quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Sta. Narcisa de Jesus Martillo Morán e a Imaculada Conceição

     Da. Silvania Gellibert de Negrete, nobre dama de Guayaquil, se despertou ao ouvir o ruído de fortes pancadas. O que estaria acontecendo na casa a estas horas da madrugada?
     Pressurosa e assustada dirigiu-se ao sótão, de onde parecia provir os sons. Encostou o ouvido à parede para escutar melhor. Ouviu, então, os estalos de violentas chicotadas e, ao mesmo tempo, fervorosas orações pedindo a Deus perdão pelos pecados dos homens. Atônita e com muita curiosidade, Da. Silvania procurou aguçar a vista e, por uma fenda da parede de madeira, viu sua jovem hóspede ajoelhada diante de um crucifixo, coroada de espinhos, com as costas ensangüentadas, castigando cruelmente seu corpo com um látego de pontas de aço.
     Quem seria essa mulher que se inflige semelhante castigo? Seu nome é Narcisa de Jesus Martillo Morán. Trata-se de uma alma chamada por Deus para reparar, por meio de extraordinárias penitências, os pecados cometidos em sua época.
Nasce uma vítima expiatória
     Transcorria a primeira metade do século XIX. As guerras e as convulsões sociais eclodiam em quantidade na América do Sul. Quando Narcisa nasceu, no dia 29 de outubro de 1832, em Nobol, diocese de Guayaquil, havia pouco tempo que o Equador tinha se transformado em república.
     Seus pais, Pedro Martillo e Josefina Morán, eram agricultores. Ela foi a sexta de nove filhos. Faltam dados sobre o início de sua vida, tendo-se apenas a data de sua Crisma, recebida aos sete anos, no dia 16 de setembro de 1839.
     Muito pequena perdeu a sua mãe. Ela teve de se encarregar da educação dos seus irmãos mais novos. Dessa época da sua vida é lembrada a sua especial caridade, a sua alegria, o seu grande amor pela oração e a grande importância que atribuía à direção e aconselhamento espiritual.
     Na adolescência dedicava-se aos trabalhos domésticos, e aos 15 anos aprendeu o ofício de costureira, que exercia em sua casa e nas casas das famílias vizinhas. Desde muito jovem gostava de cantar e tocar viola, mas não participava das festas em família: limitava-se a ajudar na preparação e depois se isolava para dedicar-se às orações solitárias.
     Em 1851, aos 18 anos, seu pai faleceu e ela transferiu-se para Guayaquil, onde moravam seus parentes. Ali trabalhou como costureira, para não ser um peso para os seus hospedeiros, e começou a trabalhar com Luís Tola, que depois se tornará bispo de Portoviejo.
     Parte do que ganhava como costureira doava aos pobres e doentes. Manteve sempre um caráter alegre, divertido e amável e não deixava transparecer as privações pelas quais passava e a que se submetia livremente. Dedicou muito tempo ao apostolado, especialmente dirigido às crianças, a quem ensinava o catecismo. Trabalhou também com jovens abandonadas e refugiadas na Casa de Acolhimento, visitava doentes e moribundos.

Sta. Narcisa no esquife

     Suas moradas preferidas eram as águas furtadas e os esconderijos, para praticar o recolhimento e dedicar-se às penitências. Queria seguir o exemplo da Santa, também equatoriana, Marianita de Jesus (1618-1645), oferecendo sacrifícios pela expiação de sua cidade. Chegou a mandar fazer uma cruz salpicada de pregos, sobre a qual deitava todas as noites por quatro horas, antes de se acomodar sobre o chão para um breve repouso.
     Nunca professou votos religiosos solenes, mas tornou-se leiga dominicana, ingressando na Ordem Terceira Dominicana (ramo leigo da Ordem dos Pregadores). Depois de sua morte soube-se que fez votos particulares de virgindade perpétua, pobreza, obediência, clausura, vida eremítica, jejum a pão e água, comunhão cotidiana, confissão, mortificação e oração.
     Em 1865 seu diretor, gravemente enfermo, pediu que ela o acompanhasse a Cuenca, onde se restabeleceria em uma casa de religiosas. Narcisa permaneceu por dois anos em Cuenca, até a morte de seu diretor. Retornando a Guayaquil, encontrou uma amiga, Mercedes Molina, venerada como beata, empenhada na direção de um orfanato. Não hesitou em ajudá-la na formação das crianças e na confecção de indumentárias. As duas amigas assistiam a Missa cotidiana e moravam no orfanato.
     Segundo testemunhas da época, "Narcisa era muito bela, alta e bem proporcionada; sua cabeleira loura, abundante e anelada, chamava a atenção das pessoas; era muito estimada na cidade. Como caráter, era muito amável e em certos momentos dava demonstração de sua alegria cantando, enquanto sua amiga tocava a viola. Era muito caridosa".
     Em 1868, o frade franciscano Pedro Gual, que se tornara seu diretor espiritual, convidou Narcisa a transferir-se para Lima, onde ela ficaria hospedada no convento dominicano de Patrocínio. O capelão daquele mosteiro tornou-se seu confessor até a sua morte.
     Apesar de sua compleição robusta, no último período de sua vida era evidente a crescente debilidade resultante de suas penitências.
     Poucas horas antes de seu falecimento, na noite do dia 8 de dezembro de 1869, ao despedir-se das Irmãs, como que zombando, disse que partiria para uma longa viagem. Um pouco antes da meia-noite, a Madre que devia fazer o turno de vigília percebeu que a cela de Narcisa estava misteriosamente iluminada, e dela provinha um perfume fortíssimo. A religiosa foi verificar o que ocorria e "ao abrir a porta do quarto de Narcisa, viu a mesma claridade que se notava do lado de fora e sentiu que ali a fragrância era maior; ela tinha falecido, abrasada pela febre de seu corpo e, sobretudo, pelo ardor do amor divino". Tinha apenas 37 anos. Faleceu no dia da inauguração do Concílio Vaticano I, oferecendo seus últimos sofrimentos por este importante evento.

Santuário em Nobol, Equador

     Foi beatificada por João Paulo II em 25 de outubro de 1992. A sua canonização ocorreu em 12 de outubro de 2008, sendo a quarta pessoa oriunda da América Latina a ser canonizada por Bento XVI e a terceira santa equatoriana. Bento XVI referiu-se a Narcisa com as seguintes palavras: "Santa Narcisa de Jesus nos mostra um caminho de perfeição cristã. Oferece-nos um testemunho atraente e um exemplo acabado de uma vida totalmente dedicada a Deus e aos irmãos".
     Seus santos despojos se encontram no Santuário que ostenta seu nome, na sua cidade natal, Nobol, no Equador.
     Por ter-se santificado tanto no campo como na cidade, em sua pátria como fora dela, muitos migrantes têm especial devoção por ela.
 
 
 
                        Festa da Imaculada Conceição
 
     A festa da Imaculada Conceição, comemorada em 8 de dezembro, foi definida como uma festa universal em 1476 pelo Papa Sisto IV.
     A Imaculada Conceição foi solenemente definida como dogma pelo Papa Pio IX em sua bula Ineffabilis Deus em 8 de dezembro de 1854. A Igreja Católica considera que o dogma é apoiado pela Bíblia (por exemplo, Maria sendo cumprimentada pelo Anjo Gabriel como "cheia de graça"), bem como pelos escritos dos Padres da Igreja, como Santo Irineu de Lyon e Santo Ambrósio de Milão. Uma vez que Jesus tornou-se encarnado no ventre da Virgem Maria, era necessário que ela estivesse completamente livre de pecado para poder gerar seu Filho.
     Em sua Constituição Apostólica Ineffabilis Deus, que definiu oficialmente a Imaculada Conceição como dogma, o Papa Pio IX recorreu principalmente para a afirmação do Gênesis 3:15, onde Deus disse: "Eu porei inimizades entre ti e a mulher, entre tua descendência e a dela", assim, segundo esta profecia, seria necessário uma mulher sem pecado para dar à luz o Cristo, que reconciliaria o homem com Deus. O verso "Tu és toda formosa, minha amada, não há mancha em ti" (na Vulgata: "Tota pulchra es, amica mea, et macula non est in te"), no Cântico dos Cânticos (4,7) é usado para defender a Imaculada Conceição, outros versos incluem:
     "Também farão uma arca de madeira incorruptível; o seu comprimento será de dois côvados e meio, e a sua largura de um côvado e meio, e de um côvado e meio a sua altura." (Êxodo 25:10-11)
     "Pode o puro [Jesus] vir dum ser impuro? Jamais!" (Jó 14:4)
Em Lourdes Na. Sra. confirma o dogma
     "Assim, fiz uma arca de madeira incorruptível, e alisei duas tábuas de pedra, como as primeiras; e subi ao monte com as duas tábuas na minha mão." (Deuteronômio 10:3)
     Outras traduções para a palavra incorruptível ("Setim" em hebraico) incluem "acácia", "indestrutível" e "duro" para descrever a madeira utilizada. Moisés usou essa madeira porque era considerada muito durável e "incorruptível". Maria é considerada a Arca da Nova da Aliança (Apocalipse 11:19) e, portanto, a Nova Arca seria igualmente "incorruptível" ou "imaculada".
     Na definição oficial do dogma da Imaculada Conceição de Maria assim o Papa se expressou:
Em honra da santa e indivisa Trindade, para decoro e ornamento da Virgem Mãe de Deus, para exaltação da fé católica, e para incremento da religião cristã, com a autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados Apóstolos Pedro e Paulo, e com a nossa, declaramos, pronunciamos e definimos a doutrina que sustenta que a beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua conceição, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha de pecado original, essa doutrina foi revelada por Deus e, portanto, deve ser sólida e constantemente crida por todos os fiéis.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Santa Maria Josefa Rossello, Fundadora - Festejada 7 de dezembro

     Benedita Rossello era natural da belíssima cidade de Albissola Marina, em Savona, na Itália. Nasceu no dia 27 de maio de 1811, em uma humilde família de fabricantes de vasilhas; desde cedo teve literalmente que "colocar a mão na massa" para ajudar o pai com a modelação da argila.
     Mas, trabalhar para a família não era o suficiente para Benedita. O que ela mais queria era trabalhar para o próximo. Desde cedo compreendeu que era preciso haver, ao lado de um apostolado religioso, uma assistência material para aqueles que se encontravam na ignorância e na pobreza.
     Estudiosa, cheia de caridade para com os necessitados, devota do Crucificado e da Santíssima Virgem, inscreveu-se muito jovem na Ordem Terceira de São Francisco (provavelmente antes de 1830). E com ardor ela procurou cuidar e instruir os jovens dos bairros populares.
     Tentou inscrever-se numa instituição de caridade, mas a falta do dote financeiro suficiente a impediu de concretizar o sonho. Nesse tempo, perdeu o pai e uma irmã, tendo de prover a família durante um período.
     Aos dezenove anos, empregou-se por sete anos (1830-1837) na residência da família Monteone, casal sem filhos, para dar assistência ao chefe da família imobilizado na cama. Fez um trabalho tão dedicado e confortador, que ao morrer o doente a viúva quis adotar Benedita como filha, com a perspectiva desta herdar todo o patrimônio da família.
     A oferta foi recusada, porque a condição para adoção era ela não se tornar religiosa. Sua recusa foi criticada por alguns, mas, como ela escreveria mais tarde: "Se não somos generosos com Deus, Ele não será conosco. Não se responde ao amor senão com o amor".
     Ela recebeu de fato o prêmio da sua generosidade e do seu amor quando, em 1837, o Bispo de Savona, Mons. Agostino De Mari (1835-1840), aceitou que a ex-doméstica se ocupasse da juventude feminina negligenciada materialmente e moralmente em perigo.
     Uma casa modesta e alugada serviu de semente para o que seria uma grande obra, desde logo dirigida por Benedita, com apenas três companheiras, Ângela e Domingas Pescio e Paulina Barla.
     No dia 22 de outubro de 1837, aconteceu a primeira vestição e o Bispo impôs-lhe o nome de Maria Josefa. Animadas por Maria Josefa, formou-se assim uma pequena Congregação colocada sob a proteção de Nossa Senhora da Misericórdia, de quem se disseram filhas e, como Ela, deveriam ser instrumentos de salvação.
     A missão da nova instituição: a instrução e educação das jovens pobres e a assistência aos doentes. Além disso, deveriam prestar serviço nas escolas e nas paróquias, nos hospitais e onde quer que fossem necessárias.
     Ângela Pescio, a mais velha, foi eleita superiora, Benedita era a mestra de noviças e ecônoma. A Congregação das Filhas de Nossa Senhora da Misericórdia começou "com quatro irmãs, um saco de batatas e quatro moedas de prata".
     Dois anos depois, em 2 de agosto de 1839, as Irmãs pronunciaram os votos perpétuos. Em 1840 eram já sete Irmãs professas e quatro noviças; durante o capítulo do mesmo ano, Irmã Maria Josefa foi eleita superiora por unanimidade, cargo que ocupou por cerca de quarenta anos.
     À Madre Maria Josefa era confiada grande parte dos trabalhos materiais. “A mão no trabalho, o coração em Deus”, ela recomendava às outras Irmãs. E quando a tarefa parecia muito espinhosa: “Faça o que puderes; Deus fará o resto”.
     A redação do regulamento definitivo foi confiada ao Padre Inocêncio Rosciano, carmelita, e solenemente entregue às Irmãs em 14 de fevereiro de 1846 pelo novo Bispo de Savona, Mons. Alessandro Ottaviano Riccardi (1841-1866).
     Sob a direção de Madre Maria Josefa o Instituto iniciou sua expansão na Ligúria, no período 1842-1855. Em 1856, começa a contribuir com a obra de resgate dos escravos africanos, a qual se dedicavam dois beneméritos sacerdotes, Nicolau Olivieri e Biagio Verri. O Instituto hospedava crianças negras libertadas de uma aviltante escravidão.
     O espírito missionário da Fundadora se manifestou ainda mais em 1876: conseguiu enviar o primeiro grupo de 15 Irmãs para Buenos Aires, Argentina. Em 1859, uma nova fundação, a “Casa da Providência” foi iniciada por Madre Maria Josefa, para a re-educação e inserção na vida de jovens das classes pobres.  Outros centros análogos foram abertos em Voltri, Sant’ Ilario, Porto Mauricio (1860) e em Albissola, onde surge a “Segunda Providência” (1866-1867).
     Dez anos depois, em 1869, Madre Maria Josefa empreendeu uma outra obra corajosa: o “Pequeno Seminário para os rapazes da classe operária”, permitindo-lhes a carreira eclesiástica gratuitamente. Esta obra lhe custou não poucas amarguras pelos obstáculos colocados contra esta instituição.
     A última iniciativa, sonhada e realizada postumamente, foi a constituição em Savona da “Casa das Arrependidas” (1880), um refúgio para as jovens arrependidas, e em vias de conversão, afastadas da prostituição.
     “Se a obra que empreendemos é de Deus, chegaremos a cumpri-la”, dizia Madre Rossello, sem jamais esmorecer.
     A fundadora morreu em 7 de dezembro de 1880, e foi sepultada no cemitério local. Em 1887, seu corpo foi transladado para a casa mãe em Savona.
     Quando Madre Maria Josefa faleceu, o Instituto possuía já 68 casas (escolas, orfanatos, hospitais e refúgios para jovens arrependidas); e em 1949, quando foi canonizada, as Irmãs de Na. Sra. da Misericórdia eram mais de três mil, servindo em 260 casas de caridade na Itália e na América Latina.
     No dia 23 de janeiro de 1892, com um decreto episcopal, São José foi oficialmente reconhecido co-patrono do Instituto. Com o Decreto de 14 de setembro de 1900, Leão XIII reconheceu a missão que o Instituto desenvolvia na Igreja. Em 12 de janeiro de 1904, São Pio X aprovou definitivamente o Instituto e as Constituições. Em 12 de junho de 1949, Pio XII declarou-a Santa.
     José Mazzotti, conhecido como Bepi, foi o promotor do pedido de que Santa Maria Josefa Rossello se tornasse patrona dos ceramistas. O pedido foi aceito pela Congregação Pró Culto Divino com a bula de 27 de fevereiro de 1989.
     Ela, que dedicou toda sua vida aos doentes e às crianças, mesmo quando ainda não era religiosa, nasceu Benedita e bendita foi sua dedicação à caridade. É venerada com festa litúrgica no dia de sua morte. As suas relíquias são veneradas na capela da casa mãe das Filhas de Nossa Senhora da Misericórdia em Savona.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Santa Asélia, Virgem, discípula de S Jerônimo - Festejada 6 de dezembro

Discípula de São Jerônimo, o qual dela escreveu que “era abençoada desde o seio de sua mãe”.
    
     Este nome incomum tem um significado ainda mais inesperado: em latim, Asellia significava "burrinho, jumentinho". Não era um nome ofensivo, nem ridículo: ele tinha mesmo um tom carinhoso, talvez como uma homenagem à paciência e a docilidade do burro. Lembremo-nos que este animal aparece em vários momentos no Novo Testamento, especialmente quanto Nosso Senhor Jesus Cristo entrou triunfalmente em Jerusalém montando um deles.
     Além disso, a Santa de hoje é tal, que nos faz esquecer qualquer implicação causada pelo nome. É na verdade uma criatura de qualidades humanas e virtudes sobrenaturais excepcionais; uma dessas mulheres que em todas as épocas foram e são representantes da secreta grandeza do Cristianismo.
     Asélia não era uma celebridade, e ela teria desaparecido da memória do mundo se o grande São Jerônimo, o tradutor da Bíblia para o latim e Doutor da Igreja, não tivesse escrito sobre ela em suas cartas.
     Vivendo em Roma nos anos de sua maturidade, São Jerônimo reunira em torno dele um grupo de mulheres dedicadas e estudiosas, cujos nomes ainda são encontrados no Calendário: Santas Paula Romana, Marcela, Lea, Eustoquia e, finalmente, Asélia.
     Estas primeiras sementes de árvores que daria frutos em abundância nos séculos seguintes, devem ser venerados por nós com entusiasmo, pois foram modelos para as gerações que, de auge em auge, chegaram à culminâncias sublimes. Infelizmente, quando, no dizer de Paulo VI, “a fumaça de satanás penetrou no seio da Igreja”, um feminismo malsão foi destruindo paulatinamente o que elas construíram com tanto amor e dedicação...
     A história de Asélia, narrada em uma carta do Santo, é esta: filha de uma família distinta, com apenas 10 anos decidiu dedicar-se inteiramente ao Senhor. Ela vendeu suas jóias e suas roupas festivas, vestiu uma túnica escura despojada e começou a viver em sua casa como uma sepultada viva.
     "Trancada em um quarto pequeno - São Jerônimo escreve - ela estava à vontade como no céu. Uma única camada de terra era o lugar de sua oração e de seu descanso; o jejum era para ela divertimento, a abstinência, uma refeição... Observou bem a clausura para jamais colocar um pé fora dela, nem nunca falar com um homem...".
     Trabalhou constantemente não para si, mas para os pobres, e, ao mesmo tempo, rezava ou salmodiava. Também visitava os túmulos dos mártires, mas na obscuridade, para nunca ser reconhecida. A vida difícil não enfraqueceu o seu corpo: pelo contrário, aos 50 anos, de acordo com o testemunho de São Jerônimo "ainda estava com boa saúde e ainda mais saudável de espírito".
     "Nada poderia ser mais alegre do que a sua gravidade - escreve o grande Doutor - nada mais grave do que a sua alegria; nada é mais grave do que seu riso; nada mais atraente do que a sua tristeza. Sua palavra é silenciosa e seu silêncio fala".
     Quando o grande erudito teve que sair de Roma, forçado pelas muitas hostilidades e suspeitas malévolas, enviou uma carta diretamente para Asélia, em seu caminho para a Palestina. Mas nesta carta, como era natural, não falava dela, nem tentava sua modéstia com elogios. Abria para ela seu coração amargurado, fazendo para ela, agora morta para o mundo, uma defesa apaixonada de sua conduta, contra as calúnias e as críticas injustas.
     A admiração e o afeto pela cristã Asélia transpareciam, entretanto, na despedida, quando São Jerônimo escrevia: "Lembre-se de mim, ó ilustre modelo de modéstia e virgindade, e com suas orações aplacai as vagas do mar".
     Asélia, que na época tinha mais de cinqüenta anos, viveu muito tempo ainda em sua clausura e em sua penitência. Vinte anos depois ainda estava viva e bela, de uma beleza espiritual. Assim pelo menos a viu um historiador da época, Paládio, que escreveu: "Vi em Roma a bela Asélia, esta virgem envelhecida no mosteiro. Era uma mulher dulcíssima, que dirigia várias comunidades”.

*

     Dia 6 de dezembro também é dia de São Nicolau, Arcebispo de Mira (ou de Bari, para onde suas relíquias foram levadas no século XI) na Turquia, que viveu no século IV. São Nicolau costumava ajudar, anonimamente, quem estivesse em dificuldades financeiras. Colocava o saco com moedas de ouro a ser ofertado na chaminé das casas. Foi declarado santo depois que muitos milagres lhe foram atribuídos. Sua transformação em símbolo natalino aconteceu na Alemanha e daí correu o mundo inteiro.
    No final do século XIX iniciou-se uma transposição de sua figura para a do atual Papai Noel.
     Há bastante tempo existe certa oposição a que se ensine crianças a acreditar em Papai Noel. Alguns cristãos dizem que a tradição de Papai Noel desvia das origens religiosas e do propósito verdadeiro do Natal. Ainda outros se opõem a Papai Noel como um símbolo da comercialização do Natal, ou como uma intrusão em suas próprias tradições nacionais.
     Mas, ainda hoje em dia muitas cidades europeias celebram este dia com cortejos, entrega de presentes para as crianças, etc.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Santa Bárbara, Virgem e Mártir - Festejada 4 de dezembro

     A Sagrada Liturgia celebra a 4 de dezembro, juntamente com São João Damasceno, Doutor da Igreja, a festa de Santa Bárbara, padroeira dos artilheiros, mineiros e de todos aqueles que trabalham com pólvora ou talham pedras (¹).
     Tal foi a popularidade da Santa, que os fatos de sua vida foram envolvidos nas névoas prateadas da legenda pelos escritores e artistas. O célebre Rafael, por exemplo, imortalizou sua memória em quadro famoso.
     Nasceu ela em Nicomédia (atual Turquia), e foi martirizada no ano 245 pelo próprio pai. O nome da virgem mártir consta no Martirológio Romano.
    Dióscoro, seu pai, rico nobre da cidade, mandou construir, para uso de sua filha, um quarto de banho com tina de mármore. A primeira vez que Bárbara fez uso dela marcou-a duma cruz com o dedo, ficando o sinal indelevelmente impresso na pedra. Muitos sararam das suas enfermidades beijando essa cruz.
     Devido aos seus especiais dotes de beleza e inteligência, o pai - que era pagão e idólatra - ­encerrou-a numa alta torre para subtrai-la aos olhares dos homens, depositando nela as maiores esperanças em vista de um casamento honroso. Entretanto, permitiu que ela fosse instruída pelo famoso Orígenes. Tomou-se, assim, católica ardorosa, dotada de grande cultura.
 
"Os inimigos do homem serão as pessoas da própria casa”
     O coração da Santa ia-se dilacerando cada vez mais entre amores opostos: o do pai, de um lado, e o de Nosso Senhor Jesus Cristo, de outro. Verificou-se nela a palavra do Divino Mestre: "Não julgueis que vim trazer a paz a terra. Eu vim trazer a divisão entre o filho e o pai, entre a filha e a mãe, e os inimigos do homem serão as pessoas da própria casa" (Mt. 10, 34-36).
     A fim de converter seu pai, explicou-lhe as verdades eternas, mas Dióscoro, cego de ódio, tirou sua espada para matá-la. Tendo Bárbara corrido, seu pai a perseguiu com a espada na mão, até acuá-la junto a um rochedo. Quando ia desferir o golpe mortal, o rochedo abriu-se milagrosamente e a virgem conseguiu escapar.
     Informado sobre o local onde ela se escondera, seu pai foi buscá-la. Agarrou-a violentamente, jogou-a por terra, espezinhou-a e, tomando-a pelos cabelos, arrastou-a até sua casa. Não conseguindo convencê-la, levou-a ao tribunal do pretor Marciano. Bárbara foi, então, flagelada com tal violência que seu sangue jorrou de todas as partes do corpo. Lançada num calabouço, Nosso Senhor apareceu-lhe, iluminando o local com um clarão sobrenatural, e curou suas chagas.
    Mas o iníquo pretor ordenou novos suplícios. Seu corpo foi rasgado com pentes de ferro, e as novas chagas foram queimadas por tochas.
     Como ela permanecia inflexível, o ímpio pretor ordenou que os seios da santa fossem amputados (o mesmo tormento que poucos anos depois sofreu Santa Águeda, padroeira da Sicília).
     O pretor excogitou, então, o suplício que mais causaria dor à santa: seria despida e os carrascos a perseguiriam com chicotadas através das ruas da cidade. A castíssima donzela pediu a Deus que protegesse sua pureza. Novo milagre: uma luz descida do céu envolveu-a, livrando-a desse modo dos olhares impudicos. Depois disso o pretor mandou que ela fosse decapitada.
     Assistindo a todos esses prodígios, seu pai não se deixou comover, mas quis ele mesmo desempenhar o papel de carrasco. Conduziu-a ao alto de uma montanha fora da cidade. Ali, estando a jovem de joelhos em atitude de oração, decepou-lhe a cabeça. Ao mesmo tempo em que sua cabeça caía separada do tronco, via-se a alma da mártir ser arrebatada ao Céu pelos Anjos.
     Instantes depois do hediondo crime, num céu sem nuvens, um raio fulminou seu pai e o pretor Marciano. Este terrível castigo parece colocar os raios na dependência de Santa Bárbara, e explica a devoção dos fiéis, que sempre recorrem a ela nas grandes tempestades.
     A veneração desta santa do Oriente passou para o Ocidente, sobretudo em Roma, onde, desde o século VII, se multiplicaram as igrejas e oratórios dedicados a seu nome.
     Na iconografia católica Santa Bárbara é geralmente apresentada como uma virgem majestosa e altaneira, ostentando uma palma, simbólica de seu martírio, e um cálice como símbolo da proteção que costuma manifestar em relação aos moribundos, e, ao lado, uma espada, instrumento de seu martírio.
 
O culto a Santa Bárbara

Capela dos 14 Mártires, Sta Maria Antiqua

     A mais antiga representação de Santa Bárbara consiste numa pintura encontrada na igreja de Santa Maria Antiqua, no Foro Romano (fundada no século VI).
     A partir do século IX os testemunhos relativos ao culto da Santa - ­igrejas, oratórios, altares, mosteiros etc. - tornam-se cada vez mais numerosos, tanto no Ocidente quanto no Oriente. Posteriormente, a Santa foi incluída entre os 14 Santos Auxiliadores e passou a ser invocada de modo especial para se obter a graça de recepção dos Sacramentos na hora da morte.
     Os artilheiros e os mineiros escolheram Santa Bárbara como sua patrona, para que ela os proteja de toda a explosão que pudesse causar a morte, como o raio que fulminou o ímpio pai da Mártir.
 
Fonte: Catolicismo, dezembro/1994.
 
(¹) O fato dela não aparecer no calendário litúrgico pós Vaticano não significa que a Igreja a tenha descartado, mas que deu lugar na liturgia a outros santos cujas vidas estejam mais bem documentadas.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Santa Branca de Castela, Rainha e Religiosa - Festa 2 de dezembro

Casamento de Branca e o Delfim
     Branca era filha de Afonso IX, Rei de Castela, e de Eleonora da Inglaterra. Nasceu em Palência no início de 1188. Com onze anos foi prometida como esposa a Luis, delfim da França, pelo tio João Sem Terra, que tinha intenção de se reconciliar com o Rei Felipe Augusto.
     O casamento dos jovens príncipes foi celebrado no dia 23 de maio de 1200 em Portmort, na Normandia.
     Branca encontrava-se profundamente aflita, pois já se haviam passado doze anos desde seu casamento e ainda não tinha filhos. São Domingos de Gusmão, que fora visitar a Rainha, aconselhou-a a rezar diariamente o Terço, pedindo a Deus a graça de tornar-se mãe. Seguindo fielmente o conselho, ela foi atendida e em 1213 deu à luz o seu primogênito, Filipe, que veio a falecer na infância.
     O fervor da rainha não se abalou por essa provação. Ao contrário, ela procurou o auxílio de Nossa Senhora mais do que antes. Distribuiu Terços para todos os membros da corte e para os habitantes de muitas cidades do seu reino, pedindo que se unissem a ela na súplica a Deus. Sua ardente oração foi ouvida quando, em 1215, nasceu aquele que seria depois São Luís, o príncipe que se tornaria a glória da França e modelo dos reis cristãos.
     Branca, que fora educada nos princípios católicos, educou seus numerosos filhos, entre eles Luis, segundo os mesmos ensinamentos. A Rainha herdou dos Plantagenetas, seus ancestrais maternos, a excepcional força de ânimo e o senso político que demonstrou colaborando nos empreendimentos do esposo, encorajado por ela na sua luta pela expulsão dos ingleses do Poitou.
Sta Branca e São Luis IX
     Em 1223 tornou-se Rainha da França e ficou viúva três anos depois. Assumiu a regência em nome do filho, Luis IX, e logo se defrontou com uma coalizão dos grandes senhores feudais que, sob a liderança de Pedro Mauclerc, Duque da Bretanha, pretendiam tornar-se independentes do poder real, ou procuravam obter uma maior influência política, não tolerando a regência de uma estrangeira.
     Branca, com manobras sagazes, conseguiu sair vitoriosa desta e de outras coalizões, debelando também a de Raimundo VII, Conde de Tolosa, estendendo a autoridade régia ao Languedoc, que foi efetivamente exercida após o casamento do filho Afonso de Poitiers com Joana de Tolosa.
     O Cardeal Romano Frangipane, legado pontifício, presente na França já no tempo de Luis VIII, muito ajudou Branca em suas lutas, pois havia conservado um ascendente também sobre a rainha.
     Quando o filho atingiu a maioridade, em 1234, Branca continuou a ocupar-se das tarefas de estado junto com Luis IX por uma dezena de anos, enfrentando novas sublevações, especialmente a de Hugo de Lusignano, Conde das Marches.
     Após a maioridade do filho, em 1234, Branca continuou a ocupar-se dos deveres de estado por uma dezena de anos junto com Luis IX, enfrentando novas sublevações, especialmente a de Hugo de Lusignano, Conde de Marche.
     Após a partida do rei para a cruzada de 1243, Branca assumiu novamente a regência do reino.
     Branca faleceu em Paris no dia 26 (ou 27) de novembro de 1252, enquanto São Luis IX ainda se encontrava no Oriente. O seu corpo repousa na Abadia de Maubuisson, fundada por ela em 1242, e onde ela mesma recebera o hábito cisterciense alguns anos antes da morte. O seu coração é conservado na Abadia de Lys, nas proximidades de Melun, para onde fora levado em 13 de março de 1253.
Abadia de Maubuisson atualmente museu

     Branca de Castela é universalmente venerada como santa, embora não tenha sido canonizada; sua festa é celebrada no dia 2 de dezembro.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Beata Clementina Anuarite Nengapeta, a Sta Inês africana - Festa 1 dezembro

     Anuarite Nengapeta era a quarta das seis filhas de Amisi e Isude. A família de pagãos africanos da etnia Wadubu vivia na periferia de Wamba, no Congo. Ela nasceu no dia 29 de dezembro de 1939, como depois comprovou a Santa Sé.
     Ao ser batizada em 1943, acrescentaram-lhe o nome Afonsina. Na ocasião, também receberam esse sacramento sua mãe e quatro irmãs. A mais velha nunca acompanhou a doutrina cristã. Seu pai, ao contrário, até começou a preparar-se para a conversão. Mas depois desistiu, pois formou outra família, enquanto trabalhava como soldado do exército congolês.
     A nova situação familiar refletiu pouco na formação de Anuarite, que teve uma infância e adolescência consideradas normais. Era vivaz e caridosa, de personalidade marcante e temperamento amistoso e generoso. O nervosismo, porém, era o ponto fraco do seu caráter. Era muito sensível e instável, talvez por causa da separação de seus pais. Gostava de frequentar a igreja, ia à missa aos domingos, com a mãe e as irmãs. Em seguida, ficava estudando o catecismo para poder receber a primeira comunhão, que ocorreu em 1948.
     Iniciou os seus estudos e diplomou-se no colégio das Irmãs do Menino Jesus de Nivelles, missionárias na África. Em 1957, decidiu ingressar na Congregação da Sagrada Família. Foi aceita e, durante o noviciado, teve como orientador espiritual o Bispo de Wamba.
     Em 1959, diplomou-se professora, vestiu o hábito e emitiu os votos definitivos tomando o nome de Maria Clementina. Desde então se dedicava e se empenhava muito nas funções a que era indicada: foi sacristã, auxiliar de cozinheira e professora de uma escola primária. Devota extremada de Maria e de Jesus, vivia feliz por ter-se consagrado ao seu serviço.
     O Congo da época era governado pelos brancos. Em 1960, havia uma grande campanha contra esse domínio europeu. Fervilhava o ódio racial e não durou muito para traduzirem-se em barbárie os ideais políticos. A revolução dos Simbas explodiu no ano seguinte, iniciando um violento massacre para eliminar todos os europeus, seus amigos e colaboradores negros.
     No Convento de Bafwabaka tudo era calmo até 1964. Em agosto daquele ano, os rebeldes já tinham ocupado grande parte do país. A cada dia avançavam mais, saqueando e matando milhares de civis congoleses indefesos. Mais de cento e cinqüenta missionários, entre sacerdotes, religiosos e irmãos já haviam morrido também.
     Os rebeldes chegaram ao convento em 29 de novembro e levaram de caminhão para Isiro as trinta e seis integrantes da Sagrada Família, entre elas irmã Maria Clementina Anuarite.
     Na noite do dia 1º de dezembro de 1964, o coronel Olombe tentou seduzi-la. "Eu prefiro morrer antes de cometer o pecado". Como ela se recusou a satisfazer seus desejos carnais, ele a esbofeteou e golpeou com a coronha do fuzil, depois disparou, matando-a. Antes de perder os sentidos e diante da aproximação da morte, encontrou forças para perdoar seu algoz: "Eu o perdôo... Tu não percebes o que estás fazendo... O Pai te perdoe".
     Durante sua viagem ao Congo, em 1985, João Paulo II beatificou Maria Clementina Anuarite Nengapeta. Ela tornou-se a primeira mulher ‘banto’ a ser elevada aos altares da Igreja Católica; sua festa é comemorada no dia de sua morte.
     Na solenidade de beatificação, o sumo pontífice definiu Anuarite como modelo de fidelidade para todos os católicos do mundo. Depois, enalteceu sua castidade, e a igualou a Santa Inês, mártir do início da cristandade, dizendo: "Anuarite é a Inês do continente africano".

Fontes: www.santiebeati/it - Don Gino Valtorta, Postulador Geral da Família Paulina; www.paulinas.org.br

Santas do Mês de Dezembro

dez 00  Beata Bartolomea Carletti de Chivasso, Clarissa - dezembro 1508
dez 01  Beata Clementina Anuarite Nengapeta, Mártir  MR
dez 01  Beata Liduina (Ângela Elisa) Meneguzzi, Religiosa  MR
dez 01  Beata Maria Rosa de Jesus (Bruna Pellesi), Irmã franciscana 
dez 01  Santa Florença, Eremita  MR
dez 02  Santa Aurélia de Alexandria, Mártir, ven em Montanaro  
dez 02  Santa Bibiana (Viviana), Martir  MR
dez 02  Santa Branca de Castela, Rainha da França, Religiosa 
dez 02  Beata Maria Ângela Astorch, Clarissa Capuchinha  MR
dez 03  Santa Ema de Lesum, Condessa
dez 04  Santa Ada (Adreilde) de Le Mans  MR
dez 05  Santa Consolada de Gênova, Monja   
dez 05  Santa Crispina, Mártir em Tebessa  MR
dez 06  Beata Angélica de Milazzo, Terciária  
dez 06  Beata Luísa Maria Frias Canizares, Virgem e mártir  MR
dez 06  Santa Asela de Roma, Virgem  MR
dez 07  Santa Fara, Abadessa  MR
dez 07  Santa Maria Josefa Rossello, Virgem  MR
dez 07  Santa Serena de Spoleto, Viúva e mártir  
dez 08  Santa Narcisa de Jesus Martillo y Moràn, Virgem  MR
dez 08  Santas Sabina e irmã Mártires nas Flandres  
dez 09  Santa Ana, Mãe de Samuel  
dez 09  Santa Gorgônia, Irmã de S Gregório Nazienzeno   MR
dez 09  Santa Leocádia de Toledo, Virgem e mártir   MR
dez 09  Santa Valéria de Limoges, Mártir  
dez 10  Santa Eulália, Virgem e mártir na Espanha   MR
dez 11  Santa Maria Maravilhas de Jesus, Religiosa, fundadora    MR
dez 11  Beata Maria do Pilar Villalonga Villalba, Virgem e mártir   MR
dez 11  Beata Vilburga (Wilbirg), Reclusa de S. Floriano  
dez 12  Beata Pribislava, Irmã de São Venceslau 
dez 12  Santa Eulália de Asti, Virgem e mártir   
dez 13  Santa Luzia, Virgem e martir   MR
dez 13  Santa Odília (Otília) de Hohenbourg, Abadessa  MR
dez 14  Beata Francisca Schervier, Fundadora   MR
dez 14  Beata Joana Lambertini, Monja  
dez 14  Santa Droside (Anisia) de Antioquia, Mártir  MR
dez 15  Santa Maria Crucifixa (Paola) de Rosa, Virgem  MR
dez 15  Santa Virgínia Centurione Bracelli  MR
dez 15  Beata Margarida Fontana, Virgem   
dez 15  Beata Maria da Paz, Virgem mercedária 
dez 15  Beata Maria Vitória de Fornari Strata, Viúva e religiosa  MR
dez 16  Santa Adelaide, Imperatriz  MR
dez 16  Santa Albina, Mártir  
dez 16  Beata Elisabete de S. Francisco, Clarissa  
dez 16  Beata Maria dos Anjos (Mariana Fontanella), Religiosa  MR
dez 17  Beata Matilde do Sagrado Coração Tellez Robles, Fundadora   MR
dez 17  Santa Bega, Abadessa de Andenne  MR
dez 17  Santa Olímpia, Viúva 
dez 17  Santa Vivina (Wivine), Abadessa beneditina  MR
dez 18  Beata Nemésia (Julia) Valle  MR
dez 19  Beata Adelaide de Susa, Marquesa
dez 19  Beatas Ma.Eva da Prov.Noiszewska e Ma.Marta de Jesus Wolowska, Mártires
dez 19  Santa Fausta, Mártir de Roma
dez 22  Santa Francisca Xavier Cabrini, Virgem  MR
dez 23  Santa Maria Margarida d'Youville (Dufrost De Lajemmerais), Fundadora  MR
dez 24  Santa Paula Elisabete Cerioli, Viúva, fundadora  MR
dez 24  Santa Adélia de Pfalzel, Abadessa beneditina  
dez 24  Santa Irmina (ou Ermínia) de Treviri, Virgem  MR
dez 24  Santa Tarsília (o Tarsila)  MR
dez 24  Beatas Monjas (seis) Mercedárias de Merriz 
dez 25  Santa Alburga, Princesa  
dez 25  Santa Anastásia de Sirmio, Mártir  MR
dez 25  Santa Eugênia de Roma, Martir  MR
dez 25  Santa Susana, Mártir 
dez 25  Beata Maria dos Apóstolos (Therese von Wullenweber)  MR
dez 26  Beatas Inês Phila, Lucia Khambang e 4 comp.Protom.da Tailândia  MR
dez 26  Santa Vicenta Maria Lopez y Vicuna  MR
dez 27  Beata Sara Salkahazi, Virgem e mártir 
dez 27  Santa Fabíola de Roma, Matrona romana   MR
dez 27  Santa Nicarete (Niceras) de Constantinopla, Virgem 
dez 28  Santa Catarina Volpicelli  MR
dez 28  Beata Matia Nazaré (Nazzareni)  MR
dez 29  Santas Benedita Hyon Kyong-nyon e comp. Mártires  MR
dez 30  Beata Eugênia Ravasco, Fundadora  MR
dez 30  Beata Margarida Colonna, Virgem  MR
dez 31  Santa Catarina Labouré  MR
dez 31  Santa Colomba de Sens, Virgem e mártir  MR
dez 31  Santa Donata e comp. Mártires em Roma  MR
dez 31  Santa Melânia a Jovem, Penitente  MR
dez 31  Beata Josefina Nicoli, Irmã vicentina