quinta-feira, 25 de junho de 2015

Beata Maria Lhuillier, Virgem e mártir - 25 de junho

Martirológio Romano: Em Laval, França, Beata Maria Lhuillier, virgem e mártir, que, recebida na Congregação das Irmãs Hospitalárias da Misericórdia, durante a Revolução Francesa foi decapitada por manter-se fiel aos votos religiosos da Igreja (1794).
     Maria Lhuillier nasceu em Arquenay, França, em 18 de novembro de 1744. Cresceu analfabeta e logo ficou órfã. Depois de servir uma senhora do lugar, foi trabalhar no convento de São Juliano das Canonisas Regulares Hospitalárias da Misericórdia de Jesus. Foi enviada ao hospital de Château Gontier e em 1778, depois de muitos sofrimentos e humilhações, ela foi admitida na profissão religiosa deste Instituto como Irmã conversa, tomando o nome de Maria de Santa Mônica.
     Quando a Revolução Francesa eclodiu, em fevereiro de 1794, as religiosas foram obrigadas a abandonar o hospital e a refugiar-se em Laval, no ex-convento das Ursulinas.
     Acusada de distribuir parte da roupa limpa do hospital a pessoas necessitadas, Maria Lhuillier foi presa e conduzida diante de uma comissão. O juiz declarou que ignoraria aquela infração se a religiosa prestasse o juramento de "Liberdade e Igualdade", porém ela não quis fazê-lo. O juiz a ameaçou com a guilhotina, e a quantos seguissem seu exemplo, porém ela permaneceu corajosa e disse: "Tanto melhor para mim e para minhas Irmãs. Assim teremos a alegria de morrer por nossa fé, e mais rápido poderemos ver a Deus”. O juiz insinuou: "Veja que queremos salvar-te e te oferecemos o melhor". Ela porém respondeu: "Todos os meios que me ofereces são somente para enganar-me, mas graças a Deus, não o consegues. Eu não quero perder-me por toda a eternidade".
     Ao ouvir a sentença de morte, nossa beata se ajoelhou e exclamou: "Deus meu, quantas graças me fazeis contando-me no número de vossos mártires, embora eu seja uma grande pecadora".
     Depois, estando sozinha, cortou os cabelos, então um ajudante do verdugo a agarrou e com um golpe de sabre cortou suas roupas. A mártir empalideceu pelo ultraje e desmaiou. Quando se recompôs comentou: "A morte não me dá medo, porém podias poupar-me desta dor". Novamente foi convidada a prestar juramento, porém ela suspirou: "Ó Deus! Preferir uma vida passageira e caduca a uma vida gloriosa e imortal? Não, não, prefiro a morte".
     Antes de subir ao cadafalso exclamou: "Deus meu, eu devo morrer de uma morte assim doce, enquanto tu sofreste tanto por mim...". Morreu em Laval.
     Em 15 de junho de 1955 o Papa Pio XII beatificou 19 mártires franceses de Laval.
 

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