A
Beata Angelina de Spoleto é uma Clarissa que viveu no século XIII.
Filha de Antonio, um nobre de Spoleto, ela
se tornou freira por volta de 1440. Ela entrou no mosteiro das Clarissas de Santa
Lúcia em Spoleto.
A Beata Angelina era uma freira que amava
o silêncio e a humildade. Conta-se que dormia apenas três ou quatro horas e
passava a maior parte dos dias rezando, principalmente pelas almas do
purgatório.
Gravemente doente e acamada devido a uma
doença grave, ela foi milagrosamente miraculada por Santa Clara que apareceu a
ela com outros santos e foi completamente curada.
E precisamente no final dos seus dias foi
recordada no Martirológio franciscano: "Angelicis moribus exornata et
Sanctorum apparitionibus recreata ad caelestem sponsum migravit" (Adornada
com maneiras angelicais e revivida pelas aparições dos santos, ela voou para
seu noivo celestial).
No mesmo texto recorda-se que a sua festa
caía a 20 de agosto. Ela morreu em Foligno em 1490.
Fonte:
www.santiebeati.it
No final do século XIX e nas primeiras décadas do
século XX, ocorreram na Santa Igreja Católica um florescer de Fundadores de
obras sociais que se ocuparam da instrução de crianças e jovens; do cuidado e
do acolhimento dos pobres, velhos, abandonados, órfãos; na assistência aos
doentes em suas casas, ou em hospitais; na formação profissional dos operários,
artesãos, agricultores; na direção espiritual e formação dos jovens.
Entre tais Santos
Fundadores encontramos a espanhola Madre Petra de São José.
Vale de Abdalajís
(Málaga) foi o povoado que viu nascer, no dia 7 de dezembro de 1845, Petra de
São José, cujo nome de batismo foi Ana Josefa Pérez Florido. Ana Josefa
era a última de 19 filhos de José Pérez e Maria Florido.
Aos três anos ficou
órfã de mãe e foi entregue aos cuidados da avó paterna, Teresa Reina, muito
religiosa, que lhe inculcou a fé desde tenra idade. Sua precoce caridade era
alimentada pela devoção à Eucaristia, a Nossa Senhora das Dores e a São José.
Fez os estudos
elementares na escola da aldeia onde logo se sentiu chamada à oração e à vida
consagrada, como dirá mais tarde: “Não pensava mais nada do que ser
freira; e neste desejo me consumia”.
Muito caridosa,
distribuía quanto podia aos pobres e quando lhe era impossível acudir às suas
necessidades ficava mais triste que eles, como ela própria confessa: “Quando
me pediam alguma coisa e não conseguia dar nada, ficava desconsolada como eles”.
Não era apenas a
pobreza material que lhe tocava a alma. Também a entristecia a ignorância
religiosa dos seus conterrâneos e a pouca vontade de aprenderem a conhecer os
mistérios de Deus. “Dava-me pena que, ao ouvir os sermões, alguns
dormissem, desperdiçando tão bela ocasião de se instruírem”.
Com o irmão
João levava comida às famílias mais necessitadas do povoado; quando não tinha
meios de socorrê-los, vencendo a oposição do pai, ia com três companheiras,
pedir de porta em porta e pelas quintas, vencendo assim a sua natural
repugnância de mendigar. Derramava à sua volta simplicidade e alegria. Atraídas
pelo seu modo caridoso e desinteressado, outras jovens também se dedicavam às
crianças abandonadas.
Após a morte do pai,
ocorrida em 11 de janeiro de 1875, Ana Josefa pode se dedicar inteiramente à
sua vocação. Dois meses depois, em 19 de março de 1875, a pedido do prefeito de
Alora (Málaga), abriu uma pequena casa para idosos, sempre sem ligação a
qualquer Ordem religiosa e com a ajuda das jovens que se tinham ligado a ela.
Em 2 de novembro de
1877, Ana e suas companheiras vestiram o hábito das noviças da nova Congregação
Mercedárias da Caridade, fundada pelo cônego de Málaga, João Nepomuceno Zegri,
que lhes deixou a Casa de Alora.
Em 23 de setembro de
1879, Ana Josefa deixou o hábito mercedário e se colocou à disposição do Bispo
de Málaga, Mons. Manuel Gomez-Salazar.
Em 25 de dezembro de
1880, encorajada por Mons. Manuel Gomez-Salazar, fundou a Congregação das Mães
dos Desamparados. Na realidade foi o próprio bispo que lhes pôs o nome de Mães
dos Desamparados para identificá-las com o modo como tratavam os pobres.
Receberam o hábito e
fizeram os votos no dia 2 de fevereiro de 1881. Nos primeiros anos não faltaram
dificuldades para atender os desprotegidos que iam abrigar-se à sombra do seu
amor. Mas a Madre Petra, nome adotado por ela depois da profissão religiosa,
conquistou a confiança das famílias mais ricas, que reconheciam os desvelos com
que eram tratados os indigentes; assim a Congregação pode erguer lares em
Málaga, Gibraltar, Andújar, Barcelona, Martos, Valência e Arriate, ainda que à
custa de muito sacrifício. Mas as vocações continuaram a afluir para tanto
trabalho.
Em 1895, como
resultado de sua grande devoção a São José, iniciou a construção de um
Santuário em honra do seu patrono, sobre a Montanha Pelada, Barcelona, cuja
igreja foi inaugurada em 19 de março de 1901. Em 1903 fundou a revista religião
“A Montanha de São José” para difundir devoção ao protetor da Santa Igreja. A fortaleza
espiritual e a energia firme da Beata Petra resultavam de uma fé interior muito
robusta, confiante e esclarecida, alimentada por uma oração contínua, por um
amor visível e assombroso ao sacrifício e à cruz de todos os dias, e uma
devoção terníssima e confiante em São José, cujo exemplo de simplicidade quis
sempre reproduzir.
Em 1905, o Papa São
Pio X acrescentou o título “e de São José da Montanha” ao nome da Congregação,
para ilustrar a devoção ao pai adotivo de Jesus.
Madre Petra faleceu
no dia 16 de agosto de 1906, aos 61 anos de idade, no Santuário de São José da
Montanha, a joia mais bela da sua coroa, num ambiente de grande serenidade e
paz.
A Congregação
espalhou-se por diversos países: Itália, Argentina, Colômbia, Chile, Guatemala,
México, Estados Unidos e Porto Rico, onde prossegue e persevera no acolhimento
dos desamparados que ninguém quer.
Madre Petra foi
beatificada por João Paulo II em 16 de outubro de 1994.
Fontes: www.santiebeati.it/; http://www.jornalaguarda.com
Postado
neste blog em 15 de agosto de 2013
Filha
de Bertário, rei da Turíngia (atual Alemanha), Santa Radegundes nasceu por
volta de 518, e viveu numa região de florestas profundas e verdes vales. Ela
passou seus primeiros anos em meio às turbulências que devastaram o reino ainda
pagão. Duas vezes prisioneira, ela assistiu ao assassinato dos pais e dos
parentes mais chegados.
Seu
tio, Hermanfrido, matara seu pai para ficar com a porção do reino que cabia a
este. Pediu o auxílio de Thierry, rei dos francos, para livrar-se do irmão e
ficar só no governo da Turíngia. Depois, Hermanfrido não quis cumprir a
promessa que fizera a seu aliado de partilhar com ele os domínios conquistados.
E a Providência serviu-se disso para castigar o fratricida.
Thierry,
unindo-se a seu irmão Clotário, rei de Soissons, invadiu e devastou a Turíngia,
matou seu rei, e levou para a França algumas vítimas ilustres e ricos despojos.
Na partilha, Clotário quis ficar com Radegundes, então com dez anos de idade,
mas muito amadurecida pelo sofrimento.
Radegundes
foi levada para a França, a Saint-Quentin, depois a Athies. A esposa de Clotário,
Ingonda, deu a menina uma educação muito religiosa.
Sofrendo
sempre em silêncio, Radegundes preparava sua alma ainda pagã, retamente
orientada pela lei natural, para compreender, em contato com a doutrina
católica, o sentido de expiação que o sofrimento tem, à semelhança dos
padecimentos do Redentor que expiou os pecados de toda a humanidade.
Na
propriedade real de Athies, para onde a mandou Clotário, a princesa recebeu uma
educação tão esmerada, que chegou a falar com facilidade e elegância o latim, e
a compor poesias nesse idioma.
Em
538, com a morte de Ingonda, Clotário desejou desposar Radegundes em
Vitry-en-Artois. Radegundes tentou fugir para os arredores de Péronne.
Apanhada, ela teve que se submeter à cerimônia presidida pelo Bispo São
Medardo, em Soissons.
Embora
fosse filho de Santa Clotilde – que se casou com Clóvis, rei dos Francos –,
Clotário era dotado de uma natureza rude e selvagem. Mas, por um desígnio da
Providência, envaideceu-se de poder apresentar por esposa uma mulher polida e
culta.
O
trono não serviu a ela senão como meio de praticar a caridade em favor dos
sofredores. Numa corte recém saída da barbárie, com um rei devasso e nada
inclinado à piedade, as atitudes recatadas e modestas da rainha não eram muito
do agrado dos cortesãos. Radegundes sofreu com admirável resignação as
hostilidades com que estes a tratavam.
Não
podendo dar um filho a seu marido, ela insistia com ele para que a deixasse
abandonar o palácio e entrar em algum mosteiro. Quando Clotário ordenou a morte
de seu irmão Hermanfrido, única testemunha de todas as suas desventuras,
Radegundes decidiu deixar a corte.
Dirigindo-se
a Noyon, suplicou ao Bispo São Medardo que lhe impusesse o véu de religiosa.
Diante de sua hesitação, ela o ameaçou: “Se vós tardais em me consagrar e
temeis um homem mais que Deus, o Pastor vos pedirá contas da alma da ovelhinha”.
Depois
da consagração oficiada por São Medardo, Radegundes fez uma peregrinação ao
túmulo de São Martinho e se reuniu a rainha Santa Clotilde no mosteiro de
Tours. Esta vivia entristecida com as infames atitudes do filho, mas foi então
consolada pela vinda da dileta nora.
Clotário
fez várias ameaças para obrigar Radegundes a retornar à corte para viver a seu
lado, mas ela permaneceu inflexível.
De
Tours, Radegundes passou para outra propriedade real dada a ela pelo rei, Saix.
Ali fundou um oratório e um hospital, um dos primeiros da França, e viveu cerca
de seis anos como religiosa, dedicando-se a pobre gente dos arredores, cuidando
dos enfermos, especialmente os leprosos.
Em
25 de outubro de 552 (ou 553), Santa Radegundes fundou um mosteiro em Poitiers,
depois conhecido como da Santa Cruz, onde entrou acompanhada de um grande
número de jovens e na presença de uma multidão. Logo o mosteiro contava com
duzentas virgens, mas Radegundes não quis ser a abadessa. O cargo foi dado a
sua filha adotiva, Santa Inês, a quem ela obedecia humildemente. O mosteiro
seguia a Regra de São Cesário de Arles, e foi colocado sob a proteção da Santa
Sé, para ficar livre do poder episcopal.
A
Santa deixou em seu testamento uma ameaça contra quem prejudicasse o convento,
“seja não respeitando as pessoas ou propriedades, ou suscitando embaraços e
obstáculos”, de modo a incorrer “no julgamento de Deus, da Santa Cruz, e da
Bem-aventurada Virgem Maria”, e que tivesse como adversários e perseguidores “os
Santos Confessores Hilário e Martinho, sob a proteção dos quais, após Deus”, a
santa declarou ter colocado suas irmãs de hábito.
Ela
assim preservava sua obra, e impedia que após sua morte as doações que fizera
ao mosteiro suscitassem a cobiça de eclesiásticos ou leigos. Os
quatro filhos do primeiro casamento de Clotário, especialmente o rei Sigiberto,
favoreceram o mosteiro e enviaram à veneranda rainha o poeta São Venâncio
Fortunato para ajudá-la especialmente na atividade epistolar mantida por ela
com o Papa, com Bispos e reis do Ocidente e do Oriente.
Por
meio de embaixadas junto ao Imperador Bizantino, Justiniano, o rei Sigiberto
conseguiu uma relíquia da Santa Cruz. Por ocasião da entronização da relíquia
no mosteiro, São Venâncio Fortunato compôs os hinos Vexilla Regis e Pange
Língua em honra a Santa Cruz.
Embora
tivesse renunciado a todas as riquezas e ao seu título de rainha para melhor se
dedicar a Jesus Cristo, do interior do mosteiro Radegundes continuou a
influenciar os príncipes herdeiros evitando conflitos, e manteve uma grande
autoridade em todo o reino até o fim de sua vida.
No
dia 13 de agosto de 587, São Gregório de Tours, que há anos dava assistência
religiosa ao mosteiro de Santa Radegundes, assistiu as suas últimas horas.
Em
sua “História dos Francos”, o Santo relata muitos fatos da vida de Santa
Radegundes, deixando este testemunho, ao ver seu corpo no caixão: “tinha ela
uma face de anjo em forma humana; a face refulgia como rosas e lírios e ele
estremeceu como se estivesse na própria presença da Santa Mãe do Senhor”.
Ela
foi enterrada na Igreja Santa Maria Fora-dos-muros (hoje Santa
Radegundes) em Poitiers. Durante as invasões normandas seus despojos
foram levados para a Abadia de São Bento de Quincay, depois retornaram a
Poitiers em 868. Numerosos milagres lhe são atribuídos, o que atrai muitos
peregrinos.
Radegunda
– Wikipédia, a enciclopédia livre (wikipedia.org)
Santa
Liadania de Killyon é uma abadessa que presumivelmente viveu no século VI. Acredita-se
que ela tenha sido filha de Maine Cerr, filho de Oengus da linhagem de Lugaid e
mãe de São Ciarano de Saighir.
Tanto na vida de Ciarano escrita por
Gotha, onde ela é chamada de Wingela, quanto em uma nota no martirológio de
Oengu, Santa Liadania concebeu seu filho "quando uma estrela caiu em sua
boca".
Liadania foi convertida ao Cristianismo por
seu filho Ciarano, que lhe construiu uma cela em Ceall Liadain (Kyllon), que
mais tarde se tornou um mosteiro, a três milhas de seu mosteiro em Saighir.
Muitas vezes a época em que São Ciarano e
sua mãe viveram é indicada antes da chegada de São Patrício na Irlanda, na
realidade a historiografia moderna os coloca no século VI.
A festa de Santa Liadania no Martirológio
de Gorman é celebrada em 11 de agosto.
Fonte:
Santa
Liadania di Killyon (santiebeati.it)
*
Temos
um
grande número de santas comemoradas nos calendários
irlandeses em 11 de agosto. Entre elas estão Santa Atracta e Santa Lelia e
agora encontramos outra santa cuja festa ocorre neste dia, Liadania ou Liadhain de Killyon. A tradição diz que Liadania era a mãe do homem conhecido como o 'primogênito dos santos da
Irlanda',
São Ciarano de Saighir, e que ela também era uma fundadora monástica. Canon
O'Hanlon nos diz o que mais se sabe sobre esta mãe de santos e sobre os
esforços do estudioso do século 19, John O'Donovan, para identificar a localidade onde ela floresceu.
Esta santa
mulher, de acordo com as tradições, deve ter florescido durante a própria
infância do Cristianismo na Irlanda. De acordo com o Martirológio de Donegal, um
festival foi celebrado no dia 11 de agosto para homenagear Liadhain, filha de
Eochaidh. Ela descende da linhagem de Laighaire.
Dizem-nos que ela era mãe de São Ciarano de Saigher e a primeira abadessa entre mulheres santas da Irlanda.
Havia
um estabelecimento religioso em um lugar chamado Killiadhuin, supostamente
fundado pela santa e batizado em sua homenagem. Agora é identificado com
Killyon, perto de Seir-Kieran. Diz-se que dois acres de terra estavam sob os
prédios antigos; mas, agora, apenas uma pequena parte das paredes pode ser
vista. Já se faz alusão a este local, nas margens de um pequeno ribeiro,
denominado Rio Camcor.
Ao
mesmo tempo, John O'Donovan pensou que a paróquia de Killyon, no baronato de
Upper Moyfenrath, no condado de Meath, havia sido especialmente dedicada a
Santa Liadania. Esta paróquia de Killyon é limitada ao norte pela paróquia de
Killaconnican; a leste pelas paróquias de Castlerickard e Clonard; a sul pela
última paróquia e a oeste pelo condado de Westmeath. Havia partes destacadas
desta paróquia dentro da de Clonard.
No entanto, essa opinião do Sr. O'Donovan
foi posteriormente retirada, embora, como ele supõe, e com grande possibilidade
de conjectura, a paróquia de Killian, no Condado de Meath, também tenha sido
dedicada à santa. Os restos de uma antiga igreja estão em um cemitério.
Sob o
governo de Santa Liadhain ou Liadania, viveu Santa Brunsecha, uma virgem santa. Supõe-se que
ambas tenham florescido no quinto ou sexto século.
Fonte:
Omnium
Sanctorum Hiberniae: Saint Liadhain of Killyon, August 11
Origem
e significado de Liadania: é o nome da menina que significa "dama
cinzenta". É o nome de uma antiga santa irlandesa e o nome de uma poetisa
na lenda folclórica irlandesa. Liadain é outra variação.
Em
17 de outubro de 2010, a Santa Madre Igreja reconheceu a santidade
da Madre Cândida Maria de Jesus, Virgem Fundadora do Instituto das Filhas
de Jesus. Madre Cândida (no século Joana Josefa Cipitria y Barriola) nasceu em
1845 no povoadozinho de Andoain, no seio de uma família cristianíssima e
humilde. Falava mal o castelhano, pois sua língua materna era o euskera, e era
analfabeta, não sabia escrever nem ler.
Mas,
a Divina Providência tinha destinado à Madre Cândida uma missão aos olhos do
mundo impossível. Na igreja de Rosarillo de Valladolid recebeu, em 2 de abril
de 1869, a divina inspiração de fundar uma comunidade religiosa dedicada
à salvação das almas por meio da educação e instrução da infância e da
juventude. Ali também recebeu seu novo nome, Cândida Maria de Jesus. Uma
serviçal analfabeta pretendia fundar uma congregação para a educação!
*
Ela
nasceu em Berrospe, Andoain (Guipúzcoa, País Basco, Espanha) no dia 31 de maio
de 1845; foi batizada com o nome de Joana Josefa Cipitria y Barriola. Era a
primogênita de sete filhos de João Miguel Cipitria, tecelão, e de Maria de
Jesus Barriola. Com três anos, em 5 de agosto de 1848, recebeu a Crisma.
Em
1854 a família Cipitria y Barriola se mudou para Tolosa. Em 1862 Joana deixou a
terra basca rumo a Burgos, onde teve que cuidar de seus irmãos menores numa
família numerosa, para isto começou a trabalhar na família do magistrado José
de Sabater. Ao mesmo tempo dava os primeiros passos na vida de piedade.
Acompanhando
a família Sabater a Valladolid, no ano 1868, na Igreja de Rosarillo, conheceu o
Pe. Miguel San José Herranz, sacerdote jesuíta, que a ajudou a aumentar sua
atitude de penitência e oração, que são dois caminhos necessários para tomar
toda decisão importante. Foi ali que sentiu o chamado para responder às
necessidades daquela turbulenta sociedade espanhola, e que a levou a fundar uma
"Congregação com o nome de Filhas de Jesus, dedicada à salvação das almas por
meio da educação e instrução da infância e da juventude”.
Finalmente,
em 8 de dezembro de 1871, em Salamanca, com outras cinco mulheres, deu início à
Congregação com a celebração de uma Missa.
Joana
Josefa tinha 26 anos quando começou a redação das Constituições do novo
Instituto e a formação das aspirantes. O Pe. Herranz a ajudou colocando ao seu
alcance o Sumário das Constituições inacianas.
Em
pouco tempo a congregação se expandiu por toda a Espanha criando escolas em
Peñaranda de Bracamonte, Arévalo, Tolosa, Segovia, Medina del Campo etc.
Em
3 de outubro de 1911 o primeiro grupo de religiosas das Filhas de Jesus
embarcou rumo ao Brasil, onde as religiosas abriram novas casas. Este foi o
primeiro passo da expansão internacional da Congregação. Como fundadora, Cândida Maria experimentou
profundamente sua pobreza pessoal (sua escassa preparação intelectual, a falta
de meios econômicos e de ajudas materiais ao começo da fundação e durante toda
sua vida), junto com o amor grande e infinito de Deus, que nunca nos abandona.
No fundo, é esta sua experiência de Deus como Pai de todos, que abriria seu
coração aos mais necessitados.
Suas principais virtudes: um grande
espírito de fé que a permite ver as pessoas, os acontecimentos e todas as
coisas sob a luz de Deus, e uma esperança firme nas promessas divinas.
"Fé, fé, fé viva, constante e eterna, e com isso, trabalhar sem descanso,
que tudo passa e só Deus basta...". Uma relação estreita e constante com
Jesus que a faria buscar se parecer a Ele como um filho se parece com seu pai.
Dizia: "Em Jesus tudo temos". Um amor filial à Virgem, que ela
chamava de a verdadeira fundadora do Instituto, e cuja proteção buscava - quase
todas as suas cartas começam com a frase "A Puríssima Virgem nos cubra com
seu manto".
Depois
de sua morte, em 9 de agosto de 1912, as Filhas de Jesus pretendem seguir os
caminhos evangélicos percorridos pela Madre Cândida Maria de Jesus.
Beatificada
em 12 de maio de 1996, em 3 de julho de 2009 foi promulgado o decreto
concernente a um milagre atribuído à intercessão da Beata Cândida Maria; sua
canonização se realizou em 17 de outubro de 2010.
“Tu
Voluntad, Señor mío, será la mía, pues mi ser y cuanto tengo me vino de
ella". "Cada día, más y más santa, pues en esto está la dicha y
la felicidad verdadera. Todo lo demás es falso, engaño y mentira". (Santa
Cândida Maria de Jesus)
Fontes:http://divinavocacion.blogspot.com.br/2010/10/santa-candida-maria-de-jesus.html;http://emmcmj.wordpress.com/quem-foi-madre-candida/; www.santiebeati.it/
Postado neste
blog em 8 de agosto de 2013
Maria Francisca de Jesus, fiel seguidora de São Francisco de Assis,
fundadora das Irmãs Terciárias Capuchinhas de Loano, desde 1972 Irmãs
Capuchinhas de Madre Rubatto, primeira beata do Uruguai, se distinguiu por seu
amor à pobreza e por seu serviço aos pobres, traços de espiritualidade
franciscana que infundiu em suas religiosas.
Ana Maria Rubatto nasceu em
Carmagnola, Itália, no dia 14 de fevereiro de 1844, penúltima de oito filhos de
João Tomas Rubatto e Catarina Pavesio, pessoas notáveis pela piedade e de bons
costumes cristãos. Quando tinha quatro anos, ficou órfã de pai.
Dotada de uma grande inteligência, embora
não tivesse estudos alcançou um notável grau de cultura, que harmonizou
constantemente com a vida prática. Cultivou desde pequena uma profunda
espiritualidade.
Aos dezenove anos, em virtude do
falecimento da mãe, Ana Maria se transferiu para Turim, para a casa de sua irmã
mais velha, Madalena, onde ficou por cinco anos, dedicada as obras de caridade.
Foi adotada por Mariana Scoffone, uma
senhora riquíssima, de quem se tornou dama de companhia e colaboradora na
administração de seu patrimônio, de 1864 até 1882. Nestes anos, visitava todos
os dias o Cottolengo de Turim, servindo os doentes com alegria, ajudava os
pobres, ensinava o catecismo às crianças. São João Bosco a teve entre seus
colaboradores dos Oratórios.
Quando sua mãe adotiva faleceu, voltou
para junto de sua irmã. No verão ia para Loano, na Riviera da Ligúria, onde
ajudava os pescadores e os doentes, se interessava pelas crianças abandonadas.
Neste local se uniu a um grupo de piedosas senhoras dedicadas às obras de
caridade e de apostolado, sob a direção dos padres Capuchinhos.
No verão de 1883, ao sair da igreja, ouviu
lamentos e prantos. Uma pedra havia caído de uma construção e havia ferido na
cabeça um jovenzinho. Ana Maria socorreu o jovem, lavou e tratou a ferida e
depois de lhe dar o equivalente a dois dias de trabalho, o enviou para casa
para se recuperar.
A construção devia albergar uma comunidade
feminina para a qual estavam procurando uma diretora. O padre capuchinho
Angélico de Sestri Ponente, que apoiava esta iniciativa, pensou que Ana Maria
Rubatto podia ocupar o cargo. E foi ele próprio quem convidou Ana Maria a
colocar-se na direção do novo Instituto.
No dia 23 de janeiro de 1885, Ana Maria
vestiu o hábito religioso franciscano, junto com algumas amigas, dando vida à
família religiosa das Irmãs Terciárias Capuchinhas de Loano, depois chamada
Irmãs Capuchinhas de Madre Rubatto, com o fim de prestar assistência aos
doentes, especialmente nas casas, e a educação cristã da juventude.
No dia 17 de setembro de 1886 emitiu os
votos, ocasião em que adotou o nome de Maria Francisca de Jesus, tornando-se a
primeira superiora do Instituto, cargo que manteve até a morte.
Três anos depois, o Instituto estava
presente em Gênova-Voltri, Sanremo, Gênova-Centro. Depois de organizar as casas
da Itália, iniciou viagens para fundações na América.
Desde 1892, Madre Francisca transpôs sete
vezes o Oceano para fundar casas da sua Congregação no Uruguai e na Argentina.
Abriu dezoito casas nos vinte anos de seu governo. Durante os oito anos que
permaneceu na América, foram incontáveis as viagens do Uruguai a Argentina, e
de uma casa a outra.
Em 1899, ela acompanhou um grupo de Irmãs
à Missão do Alto Alegre, Maranhão, no Brasil, onde em 1901 morreram
assassinadas pelos índios sete de suas filhas, junto com missionários
capuchinhos e muitos fiéis.
Quando se encontrava em Montevidéu adoeceu
de câncer, ocasião que para todos foi um exemplo admirável de força católica e
de plena resignação. Morreu naquela cidade no dia 6 de agosto de 1904,
lamentada especialmente pelos doentes e pelos pobres.
Seus despojos repousam no Uruguai, no
Colégio de Belvedere por ela fundado em 1895, no meio de seus amados pobres,
como desejava.
Sua Congregação também está presente na
Etiópia desde 1964.
A causa para sua beatificação foi
introduzida em 1965. O decreto sobre a heroicidade de suas virtudes foi
promulgado no dia 1º de setembro de 1988. Em 10 de outubro de 1993 foi
beatificada solenemente em Roma por João Paulo II.
María Francisca de Jesús Rubatto - Wikipedia, la
enciclopedia libre
Madre Francisca Rubatto, a primeira santa do Uruguai -
Vatican News
Postado
neste blog em 5 de agosto de 2011
Martirológio Romano: Em Nazianzo, na Capadócia, na
moderna Turquia, Santa Nonna, que foi esposa do santo bispo Gregório o Velho e
mãe dos santos: Gregório o Teólogo, Cesário e Gorgônia.
Santa Nonna nasceu
por volta do século III e recebeu uma educação cristã ministrada por seus pais.
Tendo se casado com um membro da seita judaico-pagã dos
ipsistari, isto é, adoradores do Altíssimo, não tardou a convertê-lo ao
Cristianismo. Este se tornou mais tarde sacerdote e bispo, pois no Oriente
estava em uso o costume de homens casados se tornarem sacerdotes, e é conhecido
e venerado como São Gregório o Velho.
A santidade deste
casal é medida pelo resultado obtido junto à sua prole: três de seus filhos
mereceram receber oficialmente a honra dos altares. O filho mais velho, São
Gregório Nazianzeno (festejado a 2 de janeiro), Doutor da
Igreja, que nos seus escritos recordou muitas vezes a vida virtuosa de sua mãe;
Santa Gorgônia (festejada a 9 de dezembro, vide neste site um pequeno resumo de
sua vida), casada e mãe de três filhos; e São Cesário (festejado a 25 de
fevereiro), médico.
Seus
filhos foram educados por Carterius, provavelmente o mesmo que foi tutor de São
João Crisóstomo. Ambos aprenderam teologia sob Thespesius e depois foram para a
Alexandria onde Gregório estudou sob a direção do grande Santo Atanásio.
Gregório e Cesário estudaram
retórica sob a direção de Himerius e Proaeresus.
Parece que ela
teria influenciado Gregório a escrever o seu notável trabalho: “De Sacerdotio”.
São Gregório nos conta duma ocasião, em
351 d.C., quando Nona ficou gravemente doente e pareceu estar à beira da morte.
A caminho de uma visita a um amigo, Gregório mudou de ideia e se apressou em
direção à sua mãe que, nesse ínterim, começou a se recuperar. Ela teve uma
visão onde Gregório lhe teria dado bolos com o sinal da cruz, abençoados por
ele. Gregório apresentou Nona como um modelo da maternidade cristã. Sobre ela,
ele escreveu:
“Meu pai era de
verdade um segundo Abraão e era um homem de grandes virtudes, mas minha mãe era companheira ideal para um homem desses. Minha mãe foi
uma valorosa companheira para alguém como ele [meu pai] e suas qualidades eram
tão grandes quanto as dele. Ela veio de uma família devota e era ainda mais
devota que todos eles. Embora tenha tido o corpo de uma mulher, em seu espírito
ela estava acima de todos os homens... Sua boca não conhecia nada além da
verdade, mas em sua modéstia ela era silenciosa a respeito
das virtudes e dons que trouxeram a sua glória. Ela não foi guiada pelo medo de
Deus, mas seu pelo amor a Deus”.
Nonna faleceu
alguns meses depois de seu esposo e morreu em avançada idade. Ela faleceu bem
depois de Cesário e Gorgônia.
Seu túmulo logo se tornou um local de peregrinação.
O seu culto é especialmente difundido na cidade de Nazianzo, na
Capadócia, e o Martirológio Romano a recorda no dia 5 de agosto, data em que
nasceu para o Céu no ano de 374.
Que a santidade desta
família seja exemplo para nós nos dias de hoje, em que esta instituição sagrada
é tão vilipendiada e corre tantos perigos devido a decadência dos costumes.
Cada católico é responsável pela existência da família segundo os ensinamentos
tradicionais da Santa Igreja. Rezemos e combatamos os elementos demolidores da
família.
Fontes:
santoralcatólico: Santa Nonna de Nazianzen
(santoralcatlico.blogspot.com)
Nona
de Nazianzo – Wikipédia, a enciclopédia livre (wikipedia.org)
Postado
neste blog em 4 de agosto de 2015