segunda-feira, 13 de maio de 2019

Serva de Deus Conchita Barrecheguren, Flor de Granada – 13 de maio

Uma história de santidade que passou de pai para filha

     Como esse e inúmeros testemunhos de santos de uma mesma família compreende-se porque Deus quis a instituição familiar desde a Criação do mundo. É no testemunho de pais para filhos, da vivência do amor entre si, da conjugação do seu cotidiano nas alegrias e nas tristezas que a santidade encontra lugar. 
     O Padre Francisco Barrecheguren e Conchita Barrecheguren Garcia são um exemplo, entre tantos, em um mundo que necessita de luzes para a vida em família.
     Meu amor, um Deus crucificado. Minhas armas, a oração.  Meu refúgio, os braços da Virgem. Minha fortaleza, a Eucaristia. Meu recreio, o Menino Jesus. Minha divisa, a confiança em Deus e o desprezo de mim mesma. Meus desejos, aspirar amar cada vez mais a Jesus. (Serva de Deus Conchita Barrecheguren)
     “Não terá um dia bom”, os médicos asseguraram a seus pais quando com apenas 19 meses superou uma enfermidade grave. Para evitar o perigo de contágio, Da. Conceição e o Sr. Francisco decidiram não matricula-la no colégio e ambos cuidaram de sua educação.
     A sua vida foi curta, sem saúde, transcorreu no lar em Granada desde dezembro de 1905 até 13 de maio de 1927, entretanto há indícios de que foi uma vida santa, o que prova que sua lembrança permanece viva entre os habitantes daquela cidade e de muitos outros lugares.
     O Sr. Francisco Barrecheguren descobriu após a morte da filha vários escritos que “põem luz no mistério de sua vida e explicam sua paciência nos 7 anos de doença, seu doce sorriso diante das provações que o Senhor lhe enviava”.
     Os textos escritos por ela e que, com autorização de seu pai, foram reproduzidos no El Granito, manifestam a finura da alma de uma jovem que, naquele que seria o seu último aniversário, escrevia: “Agradeço os inúmeros benefícios e graças que me concedestes no decorrer destes 21 anos, e vos rogo me perdoeis o mal que tenho correspondido a eles. Sim, meu Deus, tenho vergonha, porém é certo que Vós não deixastes de me amar e eu não cessei de desagradar-vos. Podias esperar isto de mim? Porém eu, Senhor, quero emendar-me, quero amar-vos, quero conformar-me em tudo o que disponhas de mim. Fazei que os anos de vida que me restam sejam só para Vós”. (Reflexões de 27 de novembro de 1926)
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     A serva de Deus, Maria da Conceição Garcia – Conchita Barrecheguren Garcia, nasceu em Granada aos 27 de novembro de 1905. Foi batizada aos 8 de dezembro do mesmo ano e recebeu o nome de Maria da Conceição do Perpétuo Socorro. Era a única filha do casal   Francisco Barrecheguren Montagut e Conceição García Calvo, casados na Paróquia da Madalena no dia 2 de outubro de 1904.
     O pai cuidou pessoalmente de sua formação cultural e religiosa, preparando-a para receber os sacramentos.
     Desde muito pequena demonstrava um grande fervor religioso: se levantava cedo para rezar, dialogava com Nosso Senhor ao meio dia, rezava o Rosário, etc.  Na juventude se incorporou às Filhas de Maria da Paróquia da Madalena, à Adoração Noturna, à Adoração Diurna da Igreja dos Agostinhos, participava nas Quintas-feiras Eucarísticas do Santuário de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro. Tocava piano, ensinava catecismo, confeccionava roupas para os pobres e preparava ornamentos para as igrejas de Otura e Guevejar.
      Conchita sofreu desde a tenra infância com uma doença no aparelho digestivo; com 12 anos teve sérios problemas digestivos e os médicos lhe prescreveram dura dieta.
     Em 1926, depois de uma peregrinação à Lisieux, decidiu consagrar-se ao Senhor e nesse período apareceram sintomas de tuberculose que a deixaram enferma até o fim de seus dias. Morreu serenamente nas primeiras horas do dia 13 de maio de 1927, assistida pelos pais e pelo bem-aventurado Padre Juliano Pozo, mártir redentorista, que a havia sustentado espiritualmente nos últimos dias. Foi enterrada no túmulo familiar no cemitério de Granada
     Em sua breve vida cultivou uma grande espiritualidade, deixando numerosos escritos e textos e assombrando a todos por sua grande fortaleza e fé nesses momentos em que a morte assomava em sua vida. 
     No ano 1938, o Cardeal Parrado iniciou o processo de Beatificação e Canonização. Igualmente em 1993 se inicia o processo de seu pai, Francisco Barrecheguren, ambos se encontram enterrados no Santuário de Nossa Senhora do Socorro. 

Francisco Barrecheguren (1881-1957)
     Nasceu no dia 21 de agosto de 1881. Casou-se em 1904 com Concha García Calvo e com ela teve a sua única filha. Francisco sofreu sua primeira grande perda, em 1927 com a morte da filha Conchita, aos 22 anos. O povo dizia que Conchita foi santa porque teve um pai santo. Em 1937, Francisco viveu novamente a dor da perda com a morte de sua esposa. Anos mais tarde, sentiu-se chamado ao sacerdócio e entrou na Congregação Redentorista em 1947. Foi ordenado padre em 1949. Viveu serenamente o seu ministério e cuidando da documentação da causa de beatificação de sua filha. Faleceu em 1957, aos 76 anos. 
     Um site mantém informações históricas, fotos e notícias atualizadas sobre a causa de canonização destes dois Servos de Deus espanhóis: www.barrecheguren.com
     "Que proveito vamos tirar de ter agido de acordo com a nossa própria vontade e capricho? Por acaso, agradaria a seu mestre o servo que se empenhasse em fazer as coisas apenas como ele bem entendesse e não como seu mestre ordenou? Certamente não! Pois assim, nós não agradaremos a Deus se não cumprirmos a Sua vontade", Conchita Barrecheguren


Fontes:
https://www.a12.com
http://www.uner.org/wordpress/2018/10/25/historias-de-familia-diciembre-2017-2-2-2-3-3-2-2-2/



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