sexta-feira, 4 de julho de 2014

Santa Marta de Antioquia, leiga - 5 de julho

Martirológio Romano: No Monte Admirável, na Síria, Santa Marta, mãe de São Simeão Estilita o Jovem. 

     Marta nasceu na Antioquia no início do século VI. Embora tivesse feito voto de virgindade, casou-se com João, originário de Edessa, para obedecer aos pais e após ter tido uma revelação de São João Batista, que anunciou inclusive o nome do filho que ela daria à luz.
     Depois de alguns anos, após o falecimento do esposo, ela se dedicou com zelo à formação católica do filho, Simeão, que nascera em 520. Simeão se tornaria célebre por sua vida e sua atividade no Monte dos Milagres (ou Admirável), próximo de Antioquia.
     Um século mais tarde um autor, provavelmente um monge do convento de São Simeão, escreveu uma “Vida de Marta” que, ao narrar as suas maravilhas, supera a própria “Vida” do filho, que apareceu um pouco mais tarde. A obra é rica sobretudo de lugares comuns sobre sua virtude, contínuas aparições de São João Batista e de anjos, além de numerosos milagres.
     Um anjo anunciou a data de sua morte com um ano de antecedência e ela informou o filho a respeito, pedindo que ele a sepultasse no cemitério dos estrangeiros em Daphne, perto de Antioquia.
     Marta faleceu no dia 5 de julho de 551 e sua vontade foi respeitada quanto aos funerais. Informado sobre a morte da mãe, Simeão mandou exumar o seu corpo e o fez sepultar na abside da Igreja da Ssma. Trindade, à direita de sua coluna. Mas Marta lhe apareceu para pedir que construísse um sepulcro na parte sul da igreja, onde foi construída uma capela para a qual foi transferido o seu corpo com grande solenidade e onde ocorreram muitos milagres.
 
Etimologia: Marta, do arameu ou do siríaco: “senhora”.
 
São Simeão Estilita, o Jovem
     Assim como seu homônimo, São Simeão Estilita, o Velho, o primeiro dos estilitas, Simeão parece ter sido atraído desde muito cedo para uma vida austera. Ele se juntou a uma comunidade asceta que vivia ao redor de outro eremita num pilar, chamado João, que agia como líder espiritual do grupo.
     Simeão, ainda um garoto, fez com que erigissem uma coluna para si quando ele perdeu seu primeiro dente. Ele manteve este estilo de vida por 68 anos, porém, no decurso de sua vida, ele se mudou diversas vezes para outra coluna.
     Quando da primeira destas mudanças, o Patriarca de Antioquia e Bispo de Selêucia o ordenou diácono durante um curto período em que ele ficou no chão. Por oito anos, até a morte de João, Simeão permaneceu ao lado da coluna de seu mestre, tão perto que eles podiam facilmente conversar. Durante este período, seu ascetismo foi contido pelo do ancião.
     Após a morte de João, Simeão deu forças às suas práticas ascéticas ao ponto de Evágrio Escolástico afirmar que ele vivia apenas sob arbustos que cresciam na região de Teópolis. Ele foi novamente ordenado, agora padre, e foi assim que pode oferecer uma missa pela memória de sua mãe.
     Nessas ocasiões, seus discípulos, um após o outro, subiam por uma escada para receber a Eucaristia de suas mãos. Como era o caso da maioria dos outros santos estilitas, um grande número de milagres foi atribuído a Simeão o Jovem. Dotado de poderes extraordinários sobre o demônio e as forças da natureza, em diversas ocasiões a cura de doentes era realizada por meio de imagens representando o eremita. No final de sua vida o santo ocupava uma coluna sobre um morro próximo de Antioquia chamado, por causa dele, de "Monte dos Milagres", e foi ali que ele morreu no dia 24 de maio de 592.
     Além de uma carta escrita de seu pilar ao guardião da cruz verdadeira em Jerusalém, diversas outras obras são atribuídas a ele. Uma quantidade destes curtos tratados espirituais foi publicada por Cozza-Luzzi ("Nova PP. Bib.", VIII, iii, Roma, 1871, pp. 4–156). Há também um "Apocalipse" e cartas aos imperadores bizantinos Justiniano I e Justino II.
     Há uma longa "Vida de São Simeão, o Jovem”, escrita por Nicéforo Calisto, mas é possível aprender mais sobre a vida do santo a partir da "Vida de Santa Marta", sua mãe, e pela História Eclesiástica de Evágrio Escolástico.
 

Nenhum comentário:

Postar um comentário