sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Beata Lúcia Bartolini Rucellai, Terceira Dominicana – 22 de outubro

      
Palácio dos Rucellai
A Beata Lúcia Bartolini Rucellai, viúva e monja professa da Ordem de São Domingos nasceu em Florença, Itália, no século XV e faleceu na mesma cidade em 1520.
     Os Rucellai eram mercadores que haviam feito fortuna sobretudo com o tingimento de tecidos. Conservaram zelosamente o segredo, descoberto casualmente, para obter aquela bela cor violeta, chamada precisamente "oricello" (*).
     Em Florença, a família Rucellai foi por gerações uma das casas mais ilustres e magníficas da cidade. Pode-se dizer que um bairro inteiro, o de Santa Maria Novella, estava sob o patronato dos Rucellai, cujo escudo estava em muitos monumentos, símbolo da altivez e sinônimo de opulência. Ele continha a forma de uma vela inflada pelo vento da fortuna propícia.
     Nossa Beata recebera o nome de Camila no batismo e havia nascido na nobre família dos Bartolini. Adolescente, contraiu matrimônio com Rodolfo Rucellai, e foi viver no esplêndido palácio dos afortunados tintureiros.
     Quando tinha uns trinta anos, a palavra do frade dominicano Jerônimo Savonarola a tirou dos cuidados mundanos, acendendo nela o fogo da mais profunda e sofrida espiritualidade. Rodolfo também foi influenciado pelas proféticas palavras do pregador, e decidiu, um pouco precipitadamente, deixar sua esposa, que não tinha tido filhos, para vestir o hábito dominicano no Convento de São Marcos.
     Camila aceitou a decisão do marido e tornou-se terciária de São Domingos. Depois de poucos meses, Rodolfo Rucellai, mais impulsivo, porém não tão forte quanto a esposa, se cansou do estado religioso e regressou ao mundo, tratando de convencer a esposa a fazer o mesmo. Ela se opôs com inesperada tenacidade. Ela de fato havia encontrado em seu novo estado uma tal riqueza espiritual que não podia comparar com as adulações do mundo.
     Rodolfo Rucellai morreu pouco tempo depois e Camila tornou-se religiosa com o nome de Lúcia, permaneceu no convento das terciárias dominicanas promovendo a fundação de uma nova casa com o nome de Santa Catarina de Siena.
     Depois da trágica morte do frei Jerônimo Savonarola, queimado como herege na Praça de la Signoria, no mês de maio de 1498, Lúcia Bartolini Rucellai foi dirigente sábia e rigorosa do convento florentino de Santa Catarina, na qualidade de priora, obtendo para suas monjas terceiras a permissão de emitir os três votos e mais tarde obteve a autorização de vestir o hábito das religiosas da Ordem Segunda de São Domingos.
     Mortificada, penitente, severíssima consigo mesma, Lúcia rezava com tanto fervor que, se dizia, o Convento de Santa Catarina aparecia coroado de chamas quando ela estava rezando. Apenas faleceu, no ano 1520, depois de uma enfermidade serenamente aceita, a aureola de Beata tornou-se a glória mais preciosa da riquíssima família Rucellai.
     Ela é festejada no dia 22 de outubro.
 
(*) A definição de oricello no dicionário é o nome de algumas variedades de líquens (fungos) a partir das quais uma substância colorante violeta avermelhada é extraída.
 
Fonte: http://www.santiebeati.it/dettaglio/90490
Postado neste blog em 22 de outubro de 2016

terça-feira, 19 de outubro de 2021

Beata Inês de Jesus de Langeac, Dominicana - 19 de outubro

    
    Inês de Jesus Galand nasceu em 17 de novembro de 1602 e teve uma vida curta, faleceu em 19 de outubro de 1634.
    Em Le Puy-en-Velay, França, seu pai, Pedro Galand, tinha uma pequena loja de facas; sua mãe chamava-se Guilhermina Massiote. Puy, desde a Idade Média, era um centro de peregrinações marianas entre as principais da França. Por isso Inês cresceu educada na oração.
    Desde o século XIII os religiosos dominicanos estavam presentes em Puy. A igreja de seu convento, São Tiago, ficava próxima da residência de Inês. Ela ia frequentemente rezar ali e encontrava os religiosos. Um deles, o Padre Panassière, tornou-se seu diretor espiritual.
    Aos sete anos Inês se consagrou a Maria Santíssima como escrava de amor. Aos nove anos começou a recitar o Ofício diariamente em honra ao Espírito Santo. Desde a idade de oito anos, constatando sua profunda piedade, ela foi autorizada a comungar, o que era excepcional naquela época. Ela rezava longamente, a conselho de seu confessor.
    Inês tinha o hábito de dar esmolas a todos os mendigos com quem cruzasse pelas ruas de Puy. Adolescente, ela reunia suas amigas para estudarem a doutrina católica e rezarem em conjunto. Ela também tinha um cuidado especial em ajudar as mulheres grávidas antes, durante e depois do parto.
    Em abril de 1621 ela se tornou religiosa terceira da Ordem de São Domingos e em 1623 foi aceita como freira conversa no Mosteiro de São Catarina de Siena, que fora construído naquele mesmo ano na cidade de Langeac, que fica ao longo do Rio Allier. Este mosteiro pertencia, com outros trinta, ao movimento de reforma inaugurado no sul da França pelo Padre Sebastian Michaelis.
    Em 1625, na Festa da Purificação da Santíssima Virgem Maria, fez a sua Profissão Solene como monja corista. Foi Mestra de Noviças e duas vezes priora.
    À imitação da mística mestra de Siena viveu apaixonada por Cristo e pela Igreja. Em 1631, Jesus e Maria convidaram interiormente Inês a interceder e rezar por um sacerdote a quem ela não conhecia. Três anos depois, no parlatório do mosteiro ela se encontrou com o Abade de Prebac, Jean-Jacques Olier, fundador do Seminário Maior de São Sulpício e ela compreendeu que ele era o sacerdote por quem ela estava oferecendo sua vida de oração e sacrifício.
    A fama de sua santidade e as funções delicadas que ela executou não só atraíram elogios, mas também a calúnia e a inveja, por isso, em 1631, ela foi demitida das suas funções como priora. Aceitou com grande serenidade todos estes sofrimentos injustos, oferecendo-os a Deus para que na França fossem aplicados os decretos do Concílio de Trento para a formação do clero, e pela futura Congregação dos Sacerdotes de São Sulpício, instituída pelo Abade Olier.
    Madre Inês mantinha um relacionamento diário com seu Anjo da Guarda. Ela deixou como herança para suas coirmãs sua vocação particular de rezar pelos sacerdotes.
    Madre Inês de Jesus morreu em 19 de outubro de 1634. Seu corpo é mantido no Mosteiro de Langeac. Em 20 de novembro de 1994, foi beatificada por João Paulo II, juntamente com o Padre Jacinto Cormier, Superior Geral de 1832 a 1916, que reconheceu que devia sua vocação às orações de Madre Inês de Jesus de Langeac.
 
Mosteiro de Langeac (atualmente)
Milagres e tradição
    Durante sua vida terrena, Inês amara especialmente estar junto às mães no momento do parto. Assim, em 1952, em Langeac, após rezarem para ela interceder num nascimento que poderia colocar a vida da mãe e da criança em perigo, o parto aconteceu muito naturalmente. Este milagre foi o ponto de partida para a sua beatificação.
    Diz-se que certa vez, quando ela ia assistir à Missa, um pobre veio até ela e pediu uma esmola. Inês lhe disse que, infelizmente, não tinha nada para lhe dar. "Olhe no seu bolso" - disse o pobre - "que você vai encontrar algo bom para mim". Ela obedeceu e encontrou uma moeda que ela ia entregar ao pobre, mas ele tinha desaparecido.
    Pouco depois de entrar no mosteiro Langeac, à Inês foi confiado o cuidado da cozinha. Ora, era preciso ir muito longe para buscar a água; ela tinha que fazer viagens longas e árduas. Ela confidenciou seu sofrimento a Deus, que imediatamente atendeu seu desejo: Ele fez que na cozinha mesmo surgisse uma fonte de água muito clara e abundante. Esta fonte, organizada mais tarde, foi o foco de muitos milagres.
    Madre Inês de Jesus portava os estigmas sem que estes fossem visíveis externamente. Ela era tida como mística ainda em vida. São Luís Maria Grignion de Montfort a menciona em seu Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem, parágrafo 170: "Contento-me simplesmente de citar uma passagem histórica que li na vida da Madre Inês de Jesus, religiosa jacobina (*) do convento de Langeac, em Auvergne, a qual morreu em odor de santidade nesse mesmo lugar, em 1634. Não tinha ela ainda sete anos, quando, uma ocasião, sofrendo tormentos de espírito, ouviu uma voz que lhe disse que, se ela quisesse livrar-se de todos os seus sofrimentos e ser protegida contra todos os seus inimigos, se fizesse quanto antes escrava de Jesus e de sua Mãe Santíssima. Mal chegou em casa, entregou-se inteiramente a Jesus e Maria, como lhe aconselhara a voz, embora não soubesse antes em que consistia esta devoção; e, tendo encontrado uma corrente de ferro, cingiu com ela os rins e a usou até a morte. Depois desse ato todas as suas penas e escrúpulos cessaram, e ela se achou numa grande paz e bem-estar de coração, e isto a levou a ensinar esta devoção a muitas outras pessoas, que fizeram grandes progressos, entre outros, a M. Olier, que instituiu o Seminário de São Sulpício, e a muitos outros padres e eclesiásticos do mesmo seminário. Um dia a Santíssima Virgem lhe apareceu e lhe pôs ao pescoço uma cadeia de ouro para lhe testemunhar a alegria de tê-la como escrava de seu Filho e sua; e Santa Cecília, que acompanhava a Santíssima Virgem, lhe disse: 'Felizes os fiéis escravos da Rainha do céu, pois gozarão da verdadeira liberdade: Tibi servire libertas'".
 
(*) Até a Revolução Francesa os religiosos da Ordem de São Domingos eram chamados jacobinos, do nome da Igreja de Saint-Jacques (São Tiago) em Paris, perto da qual a Ordem se estabeleceu.
 
Fonte: http://www.santiebeati.it/dettaglio/90809
 
Postado neste blog em 17 de outubro de 2013

sábado, 16 de outubro de 2021

Santa Edviges da Silésia, 16 de outubro

  

    Edviges da Silésia ou Edviges de Andechs (Andechs,1174 – Trzebnica 15/10/1243) é conhecida na Polônia como Jadwiga Śląska.
    Edviges nasceu em 1174 na Alemanha. Filha de Bertoldo IV, duque de Merânia, e de sua esposa, Inês de Rochlitz; foi criada em ambiente de luxo e riqueza, o que não a impediu de ser simples e viver com humildade. O seu bem maior era o amor total a Deus e ao próximo.
    Aos 12 anos casou-se com Henrique I, o Barbudo, príncipe da Silésia (um dos principados da Polônia medieval e atual região administrativa da Polônia), com quem teve seis filhos, sendo que dois deles morreram precocemente. Culta, inteligente e esposa dedicada, ela cuidou da formação religiosa dos filhos e do marido.
    Mulher de oração, vivia em profunda intimidade com Nosso Senhor Jesus Cristo. Submetia-se ao sacrifício de jejuns diários, limitando-se a comer alguns legumes secos nos domingos, terças, quintas e sábado. Nas quartas e sextas-feiras somente pão e água. Isto sempre em quantidade limitada, somente para atender as necessidades do corpo.
    No tempo do Advento e da Quaresma, Edviges se alimentava só para não cair sem sentidos. O esposo não aceitava aquela austeridade. Numa quarta-feira da Quaresma, ele esbravejou por haver tão somente água na mesa sendo que ele só bebia vinho. Edviges então ofereceu-lhe uma taça, cujo líquido se apresentou como vinho. Foi um dos muitos sinais ou milagres que ela realizou.
    Algum tempo depois Edviges caiu vítima de uma grave enfermidade. Foi preciso que Guilherme, bispo de Módena, representante do papa para aquelas regiões, exigisse com uma severa ordem a interrupção de seu jejum. A santa dizia que isto era mais mortificante do que a sua própria doença.
    Edviges exerceu fortes influências nas decisões políticas tomadas pelo marido, interferindo na elaboração de leis mais justas para o povo. Junto com o marido construiu igrejas, mosteiros, hospitais, conventos e escolas. Por isto, em algumas representações a santa aparece com uma Igreja entre as mãos.
Aos 32 anos, fez votos de castidade, o que foi respeitado pelo marido. 
    Quando ficou viúva, foi morar no mosteiro de Trzebnica, na Polônia, onde sua filha Gertrudes era superiora. Foi lá que Edviges deu largos passos rumo à santidade. Vivia com o mínimo de sua renda, para dispor o restante em socorro dos necessitados. Ela tinha um carinho especial pelas mulheres e crianças abandonadas. Encaminhava as viúvas para os conventos onde estariam abrigadas em casos de guerra e as crianças para escolas, onde aprendiam um ofício. Era misericordiosa e socorria também os endividados.
    Certa ocasião, quando visitava um presídio, ela descobriu que muitos ali se encontravam porque não tinham como pagar as suas dívidas. Desde então, Edviges saldava as dívidas de muitos e devolvia-lhes a liberdade. Procurava também para eles um emprego. Com isto eles recomeçavam a vida com dignidade, evitando a destruição as famílias em uma época tão difícil como era aquela do século XIII. E ainda mantinha as famílias unidas.
    Assim, Santa Edviges, é considerada a padroeira dos pobres e endividados e protetora das famílias. Sua morte ocorreu no dia 15 de outubro de 1243. E foi canonizada no dia 26 de março de 1267, pelo papa Clemente IV.
    Como no dia 15 de outubro celebra-se Santa Teresa de Ávila, a comemoração de Santa Edviges passou para o dia 16 de outubro.

Mosteiro de Kitzingen
    
Foi fundado no tempo de Bonifácio de Mogúncia, por volta do ano de 750 e ficou conhecido como educandário para moças. A fundadora deste centro foi Santa Hadeloga, cujo culto foi particularmente intenso no século XII, quando foi escrita sua biografia. A forma definitiva da Abadia de Kitzingen foi dada por sua sucessora, a priora Santa Tecla, falecida pelo ano 790.
    O programa de estudos e educação nas escolas conventuais, especialmente para moças, foi baseado nas instruções pedagógicas de Jerônimo de Estridão e aplicado nas escolas das ordens religiosas por vários séculos. Este famoso doutor da igreja, grande erudito nas Sagradas Escrituras e fundador de comunidades monásticas femininas não deixou um sistema completo de formação para a vida religiosa, mas sim orientações pedagógicas. Quando, em 1817, o Concílio de Aachen publicou suas deliberações sobre a educação religiosa feminina nos conventos, as recomendações de Jerônimo de Estridão constituíram as bases da educação para as moças nas escolas conventuais até os inícios do século XIX. O processo de formação envolvia a educação religiosa, intelectual e prática.
    Edviges permaneceu naquele convento quase sete anos. Neste tempo esteve em contato direto com o estilo beneditino de vida, inspirado em São Bento de Núrsia e sua irmã, Santa Escolástica. Isto significa: vida comum, orações frequentes durante o dia, meditação, leitura diária da Bíblia, leitura durante as refeições e, sobretudo, uma liturgia solene, que envolvia a mente e o coração de todos.
    As alunas aprendiam a língua latina para participarem da leitura em comum dos Salmos e outras leituras. Liam também as obras dos santos escritores dos primeiros séculos da Igreja, chamados os Pais ou "Padres da Igreja", que mostravam os modos de viver, concretamente, a palavra da Bíblia.
    A respeito do estudo das Escrituras, lemos na biografia de Santa Edviges: "Na sua mocidade ela estudou as Sagradas Escrituras no mosteiro de Kitzingen. Desta forma ela conseguia compreender e ordenar seus afazeres de cada dia. As Escrituras foram para ela fonte de consolação interior e de devoção”. É bom lembrar que, nesta época, o analfabetismo era a norma comum, sendo muito difícil encontrar uma mulher que soubesse ler e escrever e que tivesse formação. Assim, Edviges e outras de seu tempo tiveram a felicidade de viver em um ambiente favorável à cultura e ao pensamento.
    O aproveitamento dos talentos de nossa Santa Edviges foi estimulado pela convicção de que "A santidade da vida, unida ao saber, garante à alma maior glória dos céus", conforme suas próprias palavras.
    Além de estudar e aprofundar-se nas devoções de sua época, Edviges encontrou no mosteiro de Kitzingen vários conhecimentos práticos, tais como a arte de escrever com cuidado e aplicação as chamadas iluminuras. Estas eram decorações que se faziam nos livros, todos escritos à mão pois não havia sido inventada a impressa ainda. As iluminuras eram desenhos de letras e decorações das mais diversas formas, geralmente muito pequenas e delicadas, mas de grande beleza.
    Além das iluminuras, Edviges aprendeu a execução de bordados artísticos. Outra habilidade aprendida por Edviges foi o canto vocal e a execução de vários instrumentos da época. E, junto a tudo isto, ela foi instruída a cuidar de uma casa, o que significava ser responsável por vários empregados; aprendeu a cuidar de doentes e administrar hortas e jardins que davam os frutos para o consumo das pessoas e animais, bem como eram fontes de remédios.
    Edviges alcançou uma excelente formação humana, cultural e religiosa no mosteiro de Kitzingen. Sua biografia oficial apresenta a avaliação de seu aproveitamento com a expressão latina bene literata, o que quer dizer que ela expressava ótimos conhecimentos culturais.
    Edviges levou por toda a vida uma forte influência deste período de educação. Uma de suas mestras, chamada Petrissa, foi nomeada por Edviges, vinte anos depois, abadessa do mosteiro de Trzebnica.
    Em Kitzingen esteve também a irmã mais nova de Edviges, de nome Mechtilde, chegando a ser priora (uma das superioras do convento). E neste mosteiro existe, conforme os registros datados de1522, as relíquias de Santa Edviges, padroeira da Silésia.
Documento assinado por Sta. Edviges relativo ao Mosteiro de Trzebnica

Fontes:
https://nobility.org/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Edviges_da_Sil%C3%A9sia
 

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Santa Aurélia de Estrasburgo – 15 de outubro

    
    Documentos autênticos do século X atestam a existência, fora dos muros de Estrasburgo, de uma igreja dedicada a Santa Aurélia, datando de uma era consideravelmente anterior. Uma cripta, na igreja, guardava as relíquias da santa, muito venerada pela população, que durante a Idade Média costumava invocá-la contra a febre.
    Mais tarde, na época das revoltas religiosas despertadas pela Reforma Protestante, a igreja, que havia sido erguida como uma paróquia da cidade desde o século XI, passou para os luteranos, que em 1524 profanaram o túmulo da santa e dispersaram as relíquias, mas não conseguiram extinguir o culto, que ainda está vivo até hoje.
    A essas notícias podem ser adicionadas a história de Walafrid Strabo, de acordo com a qual São Columbano, deixou Zuscenil na companhia de São Gallo, seu discípulo, chegou a Bregenz no Lago Constança (610-11) e encontrou lá uma igreja em más condições dedicada a Santa Aurélia.
    Mais tarde Columbano, com uma função solene, trouxe de volta à honra primitiva o templo, que já havia sido profanado por rituais pagãos supersticiosos. Enquanto as pessoas iam em procissão ao redor da igreja restaurada, ele a aspergia com água benta, renovava sua dedicação "unxit altare et beatae Aureliae reliquias in eo collocavit". O fato traria a existência da santa e seu culto de volta de uma veneração muito antiga.
    E se, de acordo com estudiosos, é admitido que a santa de Estrasburgo e a de Bregenz são a mesma pessoa, pode-se pensar que São Columbano estava na posse de relíquias de Aurélia. É possível, de fato, que o santo, passando por Estrasburgo em sua viagem à Alemanha, tivesse as relíquias de Aurélia que ele então colocou em Bergenz, no altar restaurado.
Busto contendo
relíquia de Sta. Aurélia
    Mas todas essas informações, embora testemunhos úteis do culto prestado a Aurélia, não nos esclarecem sobre sua pessoa e sobre os eventos de sua vida. Por outro lado, o relato fornecido pela Vida de Aurélia, segundo o qual a santa era uma das onze mil companheiras de Santa Úrsula, é inaceitável. De acordo com este texto, inserido na versão mais antiga conhecida dele (1399), no Próprio do breviário da diocese de Estrasburgo (impresso em 1489), durante a jornada do grupo de Santa Úrsula no Reno, de Basileia a Colônia, Aurélia, tomada por uma forte febre teria sido forçada a pousar em Estrasburgo com três companheiras: Einteth, Worbeth e Vilbeth. Aurélia não se recuperou de sua doença e morreu naquela cidade.
    Segundo outras versões, Aurélia foi uma princesa da família de Hugo Capeto, que para escapar do matrimonio fugiu para a Alsácia e viveu como eremita. Somente o Bispo Wolfgang de Ratisbona sabia que ela estava viva.
    A Aurélia venerada em Estrasburgo não deve ser confundida com seu homônimo em Regensburg.
    A festa de Aurélia, que é lembrada no Martirológio Romano, é celebrada em 15 de outubro.
 
http://www.santiebeati.it/dettaglio/91000
 
 

domingo, 10 de outubro de 2021

Beata Maria Ângela Truszkowska – 10 de outubro

  
    
Sofia Camila Truszkowska nasceu no dia 16 de maio de 1825 em uma família abastada de Kalisz (Polônia). Veio ao mundo prematuramente e com a saúde muito frágil, foi batizada só em 1° de janeiro de 1826.
    Recebeu em casa a primeira instrução, dada por uma senhora dotada de excelentes qualidades intelectuais e morais. A menina logo se tornou vivaz e de bom coração; desde pequena tinha um olhar especial para os pobres. A mãe, atenta e zelosa, dedicava a ela, que era a primogênita, e aos irmãos todo o seu dia.
    Quando Sofia Camila Truszkowska tinha doze anos de idade, sua família mudou-se para Varsóvia, onde seu pai assumiu o cargo de Secretário de Obras. Em Varsóvia, Sofia frequentou a prestigiosa Academia de Madame Guerin; seu professor foi o poeta Estanislau Jachowicz que infundiu nela sentimentos bons e altruístas.
    Ela foi obrigada a interromper os estudos quando, aos 16 anos, contraiu a tuberculose. Para curar-se, permaneceu um ano na Suíça. Nesse período, Sofia amadureceu a inclinação pela solidão e, contemplando o majestoso cenário dos Alpes, sentiu o desejo de consagrar-se ao Senhor. No futuro afirmaria que ali aprendeu a rezar. De volta para Varsóvia, iniciou uma atividade caridosa em favor dos pobres, enquanto enriquecia sua cultura graças à vasta biblioteca paterna, e frequentava assiduamente os Sacramentos. Pensou entrar no Mosteiro das Visitandinas, mas, seguindo a sugestão do confessor, dedicou-se no cuidado do pai doente.
    Uma noite, Sofia, cansada após um dia de trabalho, adormeceu durante suas longas orações diante do quadro de Nossa Senhora de Czestochowa. De algum modo a moldura do quadro e seu vestido pegaram fogo proveniente de uma vela. A Sra. Kotowicz foi a primeira a detectar a fumaça e o cheiro que vinha do quarto de Sofia. Vendo a jovem em chamas, a governanta lançou-se sobre ela com um grito que acordou o resto da família que dormia. 
    Após o fogo ser debelado, a família descobriu surpresa que nem Sofia nem a imagem de Nossa Senhora tinham sofrido dano. O incidente foi visto por todos como algo muito incomum. Daquele dia em diante a imagem de Nossa Senhora foi cercada de uma ainda maior devoção.
    Retornando das termas de Salzbrunn (cidade termal no condado de Wałbrzych, Baixa Silésia, no sudoeste da Polônia) onde estivera acompanhando o pai, permaneceu em Colônia. Entre as ogivas silenciosas da Catedral de Colônia compreendeu que o Senhor a queria por esposa, embora não soubesse ainda como.
    Sofia tinha muita compaixão pelos pobres, os sem casa, e os negligenciados. Quando na primavera de 1854 a paróquia da Sagrada Cruz organizou a Sociedade de São Vicente de Paulo, Sofia foi uma das primeiras a se inscrever e a oferecer seus serviços, e começou a trabalhar entre os pobres. Com auxílio financeiro de seu pai, ela alugou um apartamento a fim de cuidar de várias meninas órfãs dos bairros pobres de Varsóvia, e de idosas sem casa.
    
Sofia recebeu em seu trabalho a companhia de sua prima e amiga, Clotilde Ciechanowska. Esta obra ficou conhecida como Instituto da Senhorita Truszkowska. Sua habilidade e dedicação atraíram muitas voluntárias e devotos amigos influentes, de modo que a obra do Instituto floresceu.  Mais tarde naquele ano, elas se inscreveram na Ordem Terceira Franciscana, tendo Sofia tomando o nome de Ângela. Seu pai espiritual era o capuchinho Padre Honorato Kozminski (1829–1916), ele também declarado beato posteriormente. Ele tornou-se seu confessor até a sua morte.
    Após um período de contatos diários com os pobres, entretanto, ela se convenceu de que assistência irregular e esporádica, especialmente nos casos de órfãos, era de pouco benefício para eles. Ela então decidiu estabelecer um instituto onde os necessitados e os pobres pudessem receber cuidados permanentes e uma educação apropriada. Na ocasião Sofia era uma mulher de 29 anos.
    Na Festa da Apresentação da Bem-aventurada Virgem Maria, 21 de novembro de 1855, enquanto rezavam diante da imagem de Nossa Senhora de Czestochowa, ela e sua prima se dedicaram solenemente a fazer a vontade de Jesus Cristo em todas as coisas. Este foi registrado como o dia oficial da fundação da Congregação das Irmãs de São Félix de Cantalice.
    Muitas vezes ela levava os órfãos à igreja dos Capuchinhos de Cracóvia, dedicada a São Felix de Cantalice. Ali rezava diante do quadro que representava São Felix abraçando o Menino Jesus. No Divino Redentor feito homem meditava o amor misericordioso de Deus que chama para Si a humanidade. Como o santo capuchinho, ela também desejava abraçar e ajudar, em nome do Senhor, todos os pobres que encontrasse no caminho.
    As pessoas passaram a chamá-las de "Irmãs de São Felix", em referência ao santuário de São Félix de Cantalice. Elas ficaram popularmente conhecidas como as "Irmãs Felicianas," nome pelo qual a comunidade é ainda conhecida.
    O número de órfãos aumentou em pouco tempo e o Beato Honorato foi nomeado Diretor do Instituto. Em 10 de abril de 1857, com nove companheiras, Ângela vestiu o hábito religioso, tomando o nome de Irmã Maria Ângela. A comunidade agregou-se a Ordem Terceira Franciscana. Era um tempo difícil para a Polônia, que estava sob a ocupação russa. O Instituto foi reconhecido somente como uma obra de caridade, pois as Congregações religiosas estavam proibidas.
    Contudo, Madre Maria Ângela mantinha sua Congregação em segredo, e o desenvolvimento da obra foi grande: em apenas sete anos 34 casas foram abertas. Além disso, um ramo contemplativo nasceu para atrair todas aquelas que aspiravam pela clausura. Hoje este ramo tem o nome de Irmãs Capuchinhas de Santa Clara. A Madre, como era chamada, embora mantivesse o governo dos dois institutos, se retirou no ramo contemplativo. Foi eleita Superiora em 1860 e confirmada em 1864.
    Em 1863, o povo polonês se insurgira contra o invasor: as Irmãs Felicianas transformaram suas casas em hospital para tratar dos feridos, indistintamente poloneses e russos. Em 16 de dezembro de 1864, suspeitando que as Irmãs apoiavam os insurgentes, os russos suprimiram o Instituto. A Beata, com o ramo claustral, se retirou junto às Irmãs Bernardinas – as outras voltaram para suas casas.
    Um ano depois, quando a Polônia ficou sob o jugo da Áustria, o Imperador Francisco José concordou com a restauração da Congregação, mas, devido a uma enfermidade, Madre Maria Ângela só pode reunir-se às suas Irmãs na Cracóvia em 17 de maio de 1866. Dois anos depois, ela foi eleita Superiora Geral, professando publicamente os votos perpétuos.
    Em 1869 problemas de saúde, incluindo uma grave surdez, levaram-na a retirar-se da administração da Congregação. Ela passou os trinta anos seguintes de sua vida (de 1869 a 1899) em seu retiro. Naqueles anos, intensa foi a sua atividade epistolar. Passava os dias rezando, frequentemente com o Santo Rosário, preocupando-se com o decoro da igreja. Cuidava do jardim e da estufa, cuidando de flores para a capela, e na sala de costura das vestimentas litúrgicas bordando alfaias para o altar e casulas, dando um grande exemplo de virtude às Irmãs.
    Em 1872, foi atingida por um câncer do estomago. Os sofrimentos foram tais, que se pensou, a um certo ponto, que ela tivesse perdido as faculdades mentais. Ela, no silêncio, oferecia as suas provações ao Senhor para o bem da obra.
    Em 1874, o Instituto obteve do Beato Pio IX o “decretum laudis”. No mesmo ano, as primeiras missionárias partiram para as Américas, abençoadas pessoalmente pela Beata. Três meses antes de sua morte, em julho de 1899, as Constituições foram aprovadas definitivamente.
    O câncer havia devastado o seu corpo, golpeando também a coluna vertebral. À sua cabeceira estavam presentes muitas Irmãs, que abençoou impondo suas mãos. Madre Maria Ângela Truszkowska faleceu no dia 10 de outubro de 1899, na casa provincial em Cracóvia. Os seus despojos são hoje venerados na igreja da Casa Mãe de Cracóvia. Ela foi elevada às honras dos altares em 18 de abril de 1993.
    Em 2014, havia de 1.800 professas das Irmãs Felicianas, com cerca de 700 províncias só na América do Norte. Elas usam a abreviatura / pós-nominal, CSSF (Congregação das Irmãs de São Félix).
    Como parte da Rede de Voluntários Católicos, a província da América do Norte tem o programa Voluntárias Felicianas em Missão (VIM) que oferece oportunidades de serviço a curto e a longo prazo para homens e mulheres leigos interessados em fazer parceria com as Irmãs Felicianas para servirem, com compaixão, misericórdia e alegria, os desfavorecidos.
 
Fontes:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Irm%C3%A3s_Felicianas
https://franciscanos.org.br/
http://www.santiebeati.it/dettaglio/92050

quarta-feira, 6 de outubro de 2021

Santa Justina de Pádua, Virgem e Mártir - 7 de outubro

 
Martirológio Romano: Em Pádua, nos confins de Veneza, Santa Justina, virgem e mártir (s. III/IV).
 
     São Venâncio Fortunato, bispo de Poitiers, em princípios do século VII, considera Santa Justina como uma das virgens mais ilustres, cuja santidade e triunfo foram consagrados pela Igreja, e afirma que seu nome torna Pádua tão famosa como o de Santa Eufêmia a Calcedônia e o de Santa Eulália a Mérida. O mesmo autor, no poema que dedicou à vida de São Martinho, exorta os peregrinos que vão a Pádua a beijar o sepulcro da Bem-aventurada Justina.
     O culto a Santa Justina é atestado em Rimini em uma inscrição do século VI-VII, e em Como, o Bispo Agripino lhe dedicou um oratório em 617, como recorda a inscrição dedicatória.
     Segundo as fontes literárias conservadas em numerosos códices a partir do século XII, espalhadas em muitas bibliotecas italianas, Justina pertencia a uma distinta família de Pádua durante a perseguição de Diocleciano. Presa por causa de sua fé, Justina foi conduzida ao tribunal de Maximiano; não conseguindo as ameaças fazê-la apostatar de sua fé, o juiz condenou-a a pena capital. Foi martirizada em 7 de outubro de 304. Seu corpo foi sepultado próximo do teatro romano.
     A basílica construída por Opilião sobre o túmulo de Justina se conservou até 1117, quando um terremoto a destruiu completamente. Os monges beneditinos, que já oficiavam na igreja desde o final do século VIII, reconstruíram-na, embora menos esplêndida do que a primeira. Mas a Congregação Beneditina de Santa Justina, fundada na Igreja de Santa Ludovica Barbo em 1418, tendo se propagado rapidamente, os monges construíram um templo mais digno em honra da mártir. Iniciado em 1521, foi completado em 1587. O corpo de Santa Justina foi colocado sob o altar mor da igreja em um relicário duplo de chumbo e madeira, coberto por um véu de ouro.
     A difusão da Congregação Beneditina de Santa Justina, que elegeu a mártir como sua patrona especial, junto com São Bento, contribuiu para propagar o seu culto na Itália e na Europa. Após a vitória de Lepanto, Veneza a elegeu como patrona especial de todos os seus domínios.
     Atualmente, após um período de esquecimento causado especialmente pela supressão do mosteiro em 1810, e pelo subsequente fechamento da igreja pelas leis napoleônicas, o culto de Santa Justina lentamente recobra novo vigor favorecido pela reabertura do mosteiro ocorrida em 1919.
 
Etimologia: Justa = honesta, proba; Justina, diminutivo.
 
Fontes:
http://es.catholic.net/op/articulos/35524/justina-de-padua-santa.html
http://www.santiebeati.it/dettaglio/73400
 
Postado neste blog em 6 de outubro de 2015

segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Santa Áurea de Paris, Abadessa - 4 de outubro

     
     No dia da festa de São Francisco de Assis, patrono da Itália, a Igreja comemora também Santa Áurea de São Marcial, de Paris. Santa Aurea, Abadessa de Paris, é filha espiritual de Santo Elígio (Éloi, em francês) e São Columbano.
     Após ter fundado e estabelecido solidamente seu mosteiro de Solignac, no Limousine, Santo Elígio desejava transformar uma casa que ele possuía em Paris em uma hospedagem para viajantes. Após madura reflexão, ele mudou seu plano e instalou ali um mosteiro de virgens, onde ele acolheu cerca de 300 jovens de diversas nações, escolhidas entre servas ou nobres.
     Ele colocou o mosteiro sob a direção de Aurora ou Áurea, filha de Maurino e de Quiria, dando-lhe “a severa disciplina de uma regra”, que se pode sem nenhuma dúvida identificar como aquela de São Columbano de Luxeuil, mosteiro onde Santo Eligio havia sido formado. Santo Elígio cuidou zelosamente de sua fundação que ele dotou e na qual ele mesmo trabalhou para mobiliá-lo. Isto ocorreu no ano de 633.
     Quando o mosteiro ficou acabado, Santo Elígio edificou uma igreja em honra do Apóstolo São Paulo, para ali serem sepultadas as servas de Deus. Esta igreja de São Paulo, que se tornou paróquia a partir do século XII, foi fechada pela nefasta Revolução Francesa e destruída em 1798. Santo Elígio restaurou também outro oratório e o colocou sob a proteção de São Marcial de Limoges; era ali que a comunidade cantava o Ofício.
     Quanto a nossa homenageada deste dia, Santo Ouen fez dela um elogio dizendo que ela era uma digna filha de Deus. Santa Áurea foi efetivamente o modelo para suas Irmãs, que ela formou pelo exemplo das virtudes católicas e monásticas, e pelos sábios ensinamentos tirados da leitura do Evangelho.
     Deus fez que suas virtudes fossem manifestadas por milagres. A oração perpétua era sua prática habitual; quando ela via alguém sofrendo ou na miséria, ela se apressava, com uma caridade infatigável, em consolá-lo ou socorrê-lo.
     Quando uma terrível peste castigava Paris, Santo Elígio apareceu na Igreja de São Marcial a um jovem que, aterrorizado, desejava se esconder, quando o bispo lhe ordenou ir dizer à abadessa que ele a esperava. Ela se apressou em atender ao chamado do Santo, mas ele já havia desaparecido quando ela chegou; ela compreendeu que ele a convidava a deixar este mundo. Ela realmente faleceu pouco tempo depois, no dia 4 de outubro de 666, com 160 monjas; foi tratando dos doentes e consolando os aflitos que elas contraíram a terrível doença.
     Santa Áurea foi sepultada na Igreja de São Paulo. Cinco anos depois, suas relíquias foram transportadas e depositadas na Igreja de São Marcial, que mudou sua invocação para Santo Elígio e Santa Áurea. Esta transladação de seus santos despojos era uma forma de canonização da Igreja na época.
Sta. Áurea é representada
ao lado de Na. Sra. neste tríptico
     Tendo caído em decadência, o mosteiro foi unido a Sé Episcopal de Paris e dado pelo bispo aos monges de Saint-Maur-des-Fossés em 1107.
     Em 3 de abril de 1402, foi feita uma transladação solene de seus preciosos despojos; eles foram colocados em um novo relicário e levados para a Igreja de São Paulo, de onde eles foram enviados ao mosteiro de São Marcial. O relicário era exposto à veneração dos fieis na festa de Santa Áurea e de Santo Elígio.
     Em 1636, o primeiro Arcebispo, João Francisco de Gondi, colocou aquela igreja sob os cuidados dos Barnabitas.
     As relíquias de Santa Áurea recebiam igual veneração às de Santa Genoveva em Paris.
     O priorado subsistiu até a Revolução Francesa que destruiu tudo. O relicário foi levado pelos revolucionários em 1792, mas as relíquias de Santa Áurea, que tinham sido conservadas ali, foram salvas, mas dispersas em diversos lugares, notadamente na Normandia.
     Há uma capela dedicada a Santa Áurea em Paris, na Rue de Reuilly (12e arr). Ali se conserve suas relíquias, bem como as de Santo Elígio e de Santo Ouen.
Santa Áurea é particularmente venerada na Igreja de Sto. Eusébio, em Roma

Postado neste blog em 3 de outubro de 2012
 
Fontes:
http://www.santiebeati.it/dettaglio/91893
https://fr.wikipedia.org/wiki/Aure_de_Paris