segunda-feira, 13 de junho de 2011

13 de junho de 1917, segunda aparição de Nossa Senhora em Fátima

Jesus quer estabelecer no mundo a devoção ao Imaculado Coração de Maria 
 
     Nessa aparição Nossa Senhora disse aos Pastorinhos:
 
Lúcia: “Queria pedir-lhe para nos levar para o Céu”.
 
Nossa Senhora: “Sim. A Jacinta e o Francisco, levo-os em breve. Mas tu, ficas cá mais algum tempo. Jesus quer servir-se de ti para me fazer conhecer e amar. Ele quer estabelecer no mundo a devoção ao Meu Imaculado Coração. A quem a abraçar, prometo a salvação. E serão queridas de DEUS estas almas, como flores postas por Mim a adornar o Seu trono ”.
 
Lúcia: “Fico cá sozinha?”
 
Nossa Senhora: “Não filha. E tu sofres muito? Não desanimes. Eu nunca te deixarei. O meu Imaculado Coração será o teu refúgio, e o caminho que te conduzirá até Deus”. 

sábado, 11 de junho de 2011

Beata Mercedes Maria de Jesus, Fundadora - Festejada 12 de junho

     O povo católico do Equador e a Igreja universal podem venerar com alegria duas “flores” nascidas naquele país: a «Açucena de Quito», Santa Mariana de Jesus, e a “Rosa de Guayas”, como carinhosamente é conhecida a Beata Mercedes de Jesus. O perfume de santidade dessas duas flores, de poderosa intercessão celestial, é exemplo e estímulo para uma autêntica vida católica.
     Mercedes se destaca não só por seus dotes espirituais e religiosos, mas também por suas qualidades de grande dama, transmitidos por meio de uma vida ativa e profundamente contemplativa, institucionalizados pelo cumprimento de sua missão de fundadora de uma família religiosa na Igreja do Equador, as Irmãs Marianitas, e por seu legado: “ser amor misericordioso aonde há dor humana”.
      Mercedes Molina de Ayala nasceu no dia 20 de fevereiro de 1828, em Baba, então Departamento de Guayaquil. Era a quarta filha do casal Dom Miguel Molina y Arbeláez e da Sra. Rosa de Ayala y Olvera, família abastada, proprietária de grandes extensões de terra, com plantações de cacau e frutos tropicais. Recebeu as águas batismais na cidade de Pueblo Viejo, em 5 de março do mesmo ano, e sua Primeira Comunhão, bem como sua Confirmação, recebeu das mãos de Mons. Francisco Javier de Garaicoa, em 19 de maio de 1839.
     Sua respeitável mãe ficou viúva quando Mercedes tinha somente dois anos de vida. Ela se consagrou totalmente ao cuidado de seus filhos, lhes ensinando firmeza nos bons propósitos, a justiça, a solidariedade, e que em seus lábios sempre habitasse a verdade.
     “Mercedita, menina de beleza nada comum, nascida em um lar respaldado por uma fortuna apreciável, era modelo de virtudes singulares”.
     No ano de 1841, era uma bela jovenzinha que atraía pretendentes, quando também morre Dona Rosa. A perda de sua mãe foi uma dor indizível. Mercedes ficava órfã de pai e mãe, em companhia de seus irmãos, Maria e Miguel Molina de Ayala.
     Após uma grave queda de cavalo, Mercedes passou por uma conversão, resolvendo levar uma vida de piedade e penitência. Em 1849, quando acabava de cumprir vinte e um anos, renunciou a um brilhante matrimônio, e resolveu se dedicar à ação social e apostólica em um asilo de órfãos. Repartiu todos os bens que havia herdado de seus pais, que tinham provido seus filhos não apenas de dinheiro, mas de uma esmerada educação intelectual e artística.
     Ela se dedicou então aos órfãos em Guayaquil, depois em Cuenca. Foi justamente por essa época que ela conheceu Santa Narcisa de Jesús Martillo Morán, com quem compartilhou sua casa por muito tempo para se ajudarem mutuamente no caminho da cruz, e praticarem juntas a virtude, a oração e a penitência.
     Mercedes viveu inicialmente consagrada a Deus no mundo, sob a direção de sacerdotes insignes. Desta maneira buscava identificar–se com Cristo crucificado, a quem havia elegido acima de qualquer outro amor humano, pela oração e pela penitência.
     Em 1862, começou a levitar quando rezava, perdia os sentidos e tinha êxtases depois de comungar. No ano seguinte, sua fama de beata se estendeu por toda cidade ocasionando os mais variados comentários.
     Grande devota de Santa Mariana de Jesus se propôs seguir seu exemplo de santidade e à chegada do Padre Garcia, designado Superior da Comunidade Jesuíta de Guayaquil em 1863, fez votos de pobreza, obediência e castidade.
     Naqueles dias, duas damas tinham reunidos numerosas crianças pobres do bairro às quais ensinavam, vestiam e davam de comer em uma casa chamada orfanato "A Beneficência".
     Na noite do dia 1º de fevereiro de 1867, aos 39 anos de idade, Mercedes de Jesus tomou a resolução mais importante de sua vida. Furtivamente escapou da casa de sua única irmã, aonde vivia, e passou a madrugada no interior da Igreja de São José, absorta em oração. Ao amanhecer, ouviu Missa, comungou, e com algumas poucas peças de roupa no braço, foi para o orfanato, aonde a receberam com imenso júbilo. Sua irmã Maria se encolerizou tanto, que levou muitos anos para perdoá–la e voltar a falar com ela.
     No orfanato passou alguns meses se adestrando no serviço de seus semelhantes, até que o Padre Garcia, que estava em Gualaquiza fundando uma missão, a mandou chamar para que ela o ajudasse em sua obra. Grande foi a surpresa de Mercedes de Jesus ao receber a carta, porém cumpriu a ordem imediatamente e viajou para aquela região dos índios jibaris em 1870, perdendo peso em dez meses de trabalhos rudes e cansativos.
     Em maio de 1871, voltou para Cuenca, fundou o Beatério de Santa Mariana e deu aulas a numerosas meninas. Anos depois, quando seu processo de beatificação foi instaurado, várias velhinhas se apresentaram declarando que haviam sido suas alunas, e que conservavam gratas recordações dela, por ser carinhosa com todas.
     Em janeiro de 1873 Mercedes transferiu–se para Riobamba, fundou outro Colégio e caiu gravemente doente. O médico que a assistiu pensou que ela morreria e assim o disse, mas a Beata, com toda calma lhe disse: "Não é verdade, porque tive uma visão. Vi um roseiral muito frondoso e florido que representa a Congregação e esta ainda não cresce, por isso eu viverei o suficiente e muitos anos mais". E sarou em seguida. È por este motivo que ela ficou conhecida como “a Rosa de Guayas”.
     Todos esses trabalhos providencialmente iam acrisolando sua vocação de fundadora.
     Finalmente, na segunda-feira de Páscoa, dia 14 de abril de 1873, recebeu a aprovação do Bispo de Riobamba. Nasceu então, oficialmente, a Congregação das Religiosas de Santa Mariana de Jesus, as Marianitas, nome de sua escolha por ter assumido desde sua juventude a espiritualidade da Santa equatoriana.
     A Beata Mercedes Maria de Jesus Molina é a Fundadora do primeiro Instituto Religioso na Igreja do Equador. O Instituto tinha como meta o atendimento aos órfãos, dar asilo às convertidas e às jovens em perigo, a assistência às prisões. O Instituto tinha e tem uma espiritualidade missionária.
     A Beata Mercedes é pioneira na educação da mulher equatoriana, pois no início do século XIX as escolas destinadas à educação feminina eram quase desconhecidas. É a mulher genial que abre caminho em um lugar geográfico e em um momento histórico em que ninguém então pensava neles. É a criadora de sua própria pedagogia baseada no método direto, prático e integral. Tem metas claras, concretas e precisas; sua preocupação constante não foi elaborar metas teóricas, mas práticas, caracterizadas por uma ação direta, persistente e maternal; sempre equânime e serena, amável e acessível, firme e segura, respeitosa.
     Por três anos a Beata exerceu “o ofício de mãe terna, servindo–os nas enfermidades, cheia de caridade e bondade com todos”, enquanto trabalhava no asilo de órfãos. E assim continuou levando uma vida exemplar, de amor ao próximo e de sacrifício até o heroísmo. Devido aos jejuns e às penitências, seu corpo foi se debilitando pouco a pouco, até que a morte a surpreendeu, em odor de santidade, no dia 12 de junho de 1883, no seu Instituto de Riobamba, aos 55 anos de idade..
      Seus restos foram venerados por horas e ao ser sepultado se constatou que a mão esquerda, que sustentava um crucifixo, estava endurecida e por mais esforços que se fizesse, não a puderam dobrar, impedindo fechar a tampa do ataúde; porém o resto do corpo estava flexível.
     A Madre Superiora então se dirigiu a ela, dizendo: "Mercedes, você que foi tão obediente em vida, obedeça morta e abaixe o braço". Imediatamente o braço abaixou deixando perplexos os presentes, a ponto de o Padre Redentorista que oficiava a Missa pedir para abençoar a multidão com o mesmo braço da defunta, o que foi feito em seguida.
     Seus restos descansam na cidade de Riobamba, na mesma casa onde fundou a Congregação das Marianitas.
     Três anos depois de sua morte foi iniciado o primeiro processo para a sua beatificação, que se interrompeu por um longo tempo por causas políticas e por obra de pessoas contrárias ao seu Instituto.
     O processo foi retomado em 1929; a causa foi introduzida pelo Papa Pio XII em 8 de fevereiro de 1946. O decreto de suas virtudes foi expedido em 27 de novembro de 1981; um milagre atribuído a sua intercessão foi reconhecido em 9 de junho de 1984. No dia 1º de fevereiro de 1985, “a Rosa de Guayas” foi beatificada durante a visita pastoral de João Paulo II ao Equador.
     Em 1948, nas bodas de diamante da Congregação fundada pela Beata, a Santa Sé aprovou os estatutos redigidos por ela em Gualaquiza, embora com algumas reformas.
     Essa educadora e missionária, católica exemplar, a primeira fundadora de uma congregação equatoriana, merece toda nossa veneração. Essa “Rosa” plantou um imenso roseiral, segundo seu sonho e sua inspiração, que se estendeu às diversas nações, espalhando seu perfume apostólico na Igreja da América Latina.
 
 
Sólo para padecer
pido a Dios que me dé vida
hasta que toda sumida
en penas me pueda ver.
No tengo, no, otro querer
y anhela mi razón
amar la tribulación,
la pena y el desconsuelo
con amor, con fe, con celo
y humildad de corazón
Así lo desea y quiere:
Mercedes de mi Jesús.
Guayaquil, Mayo 12 de 1866.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Beata Ana Maria Taigi, Padroeira das mães de família - Festejada 9 de junho

     Ana Maria Antonia Gesualda nasceu na bela cidade toscana de Siena, na Itália, em 29 de maio 1769. Era filha única de um conceituado farmacêutico de Siena. Quando os negócios pioraram, a família foi obrigada a emigrar para Roma em busca de melhores condições de vida. Os pais de Ana trabalharam no serviço doméstico em casas particulares, enquanto a menina era internada em uma instituição que se encarregava da educação de crianças sem recursos.
     Durante dois anos ela permaneceu nas Mestras Pias Filipinas, mas apenas conseguiu rudimentos de leitura e escritura. Na idade de treze anos, Ana começou a ganhar o pão com seu trabalho. Durante algum tempo esteve empregada em uma fábrica de tecidos de seda e depois trabalhou no palácio dos Chigi, onde já estavam empregados seus pais.
     Mas a vida mundana de luxo fácil que a cidade eterna proporcionava chegou a tentar esta jovem. Conseguiu passar ilesa porque se casou, aos vinte e um anos, com Domingos Taigi, servidor do palácio Chigi. Ele era um homem piedoso, mas de caráter difícil e grosseiro, que nunca compreendeu os dons especiais da esposa.
     Vivendo no ambiente da corte, o casal acabou buscando a felicidade fútil das festas, vaidades, diversões e fortuna. Depois de três anos ela viu o vazio de sua vida familiar e o quanto estava necessitada de Jesus. Foi a uma igreja e fez uma confissão profunda com um sacerdote que se tornou seu diretor espiritual. Foi então que ocorreu sua conversão.
     Ana Maria iniciou uma nova vida dedicada aos deveres cristãos e a procura da santificação. Ela quis se entregar a duras penitências, mas o padre a fez compreender que seu sacrifício consistia no amor e fidelidade ao sacramento do casamento e no papel de mãe.
     Por 49 anos ela, finíssima no trato, teve a oportunidade de exercitar continuamente a paciência e a caridade. Conhecendo todo o valor do casamento e considerando-o como uma altíssima missão recebida do céu, a Beata transformou a sua casa em um verdadeiro santuário, onde Deus tinha o primeiro lugar. Dócil ao marido, fazia com que nada faltasse à família e o pouco que tinha era sempre dividido com os pobres e doentes que nunca deixou de ajudar.
     A sua família foi crescendo com a chegada de sete filhos, três dos quais morreram ainda pequenos, e dos seus velhos pais. Mas ela encontrava tempo para ajudar nas despesas da casa costurando sob encomenda. Mais tarde, quando a filha Sofia ficou viúva com seis filhos, foi Ana Maria que os acolheu e criou dando-lhes uma formação reta.
     Ana Maria era devotíssima da Ssma. Trindade, de Jesus Sacramentado e da Paixão de Nosso Senhor; tinha uma terníssima devoção por Nossa Senhora. Em 26 de dezembro de 1808, ingressou na Ordem Secular Trinitária e tornou-se fervorosa serva e adoradora da SSma. Trindade.
     Favorecida com dons especiais da profecia, tornou-se conhecida por seus conselhos no meio do clero. Ana Maria se tornou muito respeitada durante todos os quarenta e sete anos em que "um sol luminoso aparecia diante dos olhos, onde via os acontecimentos do mundo, os pensamentos e as almas das pessoas", como ela mesma descrevia.
     Foi conselheira espiritual de vários sacerdotes, hoje todos Santos, como Vicente Pallotti, Gaspar Del Búfalo, Vicente Maria Strambi, de nobres e outras personalidades eclesiásticas ilustres.
     Na sua declaração juramentada, e que pode ser consultada no processo de beatificação de Ana Maria, o Cardeal Pedicini se refere aos portentos que ele presenciou nessa mulher extraordinária. Diz o citado Cardeal que Ana Maria Taigi via os pensamentos mais secretos das pessoas presentes ou ausentes; os acontecimentos dos séculos passados, e a vida que levavam as mais importantes personagens. Este dom era o conhecimento de todas as coisas em Deus, na medida em que a inteligência humana é capaz de conhecê-lo nesta vida. E acrescenta o Cardeal: "Me sinto impotente para descobrir as maravilhas de quem fui confidente durante 30 anos".
     A Beata Ana Maria faleceu em 9 de junho de 1837. O Papa Bento XV a beatificou em 1920, designou sua celebração para o dia de sua morte e a declarou padroeira das mães de família. O decreto de beatificação a aponta como: "prodígio único nos fastos da santidade". O corpo da Beata Ana Maria Taigi, que prodigiosamente se conservou incorrupto, está guardado na Igreja de São Crisógono, em Roma, numa Capela a ela dedicada.

Revelações de Deus à Beata Ana Maria Taigi
     Deus enviará ao mundo duas espécies de castigos. Primeiro virão vários castigos terrenos: vão ser muito maus, mas serão mitigados e encurtados pelas orações e penitências das almas santas.  Haverá grandes guerras nas quais morrerão pelo ferro milhões de pessoas (as duas Grandes Guerras do séc. XX?). Mas depois destes castigos terrenos virá o celeste que será dirigido aos impenitentes. Este castigo será muito mais horroroso e terrível, não será mitigado por coisa alguma, atuará em todo seu rigor e será universal. Contudo, em que este castigo consistirá Deus não o revelou a ninguém, nem mesmo aos Seus mais íntimos amigos.
     Trevas excessivamente espessas se espalharão pelo mundo inteiro e envolverão a terra durante três dias e três noites. Durante essas trevas será absolutamente impossível distinguir-se qualquer coisa. O ar ficará empestado pelos demônios que aparecerão sob todas as formas, as mais odiosas. Essa pestilência atingirá não exclusivamente, mas bem principalmente, os inimigos da religião, ocultos ou conhecidos, com exceção de alguns poucos que Deus converterá logo depois.
     Enquanto durarem as trevas será impossível a luz natural. Aquele que por curiosidade abrir as janelas, olhar para fora, ou sair pela porta, cairá morto instantaneamente. Durante esses dias devemos ficar em casa rezando o Rosário e invocando a misericórdia de Deus. As velas bentas preservarão da morte, assim como a invocação a Maria e aos Anjos.
                                                           (das Atas de Beatificação de Ana Maria Taigi)

     Em outra ocasião Nosso Senhor comunicou a Beata o grande e próximo triunfo de Sua Igreja. Nosso Senhor disse-lhe: “Primeiro cinco grandes árvores têm de ser cortadas, a fim de que o triunfo possa vir. Essas cinco grandes árvores são cinco grandes heresias”. A Serva de Deus disse então: “Duzentos anos apenas serão suficientes para que tudo isto aconteça?” Nosso Senhor respondeu: “Não levará tanto tempo quanto tu julgas”.


     Obs. Para contemplar o corpo incorrupto da Beata Ana Maria Taigi, acessar o site abaixo:



quarta-feira, 8 de junho de 2011

Beata Maria do Divino Coração - Festejada dia 8 de junho

     No dia 1º de novembro de 1975, Maria Droste Zu Vischering, que em religião se chamou Irmã Maria do Divino Coração, era beatificada por Paulo VI.
     A beatificação da Irmã Maria do Divino Coração, glória da benemérita Congregação de Nossa Senhora da Caridade do Bom Pastor, alemã por nascimento e portuguesa de coração, tem para Portugal especial significado. Ela dedicou a Portugal, por chamamento divino, o melhor da sua curta vida.
     Filha dos Condes Droste Zu Vischering, nasceu em Münster, na Vestefália (Alemanha), a 8 de setembro de 1863. Passou a infância no Castelo de Darfeld, não longe daquela cidade, no seio duma família profundamente cristã.   
     Maria bebeu a devoção ao Sagrado Coração de Jesus com o leite materno. Já seus pais a viviam intensamente e souberam-na comunicar aos seus filhos e familiares. Foi numa vida de felicidade, de pureza e de austeridade que ela se preparou para a mais intima e mística união esponsal com o Coração de Jesus. «Desde a mais tenra idade, escreve ela, senti a dita de ser filha da Santa Igreja».
     No Natal de 1883, consagra-se a Deus pelo voto de castidade perpétua. E Ele apodera-se dela e marca-lhe a consagração com o sinal da cruz, fazendo-a passar por dilatada e penosa doença. Com o espírito embalado por longo tempo em sonhos de heroísmo missionário, no dia 1 de julho de 1888, esperando na igreja paroquial a sua vez de se confessar, ouve subitamente a voz do Senhor: «Tens de entrar no convento do Bom Pastor».
     Uma tarde, passeando meditativamente pelas alamedas do jardim do seu solar, «senti vivamente, escreveu ela, que o Senhor me dizia que teria de sofrer muito por Ele. Jesus falou-me dos momentos por que passava, vendo-se abandonado de todos, e pediu-me Lhe fizesse companhia. Disse-me que O aflige sobretudo o abandono de muitos sacerdotes...».
     A 10 de janeiro de 1889 toma o hábito religioso no convento de Münster, no  mesmo dia em que, no Carmelo de Lisieux, Teresa do Menino Jesus recebeu o dela.  Professou a 29 de janeiro de 1891. 
     Em 1894, após três anos de dedicação ao apostolado das penitentes, próprio do seu Instituto, é enviada a Portugal. Depois de três meses passados em Lisboa, chega ao Porto como Superiora do Recolhimento do Bom Pastor na Rua de Vale Formoso (Paranhos), a 17 de maio de 1894.
     De lá escreve ela, pouco depois: «Vivemos numa situação angustiosa. A casa está em ruínas, devorada por dívidas que nos sufocam. Vejo, porém, e sinto que Deus está comigo, e assim cresce, cada dia mais, a minha coragem, embora por vezes isto seja difícil de suportar... Só temos em caixa cinco ou seis marcos, e temos de alimentar 120 pessoas... Sinto-me tão portuguesa, que não me importo com tanto desconforto, tanto frio e tanta humildade...».
       E a sua tenacidade, aliada a uma absoluta confiança no Coração de Jesus, realiza o milagre de transformar aquela casa e a comunidade em ruínas num florescente jardim de Deus.
      A 21 de maio de 1896 cai de cama, esgotada de trabalho, para nunca mais se levantar: uma ostiomielite a paralisa e martiriza com dores atrozes constantes. É nesta longa, heróica crucifixão, que a Irmã Maria se imola pelos pecadores, pelos sacerdotes, pela Igreja, por Portugal.
     «Muitas vezes na minha doença, quando sentia ardentes desejos de morrer, Nosso Senhor, duma imagem dos Passos me dizia: "Então queres que Eu leve sozinho a cruz de Portugal?"» (Carta de 1896).
     O sinal da autenticidade da sua missão divina é precisamente o recrudescer dos seus padecimentos. E quando pela terceira vez o Coração Divino se dirige à Irmã Maria a pedir a intervenção dela junto de Leão XIII, pergunta-lhe ainda «se estava disposta a suportar toda a espécie de sofrimentos, humilhações e desprezos».
      Às 3 horas da tarde do dia 8 de junho de 1899, ao hino das primeiras vésperas da Festa do Coração de Jesus, quando por todo o mundo católico se fazia o tríduo solene de preparação para a consagração ao mesmo Divino Coração, ela consumava o seu sacrifício.
     No dia 11, o Papa Leão XIII realizava aquilo que ele mesmo declarou ser o «ato mais grandioso do seu pontificado», a consagração do mundo inteiro ao Sagrado Coração de Jesus. Este ato foi-lhe pedido por Cristo. A mensageira transmissora da mensagem de Cristo foi a Irmã Maria do Divino Coração.
     As suas venerandas relíquias repousam em Ermesinde, na Igreja do Coração de Jesus, ereta pelas suas filhas. Na primeira sexta-feira de julho (ou agosto) de 1897, recebeu ela ordem do Senhor: «Deves erigir-Me aqui um lugar de reparação, e Eu erigirei nele um lugar de graças. Depois disse-me que queria que esta igreja fosse sobretudo um lugar de reparação pelos sacrilégios, e para atrair graças e bênçãos sobre o clero».
      A construção deste templo foi uma das suas últimas preocupações. Ela mesma, no seu leito de dor, mal podendo segurar um lápis entre os dedos, traçou as linhas arquitetônicas. Não quis o Senhor dar-lhe em vida a alegria de ver realizado o seu sonho. Realizaram-no as suas filhas em Ermesinde.
     Diante da Hóstia consagrada em constante exposição, almas rezam em adoração reparadora. «Deves erigir-Me aqui um lugar de reparação, e Eu erigirei nele um lugar de graças». O lugar de reparação está ereto. A palavra do Senhor não falhará!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Beata Ana de São Bartolomeu, Carmelita Descalça - Festejada 7 de junho

      Ana Garcia nasceu em Almendral (Ávila) em 10 de outubro de 1549. Passou sua adolescência nos trabalhos do campo, mas já era agraciada por grandes graças místicas.
     Aos 21 anos, em 1570, ingressou no primeiro mosteiro das Carmelitas Descalças, o mosteiro de São José, tornando-se a primeira irmã conversa da Reforma levada a efeito por Santa Teresa de Jesus.
     Em 15 de agosto de 1572, a grande reformadora do Carmelo recebia sua profissão, e Ana logo se tornou sua assistente e a sua companheira de viagem; por ordem de Santa Teresa aprendeu a escrever quase que milagrosamente.
     Ana acompanhou a Fundadora em três fundações e a sua presença tornou-se tão necessária à Santa, que esta não sabia pôr-se a caminho sem a sua companhia. Por vezes ela viajava dias inteiros sob a chuva ou sob a neve, não encontrando aldeia alguma por muitas léguas, não fazendo outra coisa senão tremer até os ossos.
     Em 4 de outubro de 1582, em Alba de Tormes, Santa Teresa falecia. Ana de São Bartolomeu teve a consolação de assistir a Santa até os últimos momentos, pois ela queria morrer nos seus braços Tornou-se, então a herdeira da espiritualidade da Santa fundadora.
     Ana continuou sua vida conventual em Ávila, em Madrid (1591), em Ocana (1595). Em 1604, com Ana de Jesus e outras quatro carmelitas, Ana de São Bartolomeu foi para a França para iniciar a reforma da Ordem também ali. Em 1605, foi eleita priora de Pontoise e de Tours em 1608.
     Em 1611, voltou para Paris e obteve permissão para mudar-se para as Flandres para colocar-se sob a direção dos Carmelitas Descalços. Depois de um ano em Mons, Bélgica, parte para fundar um mosteiro em Anvers (1612), onde permaneceria os últimos quatorze anos de sua vida, gozando da estima dos arquiduques e do povo de Anvers, que suas orações haviam libertado da ocupação dos hereges.
     Morreu na cidade belga no dia 7 de junho de 1626, Festa da Santíssima Trindade. Depois de sua morte ocorreram numerosos milagres; o seu corpo está sepultado no mosteiro anversano.
     A vida da Beata Ana de São Bartolomeu foi toda voltada para o cumprimento da vontade de Deus, aceita com generosidade. Atingiu as mais altas vias de união com a Santíssima Trindade. Sua espiritualidade pode ser admirada na Autobiografia escrita por obediência. Deixou também alguns opúsculos espirituais formativos para as noviças carmelitas.
     Foi beatificada em 6 de maio de 1917 pelo Papa Bento XV. Sua festa litúrgica é 7 de junho.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Santa Paulina de Roma e seus pais, mártires - Festejada 6 de junho

 
 
     A existência desta mártir é mencionada em muitas hagiografias antigas, junto com Artemio e Cândida. Eles são comemorados no dia 6 de junho no Martirologio Romano, baseando-se este na "Paixão de Pedro e Marcelino" que conta que Artemio era o guardião da prisão romana onde estavam aprisionados os cristãos e futuros mártires chamados Pedro e Marcelino. Artemio tinha uma filha chamada Paulina que estava possuída pelo demônio.
     Pedro prometeu libertar sua filha se ele se convertesse ao Cristianismo. Artemio não aceitou, pois pensava que o santo mártir estivesse louco. Porém, depois de presenciar um milagre, se converteu, bem como sua esposa Cândida e sua filha Paulina, que ficou curada.
     Denunciado como cristão diante do juiz Sereno, Artemio foi sentenciado a morrer, junto com sua família, na Via Aurélia. As duas mulheres, Cândida e Paulina, foram lançadas em um fosso e soterradas por uma grande quantidade de pedras. Artemio foi executado com uma espada.
     Artemio e Paulina foram enterrados na Basílica de São Pancrácio na Via Aurélia e Cândida foi enterrada em uma igreja da Via Portuense.
 





quarta-feira, 1 de junho de 2011

Santas Festejadas no mês de junho

 
jun 02  Sta Blandina, S Potino e comp. Mártires de Lion  MR
jun 03  Beata Beatriz Bicchieri, Dominicana 
jun 03  Santa Clotilde, Rainha dos Francos MR
jun 03  Santa Olívia de Anagni, Eremita  MR
jun 04  Beata Menda Isategui, Virgem mercedária
jun 05  Santas Valéria e companheiras, Mártires de Cesareia da Palestina  
jun 06  Santa Paulina e familiares, Mártires MR
jun 06  Beata Elisabete da Hungria, Princesa, filha de André III († 6/6/1338)
jun 07  Beata Ana de S. Bartolomeu, Carmelita Descalça MR
jun 07  Beata Maria Teresa de Soubiran La Louvière, Fundadora MR
jun 08  Beata Madalena da Conceição, Virgem mercedária
jun 08  Beata Maria do Divino Coração de Jesus (Droste Zu Vischering) MR
jun 08  Beata Mariam Teresa Chiramel Mankidiyan, Fundadora MR
jun 09  Beata Amada de Bologna   
jun 09  Beata Ana Maria Taïgi, Mãe de família e mística MR
jun 09  Santa Tecla, Mártir  
jun 10  Beata Diana de Andalò, Virgem MR
jun 10  Santa Elisabete Guillen, Virgem mercedária
jun 10  Santa Faustina de Cizico, Mártir  
jun 11  Beata Iolanda da Polônia, Abadessa MR
jun 11  Beata Maria do S. Coração de Jesus (Ma.Schininà Arezzo) Fundadora MR
jun 11  Santa Aleide de Schaerbeek, Virgem MR
jun 11  Santa Maria Rosa Molas y Vallvè, Fundadora MR
jun 11  Santa Paula Frassinetti, Virgem MR
jun 12  Beata Flórida Cevoli, Religiosa MR
jun 12  Beata Maria Cândida da Eucaristia, Carmelita Descalça MR
jun 12  Beata Mercedes Maria de Jesus, Fundadora MR
jun 13  Beata Mariana Biernacka, Mártir MR
jun 13  Santa Felicola de Roma, Mártir MR
jun 14  Beata Constância de Castro, Terciária franciscana
jun 15  Beata Albertina Berkenbrock, Virgem e mártir
jun 15  Santa Bárbara Cui Lianzhi, Martir MR 
jun 15  Santa Benilde de Córdoba, Mártir MR
jun 15  Santa Germana Cousin, Virgem MR
jun 16  Beata Limbânia, Virgem  
jun 16  Beata Maria Teresa Scherer, Religiosa MR
jun 16  Santa Julita (ou Judite) Mártir MR
jun 16  Santa Lutgarda, Religiosa MR
jun 16  Santas Griciniana e Actinea, Martires
jun 17  Beata Eufêmia de Altenmunster, Abadessa
jun 17  Beata Teresa de Portugal, Rainha de Castela, cistercense  MR
jun 17  Santas Valeriana e companheiras, Mártires
jun 18  Beata Marina de Spoleto, Agostiniana 
jun 18  Beata Osana Andreasi de Mântua, Virgem dominicana  MR
jun 18  Santa Alena de Forest, Virgem e mártir 
jun 18  Santa Elisabete de Schonau, Religiosa MR
jun 18  Santa Marina – Marino, Monja  
jun 18  Santa Paula e S. Ciriaco, Mártires  MR
jun 19  Beata Cândida de Milazzo, Terciária mínima
jun 19  Beata Helena Aiello, Fundadora   
jun 19  Beata Miguelina (Metelli Malatesta) de Pesaro MR
jun 19  Santa Hildemarca de Fecamp, Abadessa  MR
jun 19  Santa Juliana Falconieri, Virgem  MR
jun 20  Beata Margarida Ball, Mãe de família, mártir   MR
jun 20  Beata Margarida Ebner, Dominicana  MR 
jun 20  Santa Elia (Eliada) de Ohren, Abadessa 
jun 21  Santa Colagia, Virgem mercedária 
jun 21  Santa Demétria de Roma, Mártir   
jun 22  Beata Altrude de Roma, Virgem, Terciária franciscana 
jun 23  Beata Francisca Martel, Virgem mercedária  
jun 23  Beata Maria de Oignies, Fundadora das Beguinas  MR
jun 23  Beata Rafaela Santina Cimatti   MR
jun 23  Santa Agripina, Virgem e mártir 
jun 23  Santa Eteldreda de Ely, Rainha da Nortumbria 
jun 24  Beata Maria Guadalupe (Anastásia G. Garcia Zavala), Fundadora  MR
jun 25  Beata Doroteia de Montau, Viúva   MR
jun 25  Beata Maria Lhuilier, Virgem e mártir  MR
jun 25  Santa Eurósia de Jaca, Mártir  25 junho  MR
jun 25  Santa Febrônia  Mártir na Pérsia  
jun 25  Santa Tecla de Maurienne, Virgem e eremita   MR
jun 26  Beata Maria Josefina de Jesus Crucificado, Carmelita   
jun 26  Beatas Maria Madalena Fontaine e 3 comp. Virgens mártires  MR
jun 27  Beata Luísa Teresa de Montaignac de Chauvance, Fundadora  MR
jun 27  Beata Margarida Bays, Terciária Franciscana  MR
jun 27  Santa Gudene, Martir  MR
jun 28  Beata Maria Pia Mastena, Fundadora  
jun 28  Santa Maria Du Zhaozhi, Mártir  MR
jun 28  Santa Potamiena de Alexandria   
jun 28  Santa Vicenta Gerosa, Virgem  MR
jun 29  Beata Salomé de Niederaltaich, Reclusa
jun 29  Santa Ema de Gurk, Condessa  MR
jun 29  Santas Maria Du Tianshi e Madalena Du Fengju, Mártires chinesas  MR
jun 30  Santa Erentrudes, Abadessa  MR