quinta-feira, 30 de junho de 2011

Santas Festejadas no mês de julho

jul 01  Santa Regina de Denain  
jul 02  Beata Eugênia Joubert, Religiosa  MR
jul 02  Santa Monegunda, Venerada em Tours
jul 03  Beata Maria Ana Mogas Fontcuberta, Fundadora  MR
jul 04  Beata Catarina Jarrige, Dominicana  MR
jul 04  Beata Maria Crucifixa Curcio 
jul 04  Santa Berta de Blangy, Abadessa  MR
jul 04  Santa Isabel de Portugal, Rainha   MR
jul 04  Santa Natália de Tolosa, Virgem merdária
jul 05  Santa Cirila de Cirene, Mártir  MR
jul 05  Santa Febrônia, Venerada em Patti  
jul 05  Santa Filomena, Venerada em Sanseverino Marche  
jul 05  Santa Marta, Mãe de São Simão Estilita o Jovem  MR
jul 05  Santa Trifina, Mártir
jul 05  Santa Zoé de Roma († c 286)
jul 05  Santas Teresa Chen Jinxie e Rosa Chen Aixie, Mártires  MR
jul 06  Beata Maria Rosa (Susana Ágata de Loye), Beneditina, mártir  MR
jul 06  Beata Maria Teresa Ledochowska, Virgem  MR
jul 06  Beata Nazária Inácia March Mesa, Religiosa, fundadora   MR
jul 06  Santa Darerca (Monenna) de Killeavy, Abadessa  MR
jul 06  Santa Domingas (Ciríaca) Venerada em Tropea  MR
jul 06  Santa Maria Goretti, Virgem e mártir  MR
jul 06  Santa Noela, Virgem e mártir
jul 06  Santa Sexburga, Rainha de Kent, abadessa  
jul 07  Beata Beatriz d’Este, Rainha da Hungria  († 11/7/1239)
jul 07  Beata Ifigênia de S. Mateus de Gaillard de la Valdène, Mártir  MR
jul 07  Beata Maria Romero Meneses  MR
jul 07  Santa Etelburga (Edilburga) Abadessa  MR
jul 07  Santa Maria Guo Lizhi, Mártir  MR
jul 08  Santa Glicéria, Mártir da Eracleia  MR
jul 08  Santa Landrada, Abadessa de Bilsen   MR
jul 09  Beata Joana Scopelli, Virgem  MR
jul 09  Beatas Melânia M.Madalena e Mariana M.dos Anjos, Mártires Ursulinas de Orange
jul 09  Santa Faustina, Mártir
jul 09  Santa Maria Adolfina (Ana Catarina Diercks) Franciscana, mártir na China
jul 09  Santa Maria Amandina (Paulina Jeuris) Irmã Franciscana, mártir na China 
jul 09  Santa Maria Clara (Clélia Nanetti) Irmã Franciscana, mártir na China  
jul 09  Santa Maria da Paz (Mariana Juliani) Irmã Franciscana, mártir na China 
jul 09  Santa Maria de São Justo (Ana Fca. Moreau) Irmã Franc., mártir na China    
jul 09  Santa Maria de Sta.Natália (Joana Maria Kerguin) Irmã Franc., mártir na China 
jul 09  Santa Maria Ermelina de Jesus (Irma Grivot) Irmã Franciscana, mártir na China 
jul 09  Beata Maria de Jesus Crucificado Petkovic Religiosa, Fundadora  MR
jul 09  Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus, Religiosa, fundadora  MR
jul 09  Santa Verônica Juliani, Virgem  MR
jul 09  Santas Floriana e Faustina, Mártires de Roma  
jul 10  Beatas Maria Gertrudes de Sta. Sofia e Inês de Jesus de Romillon, Mártires  MR
jul 10  Santa Amalberga de Maubeuge, Viúva e monja
jul 10  Santa Amalberga, Virgem  MR
jul 10  Santa Anatólia, Mártir  MR
jul 10  Santa Vitória, Mártir  MR
jul 10  Santas Rufina e Segunda, Mártires de Roma  MR
jul 11  Beatas Teotista do Ss. Sacramento e 3 comp. V e mártires Rev Francesa  MR
jul 11  Santa Marciana de Cesárea de Mauritânia, Mártir  MR
jul 11  Santa Olga de Kiev, Grã-duquesa   MR
jul 11  Santas Ana An Xinzhi, Matia An Guozhi, Ana An Jiaozhi e Ma An Lihua  MR
jul 12  Beatas Marta do Bom Anjo (Maria Cluse) e 3 comp. Virgens e mártires  MR
jul 12  Santa Inês Le Thi Thanh (De) Mãe de família, mártir   MR
jul 12  Santa Verônica  
jul 13  Beatas Madalena da Mãe de Deus Verchière e 5 comp. Mártires  MR
jul 13  Santa Clélia Barbieri  MR
jul 13  Santa Mirope de Chio, Mártir  MR
jul 14  Beata Angelina de Montegiove, ou de Marsciano  MR
jul 14  Santa Lupercila (ou segundo domingo de julho)  
jul 14  Santa Toscana, Viúva  MR
jul 15  Beata Ana Maria Javohey, Fundadora  MR
jul 15  Santa Valentina, Venerada em Nevers
jul 16  Beata Irmengarda de Chiemsee, Abadessa de Frauenwörth  MR
jul 16  Beate Amada de Jesus de Gordon e 6 comp. Mártires MR
jul 16  Santa Elvira (Erlvira) de Ohren, Abadessa 
jul 16  Santa Maria Madalena Postel, Religiosa  MR
jul 16  Santa Reinildes, Virgem Mártir  MR
jul 16  Santa Teresa Zhang Hezhi, Mártir  MR
jul 17  Beata Constância de Aragão, Rainha
jul 17  Beatas Teresa de Sto.Agostinho e Carmelitas de Compiègne V e mártires   MR
jul 17  Santa Edviges (Jadwiga), Rainha da Polônia  MR
jul 17  Santa Justa, Martir de Sevilha   MR
jul 17  Santa Marcelina, Virgem  MR
jul 17  Santa Rufina, Martir de Sevilha  MR
jul 18  Beata Tarcísia (Olga) Mackiv, Virgem e mártir  MR
jul 18  Santa Marina de Orense, Mártir 
jul 18  Santa Sinforosa e sete filhos, Mártires  MR
jul 18  Santa Teodósia de Constantinopla, Mártir  MR
jul 19  Beata Stilla de Abenberg, Virgem  MR
jul 19  Santa Áurea de Córdoba, Mártir  MR
jul 19  Santa Macrina a Jovem, Monja  MR
jul 19  Santos Elisabete Qin Bianzhi e Simão Qin Chunfu, Martires  MR
jul 20  Beata Francisca do S. Coração de Jesus, Mártir na Espanha  MR
jul 20  Beata Rita Dolores Pujalte Sanchez, Imã, mártir na Espanha  MR
jul 20  Santa Etelvina, Rainha  
jul 20  Santa Maria Fu Guilin, Mártir   MR
jul 20  Santa Marina (Margarida) de Antioquia de Pisidia, Virgem e mártir  MR
jul 20  Santa Rosa Wang-Hoei, Mártir na China  MR
jul 20  Santas Maria Zhao Guozhi, Rosa Zhao e Maria Zhao, Mártires  MR
jul 21  Santa Praxedes de Roma, Virgem e mártir  MR
jul 22  Santa Maria Madalena (de Magdala)  MR
jul 22  Santa Maria Wang Lizhi, Mártir  MR
jul 23  Beata Joana de Orvieto, Dominicana  MR
jul 23  Beata Margarida Maria Lopez de Maturana, Fundadora
jul 23  Santa Brígida da Suécia, Religiosa, fundadora  MR
jul 24  Beata Cristina a Admirável  MR
jul 24  Beata Ludovica de Savóia, Princesa, Clarissa  MR
jul 24  Beata Maria dos Anjos de S. José, Carmelita, mártir  MR
jul 24  Beata Maria Pilar de S. Francisco Borja, Carmelita, mártir  MR
jul 24  Beata Mercedes do Sagrado Coração (Mercedes Prat Y Prat), Mártir  MR
jul 24  Beata Teresa do Menino Jesus e de S. João da Cruz, Carmelita, mártir  MR
jul 24  Santa Cristina de Bolsena, Mártir  MR
jul 24  Santa Cunegundes (Kinga), Rainha da Polônia  MR
jul 24  Santa Eufrásia, Eremita em Tebaida  MR
jul 24  Santa Sigolena, Religiosa   MR
jul 24  Santas Niceta e Aquilina, Mártires na Lícia
jul 25  Beata Carmem Sallés Barangueras, Fundadora  MR
jul 25  Beata Maria Teresa do Menino Jesus (M. Kowalska) Virgem e mártir  MR
jul 25  Santa Glodesinda, Abadessa    MR
jul 25  Santa Olimpíada, Viúva   MR
jul 25  Santa Valentina, Martir  MR
jul 26  Beata Camila Gentili de Rovellone MR
jul 26  Beata Sancha de Leon, Esposa, religiosa
jul 26  Beatas Maria Margarida de Sto. Agostinho Bonnet e 4 comp. Mártires  MR
jul 26  Santa Ana, Mãe da Virgem Maria  MR
jul 26  Santa Bartolomea Capitanio, Virgem  MR
jul 27  Beata Lúcia Bufalari de Amelia  MR
jul 27  Beata Maria Clemência de Jesus Crucificado, Virgem e mártir  MR
jul 27  Beata Maria da Paixão (Maria Graça Tarallo) Religiosa
jul 27  Beata Maria Madalena (Margarida) Martinengo, Religiosa  MR
jul 27  Santa Antusa de Onoriade Virgem, fundadora  MR
jul 27  Santa Natália e companheiras Mártires de Córdoba  MR
jul 28  Beata Clara (Sancha de Maiorca), Rainha da Sicília
jul 28  Santa Afonsa da Imaculada Conceição, Clarissa da Índia
jul 29  Santa Marta de Betânia  MR
jul 29  Santa Serafina de Mamie, Virgem
jul 29  Santas Lucila, Flora, Eugênio e comp. Mártires  
jul 30  Beata Maria Vicenta de Sta. Doroteia Chávez Orozco, Fundadora  MR
jul 30  Santa Angelina, Princesa da Sérvia
jul 30  Santa Godeleva, Mártir   MR
jul 30  Santa Julita de Cesarea, Martir  MR
jul 30  Santa Maria de Jesus Sacramentado (Venegas de la Torre) Fundadora  MR
jul 30  Santas Donatila, Máxima e Segunda, Mártires na África  MR
jul 31  Beata Catarina de Lovain, Monja 
jul 31  Beata Zdenka Cecília Schelingova, Mártir  MR
jul 31  Santa Helena (Elin) de Skovde   MR

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Santa Ema de Gurk, Condessa e monja - Festejada 29 de junho

     A vida de Ema de Gurk teve de ser rastreada pela História com o raciocínio de um pesquisador, contando com poucos traços seguros e interpretando as mais diversas e seculares tradições austríacas.
     Os registros afirmam que seus pais eram nobres cristãos e que ela nasceu em 980, na cidade de Karnten, Áustria. Levava o título de Condessa de Friesach-Zeltschach desde seu nascimento e foi apresentada à corte imperial de Bamberg por Santa Cunegunda.
     Ema contraiu núpcias com o Conde Guilherme de Sanngau, que pertencia a mais rica nobreza do Ducado da Carintia, uma belíssima região das montanhas austríacas, com quem teve dois filhos: Hartwig e Guilherme.
     No mesmo dia perdeu seu esposo e seus filhos, que foram assassinados. Depois disso, Ema viu-se sozinha com o patrimônio de uma família que não existia mais. Com a orientação espiritual do bispo de sua cidade, direcionou sua vida no sentido de auxiliar aos pobres e de fundar mosteiros, que colocou sob a regra dos beneditinos.
     Primeiro fundou o Mosteiro Feminino de Gurk e mais tarde o Mosteiro Masculino de Admont. Feito isto, em 1043 ingressou como religiosa no Mosteiro de Gurk. Entretanto não existem informações precisas se ela se tornou abadessa como outras fundadoras, ou se permaneceu uma simples monja beneditina.
     Foi tal a reclusão de Ema, que se tornou impossível pesquisar sobre ela sem usar os textos da tradição cristã. Era uma senhora refinada, discreta, generosa e muito piedosa. Era tão boa e benevolente com todos os pobres, que já era considerada uma santa em vida.
     Alguns contam que ela teria morrido em 27 de junho de 1045. Entretanto, em 1200, alguns registros foram descobertos indicando que Ema faleceu bem idosa, em 1070, no Mosteiro de Gurk.
     Poucos anos depois de sua morte, no momento em que o caixão foi aberto, seu corpo foi descoberto reduzido a pó, com exceção de sua mão direita, a que havia dado tão generosamente esmolas aos pobres.
     Desde 1174, Ema está enterrada na Catedral de Gurk, cuja construção havia patrocinado com a herança do marido. Mais tarde seus despojos foram transferidos para a cripta da Catedral. No século XVIII, Antonio Corradini, artista italiano, esculpiu um baixo-relevo em mármore sobre sua tumba, representando o momento de sua morte.
     Como o fervor dos devotos pelas graças e prodígios alcançados por sua intercessão propagaram a sua santidade, os bispos e os mosteiros providenciaram a oficialização do seu culto. Ema não era venerada somente na Áustria, mas também na Eslovênia. A devoção a ela só aumentou ao longo dos tempos.
     Ema foi beatificada em 21 de novembro de 1287 pelo Papa Honório IV.
     Em 1464, havia um processo para a canonização de Ema, que entretanto ficou sem conclusão por séculos. Cinco séculos depois, em 5 de janeiro de 1938, o papa Pio XI decretou sua canonização. O culto foi mantido no dia 19 de junho, como os fiéis continuavam tributando-lhe, e esse pontífice também a proclamou Padroeira de Gurk.
     A generosidade de Santa Ema de Gurk ainda continua viva e presente por meio do vigor das obras assistenciais desenvolvidas pelos monges beneditinos daqueles mosteiros, e todos os outros espalhados nos cinco continentes que difundem seu exemplo de santidade.
 
 
Gurk: o centro espiritual da Carintia
 
     A pequena cidade de Gurk, situada no magnífico vale do Rio Gurk e rodeada por montanhas e florestas, conta hoje com cerca de 1.200 habitantes. O nome “Gurk” deriva do termo “gurgle”, que se refere ao som do Rio Gurk.
     A região foi ocupada há cerca de 2.000 anos, mas somente quando a Carintia se tornou parte da Bavária, na Idade Média, é que ela se tornou mais significante. As mais antigas referências a Gurk datam de 831.
     O Arcebispo de Salzburg era o poder espiritual, pois já era mencionado em 864. Em 898, o Imperador Arnolfo deu o vale do Gurk ao Conde Zwentibold, ancestral de Santa Ema de Gurk.
     Em 975, o Imperador Oto II aprovou a instalação de um mosteiro de monjas. O mosteiro foi reformado por Ema, a condessa local, em 1043. Em 1072, o mosteiro foi dissolvido e suas propriedades se tornaram sede da recém-fundada diocese sob o controle do Arcebispo de Salzburg. A igreja paroquial, anteriormente conhecida como Catedral de Gurk foi construída no século XII.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Santas Mártires Chinesas de 1900 - Festejadas 28 de junho

 
     Martirologio Romano: No vilarejo de Wanglajia, próximo de Dongguangxian, na província de Hevei, na China, as santas mártires Lucia Wang Cheng, Maria Fan Kun, Maria Qi Yu e Maria Cheng Su, que haviam crescido em um orfanato, foram traspassadas pela espada, ainda mocinhas, durante a perseguição dos Boxer, enquanto felizes, de mãos dadas, caminhavam ao encontro das núpcias eternas.
 
     Martirologio Romano: Na localidade de Jieshuiwang, perto da cidade de Shenxian, na mesma província, Santa Maria Du Zhaozhi, mártir, mãe de um sacerdote, que desiste da fuga para não trair a fé de Cristo e submete-se serenamente tendo a cabeça cortada pelo machado dos inimigos.
 
* * * 
 
     O Levante, Rebelião ou Guerra dos boxers (1899-1901), chamado também de Movimento Yijetuan, foi um movimento antiocidental e anticristão na China.
     A sociedade secreta dos Punhos Harmoniosos e Justiceiros se opunha à expansão estrangeira e à corte Manchu, sustentava que com treino adequado, incluindo o ritual do boxe chinês (Suai Jiao), os seus membros poderiam vencer os ocidentais, que usavam armas de fogo.
     Os boxers atacaram as missões missionárias e demais estabelecimentos estrangeiros, cortaram as linhas telefônicas e as vias férreas. Impelidos em direção ao oeste, os missionários, chineses e cristãos, além daqueles que possuíam bens estrangeiros, foram atacados também. O movimento foi apoiado pela imperatriz Cixi (Tseu-Hi) e alguns governadores de províncias.
     Em 17 de junho de 1900 os boxers cercaram as legações diplomáticas estrangeiras em Beijing por dois meses.
     No auge da revolta, em agosto de 1900, tinham sido mortos mais de 230 estrangeiros e milhares de chineses cristãos por um número desconhecido de rebeldes e simpatizantes. Para sufocar a rebelião, organizou-se uma força internacional composta de 20 mil soldados russos, americanos, britânicos, franceses, japoneses e alemães, que foi enviada para ocupar a sede imperial, onde penetrou a 14 de agosto de 1900, rendendo, ocupando e saqueando a capital.
     As forças estrangeiras negociaram pesadas reparações em dinheiro; os Boxers reagiram com vingança em 1901. A monarquia salvou-se aceitando a liquidação das sociedades secretas, o pagamento de uma indenização de guerra e a proibição de importar armas de fogo.

Nos dias atuais, uma nova perseguição aos católicos é promovida pela seita comunista no poder na China. Nossos irmãos chineses sofrem perseguições, perplexidades, mas continuam firmes na fé. Que Nossa Senhora, a Imperatriz da China católica, proteja seus filhos!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Beata Luisa Teresa de Montaignac, Fundadora - Festejada 27 de junho

     Luisa Teresa nasceu em Havre, França, no dia 14 de maio de 1820, quinta filha de uma prole de seis, numa família profundamente cristã. Seus pais, Raimundo Amato e Ana de Raffin, eram de origem nobre, contando com numerosos Cruzados entre seus antepassados, bem como o santo abade Amável. Embora tenha nascido em Havre, passou a maior parte de sua vida em Montluçon.
Com a idade de sete anos, contemplando o Presépio ela descobriu "o tocante mistério de um Deus Menino, pobre e sofredor..." Foi educada no célebre pensionato Les Oiseaux de Paris, onde teve início sua devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Naquela instituição Mons. De Quelen havia autorizado a celebração do primeiro mês dedicado ao Sagrado Coração em 1833.
Aos treze anos fez sua Primeira Comunhão. Ela guardou uma tal impressão deste primeiro encontro com Jesus Eucaristia, que 50 anos mais tarde ela diria, emocionada com aquela lembrança: "Depois da minha 1a. Comunhão, eu permaneci sempre sob a ação divina". Durante toda sua vida ela manterá "uma atração irresistível pela Eucaristia".
Tendo deixado o pensionato por motivos de saúde, foi confiada pela mãe doente aos cuidados de uma tia, Madame de Raffin, que também era sua madrinha. Desta senhora Luisa recebeu uma educação espiritual e doutrinária muito profunda; lia com grande empenho o Evangelho e as obras de Santa Teresa d'Ávila.
Os encargos sociais da família eram vividos por ela com prudência. Inteligente, com dotes para a música e a pintura, cultivava simultaneamente o desejo de uma maior intimidade com Deus.
Em 1837, com 17 anos, retornou ao Les Oiseaux de Paris, onde aprofunda sua devoção ao Sagrado Coração entrando em contato com o jesuíta Rousin, um dos propugnadores daquela devoção. Em 8 de setembro de 1843, ela faz sua consagração ao Sagrado Coração de Jesus, dedicando a Ele toda sua vida.
Ela desejaria entrar no Carmelo, tal era seu entusiasmo pelas obras de Santa Teresa d'Ávila, mas o padre que a aconselhava lhe sugeriu dirigir sua vocação para outro caminho.
Sua tia estava empenhada no projeto de fundação de uma associação para difundir a devoção ao Sagrado Coração, e envolveu nele Luisa. Mas, em 4 de dezembro de 1845, a tia morre subitamente e Luisa se torna herdeira daquele projeto e dos bens da tia.
            Sua família se transfere para Montluçon, em 1848. Naquela cidade foi nomeada diretora da Associação das Filhas de Maria, suportando o peso principal do trabalho: acudir os órfãos, restaurar as igrejas pobres rurais, dar instrução às jovens pobres.
Foi assim que Luisa Teresa decidiu reunir as senhoras católicas para serem no mundo "testemunhas do amor de Deus". Para atingir esta finalidade, elas deveriam permanecer no seu meio. Surgiu assim, em 1848, a Obra dos Tabernáculos.
Em 1850, acolhe algumas meninas órfãs em um local contíguo à casa paterna, consolidando as bases para um orfanato que fundou em 1852 em Moulins. Em 1854, fundou a Obra da Adoração reparadora.
Ainda em 1854, tendo 34 anos, foi acometida por grave doença nas pernas, o que a obrigou a ficar mais no leito do que em pé por sete nos. Esta doença a acompanharia por toda vida, mas Luisa nunca deixou de propagar a devoção ao Sagrado Coração.
Após várias tentativas de agregar o seu grupo como Ordem Terceira de Congregações consagradas ao Sagrado Coração, aconselhada pelo jesuíta Gautrelet (1807-1886), fundador do Apostolado da Oração e seu diretor espiritual, em 1874 Luisa Teresa fundou a Pia União das Oblatas do Sagrado Coração. Aprovada pelo Bispo de Moulins, a Instituição estava dividida em dois grupos: as Oblatas Religiosas, que podiam viver em comum, e as Oblatas Seculares, que tinham por meta as obras de caridades junto aos necessitados.
A partir de Montluçon estas comunidades se estenderam pela diocese, depois pela França, e enfim, fora das fronteiras. As Oblatas do Sagrado Coração de Jesus, a exemplo de sua fundadora, como foi acentuado pela Igreja, serão um "modelo de uma Fé profunda, viva e atuante... exemplo luminoso que deixa entrever o que uma mulher pode fazer pelo bem da Igreja", tendo em seu ativo numerosas obras de caridade e orfanatos.
Em dezembro de 1875, Luisa Teresa foi nomeada secretária geral do Apostolado da Oração, dirigido então pelo jesuíta Henrique Ramière. Embora quase imobilizada por causa da doença, expandiu suas relações e dedicou-se à correspondência com sua Oblatas.
Em 1880 as Oblatas desejaram unir os dois ramos, as religiosas e as chamadas "reuniões", em uma única Congregação, elegendo Luisa Teresa superiora geral. Apesar da ruptura com o Padre Ramière, a Congregação obteve aprovação da Santa Sé em 4 de outubro de 1881. Um ano depois Luisa fundou os "Pequenos Samueis", para preparar rapazes para a vida sacerdotal ou religiosa.
Em 1888, quando a Instituição foi aprovada pela Congregação Romana, infelizmente só as Oblatas religiosas foram reconhecidas; as Oblatas seculares ou das "reuniões", e as Damas agregadas foram supressas. Mas a Fundadora não sofreu este desgosto, porque havia falecido em Montluçon no dia 27 de junho de 1885, aos 65 anos.
Luisa Teresa vivera em meio a um grande sofrimento físico desde os 34 anos, mas sempre dedicada e operosa. Ela repousa na capela da Cruz Verde em Montluçon. A causa de sua beatificação foi introduzida em Roma em 15 de dezembro de 1914; ela foi proclamada Beata no dia 4 de novembro de 1990 por João Paulo II.
A casa mãe da Congregação das Oblatas do Sagrado Coração de Jesus fica em Montluçon, na Praça Luisa Teresa Motaignac.
Oração composta pela Beata:
 
Ó Jesus
Vida eterna
No seio do Pai
Vida das almas feitas à Vossa semelhança
Em nome do Vosso amor
Fazei conhecer
Revelai Vosso Coração.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Beata Maria Guadalupe Zavala, Fundadora - Festejada 24 de junho

No Evangelho lemos a tríplice pergunta que Jesus fizera a Pedro:  "Tu amas-Me?". Cristo faz esta mesma pergunta aos homens e mulheres de todas as épocas. Aconteceu assim na vida da Beata Maria Guadalupe Garcia Zavala, mexicana, que ao renunciar ao matrimônio, se dedicou ao serviço dos mais pobres, dos necessitados e dos enfermos, e por isso fundou a Congregação das Servas de Santa Margarida Maria e dos Pobres.
Com fé profunda, uma esperança sem limites e um grande amor a Cristo, a Madre Lupita procurou a própria santificação partindo do amor ao Coração de Jesus e da fidelidade da Igreja. Desta forma viveu o lema que deixou às suas filhas:  "Caridade até ao sacrifício e constância até à morte".
 
 
      Maria Guadalupe Garcia Zavala nasceu em 27 de abril de 1878 em Zapopan, Jalisco, México. Foram seus pais Fortino Garcia Zavala e Refugio de Garcia.
     Quando criança, ela era conhecida pela sua piedade e fazia visitas frequentes à Basílica de Nossa Senhora de Zapopan, que se encontrava ao lado da loja de artigos religiosos dirigida por seu pai. Com transparência e simplicidade fora do comum, Maria tratava a todos com igual amor e respeito.
     Ainda jovem planejou casar-se com Gustavo Arreola, mas de repente, aos 23 anos, rompeu seu noivado. O motivo: Maria sentiu-se chamada a amar Nosso Senhor de maneira exclusiva na vida religiosa, e entregar-se plenamente à assistência aos pobres e doentes.
Fundadora das “Servas”
     Quando Maria confidenciou a seu diretor espiritual, Pe. Cipriano Iñiguez, sua “súbita mudança de coração”, ele revelou que durante algum tempo tivera a intenção de fundar uma congregação religiosa que prestasse assistência aos hospitalizados, e convidou Maria para o acompanhar nessa fundação.
     A nova Congregação, que começou oficialmente em 13 de outubro de 1901, era conhecida como “Servas de Santa Margarida Maria (Alacoque) para os Pobres”.
“Pobre com os pobres”
     Maria trabalhava como enfermeira, dando assistência aos primeiros pacientes que foram recebidos no seu hospital. Independentemente da pobreza e da falta de bens materiais dos pacientes, a compaixão e o cuidado com o bem-estar físico e espiritual dos doentes foram suas principais preocupações. Maria entregou-se plenamente nesta tarefa de amor.
     Irmã Maria foi nomeada Superiora Geral da Congregação que crescia rapidamente. Ensinou às Irmãs que lhe foram confiadas, principalmente por meio de seu exemplo, a importância de viver uma verdadeira pobreza interior a exterior com alegria. Ela estava convencida que era apenas amando e vivendo a pobreza que se pode ser verdadeiramente “pobres com os pobres”.
      De fato, Madre Maria era conhecida pela sua humildade, simplicidade e vontade de aceitar tudo o que vem das mãos de Deus. Embora fosse de família relativamente rica, como Superiora-Geral da nascente Congregação (cargo que desempenharia até o termo da sua vida) adaptou-se com alegria a uma vida extremamente sóbria e, nos momentos de grande dificuldade financeira para a Congregação, acompanhada das suas Irmãs, chegou a sair pelas ruas para pedir esmolas com a finalidade de ajudar os doentes confiados aos seus cuidados.
Arriscando a vida
     De 1911 até 1936, a situação político-religiosa no México tornou-se inquietante e a Igreja Católica sofreu perseguição. Madre Maria colocou a sua própria vida em risco, e a das Irmãs, para ajudar os sacerdotes e o Arcebispo de Guadalajara, D. Francisco Orozco y Jiménez, escondendo-os no hospital.
     Ela não se limitou simplesmente à sua caridade para ajudar os justos, mas também deu alimento e cuidados aos enfermos entre os perseguidores que viviam perto do hospital, e não demorou muito para que estes também começassem a defender as Irmãs e os doentes do hospital dirigido por elas.
     Em 1960, a Congregação comemorou as bodas de diamante da Fundadora, que aos 83 anos ainda vivia, mas com os sinais da doença que a levaria a morte dois anos depois.
     Os dois últimos anos de vida da Madre Lupita foram vividos em extremo sofrimento por causa de doença grave e, em 24 de junho de 1963, ela faleceu aos 85 anos de idade. Quando faleceu já gozava de uma sólida fama de santidade.

     Durante a vida da Fundadora 11 fundações foram criadas no México. Hoje a Congregação conta com 22 casas e está presente em cinco países: México, Peru, Islândia, Grécia e Itália.
         Madre Lupita foi amada por ricor e pobres e durante a sua vida inteira deu um exemplo de fidelidade a Igreja.

Fontes diversas

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Beata Rafaela Maria Cimatti - Festejada 23 de junho

Esta religiosa desenvolveu com inteligência e serenidade um serviço constante e heróico em favor dos aflitos e dos doentes. “Quando não estava atenta no cuidado dos enfermos, rezava diante do Santíssimo Sacramento e suas mãos, quando não estavam a serviço do próximo, desfiavam as contas do Rosário”.
 
 
    Santina Cimatti nasceu em Faenza, no dia 6 de junho de 1861. Seu pai era agricultor e a mãe tecelã. Foi dotada pela natureza de um rosto sorridente, sereno e de belas feições, iluminado por olhos profundos.
     Como a família logo precisou do seu trabalho, pode dedicar pouco tempo aos estudos. Para ajudar na economia familiar, ajudava a mãe como tecelã, ou se ocupava nos trabalhos da casa.
     Após a morte do pai em 1882, Santina assumiu a educação dos irmãos e também era catequista na sua paróquia. Tornou-se indispensável que Santina permanecesse junto à mãe até que esta encontrasse um trabalho digno na casa de um sacerdote.
     Quando seus dois irmãos, Luis e Vicente, entraram na Congregação Salesiana, recém fundada por Dom Bosco (eles também morreram em odor de santidade), Santina sentiu-se livre para realizar suas aspirações religiosas.
     Em novembro de 1889, ingressou no Instituto das Irmãs Hospitalárias da Misericórdia, na casa mãe de São João de Latrão, em Roma. Tomou o nome de Maria Rafaela, e em 1883 foi enviada ao Hospital de São Bento em Alatri, onde iniciou sua formação de enfermeira. Em 1905, emitiu seus votos finais.
     Em 1921, foi enviada ao Hospital Humberto I de Frosinone, onde assumiu o cargo de priora da comunidade. Retornou a Alatri e, de 1928 a 1940, sempre como priora.
     O principal campo de apostolado de Irmã Rafaela foi a farmácia. Entretanto, quando era necessário, ela estava à disposição dos doentes e da comunidade para realizar qualquer trabalho. Os trabalhos entre pílulas, xaropes e o moer no almofariz, tudo era para Irmã Rafaela um dom de Deus. No empenho simples, mas contínuo do dia a dia, ela alcançava uma dedicação exemplar de verdadeiro amor ao próximo.
     Quando a doença bateu à sua porta, recorreu ainda mais à oração como meio de superação.
     Em 1944, durante uma das etapas mais duras da 2ª. Guerra Mundial, muitos foram os feridos que chegaram ao hospital e que precisavam de atenção. Embora a Beata já estivesse com 83 anos de idade, não deixou de cuidar e de consolar os feridos, que a chamavam de “mamãe”.
     Apresentou pessoalmente, com êxito, um protesto ao General Kesserling, do Quartel General Alemão em Alatri, ao ouvir rumores de que, para defender as forças aliadas, iam bombardear a cidade. O general mudou seus planos e Alatri se salvou. “Milagre!”, gritavam em coro, “um anjo salvou a cidade”.
     Uma sua paciente conta: "Eu era jovem, mas sofria de vários distúrbios. Depois de algum tempo, fui levada de novo ao hospital para uma operação de apendicite. Estava preocupada e sentia falta de minha mãe distante... Chorava como nunca por causa dessa situação. A serva de Deus percebeu a minha profunda prostração moral e me pergunta: ‘Por que choras?’. E eu: ‘Estou mal e não tenho a mamãe...’. De um modo profundamente compreensivo me respondeu: ‘E eu não sou a mamãe? Por que estou aqui? Toda irmã hospitalária deve ser a mãe de quem sofre!’...”
     Para as coirmãs ela sabia ser a superiora atenta e gentil. Não pretendia ser servida, mas que cada uma servisse a comunidade. Uma sua coirmã recorda: "Não se dava ares por causa do ofício de superiora que exercia, mas se considerava a serva das irmãs, ajudando-as nos trabalhos. Gostava também de remendar e confeccionas as meias das coirmãs".
     Em 1943, uma doença começou a se manifestar e se revelou incurável. Faleceu em 23 de junho de 1945, deixando na memória a santidade de sua vida e suas virtudes heróicas.
 
     A causa para sua canonização foi introduzida em 1962. Em 1988-89 o processo atribuiu a sua intercessão a recuperação milagrosa de Loreto Arduini, de uma "encefalite viral, convulsões e fracasso respiratório". Isto levou à promulgação do decreto para sua beatificação pela Congregação para as Causas de Santos, em 1993. Foi beatificada em 12 de maio de 1996.B

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Beata Margarida Ball, mãe de família e mártir - Festejada 20 de junho

Durante a perseguição de Elizabeth I da Inglaterra, hospedava sacerdotes e religiosos em sua casa. Denunciada por seu próprio filho, foi presa em Dublin e morreu vítima de torturas atrozes
 
     Ser a mãe do prefeito de Dublin para ela não foi fonte de orgulho ou de prestígio, mas foi causa de enormes sofrimentos que a levaram a morte, ou certamente a apressaram. A vida e o martírio da irlandesa Beata Margarida Ball deve ser enquadrada no clima de perseguição religiosa que se seguiu ao cisma anglicano iniciado na Inglaterra por Henrique VIII.
     Os laços estreitos que ligam a causa sócio-político britânica com a Irlanda resultaram que em 1536, ou seja, cinco anos após o "ato de supremacia" famoso, que proclamou que o rei era chefe supremo da Igreja da Inglaterra, e depois de apenas dois de sua excomunhão e do interdito lançado contra a Inglaterra pelo Papa Clemente VII, o parlamento de Dublin também reconhecesse Henrique VIII como chefe da igreja irlandesa, determinando desta forma a separação da Igreja de Roma.
     Margarida tinha 21 anos nesse período, tendo nascido em 1515, na bem sucedida família Berminghan. Aos 16 anos, casou-se com Bartolomeu Ball e deu a luz a mais de 20 filhos, dos quais apenas alguns atingiram a idade adulta. Eles formavam um casal muito unido, profundamente religioso, com uma sólida posição econômica, e o marido gozava de prestígio indiscutível, que o levou a ser prefeito de Dublin.
     Embora eles não estivessem alheios à situação político-religiosa dominante, eles se comportavam como verdadeiros católicos, continuando a reconhecer o primado do Papa. Em seu palácio vivia um capelão, que celebrava a Missa normalmente, sua casa estava aberta a encontros de catequese e oração. Valendo-se da reputação de seu marido, Margarida chegou a abrir em sua propriedade uma escola católica.
     Bartolomeu morreu em 1568 e Margarida, além da tristeza pela perda de um ente querido, também fica privada da proteção e do apoio com que ele garantia que ela professasse e defendesse a Igreja Católica. Apesar de tudo, ela continuou em seu compromisso, dando hospitalidade em sua casa aos sacerdotes e religiosos, mesmo quando se tornava extremamente arriscado.
     Em 1570, Elizabeth I, que desde que ascendera ao trono permitira que uma feroz perseguição se acendesse na Inglaterra, especialmente contra os padres católicos, e que se espalhara rapidamente na Irlanda, foi excomungada. No final dos anos setenta Margarida foi presa sob a acusação de ter permitido a realização de uma missa em sua casa, mas logo foi libertada sob fiança.
     Enquanto isso, o seu filho Walter, alimentando o desejo de se tornar prefeito de Dublin, se adaptou às exigências para o cargo que era negar sua fé e reconhecer a supremacia religiosa da rainha da Inglaterra.
     Margarida cumpriu inteiramente o seu dever de mãe, tentando fazer seu filho entender que nenhum cargo político, de prestígio, pode ser negociado com a fé. O filho não se convenceu, mas, o que é pior, viu nela a maior inimiga e o maior obstáculo para alcançar os seus anelos políticos.
     Pouco depois de sua eleição como prefeito, mandou prender a própria mãe sob a acusação de ter dado hospitalidade em sua casa aos sacerdotes perseguidos.
     Margarida, na idade de quase 70 anos, foi levada em uma carroça pelas ruas de Dublin, exposta ao escárnio e zombaria de toda a cidade. Uma cela suja, gotejando umidade, sem ar, a espera, o que inevitavelmente prejudicou a sua saúde.
     Precisamente por causa de sua saúde precária, uns anos depois lhe ofereceram a liberdade em troca de uma negação pública da sua fé. Receberam a resposta negativa desta mulher forte e corajosa, que escolheu terminar seus dias na prisão, mártir da Eucaristia e do Primado Pontifício.
     Ela morreu em sua cela numa data incerta do ano de 1584 e, juntamente com dezesseis outros fieis (incluindo quatro bispos, seis padres, um irmão religioso e cinco leigos), ela, a única mãe de família do grupo, foi beatificada por João Paulo II em 27 de setembro de 1992.
 
 
NOTA
     A Irlanda está convidando o mundo inteiro para o Congresso Eucarístico Internacional, que se realizará em Dublin de 10 a 17 de junho de 2012.
     O Cardeal Sean Brady, arcebispo de Armagh, afirmou que espera que "o Congresso de 2012 possa ajudar a renovar a Igreja Católica na Irlanda, refletindo sobre a centralidade da Eucaristia em nossa comunidade, cada vez mais diversificada, e que dê um novo impulso à vida de fé".
     Os padroeiros para o Congresso de 2012 são: São Columbano, Santa Maria MacKilop e a Beata Margarida Ball.