segunda-feira, 15 de julho de 2019

Beata Angelina de Montegiove (ou de Marsciano), Fundadora - 15 de julho

   
     Angelina nasceu em 1377 no ancestral Castelo de Montegiove, cerca de 40 k de Orvieto, na Úmbria, então parte dos Estados Papais. Era filha de Tiago Angioballi, Conde de Marsciano, e de Ana, filha do Conde de Corbara (por isso a Beata às vezes é referida como Angelina de Corbara).
     Quando tinha doze anos ficou órfã de mãe. Angelina consagrou a Deus sua virgindade, correspondendo às graças que recebia desde a infância. Mas, três anos depois seu pai decidiu casá-la com o Conde de Civitella, senhor de Abruzos. Em vão a jovem implorou que o pai a deixasse consagrar-se a Deus; foi ameaçada de morte se não consentisse no casamento no prazo de oito dias.
     Nessa aflição, Angelina recorreu ao Senhor que lhe recomendou cumprir a vontade do pai. Ela desposou então o conde, decorrendo a cerimônia em meio a grandes festejos tradicionais. Ao aproximar-se a noite, a jovem refugiou-se no quarto, e cheia de angústia ajoelhou-se aos pés do Crucifixo pedindo a Deus que a protegesse. Deus lhe mandou então o seu Anjo da Guarda para protegê-la.
     Surpreendida por seu esposo em conversa com o Anjo, o conde perguntou-lhe o motivo de suas lágrimas. Ao saber do voto que fizera, tocado pela graça quis imitá-la. Ajoelhou-se e prometeu, com sua jovem esposa, guardar a castidade e considerá-la como irmã. E ambos agradeceram a Deus a grande graça recebida.
     Aos 17 anos, com a morte do marido, Angelina voltou aos seus queridos projetos de vida inteiramente dedicada a Deus. Distribuiu todos os seus bens aos pobres e vestiu o humilde hábito de São Francisco, tornando-se promotora da virgindade e da pureza de costumes.
     Tornou-se famosa por causa de seus milagres e muitas jovens da nobreza vieram juntar-se a ela. Com elas iniciou uma missão apostólica pregando os valores do arrependimento e da virgindade, bem como o empenho em aliviar os necessitados.
     Logo começaram a acusar Angelina de sedução, de encantamento: a feiticeira tinha algo de magia para arrastar a juventude! E de heresia, devido a uma suposta oposição maniqueísta ao casamento. Angelina se defendeu pessoalmente diante de Ladislau, rei de Nápoles, que retirou as acusações, mas expulsou-a do seu reino, bem como as suas companheiras, para evitar mais reclamações.
     Com suas discípulas, partiu no dia 31 de julho de 1395, dirigindo-se a Assis, onde foram venerar os túmulos de São Francisco e Santa Clara. Em Assis, na Igreja de Santa Maria dos Anjos, à luz de Deus, Angelina compreendeu a sua missão: fundar um mosteiro de terceiras claustradas.
     Fixou-se em Foligno e, em 1397, Angelina e suas seguidoras emitiram os três votos. Ela se juntou ao Mosteiro de Santa Ana, uma pequena comunidade de mulheres terceiras franciscanas, fundada em 1388 pelo Beato Paoluccio Trinci (+ 1390), um frade franciscano. Conhecido como o “Mosteiro das Condessas”, devido ao nível social de muitas das ingressas, ele o havia estabelecido como resultado de sua visão de ter mulheres nobres da cidade como uma força evangelizadora na sociedade. Essas mulheres tinham vida ascética no mosteiro, mas, não sendo monjas, seguiam uma estrutura informal, livres para ir e vir, o que possibilitava a elas cuidarem dos pobres e dos doentes da região.
     Angelina tomou um papel de liderança no pequeno grupo e começou a organizar suas vidas numa forma mais regular e foi aclamada superiora. Em 1403 ela obteve uma bula papal do Papa Bonifácio IX, que reconhecia formalmente o mosteiro.
     A reputação da comunidade de Foligno era tão grande, que rapidamente seu exemplo foi imitado em outras cidades, tendo Angelina como superiora geral destes mosteiros: Assis em 1421, Viterbo em 1427. Florença em 1429, Rieti e outras, bem como outras onze antes de sua morte em 1435.
     As diversas comunidades foram reconhecidas como Congregação pelo Papa Martinho V, em 1428. Este decreto também permitia que elas elegessem uma Geral que teria o direito de visitar canonicamente as outras comunidades. A Congregação teve sua primeira eleição geral em 1430, na qual Angelina foi eleita Geral. Neste cargo, ela desenvolveu os Estatutos a serem obedecidos por todas as casas.
     Esta independência não foi bem recebida pelos Frades Menores, aos quais havia sido dada total autoridade sobre as terceiras naquele mesmo ano. O Geral dos frades, Guilherme de Casala, ordenou que as Irmãs da Ordem Terceira da Congregação confirmassem a obediência a ele.
     O Papa Martim V, que havia reunido todos os mosteiros sob uma única superiora geral, colocou a nova instituição sob a jurisdição dos Irmãos Menores, com a finalidade especifica da educação e instrução da juventude feminina. Angelina submeteu-se e numa cerimônia pública, ocorrida na igreja dos frades em Foligno, no dia 5 de novembro de 1430, jurou obediência ao Provincial local.
     Este ato de obediência, entretanto, foi repudiado pelo capítulo da comunidade no Mosteiro de Santa Ana, dizendo que ele era inválido por que fora obtido sob pressão e sem sua aprovação. A Santa Sé confirmou sua autonomia no ano seguinte. Para evitar futuros conflitos, a Congregação colocou-se sob a obediência de seus bispos locais, sob a direção espiritual dos frades da Ordem Terceira Regular de São Francisco da Penitência.
     Ao sentir que a última hora se aproximava, Angelina quis fazer uma confissão geral. Recebeu com devoção os últimos sacramentos e exortou suas filhas a observarem fielmente a regra franciscana. Depois de ter-lhes dado a última bênção, entrou em êxtase e assim faleceu aos 58 anos, em 14 de julho de 1435, no mosteiro de Santa Ana de Foligno. Seu rosto tornou-se brilhante e sua cela foi invadida por um aroma celestial. Após solene funeral com a participação do bispo e de todas as autoridades, foi sepultada na Igreja de São Francisco, em Foligno. Em 1492, após um milagre, o seu corpo foi encontrado intacto. Após a exumação, foi encerrado em uma urna preciosa e colocado num altar em frente ao túmulo da mística Beata Ângela de Foligno.
     A Congregação de Angelina tornou-se muito popular nos séculos 15 e 16 devido à regra de que suas comunidades deviam ser pequenas e simples. Em 1428, o Papa Martinho V dera um mandato específico para elas se dedicarem à educação e instrução das meninas. O trabalho das irmãs foi apostólico até que se tornaram, em 1617, uma ordem de enclaustradas, tomando votos solenes de estrita exclusão de contato com o mundo exterior, limitando-se à educação das meninas dentro do claustro.
     No século XVII, havia cento e trinta e cinco mosteiros destas terceiras na Itália e na França. Em 1903, o apostolado exterior foi novamente permitido e a Congregação passou a ser conhecida como Irmãs Franciscanas da Beata Angelina. Desde 2000, elas têm casas no Brasil, Madagascar e Suíça, bem como na Itália.
     Em 8 de março de 1825 o Papa Leão XII aprovou o seu culto.

Castelo de Montegiove
Fonte: Franciscanos.net

Etimologia: Angelina, diminutivo de Ângela = do latim Angelus: “anjo”; do grego Ággelos, derivado de ággelos: “mensageiro”.

Postado neste blog em 14 de julho de 2014

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Santas Anatólia e Vitória, Virgens e mártires – 10 de julho


     A “passio” de Anatólia e Vitória conta que na época do imperador romano Décio elas eram irmãs cujo casamento fora arranjado com dois nobres romanos pagãos. Anatólia procurava todos os pretextos para adiar o casamento; Vitória via aproximar-se a data do casamento com prazer. Ao tentar convencer a irmã a decidir-se, Vitória provou pela Sagrada Escritura que o casamento era agradável a Deus. Anatólia apresentou-lhe argumentos tão convincentes a favor da virgindade, que no mesmo dia Vitória desfez o noivado e vendeu as joias e o enxoval em proveito dos pobres.
     Seus pretendentes denunciaram as jovens como sendo cristãs, recebendo a permissão para aprisioná-las em suas propriedades até que elas se convencessem a renunciar à sua Fé e a desposá-los.
        A “passio” narra que Anatólia foi trancada num quarto com cobras venenosas e, como elas se recusassem a picá-la, um soldado chamado Audax foi enviado para matá-la. As cobras o atacaram, mas Anatólia o salvou das picadas. Impressionado pelo exemplo, ele se converteu e foi martirizado pela espada junto com ela.
     Depois de usarem de todos os recursos para abalar a constância das jovens, o noivo de Anatólia, Tito Aurélio, foi o primeiro a perder a paciência, sendo ela a primeira a ser martirizada. Anatólia foi assassinada em Thora (identificada como a moderna Sant’Anatolia di Borgorose).
     Eugênio esperou por meses que o tempo mudasse o coração da noiva, mas, longe de apostatar, Vitória convertia todos os que se aproximavam dela. Desesperado, Eugênio pediu ao prefeito do Capitólio que lhe enviasse o carrasco Liliarco.
     Segundo a “passio”, Vitória foi esfaqueada por Liliarco no coração, no ano 250, em Trebula Mutuesca (atual Monteleone Sabino). Os hagiógrafos afirmam que o assassino imediatamente foi acometido de lepra e morreu seis dias depois.
     Anatólia e Vitória são mencionadas no Martirológio Romano (sem Audax) na data de 10 de julho. Anatólia foi mencionada pela primeira vez na "De Laude Sanctorum", composta em 396 por Vitrício, Bispo de Rouen (330-409). Ela e Vitória aparecem juntas no Martyrologium Hieronymianum na data de 10 de julho. Vitória é mencionada também, sozinha, em 19 de dezembro.
     As duas aparecem em mosaicos na Basílica de Santo Apolinário Novo, em Ravena, entre as santas Paulina e Cristina. Uma "Passio SS. Anatoliae et Audacis et S. Victoriae", do século VI, que acrescentou o nome de Audax, foi mencionada por Adelmo (m. 709) e Beda (m. 735), que listaram os três em seus martirológios. César Barônio lista Anatólia e Audax em 9 de julho e Vitória, em 23 de dezembro.
Popularização do culto
     Depois do translado de suas relíquias, o culto dos três se espalhou pela Itália. O corpo de Santa Vitória foi transferido, em 827, pelo abade Pedro de Farfa de Piceno para o Monte Matenano por causa das invasões árabes. A cidade de Santa Vittoria in Matenano é uma homenagem a ela. Ratfredo, o próximo abade de Farfa, levou o corpo da santa para a abadia em 20 de junho de 931.
     Os corpos de Anatólia e Audax foram trasladados pelo Abade Leão para Subiaco por volta de 950. Em data desconhecida, uma escápula (osso da parte posterior do ombro) de Anatólia foi transladada para a moderna Sant’Anatolia di Borgorose, e um braço, para a moderna cidade de Esanatoglia.
     Os corpos de Anatólia e Audax ainda descansam em Subiaco, na Basílica de Santa Escolástica, sob o altar do Santíssimo. Atualmente o corpo de Santa Vitória está abrigado num altar em Santa Maria della Vittoria, em Roma.

Fontes:
www.santiebeati.it/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Vitória,_Anatólia_e_Audax

Postado neste blog em 22 de dezembro de 2015

domingo, 7 de julho de 2019

Santa Etelburga de Faremoutiers-en-Brie, Abadessa – 7 de julho


Martirológio Roman: Em Faremoutiers-en-Brie perto de Meaux na Aquitânia, França, Santa Etelburga, abadessa, que, filha do rei dos anglos orientais, deu glória a Deus com a abstinência severa do corpo e virgindade perpétua.

     Filha natural de Anna, rei dos anglos orientais (635-54), por desejar alcançar a perfeição cristã foi para a França e ali consagrou-se a Deus no mosteiro de Eboriacum, na diocese de Meaux, mais tarde chamado Faremoutiers-en-Brie, do nome da fundadora Santa Fara, tornando-se abadessa após a morte da irmã Santa Sesburga.
     Ela iniciou a construção de uma igreja em honra aos Apóstolos no mosteiro. Por ocasião de sua morte, em 7 de julho de 695, embora a construção do edifício tivesse apenas alcançado a metade, ela foi enterrada ali, de acordo com seus desejos. Seu desaparecimento fez com que as obras permanecessem suspensas por sete anos, depois foram definitivamente abandonadas; seu corpo foi então transferido para a igreja de Santo Estevão. Seu corpo, conforme testemunha São Beda, permaneceu incorrupto. [1]
     São Beda, de quem estes detalhes foram tomados, nos informa que sua festa era celebrada com grande solenidade no dia de sua serena morte.
     Ela está inscrita em antigos calendários ingleses, começando com o de Canterbury, compilado por volta do ano 1000; em uma carta de Eugenio III, datada de 3 de janeiro de 1146, é feita referência a uma capela dedicada a Santa Adelberga e seu Ofício permanece em um Breviário do mosteiro Eboriacum do século XIII. O primeiro a inscrever seu nome em um martirológio foi Ermanno Greven no século XV, que traz: "Ethilburge virginia et abbatisse, filie regis Anglorum Orientalium", do qual passou para o Molano e para o Martirológio Romano.
     Ela é celebrada nos Martirológios Romano, francês e inglês neste dia. Neste último, sua sobrinha Santa Earcongota é homenageada com ela. [seu nome tem variadas formas: Edilburga, Adelberga, Aubierge (na França)]
_________________________
Note [1] Beda, b. 3, c. 6.

A principal forte é a Historia Ecclesiastica de São Beda, lib. III,8; ver também as notas de Plummer. Cf. Stanton, Menology, pp. 13-14, 319-321, 324; e sobretudo H. M. Delsart, Sta Fara (1911), pp. 112-113 y 181-185. 
Fonte: «Vidas de los santos de A. Butler», Herbert Thurston, SI

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Santa Natalia de Toulouse, mercedária – 4 de julho

     
     Natália nasceu em um castelo na aldeia de Caillac (diocese de Albi no Languedoc) pela intercessão de Santa Natália, a esposa do mártir Santo Adriano, da qual sua mãe era devotada. Seus pais eram ricos e piedosos. Desde menina se dedicou ao exercício das virtudes católicas e mais tarde se consagrou a Deus com voto de castidade.
     Na idade de dezesseis anos, Natália mudou-se com os pais para Toulouse, onde haviam recebido uma herança notável. Os pais desejavam que ela se casasse, mas Natália queria consagrar-se ao Senhor. Para não deixá-los sozinhos, aconselhada pelo Beato Bernardo Poncelli, religioso dos Mercedários de Toulouse, decidiu vestir o hábito da Ordem Terceira dos Mercedários de Toulouse, na qual fez sua solene profissão em 1333.
     No novo estado, Natália procurou servir a seu Divino Esposo com um heroico exercício das virtudes, fazendo grandes e contínuas penitências. Ela era muito devota de Jesus Crucificado, que apareceu a ela exortando-a à perseverança. Ela também protagonizou milagres, entre os quais uma bilocação na África, no ano de 1350: um anjo a acompanhou para converter e libertar uma escrava da Calábria, que o Beato Felipe Clavo havia remido com outros 113 escravos, e que havia fugido, evadindo-se da vigilância dos religiosos.
     A Santa morreu em 4 de julho de 1355, com a idade de quarenta e dois anos, cheia de méritos e virtudes, com grande fama de santidade; foi sepultada na igreja das Mercês em Toulouse. Ela foi venerada imediatamente, como é demonstrado por sua imagem de madeira no convento de Santa Maria di Oliveto (Zaragoza), datada do mesmo século XIV. A veneração aos seus restos mortais continuou até o século XVI, quando os huguenotes profanaram seu túmulo e dispersaram as relíquias.
    O processo para o reconhecimento de seu culto imemorial, enviado pelo bispo de Toulouse no final do século XIX, foi apresentado à Congregação dos Ritos, que em 20 de janeiro de 1907 publicou a sentença "dilatam ur coadiuventur probationes", i.e., adiada aguardando uma pesquisa histórica mais precisa.

Fonte: www.santiebeati.it/


segunda-feira, 1 de julho de 2019

Santas Ágata, Bibiana e Juliana, mártires da Coreia do Sul – 2 de julho

A peculiar história da fé cristã na Coreia

     Hoje estamos tristemente acostumados com a existência de duas Coreias, mas nem sempre foi assim. O país já foi um só. E, na sua história religiosa, a Coreia constitui uma interessantíssima peculiaridade quanto à “modalidade” de evangelização que recebeu: os primeiros missionários do país não eram membros do clero, mas sim leigos!
     Enquanto a maior parte do Oriente começou a ser evangelizada por sacerdotes e religiosos enviados em missão pelas suas respectivas ordens, a Coreia viveu um processo diferente. No século XVII, membros da nobreza coreana entraram em contato com o catolicismo durante viagens à China e ao Japão. A fé já tinha criado raízes em ambos aqueles países. Com base no que tinham observado e aprendido sobre o catolicismo em livros escritos em chinês, aqueles nobres coreanos tentaram praticar essa mesma fé recém-descoberta ao retornarem à Coreia. Um deles, Yi Seung-hun, foi batizado em Pequim e voltou para casa em 1784 para fundar uma comunidade cristã. Este é o evento que marca o estabelecimento da Igreja católica na Coreia.
     Mas o catolicismo não teve um começo fácil no país. O governo, influenciado pela ideologia do neoconfucionismo, se opôs à fé cristã. A crença católica de que todos os seres humanos possuem dignidade igual era vista como uma ameaça para o sistema hierárquico social. Além disso, era considerado crime ter contato com estrangeiros. Esta lei significava, portanto, que as comunicações entre os católicos coreanos e o vigário apostólico de Pequim eram nada menos que “criminosas”.
     As consequências dessa hostilidade a Cristo são fáceis de imaginar – afinal, esse quadro se repete na história desde o próprio Cristo… Estima-se que cerca de 10.000 católicos foram martirizados na Coreia só durante aquela perseguição, que durou mais de 100 anos. Demorou até 1895 para que o país finalmente reconhecesse a liberdade de religião – e ela voltaria a ser suprimida brutalmente na atual Coreia do Norte assim que o regime comunista foi imposto ao sofrido povo daquela nação, persistindo essa realidade até hoje (e com um número de católicos assassinados que ainda não é possível conhecer ao certo).
https://pt.aleteia.org/
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    Em 2 de julho de 2018, este blog postou um material sobre a Beata Colomba Kang Wan-suk, Catequista e Mártir Coreana, que é comemorada neste dia, 2 de julho.
     Nesta mesma data outras mártires coreanas são festejadas, as quais foram catequisadas pela Beata Colomba, as Beatas Ágata Han Sin-ae, Bibiana Mun Yeong-in e Juliana Kim Yeon-i, e com ela foram martirizadas.

Beata Ágata Han Sin-ae
     Nasceu de uma união ilegítima, em Boryeong, na região de Chungcheong (atual Coreia do Sul), no seio de uma família nobre. Casou-se como segunda esposa com Jo Rye-san em Seul.
     Em 1795 e 1796, graças à atuação da Beata Colomba, conheceu a doutrina católica. Junto com a filha da primeira esposa de seu marido e com uma serva, assistia assiduamente às aulas de catecismo ministradas por Colomba e ajudava a viúva Beata Cândida Jeong Bok-hye nas atividades eclesiais.
     No verão de 1800 Ágata foi batizada pelo missionário chinês, o Beato Santiago Zhou Wen-mo.
     Catequisou mulheres de outras famílias e suas servas, e quis que dois catequistas ensinassem seus servos, porém não obteve êxito por culpa de seu filho. Junto com outras mulheres, inclusive a Beata Juliana Kim Yeon-I, formou uma comunidade feminina cuja diretora era a Beata Colomba Kang.
      Quando em 1801 a perseguição Shinyu teve início, Cândida Jeong recolheu todos os livros e artigos religiosos e os levou para Ágata, que os escondeu em seu estabelecimento comercial. Tendo sido delatada aos perseguidores, foi aprisionada com outros fiéis. Conduzida diante do Ministério de Justiça de Seul, foi interrogada, mas não revelou o nome de nenhum dos cristãos. Foi condenada à morte com outros sete católicos, entre os quais estava Colomba Kang e Juliana Kim, com esta sentença: “Han Sin-ae está profundamente pervertida pela religião católica e a está praticando há muitos anos. Está com Kang Wan-suk (Colomba) e foi batizada por Zhou Wen-mo, recebendo um nome cristão. Além disso, convidou homens e mulheres para sua casa, escondeu livros e artigos religiosos em seu negócio”.
     Quando foi detida, ela disse: “Não me arrependerei jamais do que tenho feito, ainda que tivesse que morrer dez mil vezes”.
     Junto com as companheiras e três homens cristãos, foi conduzida à Pequena Porta Ocidental de Seul, onde foi decapitada.

Beata Bibiana Mun Yeong-in (1776 - 1801)
     Nasceu em Seul no seio de uma família de status social mediano. Seu pai era oficial de baixa graduação e vivia com Bibiana e suas irmãs pequenas, mantendo suas filhas mais velhas em outro local por medo de que fossem levadas para serem damas da Corte. Porém, em 1783, os oficiais da Corte se deram conta da inteligência e da beleza de nossa beata e a elegeram: tinha apenas 7 anos.
     Depois que aprendeu a escrever, foi encarregada da redação de informações. Em 1797, com 21 anos, teve que deixar a Corte devido a uma grave doença. Naquela ocasião conheceu a religião católica por meio de uma anciã e dela aprendeu o Catecismo. Um ano depois entrou em contato com a Beata Colomba e foi batizada pelo Beato Santiago Zhou Wen-mo. Era assídua na casa de Colomba, onde se reunia com outros cristãos para aprofundar a doutrina e assistir à Missa.
     Após se restabelecer da doença, teve que voltar para a Corte. Embora não pudesse cumprir plenamente com seus deveres religiosos, fazia o possível para manter-se fiel na oração. Quando descobriram que era católica foi expulsa da Corte. Livre de seus deveres da Corte, pode dedicar-se inteiramente à sua Fé. Lia as vidas dos santos e se empenhava em viver como eles. Algumas vezes manifestou seu desejo de morrer mártir. Sua família a repudiou por causa de sua Fé. Bibiana teve que mudar-se e alugou uma casa em Cheongseok-don próximo a Seul, onde hospedou o catequista Beato Agostinho Jeong Yak-jong.
     Em 1801 foi presa e a levaram ao quartel geral da polícia onde a torturaram com violência. Em meio aos sofrimentos, apostatou, mas em seguida de seu conta de tudo e disse: “Ainda que possa morrer, não mudarei de ideia sobre minha fé em Deus”.
     Foi transladada para o Ministério da Justiça, onde recebeu mais sevicias, mas não cedeu. Tentou explicar a doutrina cristã e se reafirmou em sua fé total em Cristo apesar daqueles momentos de debilidade. Os juízes, vendo que não a podiam fazer ceder, pronunciaram a sentença de morte: “Está totalmente agarrada pela religião católica e jamais renunciará a ela. Portanto, merece morrer dez mil vezes”.
     Junto com seus companheiros foi decapitada na Pequena Porta Ocidental de Seul. Tinha 25 anos.

Beata Juliana Kim Yeon-i.  
    Nasceu no seio de uma família humilde. Em Seul conheceu a doutrina católica por intermédio da Beata Ágata Han Sin-ae e foi batizada pelo Beato Santiago Zhou Wen-mo, na casa da catequista Beata Colomba Kang Wan-suk.
     Como toda aquela primeira comunidade coreana, aprofundou sua fé estudando o Catecismo, dedicando-se à oração e recebendo o Sacramento da Eucaristia; era muito conhecida entre os fiéis. Sua missão evangelizadora a levou a Yangjegung ou Pyegung, o lugar onde se estabeleciam os membros da família real e as damas da Corte quando deixavam seus deveres no palácio. Fez amizade com as proprietárias de Yangjegung, Maria Song (aparentada com a realeza), sua nora Maria Sin e com a dama a Beata Susana Kang Gyeong-bok e com frequência as convidava para a Missa celebrada pelo Padre Santiago. Este relacionamento possibilitou que sua filha fosse dama da Corte.
     Quando a perseguição contra os cristãos teve início, em dezembro de 1800, a pedido de Colomba escondeu em sua casa o Beato Simão Kim Gye-wan, que ajudava o Padre Santiago na Missa. No ano seguinte, o Beato Alejo Hwang Sa-yeong esteve escondido em sua casa. Tudo isto a colocaram em perigo. Foi detida, levada ao quartel geral da polícia e depois ao Ministério de Justiça. Em ambos os lugares foi torturada repetidamente, porém não delatou nenhum irmão na Fé. Seu corpo se debilitava cada vez mais, porém sua fé a fortalecia mais e dizia: “Não lamento ter crido no Catolicismo e fosse preciso morreria dez mil vezes”.
     Junto com seus sete companheiros foi decapitada fora dos muros de Seul. Tinha 39 anos.

     Em 16 de agosto de 2014 foram declaradas beatas e mártires (junto com três catequistas) por Francisco I em sua viagem à Coreia do Sul.

http://hagiopedia.blogspot.com/2015_07_02_archive.html

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Stas. Maria Du Tianshi e Madalena Du Fengju, Mártires chinesa


Martirológio Romano: No território de Dujiadun, próximo de Shenxian, as santas mártires Maria Du Tianshi e Madalena Du Fengju, sua filha, que na mesma perseguição foram tiradas do local em que se haviam escondido, morrendo por causa de sua fé em Cristo, a segunda lançada ainda viva no sepulcro. 

     Na solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, a Igreja também se recorda de alguns mártires de dezenove séculos depois, os quais fazem parte dos 120 chineses canonizados em outubro de 2000.
     Por muitos séculos, até atualmente, os cristãos chineses têm sido vítimas de perseguições violentas que atingiram um ápice no ano de 1900, com a assim chamada “revolta dos Boxers”. Na metade do mês de junho esses revoltosos atingiram Shenxian, vicariato apostólico chinês confiado aos cuidados pastorais dos Jesuítas.
     Em 29 de junho de 1900, os soldados chegaram ao vilarejo de Dujiadun, perto de Shenxian, na província chinesa do Hebei, e ali mataram duas mulheres que não hesitaram em professar a sua fé católica: a leiga casada, Maria Du Tianshi (51 anos) e sua filha Madalena Du Fengju (19 anos). Elas eram nativas de Shenxian e foram martirizadas quando foram descobertas em um local onde se haviam refugiado. Uma delas, Madalena Du Fengju, foi enterrada ainda agonizante.
     Naquele período foram milhares as vítimas da perseguição e os Jesuítas consideraram oportuno não perder a lembrança destas intrépidas testemunhas da fé. Recolheram então o material que se pode encontrar e, em 28 de maio de 1948, a causa de canonização do grupo denominado “Leon-Ignace Mangin e 55 companheiros” foi introduzida.
     Em 17 de abril de 1955 deu-se a beatificação e a cerimônia foi presidida pelo Papa Pio XII e a canonização de todo o grupo, que compreende 120 mártires chineses de várias épocas, ocorreu durante o Grande Jubileu de 2000 no dia 1 de outubro, pelo Papa João Paulo II.

https://pt.aleteia.org/daily-prayer/sexta-feira-29-junho/

Postado neste blog em 28 de junho de 2014

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro – 27 de junho




     Em 27 de junho de 2015, os Redentoristas do mundo todo celebraram o 150º aniversário da entrega àquela congregação, pelo Papa Pio IX, em 1866, da veneranda imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, com a recomendação de que eles espalhassem esta devoção na Cristandade.
     O aniversário, que foi celebrado com o moto “Mãe do Perpétuo Socorro, Ícone de amor”, terminou em 27 de junho de 2016.
      Esta invocação nasceu de um ícone milagroso que foi roubado de uma Igreja na ilha de Creta, Grécia, no século XV. Trata-se de uma pintura sobre a madeira, em estilo bizantino.
     Na pintura, Maria Santíssima é representada segurando o Menino Jesus em seu colo. O Menino Jesus observa dois anjos que lhe mostram os elementos de sua Paixão; os anjos seguram uma cruz, uma lança e uma vara com uma esponja. O Menino se assusta, abraça a Mãe e uma sandália lhe cai dos pés. Os Arcanjos Gabriel e Miguel flutuam acima dos ombros de Maria.
     Este título os cristãos deram a Maria em homenagem e agradecimento à sua atenção constante e perpétua para com a Humanidade. Perpétuo Socorro quer dizer socorro eterno, socorro de Mãe. A mãe nunca esquece o filho, nunca abandona os filhos. Assim é o Perpétuo Socorro de Maria SSma.
     Em 1496 essa pintura se encontrava em uma igreja da Ilha de Creta. Um homem, pensando em conseguir algum dinheiro com a venda dela, a roubou e levou-a para Roma. Durante a travessia do Mar Mediterrâneo, uma violenta tempestade quase fez o navio naufragar; conta-se que ele e sua tripulação só foram salvos devido a intervenção de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Após chegar em Roma, ele adoeceu. Arrependido, contou a um amigo sua história e pediu para que ele devolvesse o ícone à uma igreja para ser venerado pelos fiéis.
     A esposa desse amigo não quis devolvê-la, mas, após ficar viúva, Nossa Senhora apareceu à sua filha de seis anos, dizendo: “Avisa à tua mãe que Santa Maria do Perpétuo Socorro quer que a tireis desta casa”. Em uma outra ocasião, Nossa Senhora também pediu que o quadro fosse levado a Igreja de São Mateus. E foi aí que, em 1499, seus pedidos foram finalmente atendidos. No dia 27 de março de 1499 o ícone foi entronizado na Igreja de São Mateus.
     A história de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro se espalhou de tal maneira que no caminho da casa da família até a Igreja de São Mateus formou-se uma enorme procissão para acompanhar a imagem e demonstrar sua fé e devoção, e já era esperado que o local se tornasse um lugar sagrado de peregrinação de vários fiéis que diziam-se agraciados pelas intervenções e milagres de Nossa Senhora.
     Quando Roma foi invadida pelos os franceses, no século XVIII, aconteceu algo muito triste: a Igreja de São Mateus foi destruída. Com isso, os Agostinianos que guardavam a obra, levaram-na para um lugar oculto. Ali ela permaneceu esquecida por 30 anos. Mas um monge agostiniano que tinha muita devoção à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, antes de morrer contou a história da imagem e da devoção a um coroinha, que tempos depois se tornou padre Redentorista. Passado um tempo os Redentoristas compraram uma área para fazer a Casa Mãe da congregação e o jovem padre ajudou a reencontrar o ícone.
     No começo de 1866, o Papa Pio IX entregou a guarda da imagem aos Redentoristas. Na ocasião, o papa fez a eles esta recomendação: “Fazei com que todo o mundo conheça esta devoção”. Foram feitas então muitas cópias do ícone e as difundiram por todas as partes do mundo. No local da igreja destruída ergueu-se uma nova igreja e também a proposta de renovação de fé e propagação da imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.
     Depois desta missão recebida do papa, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro passou a ser oficialmente a Padroeira dos Redentoristas. Sua festa é comemorada em 27 de junho. Após a restauração da imagem, ela foi devolvida à Igreja de Santo Afonso. Lá passou a ser venerada pelo povo. O quadro, atualmente, em se tratando de ícone bizantino, é o mais venerado em todo o mundo.

Oração a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
     Ó mãe do Perpétuo Socorro, nós vos suplicamos, com toda a força de nosso coração, amparar a cada um de nós em vosso colo materno, nos momentos de insegurança e sofrimento. Que o vosso olhar esteja sempre atento para não nos deixar cair em tentação. Que em vosso silêncio aprendamos a aquietar nosso coração e fazer a vontade do Pai. Intercedei junto ao Pai pela paz no mundo e em nossas famílias. Abençoai todos os vossos filhos e filhas enfermos. Iluminai nossos governantes e representantes, para que sejam sempre servidores do povo de Deus.
     Concedei-nos ainda muitas e santas vocações religiosas, sacerdotais e missionárias, para a maior difusão do reino de filho Jesus Cristo. Enfim derramai nos corações de vossos filhos e filhas a Vossa Benção de amor e misericórdia.
     Sede sempre o nosso Perpétuo Socorro na vida e principalmente na hora da nossa morte. Amém. 

Fontes:
https://cruzterrasanta.com.br/historia-de-nossa-senhora-perpetuo-socorro/49/102/#c
https://www.nossasagradafamilia.com.br/conteudo/conheca-a-historia-da-nossa-senhora-do-perpetuo-socorro.html
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17 detalhes simbólicos do ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
     O autor do ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, exposto à visitação dos fiéis na igreja de Santo Afonso de Ligório, em Roma, permanece desconhecido até nossos dias. Segundo a tradição da Igreja, no entanto, o artista que pintou a imagem da Virgem do Perpétuo Socorro inspirou-se em um ícone atribuído a São Lucas. Além de médico, homem culto e letrado, o Evangelista foi provavelmente um dos primeiros iconógrafos da história da Igreja. Segundo antiga tradição, São Lucas teria pintado ícones de Jesus Cristo, da Virgem Maria, de São Pedro e São Paulo. Há pinturas atribuídas a ele que existem até hoje, como é o caso dos ícones da "Theotokos de Vladimir" e de "Nossa Senhora de Czestochowa".
     A veneração dos ícones sagrados esteve presente na Igreja desde os primórdios do cristianismo. As imagens de Jesus Cristo, de Nossa Senhora, dos outros santos e dos anjos fazem parte da tradição bimilenar da Igreja Católica. No II Concílio de Niceia, em 787, o Magistério da Igreja "justificou, contra os iconoclastas, o culto dos ícones: dos de Cristo, e também dos da Mãe de Deus, dos anjos e de todos os santos. Encarnando, o Filho de Deus inaugurou uma nova 'economia' das imagens" [1].
     No início do século XVI, surgiram entre os protestantes "novos iconoclastas" e, a exemplo do que aconteceu no passado, em nome da fidelidade às Sagradas Escrituras, nossas imagens sagradas foram quebradas e nossas igrejas terminaram invadidas, depredadas e queimadas. Este fato fez com que o culto às imagens sagradas fosse perdendo a sua força em muitas comunidades, ao passo que, com a tradução da Bíblia do latim para as mais diversas línguas, o culto às Escrituras ganhou cada vez mais força. Essa tendência se tornou ainda mais forte quando, por conta de um falso ecumenismo, passou-se a suprimir as imagens das igrejas e das casas.
     O quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro foi pintado em estilo bizantino, uma expressão da arte que não pretende destacar cenas ou pessoas, mas transmitir uma mensagem espiritual.
     Eis o simbolismo contido na imagem:
1. Em grego, estas abreviações posicionadas à esquerda e à direita do quadro significam “Mãe de Deus”.
2. O quadro original foi coroado em 1867.
3. A estrela, quando associada a Nossa Senhora, significa que Maria é nossa guia até Jesus, conduzindo-nos pelo mar da vida até o porto da salvação.
4. Abreviação do Arcanjo São Miguel.
5. O Arcanjo São Miguel apresenta a lança com que foi perfurado o lado de Cristo, a vara com a esponja embebida em vinagre oferecida a Cristo na Cruz para que bebesse, e o cálice da amargura.
6. A boca de Nossa Senhora guarda silêncio.
7. A túnica é vermelha, cor da realeza e do martírio.
8. O Menino Jesus segura as mãos de Maria, que permanecem abertas como convite a colocarmos ali as nossas próprias mãos, unindo-nos a Jesus; e os dedos de Nossa Senhora apontam para o Filho, mostrando que Ele é o Caminho.
9. Abreviação do Arcanjo São Gabriel.
10. Maria olha diretamente para nós.
11. São Gabriel com a Cruz e os pregos.
12. Abreviatura de Jesus Cristo em grego.
13. Jesus veste roupas da realeza. O halo ornado com uma cruz proclama que Ele é o Cristo.
14. A mão esquerda de Maria sustenta Jesus: a mão do consolo que ela estende a todos os que a procuram nas lutas da vida.
15. A sandália desatada simboliza a humildade de Nosso Senhor Jesus Cristo e a esperança de um pecador que, agarrando-se a Jesus, vai em busca da Sua misericórdia. O Menino levanta o pé para não deixar a sandália cair, visando assim salvar o pecador.
16. O manto azul com forro verde sobre a túnica vermelha também apresenta cores da realeza. Somente a imperatriz podia usar essas combinações de cores na tradição bizantina. O azul, além disso, era ainda o emblema das mães.
17. Por fim, todo o fundo dourado destaca a importância de Maria: é símbolo de poder e nobreza, bem como da glória do Paraíso para onde iremos, levados pelo Perpétuo Socorro da Santíssima Mãe de Deus e Mãe nossa.
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Adaptado a partir de artigo do blog espelhodejustica.blogspot.com
https://pt.aleteia.org

1.       Catecismo da Igreja Católica, 2131.
https://padrepauloricardo.org