sábado, 12 de maio de 2018

Santa Gema, Reclusa – 13 de maio


Martirológio Romano: Na cidade Goriano Sicoli em Abruzzo, Beata Gema, Virgem, que vivia reclusa em uma pequena cela ao lado da igreja, de onde ela podia ver apenas o altar.

     A vida de Santa Gema é relatada na Bibiotheca sanctorum, T6, p 103, tirada de um documento de Muzio Febonio do século XVII. Ela também é mencionada na Marsicana Reggia de Pietro Antonio Corsignani, Bispo de Venosa.
     Santa Gema nasceu por volta do ano 1375 em San Sebastiano di Bisegna, em Abruzzo, Itália. Seus pais, de posição social pobre e dedicados principalmente à atividade pastoril, decidiram se mudar para Goriano Sicoli, na hoje província de Aquila, a fim de melhorar seu padrão de vida.
     Devido a uma epidemia, a menina ficou órfã de ambos os pais. Entretanto, ela não perdeu a coragem e protegida pela madrinha continuou a cuidar de seu pequeno rebanho, levando uma vida de trabalho e oração.
     Segundo outras fontes, Santa Gema mudou-se para Goriano Sicoli, somente após o falecimento de seus pais.
     Sua extraordinária beleza despertou a paixão no conde Rogério de Celano, que tentou seduzi-la de todas as maneiras, mas a pastora reagiu, forçando o nobre a se arrepender de seu comportamento. Impressionado com tal determinação, o conde mandou construir um confortável aposento adjacente à Igreja de São João, para que a jovem pudesse viver mais dignamente e dedicar-se à oração.
     A partir daquele momento a jovem levou uma vida ascética, dedicando-se ao estudo das Escrituras Sagradas e à assistência espiritual para as pessoas que recorriam a ela. Segundo outras fontes, no entanto, a pastorinha viveu por cerca de 40 anos em absoluta reclusão em Goriano Sicoli, pertencente à Diocese de Sulmona.
     Gema faleceu no dia 13 de maio de 1439. Outros dizem que é mais provável que o ano de sua morte seja 1426, em virtude do fato de Corsignani, Bispo de Venosa, em uma obra relatar uma visita do Bispo Bento Guidalotti ao túmulo de Santa Gema no ano seguinte à sua morte. Guidalotti foi bispo de Valva-Sulmona em 1426/27 e morreu em 1429, portanto o ano de 1439 parece improvável.
     Logo depois de sua morte muitos milagres começaram a ocorrer. Os habitantes de Goriano então induziram o bispo de Sulmona a exumar seu corpo, que encontraram completamente intacto. Foi feita uma urna de madeira e seu corpo foi colocado sob o altar-mor da Igreja de São João (posteriormente chamada de Santa Gema).
     Tantos foram os milagres que ocorreram em diferentes locais de Abruzzo, devidamente anotados no registro paroquial de Goriano e reconhecidos pelas autoridades eclesiásticas, que ela foi logo elevada à honra dos altares. O culto foi aprovado em 1890. A santa é venerada não apenas em Abruzzo, mas também nas muitas comunidades de naturais de Abruzzo espalhadas pelo mundo.
     A história da chegada de Santa Gema na pequena cidade do Vale Subequana é a base da peregrinação a Goriano Sicoli que o povo de San Sebastiano realiza no dia 11 de maio de cada ano. Uma jovem vai para Goriano Sicoli vestida com os trajes tradicionais, acompanhada de seus pais e de aldeões. A peregrinação dura três dias. A casa da madrinha (onde também morava Santa Gema) acolhe hoje a confraria dedicada a ela.


Fontes:

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Festa da Ascensão do Senhor - Este ano dia 10 de maio (ou 13 de maio)

    
     A observância desta festa é muito antiga. Embora não haja evidências documentais de sua existência anteriores ao século V, Santo Agostinho afirma que ela é de origem apostólica e de uma forma que deixa claro que ela já era observada universalmente por toda a Igreja antiga muito antes de seu tempo. Menções frequentes a ela aparecem nas obras de São João Crisóstomo, São Gregório de Nissa e na “Constituição dos Apóstolos”.
     A “Peregrinação de Egéria” fala de uma vigília antes da festa e da festa em si, eventos que ela testemunhou na igreja construída sobre a gruta na qual os fiéis acreditam ter nascido Jesus em Belém. É possível que antes do século V, o evento narrado nos Evangelhos tenha sido comemorado em conjunto com a Páscoa ou o Pentecostes. Alguns acreditam que o controverso e muito debatido decreto 43 do Sínodo de Elvira (c. 300), condenando a prática de observar uma festa no quadragésimo dia depois da Páscoa e de esquecer de comemorar o Pentecostes no quinquagésimo, implica que a prática apropriada na época era comemorar a Ascensão junto com o Pentecostes. Representações artísticas do evento aparecem em dípticos e afrescos a partir do século V.
     Os termos em latim para a festa, "ascensio" e, ocasionalmente, "ascensa”, significam que Cristo ascendeu através de seus próprios poderes e é destes termos que o dia santo derivou seu nome. No Catolicismo romano, a "Ascensão do Senhor" é um “dia santo de obrigação”. Os três dias antes da quinta-feira da Ascensão são, às vezes, chamados de “Dias de rogação" e o domingo anterior, o sexto da Páscoa (ou quinto "depois" da Páscoa), “Domingo de rogação". A Ascensão prevê uma vigília e, desde o século XV, uma oitava, que já é uma novena preparatória para o Pentecostes conforme as instruções do papa Leão XIII.
     Em diversos países que não observam a festa como feriado público, a Igreja Católica Romana deu permissão para mudar a observância da Ascensão da quinta-feira para o domingo seguinte, o domingo antes do Pentecostes. Este relaxamento está de acordo com a tendência de mover os dias de obrigação de dias da semana para os domingos para encorajar mais católicos a observar as festas consideradas mais importantes. A decisão de mudar a data é tomada pelos bispos de uma província eclesiástica, ou seja, um arcebispo e seus bispos.

Dia da espiga

     O "dia da espiga" ou "Quinta-feira da espiga" é uma celebração portuguesa que ocorre no dia da Quinta-feira da Ascensão com um passeio, em que se colhem espigas de vários cereais, flores campestres (papoilas e pampilhos) e raminhos de oliveira para formar um ramo, a que se chama de espiga. Em certas localidades, segundo a tradição, o ramo deve ser colocado por detrás da porta de entrada e só deve ser substituído por um novo, no dia da espiga, do ano seguinte. É considerado "o dia mais santo do ano", um dia em que não se devia trabalhar. Era chamado o "dia da hora" porque havia um momento em que tudo parava: pelo meio-dia, em algumas localidades e pelas três horas da tarde, noutras localidades, onde "as águas dos ribeiros não correm, o leite não coalha, o pão não leveda e as folhas de oliveira cruzam-se".
     O seguinte provérbio é do conhecimento do povo português:
“Se os passarinhos soubessem
Quando é dia d'Ascensão,
Nem subiam ao seu ninho,
Nem punham o pé no chão”.


     Em alguns locais do país, era nessa hora que se colhiam as plantas para fazer o ramo da "espiga" e também se colhiam as ervas medicinais. Deviam rezar-se igualmente cinco Padres-Nossos, cinco Ave Marias e cinco Gloria ao Pai, para que durante o ano houvesse sempre em casa azeite, ouro e prata. Nesses lugares, em dias de trovoadas queimava-se um pouco dessa "espiga" no fogo da lareira para afastar as trovoadas.

CHAVES, Luís. Páginas Folclóricas - I: A Canção do Trabalho. Separata do vol. XXVI da "Revista Lusitana". Imprensa Portuguesa. Porto, 1927.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Nossa Senhora de Luján, Padroeira da Argentina e do Uruguai – 8 de maio

    

     Um imigrante português, Antônio Faria, fazendeiro de Sumampa, no território de Córdoba do Tucumán, muito devoto de Nossa Senhora, estava construindo na região uma pequena Capela. Esse pequeno santuário seria em honra a Imaculada Conceição, e sua imagem foi encomendada junto a outro imigrante português, esse por sua vez morador no Brasil. Como eram muitos amigos, foram enviadas duas imagens da Santíssima Virgem, a solicitada (da Imaculada Conceição) e da Mãe de Deus (Nossa Senhora com o Menino Jesus nos braços).
     Na viagem para entregá-las, já no interior da Argentina, a comitiva teve que parar para descansar nas terras da propriedade de um terceiro imigrante português, o Sr. Rosendo, à pouca distância do Rio Luján.
     Era o mês de maio. Na manhã do dia seguinte, quando quiseram continuar viagem os animais não se moviam. Os bois, que até o dia anterior puxavam normalmente a carroça com os caixotes das imagens, agora negavam-se a andar! Os condutores açoitavam os animas com insistência, porém em vão, não se moviam dali.
     Retirando-se as caixas os bois andavam sem nenhum estímulo; ao colocarem apenas uma, eles já não se moviam, embora as embalagens fossem mais volumosas do que pesadas, peso desprezível para uma junta de bois. Substituíram a carga, retirando as imagens, e novamente os animais se colocavam em marcha sem serem fustigados.
     Como não havia jeito de prosseguir viagem, pelo comportamento dos bois os responsáveis da caravana, já impressionados pelo que estava acontecendo, decidiram deixar as imagens na casa sede daquela fazenda.
     A família emocionou-se ao ver a imagem e colocaram-na em sua casa, a notícia correu toda a região, e até chegou em Buenos Aires. O Sr. Rosendo, proprietário da fazenda, construiu uma pequena capela; entre as gramíneas dos pampas, neste local a Virgem permaneceu intacta de 1630 a 1674.
     A história espalhou-se e começaram a vir os devotos e curiosos para rezarem e conhecerem o local e as imagens. Os milagres começaram a ocorrer. Depois de certo tempo, um sacerdote que estava muito doente, movido pela fé foi buscar conforto no abençoado local e milagrosamente ficou totalmente curado. Como gratidão passou a morar junto a capela e atender os fiéis que cada vez chegavam em maior número.
     O local se tornou povoado com os devotos da Virgem. Assim, o espaço tornou-se uma vila que foi denominada Povo de Nossa Senhora de Luján; em 1755 ela foi premiada com o título de vila. A devoção à Virgem foi crescendo ano após ano, o mesmo com os milagres e, em 23 de outubro de 1730, foi nomeada freguesia de Luján.
     No ano de 1763 uma imponente Igreja foi edificada. Já no final do século XIX, em 8 de maio de 1887, foi reconhecida, autorizada e abençoada como Basílica, e realizada a coroação canônica da imagem. Em 1930, Argentina e Uruguai passaram a ter em Nossa Senhora de Luján, a Sua Padroeira.
     Luján, na Argentina, é atualmente um dos Santuários mais visitados do mundo.
     Em 1982, ao celebrar uma Missa no Santuário do Luján, João Paulo II disse: “Diante desta imagem abençoada da Virgem Maria, a mesma à qual meus predecessores Urbano VIII, Clemente XI, Leão XIII, Pio XI e Pio XII mostraram sua devoção, vim também eu a venerá-la, em comunhão de amor filial convosco, o Sucessor de Pedro na cátedra de Roma”.
Peregrinações
     A cada 8 de dezembro, e a cada primeiro sábado de outubro, milhares de peregrinos marcham a pé em direção à Basílica de Luján em Buenos Aires. Ela começa a partir do santuário de São Caetano, no bairro de Liniers.
Interior da Basílica de Luján

domingo, 6 de maio de 2018

Beata Ana Rosa Gattorno, Fundadora - 6 de maio

    
     “Meu amor, o que posso fazer para que o mundo todo Vos ame? Eu quisera atrair todo o mundo, dar-vos a todos, socorrer a todos... desejaria correr por toda parte e gritar forte para que todos venham amar-vos. Servi-vos mais uma vez deste miserável instrumento para reavivar a fé e a conversão dos pecadores”.
     Este impulso generoso brotado aos pés de seu “Sumo Bem”, que a atraía sempre mais irresistivelmente a Si, constituiu o anelo profundo do coração da Beata, até levá-la a oferecer sua vida totalmente em contínua imolação pela glória e complacência do Padre Eterno.
     A fundadora do Instituto das Filhas de Santa Ana nasceu em Gênova (Itália), no dia 14 de outubro de 1831. Foi batizada no mesmo dia na paróquia de São Donato, com os nomes de Rosa Maria Benedita.
     Pertencia a uma família de boas condições financeiras, de bom nome na sociedade e de profunda formação cristã. No pai, Francisco, e na mãe, Adelaide, como nos outros cinco irmãos, encontrou os primeiros essenciais formadores de sua vida moral e cristã.
     Aos doze anos foi Crismada em Santa Maria das Viñas, pelas mãos do Arcebispo Cardeal Plácido Tadini. Como era uso nas famílias abastadas do tempo, Rosa recebeu a instrução em casa. De caráter sereno, amável, aberto à piedade e à caridade, entretanto firme, soube reagir ao clima político e anticlerical da época, que também afetou alguns dos familiares. Sua juventude serena foi caracterizada por um fervente empenho de vida cristã e por uma inabalável fé, posta à prova em seu contato com os livres pensadores que frequentavam a sua casa.
     Em 5 de novembro de 1852, com a idade de 21 anos, contraiu matrimônio com seu primo, Jerônimo Custo, e transferiu-se para Marselha (França). Rosa deu à luz três filhos: Carlota, Alexandre, Francisco. Uma imprevista crise financeira perturbou a felicidade da nova família, obrigada a retornar a Gênova. A sua primeira filha, Carlota, afetada de repentina enfermidade, ficou surda-muda para sempre; e apesar da alegria de outros dois filhos, ela foi novamente abalada pelo falecimento do esposo, após seis anos de matrimônio, e a morte do seu último filho aos 7 meses de idade.
     Provada pela dor não se fechou em si mesma. Estes acontecimentos marcaram a sua vida e levaram-na a uma mudança radical a que ela chamava "a sua conversão", isto é, à entrega total ao Senhor. Orientada pelo seu confessor, Pe. José Firpo, emitiu de forma privada os votos perpétuos de castidade e obediência, precisamente na festa da Imaculada: 8 de dezembro de 1858, e depois, como terciária franciscana, professou também o voto de pobreza. Viveu intimamente unida a Cristo, recebendo a Comunhão todos os dias, privilégio que naquele tempo era pouco comum. Em 1862 recebeu o dom dos estigmas ocultos, percebidos mais intensamente nas sextas-feiras.  Dedicou-se a visitar os enfermos em domicilio e nos hospitais da cidade. Interessou-se pelas "jovens em perigo".
     Uma noite, rezando em seu quarto diante do Crucifixo, recebeu a inspiração para fundar um Instituto Religioso. Rosa relutou muito para não deixar os filhos. O Frei Francisco Camporosso, santo capuchinho, embora temeroso diante das tribulações que se previa, a encorajou, e o mesmo fez seu confessor e o Arcebispo de Gênova. Ela então quis ouvir a palavra do Papa Pio IX, que a recebe em audiência no dia 3 de janeiro de 1866.
     Ela somente aceitou a responsabilidade de Fundadora mediante a expressa ordem do Papa Pio IX, que depois de a ter escutado durante longo tempo, confirmou-a na sua missão de Fundadora e profetizou: “Este Instituto se estenderá rapidamente em todas as partes do mundo. Deus pensará em teus filhos, tu pensas em Deus em sua obra. Teu Instituto se estenderá rapidamente como o voo da pomba por todas as partes do mundo".
     Superadas as resistências dos parentes e abandonadas as obras de Gênova, deu início a nova família religiosa que denominou definitivamente Filhas de Sant’Ana, Mãe de Maria Imaculada (8 de dezembro de 1866). A Beata vestiu o hábito religioso no dia 26 de julho de 1867 e a 8 de abril de 1870 emitiu a profissão religiosa, com outras doze religiosas.
     O desenvolvimento do Instituto recebeu a colaboração do Pe. João Batista Tornatore, sacerdote da Missão, a quem a Beata pediu expressamente que escrevesse as Regras e que foi considerado cofundador do Instituto.
     Com esta fundação, realizou muitas obras de atendimento aos pobres e doentes, às pessoas sozinhas, anciãs e abandonadas; cuidou da assistência às crianças e às jovens, proporcionando-lhes uma instrução religiosa e adequada, a fim de as inserir no mundo do trabalho. Assim, foram abertas muitas escolas para a juventude pobre, segundo as necessidades mais urgentes da época.
     A Beata chamava suas filhas de “servas dos pobres e ministras da misericórdia” e as exortava: “Sejam humildes... pensem que são as últimas e as mais miseráveis de todas as criaturas que prestam seu serviço à Igreja, à qual têm a graça de pertencer”.
    Com menos de dez anos da fundação, a Congregação recebeu a aprovação definitiva, em 1876. Porém, o Regulamento só o foi em 1892. Muito estimada e considerada por todos, colaborou em Piacenza também com o bispo, Monsenhor Scalabrini, hoje beato, sobretudo na Obra fundada por ele a favor dos surdos-mudos.
     Sofreu provas, humilhações, dificuldades e tribulações de todo o gênero, mas sempre confiou em Deus e cada vez mais atraía outras jovens para o seu apostolado. Ser “porta-voz de Jesus” e fazer chegar a todos os homens o Amor que salva foi sempre o anelo profundo de seu coração e em 1878 já enviava as primeiras Filhas de Sant’Ana para a Bolívia, depois para o Brasil, Chile, Peru, Eritreia, França, Espanha.
     Puro e simples instrumento nas mãos do “delicado Artífice”, imitando a Cristo pobre e vítima de amor com Ele, realizou em sua vida o desejo inculcado à suas filhas: “Viver por Deus e morrer por Ele, gastar a vida por amor”.
     Assim viveu até fevereiro de 1900, quando foi afetada por uma doença inesperada que se agravou rapidamente. Submetida a duras provas de penitência, frequentes e extenuantes viagens, uma intensa correspondência epistolar, preocupações e grandes desgostos, seu físico não pode suportar mais. No dia 4 de maio ela recebeu a Extrema Unção e dois dias depois, 6 de maio de 1900, às 9 horas da manhã, falecia santamente na Casa Mãe de Piacenza.
     A fama de santidade que já havia irradiado em vida, eclodiu por ocasião de sua morte, crescendo ininterruptamente por todas as partes do mundo.
     A Congregação já contava com trezentas e sessenta e oito Casas nas quais desenvolviam as suas missões três mil e quinhentas religiosas. Ela foi beatificada pelo Papa João Paulo II no ano 2000.

https://www.aciprensa.com/santos/santo.php?id=464;
http://filhadesantana.blogspot.com.br/2010/05/beata-rosa-gattorno-fundadora-da.html;
http://www.santiebeati.it/dettaglio/90016

Em 5 de maio de 2012 este blog postou um relato sobre a Beata Ana Rosa Gattotno


quinta-feira, 3 de maio de 2018

Beata Joana de Arrivour, Monja reclusa – 4 de maio

    
Armas da Abadia
Da Beata Joana de Arrivour sabemos apenas que era uma monja cisterciense da Abadia de Arrivour, na diocese de Troyes, que ela viveu no século 13, e por mais de 20 anos foi reclusa naquela abadia. Depois de sua morte, seu corpo foi enterrado na igreja dos cistercienses em 4 de maio de 1246. Durante um tempo foi objeto de veneração assídua.
     A Beata Joana é celebrada no menologio cisterciense no dia 4 de maio.
*
     A Abadia de Nossa Senhora de Larrivour (ou Arrivour) é uma antiga abadia cisterciense localizada na atual comuna de Lusigny-sur-Barse, Aube. Foi fundada no século XII pelos monges da Abadia de Claraval e destruída durante a Revolução Francesa.
     A abadia foi fundada em 9 de abril de 1140 por São Bernardo de Claraval a pedido de Thibaut IV de Blois, conde de Champagne, bem como de Hatton, bispo de Troyes. O primeiro abade foi Alain de Flandre, um estudante de Lille "capturado" por São Bernardo em 1131. Cronologicamente seu nome aparece como Ripatorium, Arripatorium, Arrivour, Rivour, Larivour e a forma retida é Larrivour.
Prosperidade
     A abadia foi muito bem-sucedida durante seu primeiro século de existência, mas enfrentou a concorrência da abadia mãe que captava a essência de dons e vocações; Larrivour continuou sendo um mosteiro de segundo nível, que nunca teve um número muito grande de religiosos. Mas mesmo após a destruição da Guerra dos Cem Anos, rapidamente encontrou uma base econômica significativa. A muralha que a protegia abarcava um terreno de seis hectares; ela possuía muitos bens na zona rural circundante, bem como em Troyes. Entre outros bens, ela possui uma floresta na região da atual cidade de Mesnil-Sellières. 
     A Abadia devia ser influente e atraente, porque uma aldeia se formou em torno dela. Esta aldeia posteriormente foi reunida à Beaumont, que também era uma propriedade da Abadia de Larrivour.
     Em 1779, a igreja da abadia, muito danificada para ser restaurada, foi demolida.
O fim da abadia na Revolução Francesa
     A abadia foi destruída durante a nefanda Revolução Francesa. Hoje em dia o que restou foi o curral e o moinho de água.
     Há vestígios da abadia na arte. Um retábulo esculpido por Jacques Juliot, do qual apenas restou a predella em alabastro com vestígios de policromia e douradura. Quatro fragmentos deste retábulo estão atualmente em exibição no Museu Vauluisant. Três foram encontrados em um poço de esterco e o quarto na igreja São Nicolau de Troyes. Um quinto fragmento, representando a Dormição da Virgem, é preservado no Metropolitan Museum of Art.
  
Fragmento representando a Dormição da Virgem
Fontes:
https://fr.wikipedia.org/wiki/Abbaye_Notre-Dame_de_Larrivour
https://de.unionpedia.org/i/Kloster_Larrivour

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Beata Petronilha (ou Pernelle) de Troyes, Abadessa de Moncel – 1 de maio

Gravura representa dama do séc.XIV
Martirológio Romano: A Moncel, no território de Beauvais, na França, Beata Petronilha, virgem, primeira abadessa do Mosteiro das Clarissas daquele local

     A Beata Petronilha, nascida na nobre família dos Condes de Troyes, na França, teve uma educação religiosa. Ainda jovem, ela foi admitida entre as Irmãs Clarissas do Mosteiro de Provins, onde aperfeiçoou suas virtudes, especialmente a modéstia, humildade, paciência e cresceu em um amor ardente e sem limites à Cristo na Eucaristia e ao Crucificado. Ela se preocupava muito em edificar as coirmãs mais pelo exemplo do que pela palavra e transformou o mosteiro em um centro eficaz de apostolado, estendendo sua ação benéfica especialmente entre os pecadores, os aflitos e os necessitados.
     Para testemunhar seu amor total à Cristo, ela prometeu procurar sempre o que é mais perfeito. Colocou todo empenho em cumprir esta promessa, o que lhe causou numerosas incompreensões, mas Petronilha venceu com a oração contínua, ajudada por Deus com favores celestiais de contemplação e êxtase.
     Em 1309, o rei Filipe o Belo, da França, resolveu construir um mosteiro de monjas Clarissas dedicado a São João Batista, em Moncel, Pon-Ste-Maxence (Ponte Santa Maxence), na diocese de Beauvais. A construção do mosteiro, no entanto, foi adiada devido a morte do rei. A vasta abadia foi concluída apenas 26 anos depois, sob Filipe VI de Valois, e em 17 de julho de 1336 doze monjas Clarissas nele ingressaram, tendo vindo dos seguintes mosteiros: Longchamp, de São Marcelo de Paris, e Santa Catarina de Provins.
     Modelo de fidelidade à Regra, Petronilha foi escolhida, com três de suas companheiras, para fundar a Abadia de Moncel, na companhia de oito freiras de Longchamp e Lourcine.
    Petronilha foi escolhida abadessa e foi solenemente empossada na presença do rei Filipe de Valois e da rainha Joana de Borgonha. No ano seguinte, em 27 de março de 1337, a igreja do mosteiro foi sagrada pelo cardeal de Bologna.
     A nova abadessa formou um grupo eleito de almas generosas, dedicadas à perfeição seráfica. Ela foi exaltada por sua humildade e delicadeza para com todas as suas irmãs, especialmente para as doentes, enquanto a união com o Noivo celestial estava se tornando cada vez mais profunda. Mas quantas foram as lutas que ela teve que suportar, especialmente por parte do diabo, que tentou lançá-lo no desespero. Muitas jovens seguiram seu exemplo e logo o mosteiro de Moncel tornou-se um cenáculo de almas eleitas.
     Após oito anos de governo sábio, Petronilha renunciou ao seu mandato para se preparar melhor para o encontro final com o esposo celestial. Ela ainda viveu onze anos de vida oculta e humilde. Ela faleceu em 1 de maio de 1355, deixando o renome de uma vida de humildade e de fervor.
     Em 11 de maio de 1854, Pio IX aprovou o seu culto e concedeu em sua honra o Ofício e a Missa.
     Entre 1790 e 1792, durante a nefasta Revolução Francesa, a comunidade foi dispersada; a Abadia de Moncel foi desativada em 1795 e transformada em armazém e a igreja destruída. Os belos edifícios sobreviventes foram recentemente restaurados e abertos ao público. De 1923 a 1982, a diocese de Beauvais transformou o local em uma escola particular. A partir de 1984, a abadia tornou-se um centro cultural.
     A Abadia é conhecida por vários nomes: Abadia das Clarissas Urbanistas de Pontpoint, Oise (São João Batista de Moncel, 1309-1790); Abadia de São Joao Batista de Moncel; Abadia de Moncel.

A Abadia de Moncel atualmente
Fontes:
Fonte principal: capucinsorient.org ("Rev. x gpm")

Etimologia: Pernelle, nome derivado do latim, “petros”, em francês “pierre”: “pedra, rochedo”. Do grego, significa pequena pedra, pedregulho.
Petronilha = diminutivo de Petrônia. Petrônio (a) = do latim Petronius: “quatro ou quarto (filho)”. Não se relaciona com Pedro.

domingo, 29 de abril de 2018

Santa Catarina de Siena, Doutora da Igreja - 29 de abril

    
     Em 25 de março de 1347, Lapa Benincasa deu à luz duas gêmeas em seu vigésimo quarto parto. Uma delas não sobreviveu após o Batismo. A outra, Catarina, tornar-se-ia a glória de sua família, de sua pátria, da Igreja e do gênero humano.
     Giacomo di Benincasa, seu pai, era um tintureiro bem estabelecido, "homem simples, leal, temeroso de Deus, e cuja alma não estava contaminada por nenhum vício"; piedoso e trabalhador, criava sua enorme família de 25 filhos no amor e no temor de Deus. Catarina, a penúltima da família e caçula das filhas, teve a predileção de todos e cresceu num ambiente moral puro e religioso.
    Catarina consagrou a sua virgindade a Cristo aos 7 anos; aos 16, para evitar um casamento, cortou sua longa cabeleira; e aos 18, recebeu o hábito das Irmãs da Penitência de São Domingos.
     Catarina encarou a sua clausura com seriedade e vivia encerrada no seu próprio quarto, e afirmava que estava sempre com e em Cristo. Abandonou a sua cela somente em 1374, quando a peste se alastrou por toda a Europa e ela decidiu cuidar dos enfermos e abandonados, tendo praticado grandes atos de caridade.
    Nesse mesmo ano (1374), teve uma visão e ficou estigmatizada. Na visão Nosso Senhor Jesus Cristo lhe disse que ela trabalharia pela paz, e mostraria a todos que uma mulher fraca pode envergonhar o orgulho dos fortes. Analfabeta, aprendeu milagrosamente a ler e escrever, para poder cumprir a missão pública que Deus lhe destinava.
Sua Missão
     No fim da Idade Média — quando a gloriosa Civilização Cristã já decaía a olhos vistos — a Itália era um aglomerado de reinos e repúblicas que viviam em guerra entre si, ou, em uma mesma cidade, guerra entre facções contrárias. Catarina foi várias vezes chamada a ser o seu anjo pacificador. Assim, viajou ela de Siena para Florença, Luca, Pisa e Roma como pacificadora.
     Em 1375, toda a Itália estava envolvida em graves disputas políticas relativas à volta do papado; organizavam-se milícias nas cidades de Perusa, Florença, Pisa e em toda a Toscana, em revolta contra o poder político do Papa Gregório XI.
     Catarina, mediadora entre o Papa e os conjurados, inicia uma correspondência incessante com o Papa Gregório XI, cheia de piedade e amor filial, cada vez mais premente, em favor dos súditos dos Estados Pontifícios que se tinham rebelado contra ele: "Santíssimo e dulcíssimo Pai em Nosso Senhor Jesus Cristo [...] Ó governador nosso, eu vos digo que há muito tempo desejo ver-vos um homem viril e sem temor algum. [...] Não olheis para a nossa miséria, ingratidão e ignorância, nem para a perseguição de vossos filhos rebeldes. Ai! que a vossa benignidade e paciência vençam a malícia e a soberba deles. Tende misericórdia de tantas almas e corpos que morrem".
A Santa exorta o Papa
     Censurou o rei da França por guerrear contra cristãos e não se empenhar na Cruzada: "Eu peço-vos que sejais mais diligente para impedir tanto mal e para ativar tanto bem, como é a recuperação da Terra Santa e daquelas almas infelizes que não participam do Sangue do Filho de Deus. Desta coisa vos deveríeis envergonhar, vós e os outros senhores cristãos; porque é uma grande confusão diante dos homens, e abominação diante de Deus, fazer a guerra contra os irmãos e deixar os inimigos; e querer tirar o que é dos outros e não reconquistar o que é seu. Eu vos digo, da parte de Jesus Crucificado, que não demoreis mais a fazer esta paz. Fazei a paz e fazei toda a guerra contra os infiéis".
     Devorada de zelo e amor pela Igreja, ansiava pela pacificação da Cristandade para que, unidos, os cristãos se dispusessem a seguir em uma Cruzada para libertar os Santos Lugares.
     Ela decidiu seguir até Avinhão, cidade onde os papas viviam há mais de 70 anos, e apresentar-se diante de Gregório XI para convencê-lo a regressar a Roma, pois isto seria fundamental para a unidade da Igreja e a pacificação da Itália.
     Em Avinhão, diante dos cardeais, Catarina ousou proclamar os vícios da corte pontifícia e pedir, em nome de Cristo Jesus, a reforma dos abusos. Gregório XI a chamara para dar sua opinião em pleno Consistório dos Cardeais. Ela o convence a voltar a Roma: em 17 de janeiro de 1377, Gregório XI deixa Avinhão, apesar da oposição do Rei francês e de quase todo o Sacro Colégio. Ele ainda hesita no caminho e ela o conjura a ir até o fim.
     Mas a paz na Igreja não seria longa. Outra vez a república de Florença revoltou-se contra o Papa, que apelou para Catarina. Rejeitada por aquela cidade, a Santa quase foi martirizada. Gregório XI, gasto, envelhecido, sofrido, não resistiu e entregou sua alma a Deus.
    Urbano VI foi eleito. Conhecendo Catarina, e vendo nela o espírito de Deus, o novo Pontífice a chama a Roma para estar a seu lado. Não sem razão, pois cardeais franceses, desgostosos com o novo Papa, voltam para Avinhão, anulam sua eleição e elegem o antipapa Clemente VIII. A Cristandade mergulha em nova divisão: o Grande Cisma do Ocidente.
     Catarina tentou inutilmente trazer de volta ao verdadeiro redil os três cardeais, autores principais do cisma. Escreveu a reis e governantes da Europa para trazê-los ao verdadeiro Papa. Catarina escreveu 150 cartas a cardeais, bispos e prelados; a reis, príncipes e governantes, 39.
Doutora da Igreja
     Santa Catarina foi agraciada com o "casamento místico"; recebeu estigmas semelhantes aos de Nosso Senhor e teve uma "morte mística", durante a qual foi levada em espírito ao Inferno, ao Purgatório e ao Paraíso; teve também uma "troca mística de coração" com Nosso Senhor.
     Entre seus inúmeros discípulos, os caterinati, havia membros do clero, da nobreza e do povo mais miúdo. Um deles, São Raimundo de Cápua, seu confessor, foi também seu primeiro biógrafo e quem nos forneceu pormenores de sua impressionante vida.
     Os escritos de Santa Catarina de Sena, que foram todos eles ditados, incluem umas 190 car­tas, 26 orações e os Quatro tratados da Divina Doutrina. Essa última obra é conhecida como o Diálogo de Santa Catarina ou simplesmente o Diálogo, composto entre 1376-1378.
     O Diálogo é ainda hoje considerado um dos maiores testemunhos do misticismo cristão e uma exposição clara de suas ideias teológicas e de sua mística. Este livro compila as revelações - umas sublimes e outras terríveis - feitas por Deus à Santa durante seus êxtases. Seus secretários anotavam suas palavras durante os êxtases a seu pedido.
     Santa Catarina faleceu no dia 29 de abril de 1380, aos 33 anos. Em 1970, Paulo VI declarou-a Doutora da Igreja, sendo a única leiga a obter esta distinção. João Paulo II declarou-a co-padroeira da Europa, juntamente com Santa Brígida da Suécia e Santa Teresa Benedita da Cruz. É Padroeira da Itália.
Milagre narrado por São Raimundo de Cápua, biógrafo da Santa
     A caridade de Catarina também glorificou a Deus por meio de milagres. O seguinte acontecimento maravilhoso foi testemunhado por mais de vinte pessoas. Eu o ouvi contado por Lapa, sua mãe, por Lisa, sua cunhada, e por Frei Tomas, seu confessor.
     Durante o tempo em que ela gozou de ampla permissão para dar aos pobres, aconteceu que o vinho de um tonel que a família estava usando para o consumo da casa estava estragado. Catarina, que sempre que se tratava de dar aos pobres, queria dar o melhor, fosse vinho, pão ou comida de qualquer espécie, tirava bom vinho de outra vasilha que ninguém tinha tocado e começou a distribuí-lo diariamente. O conteúdo deste tonel poderia ser suficiente para o consumo da família durante quinze ou vinte dias, e isto se o seu conteúdo fosse administrado economicamente. Pois bem, antes que a família começasse a tirar vinho dele, Catarina o fazia há muito tempo e em grande quantidade, porque ninguém da casa tinha autorização para impedir sua caridade.
     O responsável pela adega começou a tirar vinho desta vasilha enquanto Catarina fazia o mesmo, agora mais liberal do que antes, uma vez que não era só ela que fazia aquilo e, portanto, haveria menos queixas na família pelo desperdício. Não apenas quinze ou vinte dias, mas um mês e mais transcorreram sem uma diminuição notável do conteúdo do vaso. Os irmãos de Catarina e os servos da casa contaram ao pai o fato maravilhoso e ficaram pasmos ao ver que a mesma quantidade de vinho satisfazia tão amplamente as necessidades da casa e as esmolas de Catarina. E não só durava o vinho, mas era de uma qualidade tão excelente que nenhum deles se lembrava de ter degustado antes tão bom vinho. Tanto a qualidade quanto a quantidade eram realmente maravilhosas e todos aproveitaram daquele vinho prodigioso sem poder explicar o fenômeno tanto em termos de categoria quanto da quantidade inesgotável dele. Catarina, que era a única pessoa conhecedora do segredo, retirava continuamente vinho do depósito inesgotável e distribuía-o sem restrições para quantas pessoas pobres ela podia encontrar; no entanto, o vinho continuou a fluir e nem seu aroma nem seu paladar se alteraram. Assim passou outro mês e depois um terceiro e tudo continuava na mesma.
     Finalmente a temporada da colheita chegou e foi necessário preparar os toneis para a nova safra. As pessoas encarregadas desta tarefa estavam ansiosas para esvaziar o maravilhoso tonel para preenchê-lo com o mosto que já fluía da prensa, mas a divina munificência ainda não estava cansada; outras vasilhas foram preparadas para receber seu conteúdo, mas todas eram insuficientes. O homem responsável pela tarefa da vindima finalmente ordenou que esvaziassem o recipiente inesgotável e o levassem para o lugar onde estava a prensa para enche-lo e os criados da casa constataram que eles tinham acabado de encher uma vasilha grande com o vinho que ele continha, o qual estava em perfeitas condições, forte e que ainda tinha uma boa quantidade. Irritado porque sua ordem não fora cumprida ao pé da letra, o homem ordenou que jogassem fora o vinho, abrissem o barril e o preparassem para a recepção do novo vinho, já que não podia esperar mais um minuto. Obedecendo a esta ordem, eles abriram o barril de onde até o dia anterior tinha manado um delicioso e inesgotável vinho, e viram que o seu interior estava tão seco que se via claramente a impossibilidade que tivesse contido qualquer líquido por um longo tempo. Todos ficaram mudos diante do assombroso fato, recordando-se da abundância e da qualidade do vinho que até o dia anterior vinha sendo tirando dele. Este milagre foi espalhado por toda a cidade de Siena e foi comprovado pelo testemunho das pessoas que na época viviam na casa de Catarina.
Sarcófago da Santa
Fontes:
Beato Raimundo de Cápua, Vida de Santa Catalina de Siena, Espasa-Calpe Argentina, S.A., Buenos Aires, 1947, p. 9.
Grandes Santos que Iluminaram o Mundo, Plinio Ma. Solimeo

Este blog postou um resumo da vida de Santa Catarina de Siena em 29 de abril de 2011