"O encanto grandioso e delicado da Cristandade não provém tanto do que ela realizou, como da harmonia profunda e da veracidade cintilante dos princípios sobre os quais ela construiu". Graças a Igreja Católica a mulher foi elevada a uma dignidade nunca antes atingida. Essas mulheres virtuosas também contribuíram para a grandeza da Cristandade. Aquelas glorificadas pela Igreja, o foram para que as mulheres de todos os tempos as tomassem como exemplo.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Santa Maria Josefa Rossello, Fundadora - Festejada 7 de dezembro
Benedita Rossello era natural da belíssima cidade de Albissola Marina, em Savona, na Itália. Nasceu no dia 27 de maio de 1811, em uma humilde família de fabricantes de vasilhas; desde cedo teve literalmente que "colocar a mão na massa" para ajudar o pai com a modelação da argila.
Mas, trabalhar para a família não era o suficiente para Benedita. O que ela mais queria era trabalhar para o próximo. Desde cedo compreendeu que era preciso haver, ao lado de um apostolado religioso, uma assistência material para aqueles que se encontravam na ignorância e na pobreza.
Estudiosa, cheia de caridade para com os necessitados, devota do Crucificado e da Santíssima Virgem, inscreveu-se muito jovem na Ordem Terceira de São Francisco (provavelmente antes de 1830). E com ardor ela procurou cuidar e instruir os jovens dos bairros populares.
Tentou inscrever-se numa instituição de caridade, mas a falta do dote financeiro suficiente a impediu de concretizar o sonho. Nesse tempo, perdeu o pai e uma irmã, tendo de prover a família durante um período.
Aos dezenove anos, empregou-se por sete anos (1830-1837) na residência da família Monteone, casal sem filhos, para dar assistência ao chefe da família imobilizado na cama. Fez um trabalho tão dedicado e confortador, que ao morrer o doente a viúva quis adotar Benedita como filha, com a perspectiva desta herdar todo o patrimônio da família.
A oferta foi recusada, porque a condição para adoção era ela não se tornar religiosa. Sua recusa foi criticada por alguns, mas, como ela escreveria mais tarde: "Se não somos generosos com Deus, Ele não será conosco. Não se responde ao amor senão com o amor".
Ela recebeu de fato o prêmio da sua generosidade e do seu amor quando, em 1837, o Bispo de Savona, Mons. Agostino De Mari (1835-1840), aceitou que a ex-doméstica se ocupasse da juventude feminina negligenciada materialmente e moralmente em perigo.
Uma casa modesta e alugada serviu de semente para o que seria uma grande obra, desde logo dirigida por Benedita, com apenas três companheiras, Ângela e Domingas Pescio e Paulina Barla.
No dia 22 de outubro de 1837, aconteceu a primeira vestição e o Bispo impôs-lhe o nome de Maria Josefa. Animadas por Maria Josefa, formou-se assim uma pequena Congregação colocada sob a proteção de Nossa Senhora da Misericórdia, de quem se disseram filhas e, como Ela, deveriam ser instrumentos de salvação.
A missão da nova instituição: a instrução e educação das jovens pobres e a assistência aos doentes. Além disso, deveriam prestar serviço nas escolas e nas paróquias, nos hospitais e onde quer que fossem necessárias.
Ângela Pescio, a mais velha, foi eleita superiora, Benedita era a mestra de noviças e ecônoma. A Congregação das Filhas de Nossa Senhora da Misericórdia começou "com quatro irmãs, um saco de batatas e quatro moedas de prata".
Dois anos depois, em 2 de agosto de 1839, as Irmãs pronunciaram os votos perpétuos. Em 1840 eram já sete Irmãs professas e quatro noviças; durante o capítulo do mesmo ano, Irmã Maria Josefa foi eleita superiora por unanimidade, cargo que ocupou por cerca de quarenta anos.
À Madre Maria Josefa era confiada grande parte dos trabalhos materiais. “A mão no trabalho, o coração em Deus”, ela recomendava às outras Irmãs. E quando a tarefa parecia muito espinhosa: “Faça o que puderes; Deus fará o resto”.
A redação do regulamento definitivo foi confiada ao Padre Inocêncio Rosciano, carmelita, e solenemente entregue às Irmãs em 14 de fevereiro de 1846 pelo novo Bispo de Savona, Mons. Alessandro Ottaviano Riccardi (1841-1866).
Sob a direção de Madre Maria Josefa o Instituto iniciou sua expansão na Ligúria, no período 1842-1855. Em 1856, começa a contribuir com a obra de resgate dos escravos africanos, a qual se dedicavam dois beneméritos sacerdotes, Nicolau Olivieri e Biagio Verri. O Instituto hospedava crianças negras libertadas de uma aviltante escravidão.
O espírito missionário da Fundadora se manifestou ainda mais em 1876: conseguiu enviar o primeiro grupo de 15 Irmãs para Buenos Aires, Argentina. Em 1859, uma nova fundação, a “Casa da Providência” foi iniciada por Madre Maria Josefa, para a re-educação e inserção na vida de jovens das classes pobres. Outros centros análogos foram abertos em Voltri, Sant’ Ilario, Porto Mauricio (1860) e em Albissola, onde surge a “Segunda Providência” (1866-1867).
Dez anos depois, em 1869, Madre Maria Josefa empreendeu uma outra obra corajosa: o “Pequeno Seminário para os rapazes da classe operária”, permitindo-lhes a carreira eclesiástica gratuitamente. Esta obra lhe custou não poucas amarguras pelos obstáculos colocados contra esta instituição.
A última iniciativa, sonhada e realizada postumamente, foi a constituição em Savona da “Casa das Arrependidas” (1880), um refúgio para as jovens arrependidas, e em vias de conversão, afastadas da prostituição.
“Se a obra que empreendemos é de Deus, chegaremos a cumpri-la”, dizia Madre Rossello, sem jamais esmorecer.
A fundadora morreu em 7 de dezembro de 1880, e foi sepultada no cemitério local. Em 1887, seu corpo foi transladado para a casa mãe em Savona.
Quando Madre Maria Josefa faleceu, o Instituto possuía já 68 casas (escolas, orfanatos, hospitais e refúgios para jovens arrependidas); e em 1949, quando foi canonizada, as Irmãs de Na. Sra. da Misericórdia eram mais de três mil, servindo em 260 casas de caridade na Itália e na América Latina.
No dia 23 de janeiro de 1892, com um decreto episcopal, São José foi oficialmente reconhecido co-patrono do Instituto. Com o Decreto de 14 de setembro de 1900, Leão XIII reconheceu a missão que o Instituto desenvolvia na Igreja. Em 12 de janeiro de 1904, São Pio X aprovou definitivamente o Instituto e as Constituições. Em 12 de junho de 1949, Pio XII declarou-a Santa.
José Mazzotti, conhecido como Bepi, foi o promotor do pedido de que Santa Maria Josefa Rossello se tornasse patrona dos ceramistas. O pedido foi aceito pela Congregação Pró Culto Divino com a bula de 27 de fevereiro de 1989.
Ela, que dedicou toda sua vida aos doentes e às crianças, mesmo quando ainda não era religiosa, nasceu Benedita e bendita foi sua dedicação à caridade. É venerada com festa litúrgica no dia de sua morte. As suas relíquias são veneradas na capela da casa mãe das Filhas de Nossa Senhora da Misericórdia em Savona.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Santa Asélia, Virgem, discípula de S Jerônimo - Festejada 6 de dezembro
Discípula de São Jerônimo, o qual dela escreveu que “era abençoada desde o seio de sua mãe”.Este nome incomum tem um significado ainda mais inesperado: em latim, Asellia significava "burrinho, jumentinho". Não era um nome ofensivo, nem ridículo: ele tinha mesmo um tom carinhoso, talvez como uma homenagem à paciência e a docilidade do burro. Lembremo-nos que este animal aparece em vários momentos no Novo Testamento, especialmente quanto Nosso Senhor Jesus Cristo entrou triunfalmente em Jerusalém montando um deles.Além disso, a Santa de hoje é tal, que nos faz esquecer qualquer implicação causada pelo nome. É na verdade uma criatura de qualidades humanas e virtudes sobrenaturais excepcionais; uma dessas mulheres que em todas as épocas foram e são representantes da secreta grandeza do Cristianismo.Asélia não era uma celebridade, e ela teria desaparecido da memória do mundo se o grande São Jerônimo, o tradutor da Bíblia para o latim e Doutor da Igreja, não tivesse escrito sobre ela em suas cartas.Vivendo em Roma nos anos de sua maturidade, São Jerônimo reunira em torno dele um grupo de mulheres dedicadas e estudiosas, cujos nomes ainda são encontrados no Calendário: Santas Paula Romana, Marcela, Lea, Eustoquia e, finalmente, Asélia.Estas primeiras sementes de árvores que daria frutos em abundância nos séculos seguintes, devem ser venerados por nós com entusiasmo, pois foram modelos para as gerações que, de auge em auge, chegaram à culminâncias sublimes. Infelizmente, quando, no dizer de Paulo VI, “a fumaça de satanás penetrou no seio da Igreja”, um feminismo malsão foi destruindo paulatinamente o que elas construíram com tanto amor e dedicação...A história de Asélia, narrada em uma carta do Santo, é esta: filha de uma família distinta, com apenas 10 anos decidiu dedicar-se inteiramente ao Senhor. Ela vendeu suas jóias e suas roupas festivas, vestiu uma túnica escura despojada e começou a viver em sua casa como uma sepultada viva."Trancada em um quarto pequeno - São Jerônimo escreve - ela estava à vontade como no céu. Uma única camada de terra era o lugar de sua oração e de seu descanso; o jejum era para ela divertimento, a abstinência, uma refeição... Observou bem a clausura para jamais colocar um pé fora dela, nem nunca falar com um homem...".Trabalhou constantemente não para si, mas para os pobres, e, ao mesmo tempo, rezava ou salmodiava. Também visitava os túmulos dos mártires, mas na obscuridade, para nunca ser reconhecida. A vida difícil não enfraqueceu o seu corpo: pelo contrário, aos 50 anos, de acordo com o testemunho de São Jerônimo "ainda estava com boa saúde e ainda mais saudável de espírito"."Nada poderia ser mais alegre do que a sua gravidade - escreve o grande Doutor - nada mais grave do que a sua alegria; nada é mais grave do que seu riso; nada mais atraente do que a sua tristeza. Sua palavra é silenciosa e seu silêncio fala".Quando o grande erudito teve que sair de Roma, forçado pelas muitas hostilidades e suspeitas malévolas, enviou uma carta diretamente para Asélia, em seu caminho para a Palestina. Mas nesta carta, como era natural, não falava dela, nem tentava sua modéstia com elogios. Abria para ela seu coração amargurado, fazendo para ela, agora morta para o mundo, uma defesa apaixonada de sua conduta, contra as calúnias e as críticas injustas.A admiração e o afeto pela cristã Asélia transpareciam, entretanto, na despedida, quando São Jerônimo escrevia: "Lembre-se de mim, ó ilustre modelo de modéstia e virgindade, e com suas orações aplacai as vagas do mar".Asélia, que na época tinha mais de cinqüenta anos, viveu muito tempo ainda em sua clausura e em sua penitência. Vinte anos depois ainda estava viva e bela, de uma beleza espiritual. Assim pelo menos a viu um historiador da época, Paládio, que escreveu: "Vi em Roma a bela Asélia, esta virgem envelhecida no mosteiro. Era uma mulher dulcíssima, que dirigia várias comunidades”.
*
Dia 6 de dezembro também é dia de São Nicolau, Arcebispo de Mira (ou de Bari, para onde suas relíquias foram levadas no século XI) na Turquia, que viveu no século IV. São Nicolau costumava ajudar, anonimamente, quem estivesse em dificuldades financeiras. Colocava o saco com moedas de ouro a ser ofertado na chaminé das casas. Foi declarado santo depois que muitos milagres lhe foram atribuídos. Sua transformação em símbolo natalino aconteceu na Alemanha e daí correu o mundo inteiro.
No final do século XIX iniciou-se uma transposição de sua figura para a do atual Papai Noel.
Há bastante tempo existe certa oposição a que se ensine crianças a acreditar em Papai Noel. Alguns cristãos dizem que a tradição de Papai Noel desvia das origens religiosas e do propósito verdadeiro do Natal. Ainda outros se opõem a Papai Noel como um símbolo da comercialização do Natal, ou como uma intrusão em suas próprias tradições nacionais.
Mas, ainda hoje em dia muitas cidades europeias celebram este dia com cortejos, entrega de presentes para as crianças, etc.
domingo, 4 de dezembro de 2011
Santa Bárbara, Virgem e Mártir - Festejada 4 de dezembro
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Santa Branca de Castela, Rainha e Religiosa - Festa 2 de dezembro
Casamento de Branca e o Delfim Branca era filha de Afonso IX, Rei de Castela, e de Eleonora da Inglaterra. Nasceu em Palência no início de 1188. Com onze anos foi prometida como esposa a Luis, delfim da França, pelo tio João Sem Terra, que tinha intenção de se reconciliar com o Rei Felipe Augusto.O casamento dos jovens príncipes foi celebrado no dia 23 de maio de 1200 em Portmort, na Normandia.Branca encontrava-se profundamente aflita, pois já se haviam passado doze anos desde seu casamento e ainda não tinha filhos. São Domingos de Gusmão, que fora visitar a Rainha, aconselhou-a a rezar diariamente o Terço, pedindo a Deus a graça de tornar-se mãe. Seguindo fielmente o conselho, ela foi atendida e em 1213 deu à luz o seu primogênito, Filipe, que veio a falecer na infância.O fervor da rainha não se abalou por essa provação. Ao contrário, ela procurou o auxílio de Nossa Senhora mais do que antes. Distribuiu Terços para todos os membros da corte e para os habitantes de muitas cidades do seu reino, pedindo que se unissem a ela na súplica a Deus. Sua ardente oração foi ouvida quando, em 1215, nasceu aquele que seria depois São Luís, o príncipe que se tornaria a glória da França e modelo dos reis cristãos.Branca, que fora educada nos princípios católicos, educou seus numerosos filhos, entre eles Luis, segundo os mesmos ensinamentos. A Rainha herdou dos Plantagenetas, seus ancestrais maternos, a excepcional força de ânimo e o senso político que demonstrou colaborando nos empreendimentos do esposo, encorajado por ela na sua luta pela expulsão dos ingleses do Poitou.Em 1223 tornou-se Rainha da França e ficou viúva três anos depois. Assumiu a regência em nome do filho, Luis IX, e logo se defrontou com uma coalizão dos grandes senhores feudais que, sob a liderança de Pedro Mauclerc, Duque da Bretanha, pretendiam tornar-se independentes do poder real, ou procuravam obter uma maior influência política, não tolerando a regência de uma estrangeira.
Sta Branca e São Luis IX Branca, com manobras sagazes, conseguiu sair vitoriosa desta e de outras coalizões, debelando também a de Raimundo VII, Conde de Tolosa, estendendo a autoridade régia ao Languedoc, que foi efetivamente exercida após o casamento do filho Afonso de Poitiers com Joana de Tolosa.O Cardeal Romano Frangipane, legado pontifício, presente na França já no tempo de Luis VIII, muito ajudou Branca em suas lutas, pois havia conservado um ascendente também sobre a rainha.Quando o filho atingiu a maioridade, em 1234, Branca continuou a ocupar-se das tarefas de estado junto com Luis IX por uma dezena de anos, enfrentando novas sublevações, especialmente a de Hugo de Lusignano, Conde das Marches.Após a maioridade do filho, em 1234, Branca continuou a ocupar-se dos deveres de estado por uma dezena de anos junto com Luis IX, enfrentando novas sublevações, especialmente a de Hugo de Lusignano, Conde de Marche.Após a partida do rei para a cruzada de 1243, Branca assumiu novamente a regência do reino.Branca faleceu em Paris no dia 26 (ou 27) de novembro de 1252, enquanto São Luis IX ainda se encontrava no Oriente. O seu corpo repousa na Abadia de Maubuisson, fundada por ela em 1242, e onde ela mesma recebera o hábito cisterciense alguns anos antes da morte. O seu coração é conservado na Abadia de Lys, nas proximidades de Melun, para onde fora levado em 13 de março de 1253.
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| Abadia de Maubuisson atualmente museu |
Branca de Castela é universalmente venerada como santa, embora não tenha sido canonizada; sua festa é celebrada no dia 2 de dezembro.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Beata Clementina Anuarite Nengapeta, a Sta Inês africana - Festa 1 dezembro
Anuarite Nengapeta era a quarta das seis filhas de Amisi e Isude. A família de pagãos africanos da etnia Wadubu vivia na periferia de Wamba, no Congo. Ela nasceu no dia 29 de dezembro de 1939, como depois comprovou a Santa Sé.Ao ser batizada em 1943, acrescentaram-lhe o nome Afonsina. Na ocasião, também receberam esse sacramento sua mãe e quatro irmãs. A mais velha nunca acompanhou a doutrina cristã. Seu pai, ao contrário, até começou a preparar-se para a conversão. Mas depois desistiu, pois formou outra família, enquanto trabalhava como soldado do exército congolês.A nova situação familiar refletiu pouco na formação de Anuarite, que teve uma infância e adolescência consideradas normais. Era vivaz e caridosa, de personalidade marcante e temperamento amistoso e generoso. O nervosismo, porém, era o ponto fraco do seu caráter. Era muito sensível e instável, talvez por causa da separação de seus pais. Gostava de frequentar a igreja, ia à missa aos domingos, com a mãe e as irmãs. Em seguida, ficava estudando o catecismo para poder receber a primeira comunhão, que ocorreu em 1948.Iniciou os seus estudos e diplomou-se no colégio das Irmãs do Menino Jesus de Nivelles, missionárias na África. Em 1957, decidiu ingressar na Congregação da Sagrada Família. Foi aceita e, durante o noviciado, teve como orientador espiritual o Bispo de Wamba.Em 1959, diplomou-se professora, vestiu o hábito e emitiu os votos definitivos tomando o nome de Maria Clementina. Desde então se dedicava e se empenhava muito nas funções a que era indicada: foi sacristã, auxiliar de cozinheira e professora de uma escola primária. Devota extremada de Maria e de Jesus, vivia feliz por ter-se consagrado ao seu serviço.O Congo da época era governado pelos brancos. Em 1960, havia uma grande campanha contra esse domínio europeu. Fervilhava o ódio racial e não durou muito para traduzirem-se em barbárie os ideais políticos. A revolução dos Simbas explodiu no ano seguinte, iniciando um violento massacre para eliminar todos os europeus, seus amigos e colaboradores negros.No Convento de Bafwabaka tudo era calmo até 1964. Em agosto daquele ano, os rebeldes já tinham ocupado grande parte do país. A cada dia avançavam mais, saqueando e matando milhares de civis congoleses indefesos. Mais de cento e cinqüenta missionários, entre sacerdotes, religiosos e irmãos já haviam morrido também.Os rebeldes chegaram ao convento em 29 de novembro e levaram de caminhão para Isiro as trinta e seis integrantes da Sagrada Família, entre elas irmã Maria Clementina Anuarite.Na noite do dia 1º de dezembro de 1964, o coronel Olombe tentou seduzi-la. "Eu prefiro morrer antes de cometer o pecado". Como ela se recusou a satisfazer seus desejos carnais, ele a esbofeteou e golpeou com a coronha do fuzil, depois disparou, matando-a. Antes de perder os sentidos e diante da aproximação da morte, encontrou forças para perdoar seu algoz: "Eu o perdôo... Tu não percebes o que estás fazendo... O Pai te perdoe".Durante sua viagem ao Congo, em 1985, João Paulo II beatificou Maria Clementina Anuarite Nengapeta. Ela tornou-se a primeira mulher ‘banto’ a ser elevada aos altares da Igreja Católica; sua festa é comemorada no dia de sua morte.Na solenidade de beatificação, o sumo pontífice definiu Anuarite como modelo de fidelidade para todos os católicos do mundo. Depois, enalteceu sua castidade, e a igualou a Santa Inês, mártir do início da cristandade, dizendo: "Anuarite é a Inês do continente africano".
Fontes: www.santiebeati/it - Don Gino Valtorta, Postulador Geral da Família Paulina; www.paulinas.org.br
Santas do Mês de Dezembro
dez 00 Beata Bartolomea Carletti de Chivasso, Clarissa - dezembro 1508 dez 01 Beata Clementina Anuarite Nengapeta, Mártir MR dez 01 Beata Liduina (Ângela Elisa) Meneguzzi, Religiosa MR dez 01 Beata Maria Rosa de Jesus (Bruna Pellesi), Irmã franciscana dez 01 Santa Florença, Eremita MR dez 02 Santa Aurélia de Alexandria, Mártir, ven em Montanaro dez 02 Santa Bibiana (Viviana), Martir MR dez 02 Santa Branca de Castela, Rainha da França, Religiosa dez 02 Beata Maria Ângela Astorch, Clarissa Capuchinha MR dez 03 Santa Ema de Lesum, Condessa dez 04 Santa Ada (Adreilde) de Le Mans MR dez 05 Santa Consolada de Gênova, Monja dez 05 Santa Crispina, Mártir em Tebessa MR dez 06 Beata Angélica de Milazzo, Terciária dez 06 Beata Luísa Maria Frias Canizares, Virgem e mártir MR dez 06 Santa Asela de Roma, Virgem MR dez 07 Santa Fara, Abadessa MR dez 07 Santa Maria Josefa Rossello, Virgem MR dez 07 Santa Serena de Spoleto, Viúva e mártir dez 08 Santa Narcisa de Jesus Martillo y Moràn, Virgem MR dez 08 Santas Sabina e irmã Mártires nas Flandres dez 09 Santa Ana, Mãe de Samuel dez 09 Santa Gorgônia, Irmã de S Gregório Nazienzeno MR dez 09 Santa Leocádia de Toledo, Virgem e mártir MR dez 09 Santa Valéria de Limoges, Mártir dez 10 Santa Eulália, Virgem e mártir na Espanha MR dez 11 Santa Maria Maravilhas de Jesus, Religiosa, fundadora MR dez 11 Beata Maria do Pilar Villalonga Villalba, Virgem e mártir MR dez 11 Beata Vilburga (Wilbirg), Reclusa de S. Floriano dez 12 Beata Pribislava, Irmã de São Venceslau dez 12 Santa Eulália de Asti, Virgem e mártir dez 13 Santa Luzia, Virgem e martir MR dez 13 Santa Odília (Otília) de Hohenbourg, Abadessa MR dez 14 Beata Francisca Schervier, Fundadora MR dez 14 Beata Joana Lambertini, Monja dez 14 Santa Droside (Anisia) de Antioquia, Mártir MR dez 15 Santa Maria Crucifixa (Paola) de Rosa, Virgem MR dez 15 Santa Virgínia Centurione Bracelli MR dez 15 Beata Margarida Fontana, Virgem dez 15 Beata Maria da Paz, Virgem mercedária dez 15 Beata Maria Vitória de Fornari Strata, Viúva e religiosa MR dez 16 Santa Adelaide, Imperatriz MR dez 16 Santa Albina, Mártir dez 16 Beata Elisabete de S. Francisco, Clarissa dez 16 Beata Maria dos Anjos (Mariana Fontanella), Religiosa MR dez 17 Beata Matilde do Sagrado Coração Tellez Robles, Fundadora MR dez 17 Santa Bega, Abadessa de Andenne MR dez 17 Santa Olímpia, Viúva dez 17 Santa Vivina (Wivine), Abadessa beneditina MR dez 18 Beata Nemésia (Julia) Valle MR dez 19 Beata Adelaide de Susa, Marquesa dez 19 Beatas Ma.Eva da Prov.Noiszewska e Ma.Marta de Jesus Wolowska, Mártires dez 19 Santa Fausta, Mártir de Roma dez 22 Santa Francisca Xavier Cabrini, Virgem MR dez 23 Santa Maria Margarida d'Youville (Dufrost De Lajemmerais), Fundadora MR dez 24 Santa Paula Elisabete Cerioli, Viúva, fundadora MR dez 24 Santa Adélia de Pfalzel, Abadessa beneditina dez 24 Santa Irmina (ou Ermínia) de Treviri, Virgem MR dez 24 Santa Tarsília (o Tarsila) MR dez 24 Beatas Monjas (seis) Mercedárias de Merriz dez 25 Santa Alburga, Princesa dez 25 Santa Anastásia de Sirmio, Mártir MR dez 25 Santa Eugênia de Roma, Martir MR dez 25 Santa Susana, Mártir dez 25 Beata Maria dos Apóstolos (Therese von Wullenweber) MR dez 26 Beatas Inês Phila, Lucia Khambang e 4 comp.Protom.da Tailândia MR dez 26 Santa Vicenta Maria Lopez y Vicuna MR dez 27 Beata Sara Salkahazi, Virgem e mártir dez 27 Santa Fabíola de Roma, Matrona romana MR dez 27 Santa Nicarete (Niceras) de Constantinopla, Virgem dez 28 Santa Catarina Volpicelli MR dez 28 Beata Matia Nazaré (Nazzareni) MR dez 29 Santas Benedita Hyon Kyong-nyon e comp. Mártires MR dez 30 Beata Eugênia Ravasco, Fundadora MR dez 30 Beata Margarida Colonna, Virgem MR dez 31 Santa Catarina Labouré MR dez 31 Santa Colomba de Sens, Virgem e mártir MR dez 31 Santa Donata e comp. Mártires em Roma MR dez 31 Santa Melânia a Jovem, Penitente MR dez 31 Beata Josefina Nicoli, Irmã vicentina
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