quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Beata Juliana Puricelli, Eremita - 15 de agosto




Insigne pela força de ânimo invicta, a admirável paciência e a assídua contemplação das realidades celestes. 

     Entre os santos venerados pela Igreja milanesa encontramos as Beatas Catarina de Pallanza e Juliana de Busto, que deram origem à experiência monástica das eremitas da Ordem de Santo Ambrósio ad Nemus de Santa Maria do Monte, perto de Varese, chamadas comumente de Eremitas Ambrosianas.
     Já antes de 1400, há séculos existia um local de culto à Bem-aventurada Virgem Maria, um santuário associado à Santo Ambrósio: ali o Santo Bispo tinha derrotado o último grupo de arianos.
     Naquele local caro à história da Igreja milanesa, as duas mulheres viveram a sua consagração virginal ao Senhor.
     A primeira foi Catarina, nascida em Pallanza, da nobre família dos Morigi, que depois de uma longa busca da vontade de Deus, encontrou naquele local a resposta. Era em torno do ano 1450. Depois, em 1454, se uniu a ela Juliana Puricelli.
     Juliana nasceu em 1427 em Busto-Verguera, em uma família pobre. Ela viveu à sombra e na escola de Catarina, que a deixou progredir na sua devoção ao Padre Nosso e a Ave-Maria, desenvolvendo assim sua pureza, obediência, pobreza, humildade e caridade, e cultivando com ela a profunda contemplação da Paixão de Cristo.
     Em 1460, outras companheiras se uniram a elas. Após várias tribulações e incompreensões, em 1474 o papa Sisto IV, com uma bula aprovou a ereção da Ordem, na qual se professava a regra de Santo Agostinho, observando as constituições de Santo Ambrósio ad Nemus e oficiando segundo a liturgia ambrosiana.
     Catarina faleceu em 6 de abril de 1478, deixando à pequena comunidade o testamento da caridade e da obediência à vontade de Deus.
     Juliana, “chegando a noite da Assunção da Virgem Maria, desejou ser posta sobre a terra nua e expirou com grandes melodias no dia 15 de agosto de 1501”.
     As duas eremitas, que ainda em vida todos chamavam de “beatas”, foram veneradas pelo povo desde sua morte, como concordam as testemunhas dos dois processos de beatificação. E em S. Monte, “desde tempos imemoriais”, a festa de Catarina foi solenizada em 6 de abril e a de Juliana em 15 de agosto.
     Atualmente, com o novo Missal de 1976 a liturgia ambrosiana celebra a sua memória no dia 27 de abril.
 


Assunção de Nossa Senhora
 

sábado, 10 de agosto de 2013

Sta. Joana Fca. Frémyot de Chantal, Co-Fundadora - 12 de agosto


     Santa Joana Francisca Frémyot
nasceu em Dijon, França, no dia 23 de janeiro de 1572, nove anos depois de finalizado o Concílio de Trento. Estava destinada a ser uma dos grandes santos que o Senhor suscitou para defender e renovar a Igreja depois do caos causado pela divisão dos protestantes.
     Santa Joana foi contemporânea de São Carlos Borromeu, da Itália; de Santa Teresa de Ávila e de São João da Cruz, da Espanha; de seus conterrâneos, São João Eudes e seus dois renomados diretores espirituais, São Francisco de Sales e São Vicente de Paula.
     Nascida em uma aristocrática família francesa católica fervorosa, era filha de Benigno Frémyot e de Margarida de Barbissy. Sua mãe morreu quando ela tinha 18 meses, ficando sob a tutela de seu pai e de seu avô materno. Foi educada por sua irmã mais velha. Recebeu uma formação muito completa e desde a infância se destacava por sua vida piedosa.
     Em 1593, contraiu matrimônio com o Barão de Chantal, a quem deu, durante os sete anos seguintes, seis filhos, dos quais dois morreram durante a infância. No Castelo de Bourbilly, onde passou a viver, formou uma família harmoniosa na qual se vivia os ideais cristãos.
     Em 1601, o Barão de Chantal morreu, deixando Joana viúva. Ela vai para a casa do pai em Dijon para ali passar o ano de luto, mas seu sogro exigiu que retornasse com seus filhos para o Castelo de Monthelon, próximo de Autun. O velho senhor a submetia a contínuas humilhações que a jovem viúva aceitava bem, mostrando agradecimento e enchendo seu castelo de alegria familiar.
     Durante a Quaresma de 1604, ela viajou para Dijon junto com seu sogro para visitar seu pai e ali ouviu um sermão de São Francisco de Sales, Bispo de Genebra, que com frequência tomava refeição na casa de Benigno Frémyot.
     O bispo ficou profundamente impressionado com a espiritualidade de Joana. A partir desse momento ele se tornou seu diretor espiritual e, a seu conselho, ela passou a moderar suas devoções e atos piedosos para cumprir suas obrigações de mãe, filha e nora. Esta é a base da espiritualidade salesiana da qual Madame Chantal é o exemplo mais perfeito. São Francisco de Sales não permitia que a sua dirigida esquecesse que estava no mundo, que tinha um pai ancião e, sobretudo, que era mãe; falava com frequência da educação dos filhos e moderava sua tendência a ser demasiado severa com eles.
     Joana desde jovem tinha uma especial tendência para a vida contemplativa. E quando, em 1607, São Francisco de Sales lhe expõe seu projeto de fundar uma nova congregação, ela o acolheu com grande alegria, dividindo seu coração, pois tinha uma intensa vida familiar. O bispo lhe recordou então que seus filhos já não eram crianças e que do claustro poderia velar por eles.
     Joana casou sua filha mais velha com o Barão de Thorens e levou consigo para o convento duas filhas mais novas; a primeira morreu pouco tempo depois e a segunda se casou mais tarde com o Senhor de Toulonjon. Celso Benigno, o filho mais velho, ficou sob os cuidados do avô paterno e de vários tutores.
     O primeiro convento da Congregação da Visitação de Nossa Senhora foi inaugurado no Domingo da Ssma. Trindade, 6 de junho de 1610, em Annecy (Sabóia). Com Joana estavam duas damas, Maria Favre e Carlota de Bréchard, e uma serviçal chamada Ana Coste. No mesmo ano o número cresceu para uma dezena de religiosas.
     A vocação da nova Congregação era uma novidade: devia servir de refúgio a quem não podia entrar em outros institutos e as religiosas não deviam viver na clausura; para poder se consagrar à nova família religiosa deviam visitar e assistir aos doentes pobres em suas casas, unindo a vida ativa à contemplativa.
     Alguns anos depois, o Arcebispo de Lion obrigou os fundadores a aceitar a clausura para as religiosas; e em 1618, Santa Joana e São Francisco de Sales redigiram a Regra baseada na de Santo Agostinho, com a humildade e a mansidão na base de sua observância: “Na prática, a humildade é a fonte de todas as outras virtudes; não coloquem limites na humildade e façam dela o princípio de todas as ações, e mantenham o nome de Congregação da Visitação de Nossa Senhora”.
     As Constituições foram aprovadas pela Santa Sé em 1626.
     Joana Francisca foi eleita a primeira superiora e para sua vida interior, bem como das suas irmãs, São Francisco de Sales compôs o “Tratado do Amor de Deus”, um método de oração simples e natural, compatível com qualquer circunstância pessoal.
     A vida conventual da nova superiora, entretanto, era bastante movimentada: ela deixava Annecy com frequência para fundar novos conventos em Lion, Moulins, Grénoble e Bourges, como também para cumprir suas obrigações de família.
     Em 1619, ela fundou o Mosteiro de Paris, onde permaneceu nos três anos seguintes. Ali se submeteu à direção espiritual de São Vicente de Paula, e conheceu Angélica Arnauld, Abadessa de Port-Royal, que renunciou a seu cargo e ingressou na Congregação da Visitação.
     Em 1622, São Francisco de Sales faleceu e foi sepultado no convento da Visitação de Annecy; e em 1627, seu filho Celso Benigno pereceu no campo de batalha e deixou viúva e uma filha de um ano, a futura célebre Madame de Sévigné.
     Em 1628, uma epidemia assolou a França, Sabóia e o Piemonte. Joana não abandonou seu mosteiro de Annecy e pos a disposição do povo todos os recursos de seu convento, e a comunidade participou no atendimento dos enfermos. Ela mesma foi contagiada, porém foi curada milagrosamente. A estas desgraças vem se juntar uma secura espiritual que lhe causava intenso sofrimento.
     Entre 1635 e 1636, visitou todos os conventos da Visitação, que já eram então sessenta. Sua reputação de santidade se espalhara. Rainhas, príncipes e princesas procuram o Mosteiro da Visitação. Aonde ela fosse para fazer suas fundações o povo a ovacionava. “Esta pessoas não me conhecem”, ela dizia, “elas estão enganadas”.
     Em 1641, ela vai visitar Madame de Montmorency e a Rainha Ana d’Áustria em Paris. Durante a viagem de volta a Annecy caiu doente com pneumonia e faleceu no convento de Moulins, no dia 13 de dezembro de 1641. Seu corpo foi trasladado para Annecy e sepultado próximo ao de São Francisco de Sales. À sua morte a Congregação que fundara contava com oitenta e seis conventos.
     Foi beatificada por Bento XIV em 1751, e canonizada por Clemente XIII em 1767.
     A vida da Santa foi escrita no século XVII por sua secretária, Madre de Chaugy. Mons. Bougaud, Bispo de Laval, publicou uma “História de Santa Chantal” em 1863, que teve um grande sucesso.
     Santa Joana deixou vários trabalhos, entre os quais as instruções sobre a vida religiosa e o admirável “Deposição para o Processo de Beatificação de São Francisco de Sales”, e um grande número de cartas. As qualidades da Santa podem ser admiradas no seu estilo preciso e vigoroso que aparecem no livro, que pode ser chamado sua obra prima, “Respostas sobre as Regras, Constituições e Costumes”, um código prático e completo de vida religiosa, que não está em circulação.
 
Fontes: diversas

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Santa Cândida Maria de Jesus Cipitria, Fundadora - 9 de agosto

     Em 17 de outubro de 2010, a Santa Madre Igreja reconheceu a santidade da Madre Cândida Maria de Jesus, Virgem Fundadora do Instituto das Filhas de Jesus. Madre Cândida (no século Joana Josefa Cipitria y Barriola) nasceu em 1845 no povoadozinho de Andoain, no seio de uma família cristianíssima e humilde. Falava mal o castelhano, pois sua língua materna era o euskera, e era analfabeta, não sabia escrever nem ler.
     Mas, a Divina Providência tinha destinado à Madre Cândida uma missão aos olhos do mundo impossível. Na igreja de Rosarillo de Valladolid recebeu, em 2 de abril de 1869, a divina inspiração de fundar uma comunidade religiosa dedicada à salvação das almas por meio da educação e instrução da infância e da juventude. Ali também recebeu seu novo nome, Cândida Maria de Jesus. Uma serviçal analfabeta pretendia fundar uma congregação para a educação!
*
     Ela nasceu em Berrospe, Andoain (Guipúzcoa, País Basco, Espanha) no dia 31 de maio de 1845; foi batizada com o nome de Joana Josefa Cipitria y Barriola. Era a primogênita de sete filhos de João Miguel Cipitria, tecelão, e de Maria de Jesus Barriola. Com três anos, em 5 de agosto de 1848, recebeu a Crisma.
     Em 1854 a família Cipitria y Barriola se mudou para Tolosa. Em 1862 Joana deixou a terra basca rumo a Burgos, onde teve que cuidar de seus irmãos menores numa família numerosa, para isto começou a trabalhar na família do magistrado José de Sabater. Ao mesmo tempo dava os primeiros passos na vida de piedade.
     Acompanhando a família Sabater a Valladolid, no ano 1868, na Igreja de Rosarillo, conheceu o P. Miguel San José Herranz, sacerdote jesuíta, que a ajudou a aumentar sua atitude de penitência e oração, que são dois caminhos necessários para tomar toda decisão importante. Foi ali que sentiu o chamado para responder às necessidades daquela turbulenta sociedade espanhola, e que a levou a fundar uma "Congregação com o nome de Filhas de Jesus, dedicada à salvação das almas por meio da educação e instrução da infância e da juventude”.
     Finalmente, em 8 de dezembro de 1871, em Salamanca, com outras cinco mulheres, deu início à Congregação com a celebração de uma Missa.
     Joana Josefa tinha 26 anos quando começou a redação das Constituições do novo Instituto e a formação das aspirantes. O P. Herranz a ajudou colocando ao seu alcance o Sumário das Constituições inacianas.
     Em pouco tempo a congregação se expandiu por toda a Espanha criando escolas em Peñaranda de Bracamonte, Arévalo, Tolosa, Segovia, Medina del Campo, etc.
     Em 3 de outubro de 1911 o primeiro grupo de religiosas das Filhas de Jesus embarcou rumo ao Brasil, onde as religiosas abriram novas casas. Este foi o primeiro passo da expansão internacional da Congregação.
     Depois de sua norte, em 9 de agosto de 1912, as Filhas de Jesus pretendem seguir os caminhos evangélicos percorridos pela Madre Cândida Maria de Jesus.
     Beatificada em 12 de maio de 1996, em 3 de julho de 2009 foi promulgado o decreto concernente a um milagre atribuído à intercessão da Beata Cândida Maria; sua canonização se realizou em 17 de outubro de 2010.
 
“Tu Voluntad, Señor mío, será la mía, pues mi ser y cuanto tengo me vino de ella". "Cada día, más y más santa, pues en esto está la dicha y la felicidad verdadera. Todo lo demás es falso, engaño y mentira". (Santa Cândida María de Jesús)
 
Fontes:http://divinavocacion.blogspot.com.br/2010/10/santa-candida-maria-de-jesus.html;http://emmcmj.wordpress.com/quem-foi-madre-candida/; www.santiebeati.it/

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Santa Afra, Mártir - 7 de agosto

    
     A existência e o martírio de Afra são historicamente comprovados; o Martirológio Geronimiano lhes dá testemunho, pois se baseia em uma notícia tomada, ao que parece, de um calendário milanês do século V (7 de agosto, com antecipação a 5 do mesmo mês). Venâncio Fortunato visitou seu túmulo em 565 (Vita S. Martini, IV, p. 640-643).
     A vida preservada em duas versões, a primeira das quais é a mais curta e mais antiga, e a Conversio, são atribuídas ao século VII; ambas são em grande parte lendárias.
     De acordo com a vida mais antiga, Afra era uma cortesã que se converteu ao Cristianismo e foi martirizada.
      De acordo com a Conversio, o Bispo Narciso conquistou a cortesã Afra para o Cristianismo e a batizou juntamente com sua mãe, Hilária, e suas criadas. Durante a perseguição de Diocleciano, Afra foi presa e condenada à fogueira. “Os meus pecados são demais para agora lhes juntar este (sacrificar aos deuses). O meu martírio servirá de batismo. Deus seja louvado por me dar esta graça”. Estas teriam sido as palavras de Afra ao obrigarem-na a sacrificar aos deuses.
     Seu martírio ocorreu em Augsburgo, na Baviera, no ano de 304.
     Nos calendários antigos de Augusta (de 1010, 1050 e 1100) Afra aparece como uma virgem. O seu corpo é venerado em Augusta, na antiquissima Igreja dos Santos Ulrico e Afra.
     Santa Hilaria, mãe de Afra, havia consagrado a filha a Vênus, o que significava que a destinava à prostituição. De acordo com o Conversio Sant'Afrae, converteu-se e foi batizada por Narciso. Segundo a paixão mais recente, ela enterrou o corpo da filha, juntamente com suas servas Degna, Eumenia e Euprepia. Recusando-se a se afastar do túmulo de Afra e a renunciar ao Cristianismo, foi queimada viva.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Beata Berta, Abadessa de Cavriglia - 4 de agosto (1o. domingo de agosto)

    
     A comunidade de Cavriglia está localizada no lado direito do Rio Arno, entre as montanhas áridas que dividem o Chianti da província do Valdarno. Cavriglia, o principal castelo, está localizado em uma colina, a sua construção é estreita, áspera e mesquinha, em suma, não merece qualquer palavra para descrevê-lo. À distância de uma milha de Cavriglia, na estrada que conduz à província de Siena, se encontra o Mosteiro, antiga reclusão de monjas, em cuja igreja estão os restos mortais da Beata Berta, que os habitantes invocam como sua protetora e advogada. 

*
     No ano 1106, Berta nascia em Vernio, na ilustre família dos Condes Cadolingi, Senhores de Borgonuovo e de Settimo, filha do Conde Lotário Alberti. Berta tinha apenas dois anos de idade quando seus pais venderam o castelo de Vernio para a Condessa Matilde e se mudaram para Florença, dedicando toda a sua atenção à educação de sua filha que, obediente aos seus ensinamentos, cresceu em idade e sabedoria diante de Deus e dos homens.
     Ela entrou muito jovem no mosteiro beneditino Vallombrosano de Santa Felicidade em Florença. Em 1131, com a idade de 25 anos, Berta fez os votos e se destacou pela grande santidade demonstrada, de modo que, em 1153, o Geral da Ordem Vallombrosana, o Beato Gualdo Gualdi, confiou-lhe a tarefa de reformar o mosteiro de Cavriglia, na província de Arezzo, no vale superior do Arno. Berta, acompanhada de suas companheiras fieis foi enviada como Abadessa do Mosteiro de Santa Maria de Mantignano, sete milhas de Florença, na Via Pisana, que dirigiu por 42 anos.
     Berta aceitou o novo posto onde a obediência a levava e empenhou-se ativamente na tarefa que lhe foi confiada, reflorescendo o mosteiro espiritual e numericamente, com uma maior observância da Regra.
     Em 1190, aos 84 anos, Berta retornou a Cavriglia e fez renascer o antigo mosteiro abandonado, onde morreu em 1197 na idade de 92 anos.
     Durante a Quaresma, Berta teve a percepção do fim de sua vida terrena; na Quinta-feira Santa participou da solene liturgia lavando os pés de suas monjas, na Sexta-feira Santa participou com grande fervor dos ritos da Cruz, e no Sábado Santo reuniu as monjas, exortou-as pela última vez a permanecerem unidas na oração e na caridade, e durante a noite morreu. A tradição conta que a Beata Berta faleceu no momento preciso da Ressurreição, isto é, entre duas e três horas do Domingo de Páscoa (6 de abril).
     Seu corpo foi enterrado no mosteiro, no século XIV desapareceu durante as guerras entre Siena e Florença, apesar de até hoje o povo de Cavriglia afirmar que se encontra sob um altar lateral da igreja paroquial.
     Desde 1773 ela é padroeira das cidades de Montano e Cavriglia; em sua honra foi construída uma obra que tinha a intenção de manter o seu culto; em 1815 se transformou em uma Congregação e em 1831 se formou outra para os sacerdotes. Estas duas Congregações ainda são prósperas e ativas e têm o mérito de perpetuar o culto da Beata Berta, cuja festa é celebrada no primeiro domingo de agosto.
 
Fonte: Santa Berta Abadessa, de D. Emiliano Lucchesi - Firenze, 1938. Com notas - Prato 1979.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Santa Lídia de Tiatira - 3 de agosto

   
     Santa Lídia (do grego “a que procede da Lídia”, região e antigo reino da Ásia Menor, às margens do Mar Egeu) viveu no primeiro século; não se tem certeza se Lídia fosse o seu nome, ou apenas indicasse sua origem.

     A tradição considera que ela nasceu em Tiatira, na antiga Grécia asiática e morou em Filipos, porto do Mar Egeu, na hoje república da Macedônia; não se sabe se era solteira ou casada. Era uma dama dedicada ao comércio de púrpura (fino tecido nesta tonalidade, utilizado na confecção de roupas de nobres e sacerdotes). Era uma “prosélita”, quer dizer, uma pagã convertida ao judaísmo. Os negócios terrenos não a haviam impedido de se dedicar ao espírito.
     Pelo ano 55, fez-se cristã ao ouvir a pregação de São Paulo, quando ele evangelizava essa região, e tanto ela como sua família se converteram à fé em Cristo, sendo batizados pelo Apóstolo dos Gentios. Lídia é um personagem que ocupa um breve espaço nos Atos dos Apóstolos, mas que se tornou protagonista num momento da evangelização.
     O porto de Filipos foi a primeira etapa do Apóstolo em terra europeia; ele ali fora com Timóteo, Lucas e Sila. São Paulo deveria ir à sinagoga para anunciar o Evangelho, antes de tudo aos hebreus, como sempre. Mas estes eram poucos na cidade já muito romanizada e não havia uma sinagoga: no sábado, dirigiam-se a uma margem de um rio para pregar e rezar. São Paulo também vai ao rio, mas só encontra mulheres. Ele prega para elas, conforme São Lucas narrou este episódio:
     Embarcamos em Tróade e fomos diretamente a Samotrácia; no dia seguinte, fomos a Neápolis e, de lá, a Filipos, cidade de primeira categoria deste distrito da Macedônia, e colônia. Estivemos ai durante alguns dias. No dia de sábado saímos às portas, em direção à margem do rio, onde era costume haver oração. Depois de nos sentarmos, começamos a falar às mulheres que lá se encontravam reunidas. Uma das mulheres, chamada Lídia, negociante de púrpura da cidade de Tiatira e temente a Deus, pôs-se a escutar. O Senhor abriu-lhe o coração para aderir ao que Paulo dizia. Depois de ser batizada, bem como os de sua casa, fez este pedido: ‘Se me considerais fiel ao Senhor, vinde ficar a minha casa’. E obrigou-nos a isso”. (Act 16, 11-15)
     No dia seguinte, São Paulo e Sila acabam na prisão, mas foram libertados milagrosamente e recebem as desculpas das autoridades, porque São Paulo é cidadão romano.
     Antes de partirem, os dois voltam à casa de Lídia. “E ali encontraram os amigos, os exortaram e depois partiram”. Poucas e iluminadas palavras: à pregação de São Paulo houve conversões e se formou uma comunidade cristã. E antes de ir embora, o Apóstolo a reúne e admoesta. Ali mesmo, na casa da lúcida e enérgica Lídia, tomou vida a primeira Igreja fundada na Europa por São Paulo.
     Foi Barônio (+ 1607) que em 1586, com a sua própria autoridade, introduziu Santa Lídia no Martirológio Romano, cuja revisão lhe estava entregue.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Santas do mês de agosto

ago 01  Beata Clara, venerada em Orleans, Monja cisterciense

ago 01  Beatas Ma. Estela do SS. Sacr. e 10 comp. Mártires

ago 02  Beata Joana d'Aza, Mãe de S. Domingos

ago 02  Santa Alfreda (Etelreda) de Crowland, Monja Beneditina

ago 02  Santa Centola, Mártir

ago 03  Santa Lídia de Tiatira

ago 03  Santas Licínia, Leôncia, Ampélia e Flávia, Virgens de Vercelli

ago 04  Santa Ia, Mártir na Pérsia  

ago 04  Beata Cecília Cesarini, Virgem 

ago 04  Beata Berta, Abadessa de Cavriglia (1º. domingo de agosto)

ago 05  Santa Margarida de Cesolo (la Picena) 

ago 05  Santa Nonna, Esposa 

ago 06  Beata Maria Francisca de Jesus (Ana Maria Rubatto), Fundadora 

ago 07  Beata Berta, Abadessa de Cavriglia, 1º domingo de agosto 

ago 07  Santa Afra, Mártir e sua mãe Sta. Hilária, mártir

ago 08  Beata Bonifácia Rodriguez Castro 

ago 08  Beata Maria Margarida Caiani, Religiosa 

ago 08  Beatas Ma.do Menino Jesus e 4 comp. Márt. Escolopias 

ago 08  Santa Maria Helena MacKillop (Maria da Cruz), Fundadora 

ago 09  Beata Mariana Cope de Molokai, Religiosa

ago 09  Santa Cândida Maria de Jesus Cipitria, Fundadora 

ago 09  Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein), Mártir  

ago 10  Santa Pletrudes

ago 11  Santa Attratta, Abadessa 

ago 11  Santa Clara, Virgem e Fundadora 

ago 11  Santa Degna, Venerada em Todi

ago 11  Santa Filomena de Roma, Mártir 

ago 11  Santa Rustícula de Arles, Abadessa 

ago 11  Santa Susana de Roma, Mártir 

ago 12  Beata Vitória Diez y Bustos de Molina, Virgem e mártir 

ago 12  Santa Cecília de Remiremont, Abadessa

ago 12  Santa Joana Francisca de Chantal, Religiosa  

ago 12  Santa Lélia, Virgem

ago 13  Beata Gertrudes de Altenberg, Abadessa premostratense 

ago 13  Santa Concórdia, Mártir  

ago 13  Santa Irene da Hungria, Imperatriz

ago 13  Santa Radegunda, Rainha da França 

ago 14  Beata Isabel Renzi, Virgem e Fundadora 

ago 15  Beata Juliana Puricelli de Busto Arsizio, Religiosa 

ago 15  Beata Ma. Sacrário de S. Luís, Carmelita descalça, mártir 

ago 15  Beatas Elisabete e Maria do Paraíso, Virgens mercedárias

ago 16  Beata Pietra de S. Jose Pérez Florido, Fundadora 

ago 16  Santa Hugolina de Vercelli, Virgem e eremita  

ago 16  Santa Rosa Fan Hui, Mártir 

ago 16  Santa Serena de Roma, Imperatriz

ago 17  Santa Beatriz da Silva Meneses, Fundadora 

ago 17  Santa Clara de Montefalco 

ago 17  Santa Joana da Cruz Delanoue, Fundadora 

ago 18  Beata Paula Montaldi, Virgem  

ago 18  Santa Helena, Mãe de Constantino

ago 19  Santa Sara, esposa de Abraão 

ago 19  Beatas Elvira da Natividade de Na. Sra. e 8 comp. mártires 

ago 20  Santa Laura, mártir

ago 20  Santa Maria de Matias, Fundadora

ago 20  Beata Maria Climent Mateu, Virgem e mártir 

ago 21  Beata Beatriz de Roelas, Virgem mercedária

ago 21  Beata Vitória Rasoamanarive, Viúva e princesa de Madagascar 

ago 21  Santa Ciríaca de Roma

ago 21  Sta. Bassa e 3 filhos Teonho/Agapio/Pisto Mártires 

ago 23  Beatas Rosária Q. Argos e Serafina Fernandez Ibero, V e mártires 

ago 23  Santa Rosa de Lima, Virgem 

ago 23  Santa Tydfil, Virgem e mártir

ago 24  Beata Maria Encarnação Rosal, Fundadora  

ago 24  Santa Emília de Vialar 

ago 24  Santa Joana Antida Thouret, Virgem  

ago 24  Santa Maria Micaela do SS. Sacramento, Fundadora 

ago 25  Santa Ebba de Coldingham, Princesa, Abadessa

ago 25  Santa Ermínia (Ermina) Venerada em Reims

ago 25  Santa Patrícia de Constantinopla, Virgem

ago 25  Beata Maria do Trânsito de Jesus Sacramentado

ago 25  Beata Maria Troncatti

ago 26  Beata Lourença Harasymiv, Virgem e mártir 

ago 26  Beata Maria de Jesus Crucificado, Carmelita 

ago 26  Beata Maria dos Anjos Ginard Martì, Virgem e mártir

ago 26  Santa Joana Isabel Bichier des Ages 

ago 26  Santa Teresa de Jesus Jornet e Ibars, Fundadora 

ago 27  Beata Francisca Pinzokere, Mártir

ago 27  Beata Maria Pilar Izquierdo Albero 

ago 27  Santa Mônica, Mãe de Sto. Agostinho 

ago 28  Beata Zélia Guerin, Mãe de S. Teresa do Menino Jesus

ago 28  Santa Adelina de Poulangy, Abadessa

ago 28  Santa Florentina, Virgem 

ago 28  Santa Joaquina De Vedruna, Viúva e fundadora 

ago 29  Santa Basila, Mártir em Sirmio 

ago 29  Santa Beatriz de Nazaré

ago 29  Santa Maria da Cruz (Joana Jugan), Fundadora

ago 29  Santa Sabina, Mártir

ago 29  Santa Verona de Lembeek, Abadessa

ago 29  Beata Bronislava de Kamien, Religiosa 

ago 29  Beata Eufrásia do Sagrado Coração de Jesus, Carmelita

ago 29  Beata Felipa Guidoni, Monja

ago 29  Beata Sancha Szymkowiak

ago 29  Beata Teresa Bracco, Virgem e mártir

ago 30  Beata Maria Rafols, Fundadora

ago 30  Santa Gaudência, Virgem e mártir

ago 30  Santa Margarida Ward, Mártir na Inglaterra