quarta-feira, 28 de março de 2012

Santa Gladys, Rainha e Eremita - Festejada 29 de março

     O nome Gladys (ou Gwladys, em galês) etimologicamente significa "lírio, gladíolo".
     A vida desta rainha galesa, do início do século VI, tornou-se conhecida por meio da Vida de seu marido, São Gunleu (ou Gwynllyw), escrita cerca de 1130, e de uma Vida de seu filho, São Cadoc, do século XI.
     Gladys era a filha mais velha dos 24 filhos de Brychan de Brecknock e foi dada por esposa ao rei de Gales, Gunleu.
     Gladys e Gunleu tiveram os seguintes filhos: Cadoc, Cynidr, Bugi, Cyfyw, Maches, Gladys II e Egwine. Segundo os relatos, os primeiros anos de matrimônio de Gladys estavam longe de serem exemplares.
     Entretanto, o filho, Cadoc, persuadiu-a a emendar-se. Depois de sua conversão, pelo exemplo e a exortação de seu filho, ela e Gunleu viveram uma vida austera.
     À pedido de seu filho, Gunleu retirou-se para o local chamado hoje Stow Hill (Newport, Gales do Sul), onde existe uma antiga igreja dedicada a São Wooloo. Gladys acompanhou o marido na vida eremítica e por algum tempo eles viveram juntos naquele local, jejuando, alimentando-se de vegetais, banhando-se nas frias águas do Usk para provar sua piedade.
    Embora ambos levassem uma vida de penitência, Cadoc obrigou-os a ficarem completamente separados, e Gladys foi para um local ainda mais solitário em Pencarn, Bassaleg, provavelmente o local hoje da Pont Ebbw, onde construiu uma igreja em honra da Ssma. Virgem.
     Mais tarde, aconselhada por Cadoc, ela mudou-se para Capel Wladus, em Gelligaer.
     Foram relatados milagres que aconteceram nos tempos de Santo Eduardo o Confessor e Guilherme I.
     A festa de Santa Gladys e de seu esposo foi fixada no dia 29 de março, e ambos são recordados em várias igrejas de Gales.

Fonte: Lifris, 'Vita sancti Cadoci', Vitae sanctorum Britanniae et genealogiae, ed. and trans. A. M. Wade-Evans (1944), 24–141.

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