ele.
     Débora era uma mulher de profunda fé e grande discernimento espiritual. Havia avaliado a sombria situação de seu país com perspicácia (Jz 5.6-7), compreendeu o motivo da decadência (idolatria, v.8) e assumiu a responsabilidade pela nação (vv. 7,12). Débora é a única mulher na Bíblia que não apenas governou Israel como também deu ordens militares a um homem, e isso com a bênção de Deus. Era tão grande sua autoridade, que quando convocou Baraque, ele veio imediatamente sem questionar.
     Apesar de confiar na palavra que recebeu, Baraque pediu que Débora acompanhasse a ele e seu exercito no dia da batalha. Isso porque ela era juíza e profeta e sua presença com certeza seria capaz de inspirar confiança nos homens escolhidos para a guerra. Por esse pedido Baraque perdeu a honra de matar Sísera. Débora lhe disse que essa honra seria dada a uma mulher.
     Quando ela mandou reunir as tropas, esperava que elas se apresentassem. Aos que ignoravam o chamado, ela amaldiçoava: “Amaldiçoai a Meroz, ...amaldiçoai duramente os seus moradores, porque não vieram em socorro do Senhor” (Jz 5.23). Débora provavelmente não conseguia entender por que esses combatentes de Israel tinham tão pouca fé em Deus.
     Ao ouvir dizer que os israelitas estavam alinhados para a guerra, Sísera convocou todos os seus carros, novecentos carros de ferro, e todo o povo que estava com ele. Quando o momento da batalha chegou houve grande confusão entre o exército de Canaã e eles foram derrotados. Sísera fugiu a pé da batalha para a tenda de Jael, mulher de Héber, o queneu, pois existia um acordo de paz entre eles. Cansado, ele pediu água e adormeceu. Então Jael, pegando uma estaca a cravou na fronte de Sísera com um martelo e o matou, cumprindo o que Débora dissera a Baraque. O povo de Israel, fortalecido, continuou a lutar contra Canaã até que Jabim estivesse totalmente destruído.
      Baraque, sem dúvida, foi um ótimo militar, e seu nome está registrado em Hebreus 11 como homem de fé. Porém, ele mesmo teria capturado Sísera se tivesse confiado um pouco mais em Deus. Débora, por outro lado, era uma simples esposa e mãe, mas sua fé a tornou um vaso muito mais útil para o Senhor do que alguém poderia imaginar.
O Cântico de Débora
     Ao final da batalha Débora cantou um hino de gratidão ao Deus de Israel. Nele podemos perceber o quão sensível Débora era com as questões políticas e espirituais de Israel. Ela tinha consciência de que o pecado de seu povo havia feito com que Deus permitisse que eles passassem por todo aquele sofrimento. Em seu cântico ela abençoa aqueles que se dispuseram a lutar contra Sísera e seu exército e amaldiçoa as Tribos de Israel que temeram diante do inimigo. Comenta ainda sobre os sentimentos da mãe de Sísera, que espera impaciente pelo retorno do filho que nunca mais voltará. Ela termina seu hino com as seguintes palavras: "Assim, ó Senhor, pereçam todos os teus inimigos! Porém os que O amam sejam como o sol quando sai na sua força" (5 Juízes 5.31).
     Este poema muito antigo é um dos documentos mais preciosos da história do período dos Juízes. A fé no Deus do Sinai das tribos ainda ligadas incipientemente encontra expressão viva na música. Este cântico descreve de uma forma impressionante o sofrimento do povo "até Débora surgir, uma mãe surgiu em Israel", e a luta heroica pela liberdade que ela despertou em seus compatriotas. Após a libertação "a terra descansou durante quarenta anos". Não nos é dito o que fez Débora nos assuntos de seu país durante este período de paz, mas é provável que sua influência aumentou por ter seu nome ligado para sempre a tão glorioso evento.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Dia dos Fiéis Defuntos ou Dia de Finados

    
     Desde o século II, alguns cristãos rezavam pelos falecidos, visitando os túmulos dos mártires para rezar pelos que morreram. No século V, a Igreja dedicava um dia do ano para rezar por todos os mortos pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém lembrava. Também o Abade de Cluny, Santo Odilon, em 998 pedia aos monges que orassem pelos mortos. Desde o século XI os Papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia aos mortos. No século XIII esse dia anual passa a ser comemorado em 2 de novembro, porque 1º de novembro é Festa de Todos os Santos. A doutrina católica evoca algumas passagens bíblicas para fundamentar sua posição (cf. Tobias 12,12; Jó 1,18-20; Mt 12,32 e II Macabeus 12,43-46), e se apóia em uma prática de quase dois mil anos.
     Existe uma só vida, dizem as Sagradas Escrituras: “Mas, como não sabemos o dia nem a hora, é preciso que, segundo a recomendação do Senhor, vigiemos continuamente, a fim de que no termo da nossa vida sobre a terra, que é só uma, mereçamos entrar com ele para o banquete de núpcias e ser contados entre os eleitos…” (DH 4168)
     Também de modo claro, ensina o Catecismo da Igreja Católica:
     “A morte é o fim da peregrinação terrestre do homem, do tempo da graça e da misericórdia que Deus lhe oferece para realizar sua vida terrestre segundo o projeto divino e para decidir seu destino último. Quando tiver terminado o único curso da nossa vida terrestre, não voltaremos mais a outras vidas terrestres. Os homens devem morrer uma só vez. Não existe reencarnação depois da morte. (1013)”.
     Historicamente, muitos povos e culturas creram na reencarnação. Antes mesmo da vinda de Jesus e também nas religiões orientais que professam a reencarnação ou a metempsicose.
     Até mesmo dentro do cristianismo a reencarnação conseguiu encontrar adeptos, como por exemplo, Orígenes, que, por influência do neoplatonismo, ensinava que as almas um dia estiveram junto de Deus, mas "esfriaram", vieram para o mundo e foram aprisionadas. As almas foram guardadas dentro de um "sôma", corpo, que recorda a palavra "sema", túmulo, ou seja, as almas estariam aprisionadas dentro de um "corpo de morte". E o homem verdadeiro seria somente a alma, não o corpo. Diante disso, nota-se que a antropologia da reencarnação não pode ser considerada cristã. Para os reencarnacionista, o homem é somente a alma e o corpo é uma caixinha, um invólucro, uma embalagem descartável. A alma será preservada e sucessivamente melhorada até que chegue a Deus.
     Esta é uma heresia que a Igreja condenou inúmeras vezes ao longo dos séculos. Orígenes recebeu contra si os anátemas (conf. DH 403-411), como também os albigenses na Idade Média (conf. DH 800 e seguintes) e mais recentemente, no Concílio Vaticano II. Com efeito, é importante compreender que, embora a ideia da reencarnação seja atraente, ela carrega em si uma perversão: o homem se torna a sua própria salvação. Jesus Cristo não é necessário. Cada homem, por seu esforço e cruz carregada, construirá uma Torre de Babel e um dia chegará ao céu.
     A reencarnação não somente não leva a vida a sério, como não leva a redenção de Cristo a sério. Portanto, aqueles que creem na reencarnação não podem ser chamados verdadeiramente de "cristãos". E, se os espíritas se dizem cristãos, o são somente em sentido muito amplo, posto que consideram Jesus apenas um espírito de luz que veio para guiar as almas.
     Ora, o Cristianismo não é isso. Cremos que o Verbo (Deus) se fez homem inteiro, corpo e alma e, deste modo, cada um irá um dia triunfar com Deus no céu. Os espíritas, dizem crer na reencarnação, nós, cristãos dizemos: "creio na ressurreição dos mortos e na vida eterna. Amém".
Fonte (excertos):  https://padrepauloricardo.org/episodios/quais-as-consequencias-de-se-crer-na-reencarnacao

domingo, 1 de novembro de 2015

Todos os Santos - 1 de novembro

Hoje é dia de todos os santos!
     O culto de todos os Santos envolve o culto a todas as almas que estão no céu, ainda que sejam almas não canonizadas, porque em algum sentido da palavra, qualquer alma que esteja no céu, que se tenha salvo, é uma alma santa.
     Ela está na presença de Deus, vê Deus face a face e agrada a Deus inteiramente e naturalmente o número de pessoas que estão no céu é um número incontável.
     Com isto a Igreja não tem possibilidade não só de cultuar adequadamente todos os Santos que ela canonizou, mas, sobretudo, de cultuar um número enorme de almas que estão no céu e às quais não se pode prestar um culto regular, porque de fato não se sabe se elas estão salvas ou não, mas [espera-se] que gozem da presença de Deus.
     Por todas estas almas nós temos razões para rezar, nós temos razões para pedir a proteção delas, mas há, naturalmente, algumas almas que têm conosco uma relação especial.
     Mesmo que não nos tenham conhecido nesta vida, nem nós as conheçamos, por esta relação que têm conosco, evidentemente são intercessoras junto [a Deus por] nós.
    Vale a pena neste dia a gente se recomendar a estas almas. São almas irmãs das nossas, porque nós compreendemos, como elas compreenderam, uma luz especial, um esplendor que há em colocar a força a serviço da fé e em apresentar o triunfo da fé baseado num braço forte, num ânimo aguerrido, numa disposição de sacrificar a vida, de sacrificar tudo para obter a vitória da Igreja.
     Estas são almas que estão no céu: a elas nós nos devemos confiar. Isto tudo são as orações com as quais nós devemos recorrer nesta ocasião. Nós devemos, então, pedir HOJE, no dia de todos os Santos, que estas almas zelem por nós e que nos levem para o céu.
     Santa Teresinha do Menino Jesus tinha um culto muito bonito aos irmãos dela mortos batizados, mas antes da idade da razão. Ela dizia que eram os santos da família dela: a família dela iria produzir uma santa muito maior do que tudo isto, mas eram santos da família dela.
     Todos nós temos em nossas famílias pessoas que morreram assim, em idade prematura, e que realmente têm esta graça: são batizados e vão diretamente para o céu sem terem sofrido. Para todos estes nós devemos rezar e rezar muito: são os santos que, hoje, a Igreja cultua.

Ladainha de todos os Santos

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.

Deus, Pai dos Céus, tende piedade de nós (invocação a ser repetida)
Deus Filho, Redentor do mundo,
Deus Espírito Santo,
Santíssima Trindade, que sois um só Deus,

Santa Maria, rogai por nós (invocação a ser repetida)
Santa Mãe de Deus,
Santa Virgem das virgens,
São Miguel,
São Gabriel,
São Rafael,
Todos os santos Anjos e Arcanjos,
Todas as santas ordens dos Espíritos bem-aventurados,
São João Batista,
São José,
Todos os Santos Patriarcas e Profetas,

São Pedro,
São Paulo,
Santo André,
São Tiago,
São João,
São Tomé,
São Tiago,
São Felipe,
São Bartolomeu,
São Mateus,
São Simão,
São Tadeu,
São Matias,
São Barnabé,
São Lucas,
São Marcos,
Todos os Santos Apóstolos e Evangelistas,
Todos os Santos Discí­pulos do Senhor,
Todos os Santos Inocentes,

Santo Estevão,
São Lourenço,
São Vicente,
São Fabiano e São Sebastião,
São João e São Paulo,
São Cosme e São Damião,
São Gervásio e São Protásio,
Todos os Santos Mártires,

São Silvestre,
São Gregório,
Santo Ambrósio,
Santo Agostinho,
São Jerônimo,
São Martinho,
São Nicolau,
Todos os Santos Pontí­fices e Confessores,
Todos os Santos Doutores,

Santo Antão,
São Bento,
São Bernardo,
São Domingos,
São Francisco,
Todos os Santos Sacerdotes e Levitas,
Todos os Santos Monges e Eremitas,

Santa Maria Madalena,
Santa Ágata,
Santa Luzia,
Santa Inês,
Santa Cecília,
Santa Catarina,
Santa Anastásia,
Todas as Santas Virgens e Viúvas,
Todos os Santos e Santas de Deus, intercedei por nós.

Sede-nos propício,
R/. perdoai-nos, Senhor.
Sede-nos propício,
R/. ouvi-nos, Senhor.

De todo o mal, livrai-nos, Senhor
De todo pecado,
Da vossa ira,
Da morte repentina e imprevista,
Das ciladas do demônio,
Da ira, do ódio e de toda má vontade,
Do espírito de impureza,
Do raio e da tempestade,
Do flagelo do terremoto,
Da peste, da fome e da guerra,
Do perigo iminente,
Da morte eterna,
Pelo Mistério da vossa Encarnação,
Pelo vosso Advento,
Pela vossa Natividade,
Pelo vosso Batismo e santo jejum,
Pela vossa Cruz e Paixão,
Pela vossa morte e sepultura,
Pela vossa Ressurreição,
Pela vossa admirável Ascensão,
Pela vinda do Espírito Santo Consolador,
No dia do Juízo,
Pecadores que somos, nós Vos rogamos, ouvi-nos
Para que nos perdoeis,
Para que nos favoreçais,
Para que Vos digneis conduzir-nos a uma verdadeira penitência,
Para que Vos digneis governar e conservar a vossa Santa Igreja,
Para que Vos digneis conservar na Santa religião o Sumo Pontífice e todas as ordens da hierarquia eclesiástica,
Para que Vos digneis humilhar os inimigos da Santa Igreja,
Para que Vos digneis conceder aos reis e príncipes cristãos a paz e verdadeira concórdia,
Para que Vos digneis conceder a paz e união a todo o povo cristão,
Para que Vos digneis atrair à unidade da fé todos os que estão no erro, e conduzir todos os infiéis à luz do Evangelho,
Para que Vos digneis confortar-nos e conservar-nos no vosso santo serviço,
Para que Vos digneis elevar as nossas almas a desejar as coisas do Céu,
Para que Vos digneis retribuir a todos os nossos benfeitores, dando-lhes a eterna felicidade,
Para que livreis da condenação eterna as nossas almas, as dos nossos irmãos, parentes e benfeitores,
Para que Vos digneis dar e conservar os frutos da Terra,
Para que Vos digneis dar a todos os fiéis defuntos o descanso eterno,
Para que Vos digneis atender-nos,
Filho de Deus,

V/. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,
R/. perdoai-nos, Senhor.
V/. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,
R/. atendei-nos, Senhor.
V/. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,
R/. tende piedade de nós.
V/. Jesus Cristo, ouvi-nos.
R/. Jesus Cristo, atendei-nos.
V/. Senhor, tende piedade de nós, Jesus Cristo, tende piedade de nós.
R/. Senhor, tende piedade de nós.

V/. Pai-Nosso (em voz baixa)
V/. E não nos deixeis cair em tentação.
R/. Mas livrai-nos do mal