quarta-feira, 10 de abril de 2019

Santa Madalena de Canossa, Fundadora – 10 de abril

Virgem, Fundadora da Família Canossiana Filhos e Filhas da Caridade 
    
    
Madalena adolescente
Madalena Gabriela de Canossa nasceu no dia 1º de março de 1774 na cidade italiana de Verona, que pertencia à sua nobre e influente família, terceira de seis irmãos. Ela descendia da famosa Matilde da Toscana, Senhora de Canossa. Seu pai faleceu quando tinha cinco anos. Sua mãe abandonou os filhos para se casar novamente. As crianças foram entregues aos cuidados de uma péssima educadora, que ela detesta, e em consequência Madalena adoeceu várias vezes. Deus a guiou por essas etapas dolorosas para ligá-la mais a Ele.
     Com 17 anos desejou consagrar sua vida a Deus e por duas vezes fez experiência no Carmelo de Trento e no de Conegliano (Treviso), mas intuiu que não era aquela a sua via. Voltou para a família, guardando secretamente no coração a sua vocação. No Palácio de Canossa aceitou a administração do vasto patrimônio familiar, surpreendendo a todos com seu talento para os negócios. Entretanto, nunca se interessou pelo matrimônio.
     Os tristes acontecimentos do final do século XVIII - políticos, sociais e eclesiais - marcados pelas repercussões da nefanda Revolução Francesa, bem como as alternâncias dos vários imperadores estrangeiros na região italiana, deixavam os rastros na devastação e no sofrimento humano, enchendo a sua cidade de pobres e menores abandonados.
     Em 1801, duas adolescentes pobres e abandonadas pediram abrigo em seu palácio. Então ela compreendeu qual era a sua vocação: não “reinaria” no palácio da família, que havia hospedado Napoleão e Alexandre I da Rússia. Ela não só as abrigou como recolheu muitas outras. Pressentiu que este era o caminho que Deus desejava que ela seguisse e descobriu em Cristo Crucificado o ponto central de sua espiritualidade e de sua missão. Abriu o Palácio dos Canossa e fez dele não uma hospedaria, mas uma comunidade de religiosas, mesmo contrariando seus familiares.
     Sete anos depois, superou as últimas resistências de sua família, deixando definitivamente o palácio. Madalena foi para o bairro mais pobre de Verona para concretizar aquela que interiormente reconheceu ser a vontade do Senhor: servir aos mais necessitados fundando a Congregação das Filhas da Caridade, para a formação de religiosas educadoras.
     O amor à Cristo Crucificado ardia no coração de Madalena; suas companheiras se tornaram testemunhas do mesmo amor em cinco âmbitos específicos: a escola; a catequese a todas as categorias, privilegiando os distantes; a assistência voltada principalmente aos enfermos dos hospitais; os seminários residenciais para formar jovens professoras de áreas rurais; cursos de exercícios espirituais anuais para as damas da alta nobreza, com o objetivo de incentivá-las espiritualmente e envolvê-las nas várias áreas caritativas.
     Em torno à figura e à obra de Madalena gravitava uma constelação de outras testemunhas da caridade, todos fundadores de outras famílias religiosas.
     Madalena escreveu as Regras da Congregação das Filhas da Caridade em 1812, obteve de Pio VII a aprovação inicial pontifícia para sua obra, após a queda de Napoleão, e entre 1819 e 1820 obteve a aprovação eclesiástica nas várias Dioceses onde as Comunidades existiam. Leão XII aprovou a Regra do Instituto com o Breve Si Nobis em 23 de dezembro de 1828.
     Em 1816, o Imperador Habsburgo Francisco I, que reinava sobre o sul Lombardo-Vêneto, visitou Verona com sua terceira filha, Maria Luiza d’Este, que adoeceu e faleceu naquela cidade; seu velório foi feito em uma das salas do Palácio de Canossa. Mas Madalena não aparecia mais com frequência no palácio: ia de Veneza a Milão, e depois a Roma e a Trento, para fundar novas sedes e escolas.
     Depois de várias tentativas malsucedidas, perto do fim de sua vida Madalena conseguiu dar andamento à Congregação masculina, como havia projetado inicialmente, com o auxílio dos sacerdotes Antônio Rosmini e Antônio Provolo No dia 23 de maio de 1831 abriu em Veneza o primeiro oratório dos Filhos da Caridade para a formação cristã dos jovens e adultos, confiando-o ao sacerdote veneziano Pe. Francisco Luzzo, auxiliado por dois leigos de Bergamo: José Carsana e Benedito Belloni.
     Madalena encerrou sua intensa e fecunda existência terrena numa Sexta-feira da Paixão, dia 10 de abril de 1835, com apenas 61 anos, em Verona, assistida pelas suas Filhas.
     Em 2 de outubro de 1988, João Paulo II proclamou-a Santa, determinando o dia de sua morte para seu culto litúrgico.
     Santa Madalena legou aos seus Filhos da Caridade a grande herança de viver "dispostos pelo divino serviço a ir a qualquer país, até mesmo o mais remoto" (Madalena, Ep. II / I, p. 266). As Filhas da Caridade atravessaram o oceano para o Oriente em 1860, atualmente são cerca de 4.000, presentes nos cinco continentes; os Filhos da Caridade são cerca de 200 e atuam em diversas cidades da Itália e além-mar. Os filhos de Madalena são chamados de Irmãs e Irmãos Canossianos.

Fontes: 
http://www.vatican.va/news_services/liturgy/saints/ns_lit_doc_19881002_maddalena_di_canossa_po.html
https://cruzterrasanta.com.br/historia-de-santa-madalena-de-canossa/218/102/

Publicado pela 1ª vez neste blog em 10 de abril de 2014.

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