terça-feira, 3 de setembro de 2013

Santa Ida de Herzfeld Viuva, Mãe dos pobres - 4 de setembro

    

Foi a primeira santa da Vestfalia. É sem dúvida um dos casos mais flagrantes de membros de famílias inteiras e gerações da Idade Média voltados para a vida religiosa.
 
   Santa Ida nasceu c. de 766, na Vestfalia (região histórica da Alemanha entre o Weser e o Reno) e viveu na época de Carlos Magno (742-814), e todos os seus cinco irmãos e irmãs escolheram a vida religiosa, dois deles, Wala e Adalhard, se tornaram abades de Corvey.
     Tendo passado a sua infância praticando as virtudes e a piedade cristãs, se casou com o Duque da Saxônia, Ecberto, de quem ela amorosamente cuidou durante uma longa doença.
     De sua feliz união nasceram cinco filhos, três dos quais escolheram a vida religiosa: uma filha, a Venerável Hadwig, foi abadessa em Herford, e no mesmo convento também foi religiosa outra filha, Adela. Seu filho, o Venerável Varin, mais tarde tornou-se abade de Corvey. Duas outras filhas ocuparam posições importantes na sociedade da época.
     Junto com seu marido Ecberto, levou uma vida cristã exemplar e eles mandaram construir uma igreja em Herzfeld (diocese de Münster), seguindo as instruções recebidas por Ida em um sonho.
     Em 811, quando tinha 45 anos, ficou viúva. Após cuidar que seus filhos tivessem uma vida digna, ela se retirou perto da igreja que fora construída em Herzfeld, não muito longe de seu castelo Hoverstadt.
     Na cela ao lado da igreja onde passou a viver, Ida dedicou-se às obras de piedade, de mortificação e de caridade para com os pobres da região, dando-lhes as coisas necessárias utilizando-se de seus bens.
     Ida, que era chamada de "mãe dos pobres", contribuiu significativamente para a fundação da primeira comunidade cristã no sul da Vestfalia. Ela morreu em 4 de setembro de 825 em Herzfeld e foi sepultada ao lado da igreja, onde ela já tinha feito enterrar o marido.
     Em 26 de novembro 980, o bispo de Münster, Mons. Dodo, efetuou a "elevação" de suas relíquias, isto é, canonizou-a (proclamou-a santa), de acordo com o ritual da Igreja na época.
     Na mesma data houve a primeira procissão (Identracht) com suas relíquias nas ruas de Herzfeld, e seu túmulo tornou-se um lugar de peregrinação.
     Santa Ida é especialmente invocada por mulheres prestes a dar à luz, pelas noivas e viúvas. Sua festa é celebrada no dia 4 de setembro e Herzfeld também a comemora em 26 de novembro, a data da canonização.
     Seu amor à vida se reflete em uma legenda, segundo a qual um cervo que estava sendo caçado a encontrou e se amparou nela.
 
Martirológio Romano: Em Heresfeld na Saxônia, Alemanha, Santa Ida, viúva do Duque Ecberto, famosa pela caridade para com os pobres e assiduidade na oração.

domingo, 1 de setembro de 2013

Santa Margarida de Louvain, Virgem mártir - 2 de setembro

    
     Margarida nasceu em Louvain, Flandres, em 1207. Seus pais pertenciam à classe trabalhadora. Desde sua infância ele deu provas de um admirável caráter e de rara modéstia. Sua mãe era uma mulher virtuosa que a criou no amor de Deus. A menina crescia simples e inocente, ao mesmo tempo doce e graciosa, era a alegria de seus pais.
     Aquele era um tempo de vida interior, de fé forte. Era a época das peregrinações. As pessoas iam de Roma a Jerusalém, os lugares onde repousavam as relíquias dos santos eram visitados. Muitas pessoas não acreditavam que suas vidas estivessem completas sem antes ir à Terra Santa.
     Margarida tinha em Louvain um parente dono, com sua esposa, de uma pousada especialmente destinada ao uso dos peregrinos. Era chamada de São Jorge, e ficava na Rua de la Monnaie, quase diante da Rua de la Librairie. O hoteleiro era conhecido apenas pelo seu nome, Amando, pois naquele tempo o nome de família era coisa rara. Este homem, que tinha sua alma ligada às coisas de Deus, se ocupava somente de obras de caridade. Ele sentia-se muito feliz em hospedar gratuitamente os peregrinos pobres, acreditando ver neles o próprio Jesus Cristo.
      Em 1225, Margarida começou a trabalhar para o seu tio Amando. As pessoas chamavam-na de “Margarida, a Intrépida” por causa de sua coragem e sua grande nobreza de caráter, e também por sua seriedade quando abordada por jovens atraídos por sua graça e beleza.
     Como os donos da pousada estavam envelhecendo, decidiram ingressar na Abadia de Villers-la-Ville, no Brabante Valão. A piedosa Margarida decidiu que os acompanharia. A pousada foi vendida e eles se prepararam para realizar seus planos. Mas, na véspera da partida alguns peregrinos pediram hospitalidade. Como aconteceu de não haver nada para beber, Margarida foi à procura de vinho. Enquanto isto, os peregrinos, que eram malfeitores disfarçados que pretendiam roubar o que encontrassem, mataram Amando e sua esposa, antes de levar Margarida para fora da cidade. Como ela se recusasse a ceder à paixão de um dos malfeitores, ela foi por sua vez covardemente assassinada e seu corpo lançado no Rio Dyle.
     Por aquele tempo Henrique 1º. Duque de Brabante ocupava com sua esposa Maria, filha de Filipe Augusto, Rei de França, o castelo que se erguia sobre a montanha situada perto da porta de Malines, à qual se dá atualmente o nome de Mont-César.
     Na noite do crime, o duque estava à janela do seu castelo, sem dúvida para respirar o frescor do ar. Dirigindo seu olhar na direção do rio, ele foi atraído, conforme narra a legenda, por uma claridade que cercava um objeto que boiava na corrente, e ele acreditou ouvir, nas nuvens, vozes de anjos. Ele procurou se informar sobre esta estranha aparição e tomou conhecimento de que era o corpo de uma jovem que as vagas transportavam contra a corrente em direção a Louvain.
      O duque ordenou que o corpo fosse retirado da água e fosse colocado na margem do rio. A tradição relata que isto ocorreu perto do Marché-au-Poisson, no local aonde existe atualmente a Rua Craenendonck. Sempre de acordo com a tradição, o corpo exalava um doce perfume. As pessoas consideraram aquilo um milagre. O corpo da jovem mártir foi transportado solenemente para a Igreja de São Pedro.
     Margarida tornou-se objeto de veneração popular e muitos milagres lhe foram atribuídos. Traços desta legenda estão ainda presente em Louvain no interior da Igreja de São Pedro.
     Em 1905, o Papa São Pio X confirmou o seu culto canonizando-a. Ela é festejada no dia 2 de setembro.

Santas do mês de setembro

set 01  Santa Colomba, Eremita
set 01  Santa Verena de Zurzach
set 01  Santa Esperança, Religiosa  (1°. Domingo de setembro) 
set 01  Beata Joana Soderini de Florença, Serva de Maria
set 01  Beata Juliana de Collalto
set 01  Beatas Ma. Carmem/Ma. Amparo, Protom.das Filhas de Ma.Aux.
set 02  Santa Teodota e filhos Evódio, Hermógenes e Calista, Mártires
set 02  Santa Margarida de Louvain, virgem mártir
set 02  Beata Ingrid Elofsdotter da Suécia
set 03  Santa Basilissa de Nicomedia, Virgem e mártir
set 03  Santa Febe (Phoebe), Cooperadora de S. Paulo
set 03  Beata Brígida de Jesus Morello, Fundadora
set 04  Santa Cândida de Nápoles
set 04  Santa Ida de Herzfeld, Viúva
set 04  Santa Irmengarda (Irmingard) de Suchteln
set 04  Santa Rosália, Virgem, eremita de Palermo
set 04  Beata Catarina Mattei de Racconigi, Dominicana
set 04  Beata Maria de Sta. Cecília Romana (Ma. Dina Bélanger), Virgem
set 05  Beata Maria Madalena Starace, Fundadora
set 05  Beata Teresa de Calcutá, Fundadora
set 06  Santa Bega, Abadessa
set 06  Santa Consolada de Reggio Emilia, Mártir
set 06  Santa Eva, Mártir venerada em Dreux
set 06  Santa Impéria, Virgem
set 06  Santa Sciath, Virgem irlandesa 
set 07  Santa Caríssima de Albi
set 07  Santa Madelberta, Abadessa
set 07  Santa Regina de Alise, Virgem e mártir
set 07  Beata Ascensão de S. José Calazans, Virgem e mártir
set 07  Beata Eugênia Picco
set 07  Beata Maria Borbone de Amiens, Clarissa
set 08  Sts. Natália e Adriano, esposos, mártires
set 08  Beata Apolônia do Ss. Sacramento, Virgem e mártir
set 08  Beata Lúcia de Omura, Mártir japonesa
set 08  Beata Serafina Sforza, Clarissa
set 08  Beatas Josefa de S.João Deus/Ma. Dol. de Sta.Eulália, mártires
set 09  Beata Maria Eutímia Uffing
set 09  Beata Maria Toribia, Esposa de S. Isidoro o agricultor
set 09  Beatas Ma.da Ressur./ Ma.do Pilar/Clemência, Mercedárias
set 10  Santa Pulquéria, Imperatriz
set 10  Stas. Menodora/Metrodora/Ninfodora, Mártires na Bitínia
set 10  Beata Maria Tanaura, Mártir japonesa
set 10  Beata Maria X. Yochida, Esposa do Beato João, mártires
set 10  Beatos Madalena e Antônio Sanga, esposos e mártires
set 10  Beatos Maria e Paulo Tanaka, esposos, mártires
set 10  Beatos Tecla e Paulo Nangaichi, esposos e Paulo, filho, mártires
set 12  Beata Maria Luísa Prosperi, Beneditina
set 13  Beata Maria de Jesus (Lopez de Rivas), Religiosa
set 14  Santa Notburga de Eben, Doméstica
set 14  Santa Placidia (Ælia Flaccilla), Imperatriz
set 15  Santa Catarina Fieschi Adorno de Genova, Viúva
set 15  Serva de Deus Lavínia Sernardi
set 16  Santa Edite de Wilton, Abadessa
set 16  Santa Eufêmia de Calcedônia, Mártir
set 16  Santa Eufêmia de Orense, Mártir
set 16  Santa Eugênia de Hohenburg, Abadessa
set 16  Santa Inocência, Virgem e mártir
set 16  Santa Ludmila, Mártir da Boêmia
set 16  Santas Einbeta, Vorbeta e Vilbeta, Virgens
set 16  Beata Teresa Cejudo Redondo, Coop. salesiana, mártir
set 17  Santa Colomba de Córdoba, Mártir
set 17  Santa Hildegarda de Bingen, Virgem Mística, Dra. da Igreja
set 18  Santa Ariana (Ariadne) de Primnesso, Mártir
set 18  Santa Irene, Mártir
set 18  Santa Ricarda, Imperatriz
set 18  Santa Sofia, Mártir
set 19  Santa Emília Maria Guilhermina de Rodat
set 19  Santa Maria de Cervellón, Mercedária
set 19  Santa Pomposa de Córdoba, Mártir
set 19  Beata Francisca Cuallado Baixauli, Virgem e mártir
set 19  Beatas Elisabete, Bárbara, Antônia, Catarina, Mercedárias
set 19  Beatas Ma.de Jesus da I. Varo/Ma.Dol./Consolada, Mártires
set 20  Santa Cândida, Mártir em Cartagena
set 20  Santa Fausta de Narni, Mártir
set 20  Santa Susana de Eleuterópolis, Monja e mártir
set 20  Sts. Teopista, esposo e filhos, mártires
set 20  Beata Cândida de Como, Monja Agostiniana
set 20  Beata Maria Teresa de S. José, Fundadora
set 21  Santa Maura de Troyes, Virgem leiga
set 21  Beata Catarina Aliprandi de Asti, Clarissa
set 22  Santa Basília, Mártir
set 22  Santa Emérita, Mártir
set 22  Santa Ifigênia, colaboradora de S Mateus na Etiópia
set 22  Santa Salaberga, Abadessa
set 22  Beata Maria da Purificação Vidal Pastor, Virgem e mártir
set 22  Beata Josefa Moscardo Montalba, Virgem e mártir
set 23  Santa Isabel, Mãe de João Batista
set 23  Santa Tecla de Icônio, Mártir
set 23  Santa Ulpia Vitória, Mártir venerada em Chiusi
set 23  Beata Bernardina Maria Jablonska, Fundadora
set 23  Beata Emília Tavernier Gamelin
set 23  Beata Helena Dall’Olio, Viúva
set 23  Beata Sofia Ximenez Ximenez, Mãe de família, mártir
set 23  Beatas Purif. de S José e Ma. Josefa de Sta. Sofia, Mártires
set 24  Beata Colomba Gabriel (Joanna Matylda), Religiosa
set 24  Beata Encarnação Gil Valls, Virgem e mártir
set 25  Santas Aurélia e Neomisia
set 25  Sta. Ketevan, Rainha da Geórgia e mártir
set 25  Beata Beatriz de Castela, Rainha e mercedária
set 25  Beata Ermengarda, Cisterciense e fundadora
set 26  Santa Justina e Sts. Cipriano e Tectisto, Mártires
set 26  Santa Teresa (Maria Vitória) Couderc, Fundadora
set 26  Stas. Lúcia Kim/Catarina Yi/Madalena Cho, Mártires coreanas
set 26  Beata Crescência Valls Espi, Virgem e mártir
set 26  Beata Lúcia de Caltagirone, Virgem
set 26  Beata Maria da Natividade, Virgem mercedária
set 26  Beata Maria do Olvido Noguera Albelda, Virgem e mártir
set 26  Beata Maria Jorda Botella, Virgem e mártir
set 26  Beatas Maria do Refúgio e Maria do Calvário, Mártires
set 27  Santa Hiltrudes de Liessies, Virgem
set 27  Beata Clara da Ressurreição, Virgem mercedária
set 27  Beata Ermínia Martinez Amigo, Mãe de família, mártir
set 27  Beata Francisca Xavier Fenollosa Alcayna, Virgem e mártir
set 27  Beatas Ma.do Carmo/Rosa/Madalena Ferragutcasas, Mártires 
set 28  Santa Eustáquia, Virgem
set 28  Santa Lioba, Venerada em Fulda
set 28  Beata Amália Abad Casasempere, Mãe de família, mártir
set 29  Santa Greca, Virgem e mártir  (último domingo de setembro) 
set 29  Santas Ripsima, Gaiana e comp. Mártires da Armênia
set 30  Santa Eusébia, Virgem
set 30  Santa Sofia (Sonia), Mãe de família e mártir
set 30  Beata Felícia Meda, Religiosa

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Santa Margarida Ward, Mártir da Inglaterra - 30 de agosto

    
     Margarida Ward nasceu em Congleton, Cheshire, em torno de 1550, no seio de uma distinguidíssima família inglesa. Pouco se sabe de sua vida, somente que nos últimos anos viveu na casa da nobre senhora Whitall, da qual era dama de companhia.

     Margarida era católica, e soube que haviam prendido o sacerdote Guilherme Watson, que estava encarcerado e submetido a contínuos sofrimentos. Estava em curso a perseguição da sanguinária Isabel I contra os católicos, e a tortura era uma prática usual. Margarida decidiu visitá-lo repetidas vezes, para ajudá-lo e confortá-lo.
     Watson, que escreveu a obra conhecida como "Quodlibets", já tinha estado preso uma primeira vez, porém logo, em um momento de debilidade pelas torturas sofridas, tinha consentido participar do culto protestante, e por isso fora libertado. Porém amargamente arrependido desta ação, se retratou publicamente e declarou ser católico, e foi novamente preso e levado para a prisão de Bridewel.
     Depois de várias visitas, que suavizaram a vigilância do carcereiro, Margarida levou uma corda para poder escapar. Na hora fixada, o barqueiro que se havia comprometido a transportar o sacerdote rio abaixo, se negou a levar a cabo seu trabalho. Em sua angústia, Margarida confiou seu problema ao jovem John Roche (ou Neele), que se comprometeu a ajuda-la. Preparou um bote e trocou de roupa com Watson, que pode fugir. Porém a roupa traiu John Roche e a corda convenceu o carcereiro que Margarida Ward havia sido o instrumento da fuga do prisioneiro. Ambos foram detidos.
     O Venerável Robert Southwell escreveu ao Padre Acquaviva, S.J.:
"Foi açoitada e suspensa pelos punhos, só tocava o solo com as pontas dos dedos de seus pés, durante tanto tempo, que ficou inválida e paralisada, porém estes sofrimentos reforçaram em grande medida a gloriosa mártir em sua luta final".
     A dama não só confirmou plenamente tudo quanto tinha feito, como negou revelar onde o fugitivo estava escondido; não quis pedir perdão à rainha Isabel, nem aderir ao culto protestante, condições que lhe eram impostas para obter a liberdade. Ela estava convencida de que não havia ofendido a soberana, e considerava coisa absolutamente contrária à sua genuína fé católica o assistir às funções de um culto herético.
     Foi julgada e condenada à morte em Newgate por alta traição. Imolou sua vida pela fé católica que não quis abjurar, e caminhou para o patíbulo em Tyburn no dia 30 de agosto de 1588.
     Ricardo Leigh, sacerdote, e os leigos Eduardo Shelley, Ricardo Martin, ingleses, e John Roche, irlandês, e Ricardo Lloyd, galês, foram seus companheiros de martírio. O primeiro por ser sacerdote e os outros por terem dado hospitalidade a sacerdotes. Todos eles foram beatificados em 1929 pelo papa Pio XI, e Margarida foi canonizada em 25 de outubro de 1970 pelo papa Paulo VI entre os 25 mártires da Inglaterra e Gales.
 
Fontes: www.santiebeati.it; Burton, Edwin. "Santa Margarida Ward" Enciclopedia Católica. Vol. 15. N. York: Robert Appleton Company 1912. 4 de febrero 2010
Etimologia: Margarida = pérola, do grego e latim