segunda-feira, 6 de julho de 2020

Santa Nazária Inácia de Santa Teresa de Jesus, Virgem e fundadora – 6 de julho

    
     Seu nome de batismo era Nazária Inácia March Mesa e nasceu no dia 10 de janeiro de 1889 em Madrid. Seus pais, João Alexandre March e Nazária Mesa. Nazária, foi a quarta filha de uma grande prole; sendo gêmea, esteve em perigo de vida e, por isso, foi batizada imediatamente. Para completar as prescrições rituais levaram-na à igreja no dia 11 de abril. Seu pai era comerciante e sua mãe não era particularmente devota: pouco frequentava a religião católica. A grande influência religiosa veio da avó materna, que colocou Nazária numa escola em Sevilha gerenciada pelas Agostinianas do Espírito Santo.
     Naquele colégio Nazária faria sua Primeira Comunhão em 1898. Na noite anterior à comunhão, Nazária rezou fervorosamente até que adormeceu. Durante o sono teve uma visão de Jesus que carregava a cruz. A certo momento, Jesus se volta para ela e diz: “Nazária, segue-me!”. E ela teria respondido por três vezes: “Quero te seguir o mais de perto possível”, prometendo a Jesus que faria um voto de virgindade.
     Dois anos depois de sua Primeira Comunhão o sonho se realizou: no dia 15 de agosto de 1900, fez seu voto com algumas companheiras do Colégio. Apesar disso, ao voltar para casa, se deparou com a indiferença de seus pais e irmãos. Muito sofrimento teve que suportar, pois em determinado momento seus pais chegaram a lhe proibir a ida à igreja para receber os sacramentos. Em 1902, novamente em Sevilha, ela recebeu o sacramento da Crisma: a graça do sacramento a fez se sentir fortificada em seu propósito de viver uma vida totalmente dedicada ao seu Jesus. Com a permissão de sua avó se inscreveu na Ordem Terceira Franciscana, obtendo assim maior liberdade junto a seus pais para participar da vida sacramental.
     Em 1906, em razão de um revés nos negócios do pai, toda a família acabou por se transferir para a Cidade do México. Na viagem, Nazária conheceu as Irmãs dos Anciãos Desamparados, que viajavam no mesmo barco. Entusiasmou-se a ser como elas e entrou na Congregação a 7 de dezembro de 1908. Após o seu postulantado, voltou para a Espanha, para fazer o noviciado em Palência.
     Em 1909 assumiu o nome religioso de Nazária de Santa Teresa de Jesus. Diante do pedido das superioras se haveria alguma voluntária para fundar uma casa religiosa na Bolívia, Irmã Nazária logo se dispôs a partir. Fez primeiramente seus votos simples, no dia 15 de outubro de 1911.
     Um ano depois, no dia 23 de dezembro de 1912, junto com outras nove coirmãs, Irmã Nazária chegava em Oruro, na Bolívia. Começou então a trabalhar com idosos e a desempenhar os mais variados papéis: administrava a pequena comunidade, trabalhava ora como enfermeira, ora como cozinheira, porteira... Nem sempre esses trabalhos eram prazerosos, mas ela encarava todos os sofrimentos com um olhar e uma atitude de fé.
     Em 1915 fez sua profissão perpétua: na noite anterior à profissão foi horrivelmente tentada a se rebelar contra o projeto que Deus lhe apresentava. Mas ela venceu a tentação.
Por mais de doze anos fez parte dessa comunidade, dedicada inteiramente aos pobres. Percorreu outras cidades, povoações e minas a pedir esmolas para os velhinhos. Nessas caminhadas descobriu que a messe era grande e os operários poucos. Que fazer? Irmã Nazária, sentiu o desejo da vida apostólica: começou a se dedicar ao ensinamento do catecismo e à organização de uma escola de jovens para o apostolado. Mas, por ser uma obra não conforme aos objetivos de sua Congregação, teve que deixá-las de lado.
     Nos exercícios espirituais feitos em 1920, segundo o método de Santo Inácio de Loyola, sentiu-se fortemente movida a reunir outras pessoas para dilatar o Reino de Cristo, “sob a bandeira da cruz”. Lutou contra a ideia de abandonar a própria Congregação para fundar outra, mas em 1925 os Bispos de Oruro e de La Paz, assim como o Internúncio Apostólico, concordaram que essa era a vontade de Deus. Foi assim que no dia 16 de junho daquele ano, por decreto do Bispo de Oruro, a Irmã Nazária Inácia deixou a Congregação das Religiosas dos Anciãos Desamparados, para desempenhar a função de Superiora da Comunidade das Nazarenas, que depois tomarão o nome de Missionárias Cruzadas da Igreja.
     Com o apoio dos claretianos, Irmã Nazária começava a semente do Instituto das Irmãs Missionárias da Cruzada Pontifícia, comunidade voltada para a formação e inspirada na espiritualidade inaciana. O novo Instituto se fixou em um velho edifício que tinha sido propriedade dos jesuítas. O caminho para Irmã Nazária, no entanto, foi marado pelo sofrimento e pela incompreensão.
     Decorridos seis meses, eram já dez as religiosas que se dedicavam a trabalhos de apostolado por meio da catequese e da cooperação nas obras paroquiais. Com o correr do tempo, o novo Instituto vai abrir tanto o leque das suas ambições - colégios, orfanatos, oficinas, escolas noturnas, obras de beneficência, asilos, visitas aos presos e doentes nos hospitais, difusão da boa imprensa, casas de exercícios - que a Santa Sé achou prudente restringir um pouco a finalidade da Congregação, quando lhe concedeu o decreto de louvor, a 8 de abril de 1935.
     As religiosas passaram pelo crisol do sofrimento. Em 1932 moveram contra elas tão cruéis perseguições que até a vida lhes puseram em perigo. Na Espanha, onde a obra se havia implantado, se não fosse a intervenção do Cônsul do Uruguai teriam sido fuziladas. Após reveses pessoais – como a desaprovação para os votos de sua primeira companheira, considerada desobediente – ela foi para Roma em 1934: além de fazer uma verdadeira peregrinação, conseguiu ser recebida numa audiência privada pelo Papa Pio XI.
     Apesar de todas estas adversidades, Madre Nazária Inácia, antes da sua morte, já tinha suas filhas trabalhando na Bolívia, Argentina, Uruguai e Espanha. Em 1977, o Instituto, dividido em cinco províncias, contava 77 casas em 13 nações da Europa, América Latina e África.
     Após 22 anos de ausência de sua pátria, Madre Nazária voltou para sua Espanha para fundar uma casa que deveria servir para os exercícios espirituais. Após tantos trabalhos, acometida por uma pneumonia, Madre Nazária faleceu santamente no dia 6 de julho de 1943, em Buenos Aires (Argentina). Seus restos foram trasladados para a Casa Mãe de Oruro (Bolívia), segundo seu desejo, em 18 de junho de 1972.
     A aprovação definitiva do Instituto ocorreu em 1947 – quando Madre Nazária já havia falecido – e recebeu o nome de Missionárias Cruzadas da Igreja.
     Madre Nazária teve as suas virtudes heroicas reconhecidas pela Igreja em setembro de 1988, e foi beatificada em Roma a 27 de setembro de 1992. Sua canonização ocorreu no dia 14 de outubro de 2018 após a confirmação de um milagre. Sua festa foi indicada como 6 de julho de cada ano.
     Com efeito, no dia 13 de outubro de 2010 a Irmã Maria Vitória Azuara, Irmã Missionária Cruzada da Igreja, sofreu uma hemorragia cerebral. Ficou sem poder falar e tinha muitas dificuldades para deglutir os alimentos. As Irmãs começaram uma corrente de oração, pedindo a intercessão de Madre Nazária. Doze dias depois, de modo inexplicável e contra todos os prognósticos, Irmã Maria Vitória começou a falar normalmente e a comer sem problema algum.
 
Madre Nazária com seus órfãos 
Fontes: www.vaticano.va/

Postado neste blog em 5 de julho de 2016

sábado, 4 de julho de 2020

Santa Isabel Rainha, Viúva – 4 de julho

    
     Na Rainha Santa Isabel de Portugal conjugaram-se o fulgor da coroa real e a virtude de exímia caridade, além do dom de pacificadora. Dons que marcaram sua vida.
     A História registra Jaime I de Aragão com os epítetos de Conquistador, por suas glórias militares, e de Santo, por sua admirável piedade. Havia rompido relações com seu filho e herdeiro, Pedro (a quem foi atribuído o cognome de Grande), devido a seu casamento sem o consentimento paterno, com a princesa Constança, filha do rei da Sicília.
     Essa situação anômala terminaria do modo mais inesperado: Jaime I considerou o primeiro fruto dessa união que o contrariava, Isabel, um sinal de predileção de sua tia-avó, Santa Isabel da Hungria. O grande guerreiro foi tão inteiramente conquistado pela recém-nascida, que perdoou o filho, e desejou exercer a guarda da menina a fim de guiá-la nos seus primeiros anos.
     Assim começou, desde o berço, a ação benfazeja da futura santa, nascida provavelmente em 1271 no palácio real da Aljaferia, em Saragoça.
     Pode-se dizer que nela a piedade nasceu com o despertar para a vida; quando chorava como qualquer outro bebê, bastava mostrar-lhe um crucifixo ou uma imagem da Virgem para que silenciasse. Daquela pequena criança emanava tanta unção e suavidade, que as damas do palácio consideravam uma graça o poder contemplá-la.
     Aos cinco anos de idade Isabel perdeu seu virtuoso avô, e voltou para o lar paterno, onde cresceu em graça e santidade. Aos oito anos já recitava diariamente o ofício divino.
     Todo o seu exterior denotava o seu grande amor à virtude da pureza. Apesar de inteligentíssima, a sua atitude sempre modesta, atraía a simpatia e admiração de todos.
     Isabel pensava em consagrar a Deus sua virgindade, mas por iluminação divina e recomendação do confessor, compreendeu que, como princesa, deveria aceitar um esposo, e fazer brilhar no trono as virtudes evangélicas. Por isso, aos 12 anos contraiu matrimônio com Dom Dinis, rei de Portugal.
     Na Corte portuguesa ela continuou a ser modelo de virtude, como fora na de Aragão. Seu bom exemplo levou muitas damas da nobreza a viver tão cristãmente quanto a rainha. A fama desse bom exemplo pronto chegou a todos os rincões de Portugal, excitando em toda parte uma santa emulação.
     Quando Isabel chegou, Portugal já havia varrido de seu território o jugo maometano e ampliado suas fronteiras até os limites atuais, entrando numa nova era de paz e prosperidade. Dinis reconstruiu cidades devastadas pela guerra, fundou hospitais e escolas, entre elas a célebre Universidade de Coimbra. Restaurou e construiu igrejas, orfanatos para os filhos dos mortos na guerra, e sobretudo dedicou-se à agricultura com tal afinco, que recebeu da posteridade os títulos de Rei Lavrador e Pai da Pátria.
     Evidentemente, Santa Isabel teve tão grande papel também nisso, pelo que recebeu na época o epíteto de Rainha dos Agricultores.
     Três vezes por ano, jejuava ela por 40 dias, só se alimentando de pão e água. A sua vida era extremamente metódica, sendo dividida entre as suas obrigações de estado, oração e algum trabalho útil. Nunca alguém a encontrou ociosa. Era muito assídua na recepção dos Sacramentos, e muito cuidadosa na sua recepção.
     Quanto mais santa é a pessoa, maior número de amigos que se julgam bons insistem em afastá-la de seus deveres. A esses sempre respondia ela: “Poderá haver maior utilidade e necessidade de oração que na idade em que os perigos e as paixões se apresentam mais fortes?”
     Costumava sempre dizer: “Outro motivo Deus não teve em me fazer rainha, se não de proporcionar-me os meios de socorrer os necessitados”. E todos os dias ia a Santa Rainha à procura de um doente ou de um pobre, em que pudesse exercer a sua caridade.
     A rainha santa foi um exemplo no respeito, amor e obediência ao marido. Este, embora dotado de muitas qualidades que o tornavam amigo da justiça e da verdade, deixou-se levar, quando jovem, por maus exemplos, mantendo muitas ligações ilícitas, das quais nasceram vários filhos bastardos. Pesando-lhe mais a ofensa a Deus que a si própria, e o escândalo público que representava tal procedimento, a rainha sofria e praticava a virtude da paciência para com as misérias do marido, rezando e sacrificando-se por ele, e procurando atraí-lo para uma vida virtuosa.
     A bem da verdade, é necessário dizer que Dinis soube compreender a grandeza de alma da esposa, concedendo-lhe inteira liberdade tanto para suas devoções, quanto para a prática da caridade. A heroica paciência da esposa levou-o finalmente a reconhecer seus erros, emendar-se de sua depravação, e a fazer penitência por seus pecados.
     Quem não sofria com a mesma paciência os pecados do rei, era o Infante Afonso, seu filho, que desejava nobremente fazer cessar o ultraje feito à mãe. Certo dia declarou-se em aberta revolta contra o pai. Este resolveu aprisionar de surpresa o filho, e encerrá-lo numa torre até o fim de seus dias. A rainha descobriu o plano do rei, e mandou alertar o filho do perigo que corria. Alguns cortesãos mal-intencionados acusaram-na perante o rei de ser partidária do filho rebelde, e de o ter auxiliado até com armas.

     Demasiado crédulo, o monarca expulsou Isabel do palácio, privou-a de todas as rendas, e desterrou-a para a cidade de Alenquer.
     Afonso solicitou o auxílio de Aragão e de Castela contra o pai. A guerra civil era inevitável. Tendo conhecimento do perigo desse conflito, Isabel abandonou Alenquer contra a ordem do marido, e dirigiu-se para Coimbra, onde estava o rei. Lançando-se a seus pés, suplicou-lhe que perdoasse o filho. Dom Dinis recebeu-a com bondade, e autorizou-a a tentar estabelecer a paz com o filho.
     A rainha foi a Pombal, onde o Príncipe se encontrava à frente de suas tropas e, e assegurando-lhe o perdão do rei, conseguiu restabelecer a paz.
     Santa Isabel operou vários milagres ainda em vida. Certa vez em que ela, por devoção lavava os pés de pobres, havia uma mulher com uma úlcera que exalava insuportável mau odor. Ela lavou e tratou da ferida e, para vencer sua repugnância, osculou-a. Ao contato com os lábios da rainha, a ferida desapareceu.
     É dos mais conhecidos o milagre das rosas, também operado por sua tia-avó, Santa Isabel da Hungria. Quando levava no avental o dinheiro para socorrer os pobres, encontrou-se com o marido, que perguntou-lhe o que guardava ali. Isabel respondeu-lhe que rosas. Ora, estava-se no inverno europeu, quando toda a natureza parece morta, e, portanto, não há flores. O rei quis então ver o que ela realmente levava no avental. A rainha abriu-o, e surgiram belas e odoríferas rosas.
     Foi na última doença do rei que se manifestou mais fortemente o amor conjugal de Santa Isabel. Estando ele enfermo, desejou ir de Lisboa a Santarém, para mudar de clima. Na viagem, aumentou-lhe muito a febre. Isabel apressou-se em mandar avisar o filho. Ao chegar com o rei em Santarém, não o abandonou mais dia e noite, dele cuidando com suas próprias mãos. Estudava os momentos favoráveis para falar-lhe de Deus, do rigor do julgamento divino, do horror aos pecados, da compunção com que se deve detestá-los, e da pureza de consciência com que se deve apresentar diante de Deus. Ao mesmo tempo, distribuía muitas esmolas na intenção do soberano, e mandava fazer orações especiais em todo o reino por ele.
     Após a morte de D. Dinis a 6 de janeiro de 1325, a rainha depôs as vestes reais, cortou o cabelo, e vestiu um simples hábito da Ordem Terceira de São Francisco. Depois de procurar por todos os meios o sufrágio da alma do falecido rei, entregou-se de corpo e alma aos cuidados dos pobres e dos enfermos nos hospitais e demais obras de misericórdia.
     Duas peregrinações fez ela à Compostela. A segunda a pé, na companhia de duas criadas, vivendo as três unicamente de esmolas. O seu último trabalho foi evitar uma guerra entre o rei seu filho, e um soberano vizinho.
     A santa rainha faleceu no dia 4 de julho de 1336, aos 65 anos. Junto ao seu túmulo multiplicaram-se os milagres. Entretanto Isabel só seria beatificada em 1516, e canonizada em 1625. Nessa ocasião, ao abrirem-lhe o túmulo, encontraram seu corpo ainda incorrupto, apesar de fazerem quase trezentos anos de sua morte.
 

segunda-feira, 29 de junho de 2020

Beatas Salomé e Judite de Niederaltaich, Reclusas - 29 de junho

        Beata Judite



     Em Niederaltaich, a festividade de São Gotardo (Godehard) permitiu que a vida monástica florescesse de uma forma excelente por um longo tempo. Os monges não só levavam uma vida estrita e sagrada para si mesmos, mas eles levaram no caminho da santificação todos os que se voltavam para eles com confiança. Da Abadia de Waltgerus, uma virgem chamada Salomé veio aos monges deste mosteiro para ser guiada por eles no caminho da perfeição cristã.
     Salomé, parenta próxima do rei, decidiu oferecer a Deus o seu amor abandonando a corte real. A sua formosura era o reflexo das belas virtudes que lhe adornavam a alma.
     Duas empregadas dedicadas e fiéis notando na senhora mudança muito grande e querendo saber os motivos de seu recolhimento, interpelaram-na. Salomé, com suas santas argumentações, acabou despertando nelas igual desejo de pertencer só a Deus e de se afastarem do mundo. De comum acordo, e sem se despedirem de pessoa alguma, empreenderam uma viagem à Terra Santa, onde, com muita devoção, visitaram os Santos Lugares.
     Salomé, que acompanhava o Divino Esposo no caminho de dor até o Monte Calvário, teve de percorrer ainda outro caminho, ainda mais doloroso para ela. Na viagem de regresso perdeu, pela morte, as fiéis companheiras. Firme, porém, era seu propósito de não voltar mais à corte real da Inglaterra e levar uma vida pobre e desconhecida no estrangeiro.
     Com muitas dificuldades chegou a Regensburg, na Baviera (Alemanha), onde se aborreceu profundamente por causa de alguns galanteios à sua formosura. Humilhando-se diante de Deus, em fervorosas preces pediu que lhe tirasse os atrativos tentadores. Esta oração foi ouvida: acometida de uma enfermidade, em poucos dias perdeu a visão. Além da cegueira, Deus mandou-lhe uma doença que se parecia com a lepra e que a atormentou por algum tempo.
     Hospedada em casa de uma piedosa senhora, lá poderia ter ficado se o desejo insaciável de penitência não lhe tivesse reclamado constantemente uma vida mais retirada.
     O abade de Niederaltaich, tendo notícia da vida santa de Salomé, convidou-a a mudar de residência para perto do convento. Salomé foi ocupar a cela que o abade mandara construir para seu uso no coro da igreja conventual.
     O rei da Inglaterra, alarmado com a excessiva demora da parente, fez repetidas buscas para descobrir seu paradeiro. Judite, sua filha, que tinha enviuvado, foi ao local onde descobriram que Salomé vivia. Grande foi o contentamento de ambas. No mesmo mosteiro a prima também se fez murar no átrio da mesma igreja.
     Salomé faleceu antes de Judite, após ter suportado tremendos sofrimentos físicos. A existência das duas primas é colocada no fim do século XI.
     A Ordem Beneditina festeja as Beatas Salomé e Judite de Niederaltaich no dia 29 de junho.

Fontes: www.santiebeati.it; 

Postado neste blog em 28 de junho de 2013
 
Mosteiro de Niederaltaich (gavura antiga)
     Há um debate considerável sobre a identidade das Beatas Salomé e Judite. Elas podem ter sido primas (ou Judite, tia de Salomé) da linhagem real anglo-saxã, que viveram por um período considerável como reclusas sob o Abade Walther (ou Walker) em Oberaltaich-am-Donau. Acredita-se que seus corpos chegaram a Niederaltaich por ocasião da destruição de Oberaltaich pelos húngaros.
     Outro relatório afirma que as duas reclusas viviam em Niederaltaich por volta do século XI. O altar de São Giles fica em Niederaltaich e não em Oberaltaich, e Walker foi abade aqui de 1069 a 1098. De acordo com esta versão, estando em Regensburg após uma peregrinação à Terra Santa, Salomé ficou cega, supostamente em resposta à oração pedindo que esta aflição a livrasse dos galanteios que sua formosura atraia.
     Vivendo numa cela junto à capela da Abadia de Niederaltaich, depois de algum tempo veio visitá-la sua parente, Judite. Com permissão do abade e do capítulo, a Judite também foi dada uma cela perto da igreja de Niederaltaich. As mulheres trabalhavam como servas no mosteiro. Ambas morreram antes do final do século XI, Salomé primeiro. A biografia com data do século XIII ou XIV alega que ambos os corpos foram enterrados em um túmulo diante do altar de São Giles.
     Ambas foram enterradas em um caixão de pedra, e acima de seu túmulo a inscrição era: "Judith e Salomé, peça a Deus por mim"! Elas eram veneradas como servos fiéis de Deus, e sua memória é celebrada todos os anos em 29 de junho. Judith e Salomé eram veneradas em martirológios monásticos e na arte, mas não tinham culto litúrgico.

Bibliografia: Bibliotheca hagiographica latina antiquae et mediae aetatis, 2 v. (Bruxelas 1898–1901) 2:1081, 7465. Acta Sanctorum (Paris 1863—5:492-498. a. m.
zimmerman, Kalendarium Benedictinum: Die Heiligen und Seligen des Benediktinerorderns und seiner Zweige (Metten 1933–38) 2:374, 376. r.
Fonte:
BAVARIA SANCTA
Vida dos Santos e Beatos do País bávaro para o ensino e edificação para o povo cristão - Editado pelo Dr. Modestus Jocham, Professor de Teologia e Conselheiro Espiritual do Arcebispo - Com a aprovação do arcebispo mais venerável de Munique - Freising, (1861)

sábado, 27 de junho de 2020

Santa Gudena, mártir de Cartago – 27 de junho

   
       A forma como se escreve o nome de Gudena varia muito segundo a fonte aonde é citada. É possível encontrar as grafias Giddina, Guddenas, Guddentes, Guddina e até na forma masculina: Giddinus, Gaudentes.
     Não existe muita informação sobre a vida de Santa Gudena. O martirológico Lionês resume seus dados, registrando que seu martírio ocorreu em Cartago, na atual Tunísia, norte da África, em 27 de junho de 203. Especifica ainda que foi morta na perseguição aos cristãos decretada Lúcio Septímio Severo, imperador romano de 193 a 211, e Rufino era o nome do procônsul que a condenou à morte. Descreve os tormentos que sofreu: torção dos membros, lacerações do corpo com pregos de ferro, abusos na prisão e finalmente a decapitação.
     No cabeçalho do Sermão 294 de Santo Agostinho consta que aquele discurso contra os pelagianos fora proferido pelo santo no dia 27 de junho, por ocasião do nascimento para o céu de Santa Gudena.
     A memória de Santa Gudena também é encontrada nesta mesma data no Martirológio Jerônimiano (em latim: Martyrologium Hieronymianum) que é o mais antigo catálogo de mártires cristãos da Igreja Católica. Deve o seu nome ao fato de ter sido atribuído a São Jerônimo.
     A partir desses testemunhos conclui-se que Santa Gudena foi, portanto, uma mártir da perseguição do Imperador Septímio Severo, que alguns meses antes, na própria Cartago, também martirizou as Santas Perpetua e Felicidade (7 de março de 203). É interessante notar que há registros de que em março o posto de procônsul da África estava vago e o procurador Ilariano exercia suas funções, enquanto em junho já havia o novo procônsul, Rufino.

Fontes:

terça-feira, 23 de junho de 2020

Santa Maria Guadalupe Zavala, Fundadora -24 de junho

     
     No Evangelho lemos a tríplice pergunta que Jesus fizera a Pedro:  "Tu amas-Me?". Cristo faz esta mesma pergunta aos homens e mulheres de todas as épocas. Aconteceu assim na vida de Santa Maria Guadalupe Garcia Zavala, mexicana, que ao renunciar ao matrimônio, se dedicou ao serviço dos mais pobres, dos necessitados e dos enfermos, e por isso fundou a Congregação das Servas de Santa Margarida Maria e dos Pobres.
     Com fé profunda, uma esperança sem limites e um grande amor a Cristo, a Madre Lupita procurou a própria santificação partindo do amor ao Coração de Jesus e da fidelidade da Igreja. Desta forma viveu o lema que deixou às suas filhas:  "Caridade até ao sacrifício e constância até à morte".
      Maria Guadalupe Garcia Zavala nasceu em 27 de abril de 1878 em Zapopan, Jalisco, México. Foram seus pais Fortino Garcia Zavala e Refugio de Garcia.
     Quando criança, ela era conhecida pela sua piedade e fazia visitas frequentes à Basílica de Nossa Senhora de Zapopan, que se encontrava ao lado da loja de artigos religiosos dirigida por seu pai. Com transparência e simplicidade fora do comum, Maria tratava a todos com igual amor e respeito.
     Ainda jovem planejou casar-se com Gustavo Arreola, mas de repente, aos 23 anos, rompeu seu noivado. O motivo: Maria sentiu-se chamada a amar Nosso Senhor de maneira exclusiva na vida religiosa, e entregar-se plenamente à assistência aos pobres e doentes.
Fundadora das “Servas”
     Quando Maria confidenciou a seu diretor espiritual, Pe. Cipriano Iñiguez, sua “súbita mudança de coração”, ele revelou que durante algum tempo tivera a intenção de fundar uma congregação religiosa que prestasse assistência aos hospitalizados, e convidou Maria para o acompanhar nessa fundação.
     A nova Congregação, que começou oficialmente em 13 de outubro de 1901, era conhecida como “Servas de Santa Margarida Maria (Alacoque) para os Pobres”.
“Pobre com os pobres”
     Maria trabalhava como enfermeira, dando assistência aos primeiros pacientes que foram recebidos no seu hospital. Independentemente da pobreza e da falta de bens materiais dos pacientes, a compaixão e o cuidado com o bem-estar físico e espiritual dos doentes foram suas principais preocupações. Maria entregou-se plenamente nesta tarefa de amor.
     Irmã Maria foi nomeada Superiora Geral da Congregação que crescia rapidamente. Ensinou às Irmãs que lhe foram confiadas, principalmente por meio de seu exemplo, a importância de viver uma verdadeira pobreza interior a exterior com alegria. Ela estava convencida que era apenas amando e vivendo a pobreza que se pode ser verdadeiramente “pobres com os pobres”. As Irmãs trabalhavam igualmente nas paróquias, onde elas ajudavam os sacerdotes ensinando o Catecismo.
      Madre Lupita era conhecida pela sua humildade, simplicidade e vontade de aceitar tudo o que vem das mãos de Deus. Embora fosse de família relativamente rica, como Superiora-Geral da nascente Congregação (cargo que desempenharia até o termo da sua vida) adaptou-se com alegria a uma vida extremamente sóbria e, nos momentos de grande dificuldade financeira para a Congregação, acompanhada das suas Irmãs, chegou a sair pelas ruas para pedir esmolas com a finalidade de ajudar os doentes confiados aos seus cuidados.
Arriscando a vida
     De 1911 até 1936, a situação político-religiosa no México tornou-se inquietante e a Igreja Católica sofreu perseguição. Madre Maria colocou a sua própria vida em risco, e a das Irmãs, para ajudar os sacerdotes e o Arcebispo de Guadalajara, D. Francisco Orozco y Jiménez, escondendo-os no hospital.
     Ela não se limitou simplesmente à sua caridade para ajudar os justos, mas também deu alimento e cuidados aos enfermos entre os perseguidores que viviam perto do hospital, e não demorou muito para que estes também começassem a defender as Irmãs e os doentes do hospital dirigido por elas.
     Em 1960, a Congregação comemorou as bodas de diamante da Fundadora, que aos 83 anos ainda vivia, mas com os sinais da doença que a levaria a morte dois anos depois.
     Os dois últimos anos de vida da Madre Lupita foram vividos em extremo sofrimento por causa de doença grave e, em 24 de junho de 1963, em Guadalajara, Jalisco, México, ela faleceu aos 85 anos de idade. Quando faleceu já gozava de uma sólida fama de santidade.
     Durante a vida da Fundadora 11 fundações foram criadas no México. Hoje a Congregação conta com 22 casas e está presente em cinco países: México, Peru, Islândia, Grécia e Itália. Madre Lupita foi amada por ricos e pobres e durante a sua vida inteira deu um exemplo de fidelidade à Igreja.
     Beatificada no dia 25 de abril de 2003, com aprovação da Congregação para as Causas dos Santos, a qual reconheceu no final de dezembro de 2003 um milagre atribuído a Madre Lupita. Foi canonizada no dia 12 de maio de 2013 em Roma pelo Papa Francisco.


Fontes:

domingo, 21 de junho de 2020

São José de Anchieta e o Sagrado Coração de Jesus



Anchieta: um dos precursores da devoção ao Sagrado Coração de Jesus

Em meados de 1563, na praia de Iperoig (Ubatuba/SP), com apenas 29 anos de idade e refém dos índios Tamoios, o jovem Anchieta compôs o maior poema dedicado a Virgem Maria, com quase 6 mil versos.

          A devoção ao Sagrado Coração de Jesus difundiu-se por toda a Igreja, de modo especial, a partir das experiências místicas da grande apóstola do Coração de Jesus, Santa Margarida Maria Alacoque, reveladas ao seu diretor espiritual, o padre jesuíta São Claudio de la Colombière, em Paray-le-Monial, França. Com a fundação do Apostolado da Oração, em 1844, no seminário da Companhia de Jesus de Vals, a devoção se propagou por todo o mundo e o Apostolado tornou-se um dos mais numerosos e significativos movimentos da Igreja. Mas, talvez, o que poucos sabem, é que esta devoção já era presente e propagada através dos grandes místicos da Igreja, desde a Idade Média.
         Um dos precursores da devoção ao Sagrado Coração de Jesus é São José de Anchieta, o Apóstolo do Brasil. Em meados de 1563, na praia de Iperoig (Ubatuba/SP), com apenas 29 anos de idade e refém dos índios Tamoios, o jovem Anchieta compôs o maior poema dedicado à Virgem Maria, com quase 6 mil versos. Além de possuir relevância histórica e literária, o poema é um verdadeiro tesouro místico que revela a profunda e vigorosa vida espiritual de Anchieta. É exatamente dentro deste magnífico poema que encontramos um dos mais antigos hinos ao Sagrado Coração de Jesus. 

HINO DE AMOR AO CORAÇÃO DE JESUS

Ó Coração Sagrado,
não foi o ferro de uma lança que te abriu,
mas sim o teu apaixonado amor por nós!
Ó caudal que borbulhou no seio do Paraíso
de tuas águas se embebe e fertiliza a terra!
Ó estrada real, porta cravejada do Céu,
torre de refúgio, abrigo de esperança!
Ó rosa a trescalar
o perfume divino da virtude!
Pedra preciosa com que o pobre compra
um trono no Céu!
Ninho em que as cândidas pombinhas
depositam seus ovinhos,
em que a pomba casta alimenta seus filhotes.
Ó rubra chaga,
que reverberas de imensa formosura
e feres de amor os corações amigos!
Ó ferida que abriste
com a lança do amor, através do peito divinal,
estrada larga para o Coração de Cristo!
Prova de inaudito amor
com que ele a si nos estreitou:
porto a que se acolhe a barca na procela!
A ti recorrem do inimigo fero,
medicina pronta a toda a enfermidade!
Em ti vai sorver consolação o triste
e arrancar do peito opresso a carga da tristeza.
Não será frustrada a esperança do pobre réu
que, depondo o temor,
entra nos palácios do paraíso,
por tua via.
Ó morada da paz!
Ó veio perene da água viva
que jorra para a vida eterna!
Só́ em ti, ó Mãe, foi rasgada esta ferida,
só́ tu a sofres,
somente tu a podes franquear.
Deixa-me entrar no peito aberto pelo ferro
e ir morar no Coração de meu Senhor;
por esta estrada chegarei
até às entranhas deste amor piedoso;
aí farei o meu descanso, minha eterna morada.
Aí afundarei os meus delitos
no rio de seu sangue,
e lavarei as torpezas de minha alma,
nesta água cristalina.
Nesta morada, neste remanso,
o resto de meus dias, quão suave será viver,
aí, por fim, morrer!



“Às estrelas por caminhos difíceis” A frase em latim no quadro de Anchieta, de autoria do pintor Oscar Pereira da Silva (1865-1939), é um dos lemas fundamentais na Companhia de Jesus.


Fonte: Bruno Franguelli, sj

sábado, 20 de junho de 2020

Beata Benigna de Breslávia ou Wroclaw, Monja – 20 de junho


     
Breslávia, centro histórico
 A beata Benigna da Breslávia foi uma freira cisterciense que acreditamos ter vivido entre os séculos XII e XIII.
    Os eventos relacionados à Beata Benigna são conhecidos apenas através de algumas fontes tardias.
     De acordo com um menólogo cisterciense do século XVII, a beata Benigna vivia em um convento na Breslávia e teria sido martirizada pelos invasores tártaros em 1241, por defender sua fé e virgindade.
     Alguns estudiosos acreditam que sua morte ocorreu naquele ano de 1241, no Mosteiro de Trebnitz, durante uma invasão dos mongóis que destruiu o mosteiro.
     Embora não haja vestígios de sua veneração na Polônia, a Beata Benigna da Breslávia era lembrada e venerada em 20 de junho.
     Na arte, ela é retratada como uma freira cisterciense, muitas vezes com a palma da mão. O nome Benigna ainda é usado na Baviera, no sul da Alemanha.
     Por outro lado, temos a biografia de Santo Benigno de Breslau (Breslau é o antigo nome alemão de Wroclaw) com a informação: monge na Ordem Cistercie]nse de Breslau na Silésia (agora Wroclaw na Polônia) no século XIII, morto pelos tártaros, lembrado no dia 20 de junho. Fontes: Beneditinos, Bunson, KIR, CSO. Haveria todas as razões para acreditar que é a mesma pessoa.
     Entretanto, até onde foi possível descobrir, Svatá Dobrotivá (Santo Benigno) está na República Tcheca (não da Eslováquia) em um mosteiro agostiniano, onde a vila e o mosteiro foram nomeados após as relíquias do santo mártir Benigno (d. 449) serem solenemente transferidos de Praga para a igreja da abadia em 1322. (*)
* * *
 
Breslávia no sec. XVII
   
Breslávia (em polonês Wroclaw, em alemão Breslau) é uma cidade da Baixa Silésia, na Polônia. Tem cerca de 640 000 habitantes, o que a torna a quarta mais populosa cidade da Polônia. Localiza–se nas margens do Rio Oder (em polonês: Odra), a cerca de 350 km ao sudoeste de Varsóvia.
     A cidade foi fundada no século X e, no ano 1000 , foi fundado também o episcopado de Breslávia. Na crônica do século XII de Galo Anônimo, a cidade foi nomeada uma das três principais cidades do Reino da Polônia, ao lado de Cracóvia e Sandomierz.

Igreja e Mosteiro de Svatá Dobrotivá 
    Fundado em 1262 pelo Lorde Oldřich Zajíc de Valdek, o Mosteiro da Anunciação da Virgem Maria com sua igreja dedicada a São Benigno, chamada Svatá Dobrotivá em tcheco, foi o primeiro mosteiro agostiniano na Boêmia, e marcou a chegada dos agostinianos no que hoje é a República Tcheca. A igreja é dedicada, e leva o nome de Svatá Dobrotivá devido ao fato de suas relíquias repousarem na igreja, proporcionando ainda mais incentivo para os peregrinos que viajam para o mosteiro.
     Conta-se que Oldřich Zajíc de Valdek teria tido uma visão em que a Virgem Maria apareceu para ele e pediu que ele construísse uma igreja e um mosteiro "para seus servos" (ou seja, os monges agostinianos que eram novos na área), explicando assim o nome do mosteiro. 750 anos depois, a Igreja de São Tomás, na esplêndida Mala Strana de Praga, ou Cidade Menor, está liderando o mais recente projeto de restauração do Mosteiro, devolvendo-o à sua antiga condição intocada com o objetivo de criar um centro de retiro familiar.
     Anualmente no mês de maio a Paróquia de São Tomás organiza uma Peregrinação Mariana ao Santuário da Graciosa Nossa Senhora na Igreja Svatá Dobrotivá para celebrar e homenagear Santa Maria e lembrar a legenda que afirma que todos que vêm ao santuário deste mosteiro e colocam seus problemas aos pés de Maria serão ouvidos, com Maria tomando seus problemas sobre si mesma.
     Para aqueles dedicados a Virgem Maria, este é um local de peregrinação comparável à Lourdes ou Guadalupe, embora menos conhecido. Localizado na cidade de Zaječov, perto da cidade peregrina de Příbram, que possui Svatá Hora e sua renomada coleção de conjuntos de Natividade, o projeto de restauração em andamento na Igreja de Svatátivá é de extrema importância para os agostinianos na República Tcheca, pois marca não apenas um importante local de peregrinação, mas também a preservação do que foi devolvido a eles após a queda do comunismo em 1989.

(*) Fontes: Schauber/Schindler, Bautz, Heiligenlexikon - Compilação e tradução: p. Per Einar Odden - Última atualização: 2006-12-18 11:12